Política e Organizações Internacionais

Jared Kushner, conselheiro para o Médio Oriente e genro de Donald Trump, expressou dúvidas sobre a capacidade dos palestinos de se governarem a si próprios, numa entrevista televisiva transmitida neste domingo.

Kushner é o arquitecto do plano de paz de Trump para o Médio Oriente, há muito anunciado mas ainda não revelado.

Na entrevista ao site noticioso Axios, quando interrogado sobre se acreditava que os palestinos são capazes de se governar sem a interferência de Israel, Kushner disse: «Isso é uma coisa que teremos que ver. A esperança é que eles, com o tempo, se tornem capazes de governar.»

Ao ser-lhe perguntado se os palestinos poderiam esperar serem livres da interferência militare e governamental de Israel, respondeu que issso seria uma «fasquia alta».

A Administração Civil do Ministério da Defesa de Israel, órgão que administra a ocupação da Cisjordânia, vai leiloar na próxima semana bens doados pela UE e por vários países europeus e que o exército sionista confiscou a civis palestinos em Outubro passado.

Segundo informa Juan Carlos Sanz, correspondente do jornal espanhol El País, trata-se dos materiais usados na construção de duas salas de aula pré-fabricadas de uma escola da localidade de Ibziq, no Vale do Jordão, na Cisjordânia ocupada.

O leilão dos bens doados pela UE e confiscados por Israel veio anunciado no jornal israelita Maariv e deve realizar-se nas unidades da Administração Civil situadas em colonatos ilegais na Cisjordânia ocupada: Beit El (a nordeste de Ramala) e Gush Etzion (bloco de colonatos a sudoeste de Belém) na segunda-feira e terça-feira próximas.

Jason Greenblatt, enviado dos EUA para o Médio Oriente, apelou à dissolução da UNRWA, a agência da ONU de assistência aos refugiados palestinos. Falando numa reunião do Conselho de Segurança da ONU na quarta-feira, Greenblatt disse que a UNRWA deveria ser desmantelada e que a responsabilidade pelos refugiados palestinos deve ser assumida pelos países que os acolhem.

«Precisamos de falar com os governos anfitriões para começar uma conversa sobre o planeamento da transição dos serviços da UNRWA para os governos anfitriões ou para outras organizações não governamentais locais ou internacionais, conforme seja apropriado», afirmou.

Os dirigentes palestinos não participarão na conferência económica que os Estados Unidos vão organizar em Junho no Barém, primeira etapa do «plano de paz» de Trump para a Palestina.

O governo dos EUA anunciou uma «oficina» económica em 25 e 26 de Junho em Manama para aumentar o investimento na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, o que alegadamente permitiria a melhoria das condições de vida dos palestinos que vivem sob ocupação israelita.

Uma carta aberta de mais de 60 académicos judeus e israelitas, em vésperas da discussão no Bundestag de uma moção sobre o movimento BDS, alerta que não se pode confundir com anti-semitismo a crítica a Israel e às suas políticas antipalestinas.

Na sexta-feira passada o parlamento alemão aprovou uma moção que condena como sendo anti-semita o movimento BDS, que apela ao boicote, ao desinvestimento e às sanções como forma de pressão para que Israel ponha fim à ocupação da terra palestina, conceda direitos iguais aos cidadãos palestinos de Israel e reconheça o direito de retorno dos refugiados palestinos.

O Bundestag aprovou na sexta-feira uma moção que condena o movimento BDS como sendo anti-semita, num passo ameaçador no sentido de criminalizar a crítica às políticas antipalestinas de Israel e de amordaçar a liberdade de expressão.

O movimento internacional BDS, que condena explicitamente o anti-semitismo, apela ao boicote, ao desinvestimento e às sanções como forma de pressão para que Israel ponha fim à ocupação da terra palestina, conceda direitos iguais aos cidadãos palestinos de Israel e reconheça o direito de retorno dos refugiados palestinos.

O ministro dos Negócios Estrangeiros palestino, Riyad Al-Maliki, afirmou na quinta-feira que o anunciado plano de paz dos EUA é um acordo para forçar os palestinos à rendição.

Falando numa reunião informal do Conselho de Segurança da ONU para discutir a construção de colonatos israelitas ilegais nos territórios palestinos ocupados, Al-Maliki criticou o chamado «acordo de paz» dos EUA, sublinhando que todas as indicações são de que o seu conteúdo serão «condições para a rendição».

A administração estado-unidense disse que vai revelar o seu «plano de paz», a que chama «acordo do século», depois de terminado o mês sagrado muçulmano do Ramadão, no começo de Junho.

Artigo publicado em Counterpunch em 5 de Março de 2019

Quando ouvi a primeira notícia, presumi que fosse um ataque aéreo israelita contra Gaza. Ou contra a Síria. Ataques aéreos a um «campo terrorista» foram as primeiras palavras. Foi destruído um «centro de comando e controle», foram mortos muitos «terroristas». Os militares estavam a retaliar por um «ataque terrorista» contra as suas tropas, disseram-nos.

Foi eliminada uma base «jihadista» islâmica. Então ouvi o nome Balakot e percebi que não era nem em Gaza, nem na Síria – nem mesmo no Líbano - mas no Paquistão. Coisa estranha, essa. Como poderia alguém misturar Israel e a Índia?

Bem, não deixemos a ideia esfumar-se. Quatro mil quilómetros separam o Ministério da Defesa israelita em Telavive do Ministério da Defesa indiano em Nova Deli, mas há uma razão pela qual os despachos actuais das agências parecem tão semelhantes.

1. Não é possível ignorar nem calar a gravidade das declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciando a intenção de proceder à anexação formal de territórios ocupados da Cisjordânia. As declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros dos EUA, Michael Pompeo, afirmando que tal anexação não constituiria um problema para o chamado «acordo do século» são igualmente inaceitáveis e suscitam fundados receios quanto a esse plano patrocinado pelo governo estado-unidense.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta terça-feira que vai dar a um colonato nos Montes Golã o nome do presidente dos EUA, Donald Trump. Trata-se de um gesto de agradecimento ao presidente estado-unidense por reconhecer a soberania israelita sobre este território sírio que Israel ocupa desde 1967 em violação do direito internacional.

Netanyahu fez o anúncio numa declaração em vídeo durante uma visita a este território sírio ocupado.

«Estou aqui nos belos Montes Golã. Todos os israelitas ficaram profundamente comovidos quando o presidente Trump tomou a sua histórica decisão de reconhecer a soberania de Israel sobre os Montes Golã», afirmou.

«Portanto, depois do feriado da Páscoa, pretendo apresentar ao governo uma resolução pedindo uma nova comunidade nos Montes Golã com o nome do presidente Donald J. Trump», concluiu Netanyahu.

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