Actualidade

A convite do Shotcutz Lisboa, o MPPM apresentou a curta-metragem “Trying to Survive”, do realizador palestino Bashar Albelbisy, na sessão de terça-feira, 11 de Junho. Este documentário foi filmado numa Gaza em ruínas pelos artistas do grupo Alfoursan Arts e o realizador gravou uma mensagem especialmente para esta sessão.

O grupo apresenta-se assim: «Somos o grupo artístico Alfoursan Arts de Gaza. Acreditamos firmemente que a arte tem o poder de criar um impacto positivo na sociedade e promover as normas e valores de uma comunidade unida. Através do teatro e da dança folclórica palestina (o dabke), esforçamo-nos por fortalecer a identidade cultural palestina. Seja no dabke, no teatro ou na música, o nosso variado e diversificado grupo de cinquenta artistas tem uma coisa em comum: todos acreditamos na mudança social e defendemos a importância da responsabilidade social.»

Nesta quinta-feira, 13 de Junho, o MPPM e o Projecto Ruído promoveram na Real República do Rás-Teparta a exibição de um filme seguida de animada conversa sobre a questão palestina.

Foi apresentado o documentário "Gaza -una mirada a los ojos de la barbárie", seguindo-se um participado debate sobre a situação actual na Palestina, de que resultou a premência de pôr termo ao genocídio em Gaza e lutar pelo reconhecimento de um Estado da Palestina livre e independente com a convicção de que a Palestina vencerá.
 

O MPPM juntou-se ontem, 10 de Junho, a mais de 40 colectivos que saíram à rua contra o racismo, a xenofobia e por uma Palestina Livre. Acção de luta e homenagem às vítimas de racismo e xenofobia.

Nesse dia, lembrámos Alcindo Monteiro, brutalmente assassinado por um grupo neonazi e racista, e exigimos justiça para todas as vítimas de violência racista em Portugal.

Numa iniciativa da FAR – Frente Anti-Racista, a concentração frente ao número 19 da Rua Garrett, onde Alcindo foi assassinado, prolongou-se até ao Largo do Carmo onde houve intervenções de representantes das organizações promotoras.

Como vais sendo habitual nas acções de rua, além da representação do MPPM viram-se muitos lenços e bandeiras da Palestina.


Fotos: Manuela Ferrer, MPPM

O MPPM aderiu ao convite para participar na 3ª Marcha do Orgulho LGBTIQA+ de Sintra que se realizou no sábado 8 de Junho organizada pelo SintraFriendly - Colectivo Juvenil LGBTIQA+ de Sintra e Apoiantes.

Com ponto de encontro na Escola Básica Visconde de Juromenha, a Marcha percorreu as ruas da Tapada das Mercês até à estação de comboios da Mercês subordinada ao mote «50 Anos a Conquistar Liberdade!».

Além da expressão da defesa da diversidade de orientações sexuais, relacionais e afectivas bem como de identidades e expressões de género, bandeiras e cartazes deram visibilidade à exigência de liberdade para a Palestina.

O antigo barco de pesca Handala, que faz parte da Flotilha da Liberdade, saiu no dia 1 de Maio de Oslo (Noruega) e parou em portos europeus na Noruega, Suécia, Dinamarca, Alemanha e Países Baixos e está a atravessar a Europa a caminho de quebrar o bloqueio ilegal de Gaza, onde deverá chegar em meados de Agosto. Nas escalas as comunidades locais organizam eventos educativos e de solidariedade para divulgar a Flotilha e a situação na Palestina.

Noruega | Oslo (1 de Maio)

O Handala zarpou de Langkaia, em Oslo, no dia 1 de Maio, na sua viagem de solidariedade rumo a Gaza. Centenas de pessoas compareceram à despedida. A chegada do Handala a Gaza está prevista para meados de Agosto e será um presente para os pescadores de Gaza como contributo para a reconstrução da sua frota de pesca.

Centenas de pessoas aderiram à iniciativa «Juntos pela Paz na Palestina» que o CPPC, a U.S.Algarve/CGTP-IN, o MPPM e o Projecto Ruído promoveram, na quarta-feira 5 de Junho, na Doca de Faro.

A esta importante acção de solidariedade juntaram-se ainda organizações associativas, nomeadamente a WallRide, Epopeia e Associação Recreativa e Cultural de Músicos (ARCM), assim como dezenas de artistas.

Além das intervenções políticas das organizações promotoras, o programa incluía, nomeadamente, participações de Catarina Teixeira, Marc Noah, Cláudia Tomé Silva, Ana Simon, Nanook, Ana Tereza & Alfaro, Mauro Amaral e TiagoRego, Daniel Kemish, RAGZ, Tiago Marcos e Viriato Villas-Boas.

Exigiu-se um cessar-fogo imediato e permanente na Palestina, assim como a paz em todo o Médio Oriente. Reivindicou-se o reconhecimento do Estado da Palestina, o fim dos massacres, a entrada de ajuda humanitária.
 

Três países europeus – Noruega, Espanha e Irlanda – anunciaram no dia 28 de Maio o reconhecimento do Estado da Palestina elevando assim para 143 o número de países membros da ONU — entre os quais 18 europeus —, que reconhecem formalmente o Estado da Palestina, apoiando o seu povo na luta pelos seus direitos nacionais imprescritíveis, por uma existência digna e soberana.

É tempo de Portugal dar também esse passo crucial em prol da justiça e do respeito pelo direito internacional, em coerência com os princípios constitucionais e dando cumprimento à vontade do povo português traduzida na recomendação da Assembleia da República de Portugal, aprovada em 2014, que instava o Governo a reconhecer o Estado da Palestina.

No Jardim da Praça Marquês de Pombal, no Porto, na tarde desta segunda-feira 3 de Junho, houve intervenção política, poesia, música e pintura num evento promovido pelo CPPC, pela USP/CGTP-IN, pelo MPPM e pelo Projecto Ruído-Associação Juvenil, a que se chamou «Mãos pela Paz!».

Com apresentação e moderação de Joana Machado, do Projecto Ruído, intervieram José António Gomes, pelo MPPM, e Ilda Figueiredo, pelo CPPC. Cessar-fogo e abertura total à ajuda humanitária em Gaza, com o fim do genocídio, exigência do reconhecimento do Estado da Palestina pelo governo português, apelo à continuação da solidariedade com a resistência do povo palestino, e apelo à Paz generalizada – foram os pontos dominantes das intervenções.

Leram poemas de sua autoria os escritores Augusto Baptista, Eugénia Soares Lopes e J. J. Silva Garcia. Foram lidos ainda poemas de poetas palestinos pelo poeta José Efe e pelo jornalista e escritor Froufe Andrade.

A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) foi fundada há 60 anos, em 2 de Junho de 1964, na primeira reunião do Conselho Nacional Palestino, realizada em Jerusalém com participação da Liga Árabe, e é reconhecida pelas Nações Unidas como «representante do povo palestino» e pela Liga Árabe como «única e legítima representante do povo palestino».

Nas suas seis décadas de existência, sem nunca ter deixado de ter uma presença nos territórios ocupados, a direcção política e muitos dos seus militantes foram compelidos ao exílio.

Logo no rescaldo da guerra de 1967, em que Israel ocupou a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, a OLP instalou-se na Jordânia, de onde teve de sair no Verão de 1971 na sequência dos confrontos de Setembro de 1970 (Setembro Negro) entre os resistentes palestinos e as forças armadas jordanas.

Largas centenas de pessoas, maioritariamente jovens, estiveram esta tarde de quinta-feira, 30 de Maio, na Ribeira do Porto em resposta a uma convocação do colectivo Estudantes do Porto em Defesa da Palestina.

«Perante a urgência da situação vivida na Faixa de Gaza nos últimos 8 meses e a ofensiva levada a cabo por Israel contra o pequeno território de Rafah, a última zona considerada segura em toda a Faixa de Gaza, e perante a continuidade do genocídio a que temos assistido, é do nosso entender que é importante uma mobilização conjunta de todas as forças dispostas a participar neste ato de protesto contra a política genocida de Israel», justifica o colectivo na chamada para esta iniciativa a que deu o nome «All Eyes on Rafah».

O MPPM aderiu à iniciativa através do seu Núcleo do Porto e José António Gomes interveio em representação do movimento.


Fotos: José António Gomes e Henrique Borges

Páginas

Subscreva Actualidade