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Uma declaração condenando as práticas israelitas e apelando ao fim imediato do regime do apartheid do Estado judeu já foi assinada por mais de 700 académicos, artistas e intelectuais de mais de 45 países, incluindo Portugal.

A declaração, promovida pela Associação de Académicos para o Respeito pelo Direito Internacional na Palestina (AURDIP), apela a uma constituição democrática que garanta a igualdade de direitos e o fim da discriminação com base na raça, origem étnica ou religião.

«Israel estabeleceu um regime de apartheid em todo o território da Palestina histórica, dirigido contra todo o povo palestino, que deliberadamente fragmentou», lê-se no documento.

O maior fundo de pensões da Noruega (KLP) alienou activos em 16 empresas pelas suas ligações aos colonatos israelitas na Cisjordânia ocupada, incluindo o gigante do equipamento de telecomunicações Motorola, segundo noticiou a Al Jazeera.

«Na avaliação do KLP, existe um risco inaceitável de que as empresas excluídas estejam a contribuir para o abuso dos direitos humanos em situações de guerra e conflito através das suas ligações com os colonatos israelitas na Cisjordânia ocupada», disse o KLP, que gere cerca de 95 mil milhões de dólares em activos, num comunicado emitido na segunda-feira.

Para o KLP, as empresas, que abrangem as telecomunicações, a banca, a energia e a construção, todas ajudam a facilitar a presença de Israel e, portanto, correm o risco de ser cúmplices em violações do direito internacional e contrárias às directrizes éticas do KLP.

Foi em Julho de 1975, no Festival Internacional de Cinema de Moscovo, entre dois mil convidados de delegações de todo o mundo, alojadas numa ala completa de um enorme hotel, o Roccia, que me encontrei frente a frente, pela primeira vez, com representantes da Organização da Libertação da Palestina (OLP). E com os seus filmes. E com o seu convívio, entre as inúmeras personalidades sonantes que eram mesmo de todos os quadrantes do mundo: Gina Lollobrigida, Beata Tyszkiewicz, Jacques Tati, Vittorio Gassman, Hortensia Allende, a viúva do Presidente eleito do Chile, Salvador Allende, morto em 1973 no golpe militar de General Augusto Pinochet, etc., etc., etc.

Quatro jovens arquitectos palestinos formados na Universidade de Birzeit, na Cisjordânia, conquistaram o Prémio Phoenix 2021 num concurso internacional para projectos de concepção e reconstrução do Porto de Beirute.

O porto de Beirute foi destruído em 4 de Agosto de 2020 por uma explosão que matou quase 200 pessoas, feriu mais de 6000 e causou enormes danos materiais em edifícios residenciais e estabelecimentos comerciais.

O Prémio Phoenix 2021 foi atribuído pela iDAR-Jerusalem, uma organização palestina sem fins lucrativos que promove a arquitectura, e procurava «a excelência arquitectónica e evocar mentes inovadoras, a nível mundial, para reconstruir o Porto de Beirute e trazê-lo de volta ao povo, remodelado e recapturado.»

O júri internacional avaliou 13 projectos oriundos de Estados Unidos, Rússia, Polónia, Palestina, Israel, Itália, Arábia Saudita, Países Baixos, Barém, Portugal, China e Líbano.

A Universidade Popular do Porto, que tem uma actividade relevante na solidariedade com a causa do povo palestino, promove agora, por videoconferência e com participação presencial limitada, um ciclo de cinema da Palestina ou sobre a Palestina com curtas-metragens, um documentário e uma longa-metragem, em três sessões abertas, com comentários e debate.

Segunda-Feira, 5 de Julho - 21h30

Três curtas-metragens de cineastas palestinos sobre a ocupação, o controle, a humilhação, a fragmentação e as condições de vida a que é sujeito o povo da Palestina.

  • Jornada Impossível – Annemarie Jacir -2003, 17 min.

Numa paisagem interrompida por postos de controle militares, um grupo de artistas cruza fronteiras emocionais e políticas enquanto tenta chegar a Jerusalém. Poema visual sobre a fragmentação de um povo.

«Esta noite não somos judeus, somos nazis», lê-se numa das mensagens partilhadas por supremacistas israelitas de extrema-direita posando com armas em fotografias divulgadas nas redes sociais durante a recente vaga de repressão das manifestações de protesto dos cidadãos palestinos de Israel contra os despejos em Jerusalém Oriental e a ofensiva israelita de 11 dias contra a Faixa de Gaza e divulgada num novo relatório da Amnistia Internacional divulgado esta semana.

O destacado activista político palestino Nizar Banat morreu na madrugada da passada quinta-feira na sequência da sua detenção pelas forças da Autoridade Palestina (AP) na sua residência em Dura, no distrito de Hebron.

A morte de Banat, que tinha 45 anos, foi recebida com protestos nas ruas da Cisjordânia, bem como com críticas de organizações de direitos humanos e de facções palestinas, que apelaram a uma investigação independente.

O governador de Hebron, Jibreen al-Bakri, disse que «a saúde de Banat se deteriorou» quando uma força dos serviços de segurança o foi prender no início da quinta-feira. Acrescentou que ele foi levado para um hospital onde mais tarde foi declarado morto.

Dois membros extremistas do Knesset, o parlamento israelita, invadiram o bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental, na terça-feira à tarde, para pressionar três famílias palestinas a abandonar as suas casas.

Os dois deputados, Bezalel Smotrich e Orit Strock do Partido do Sionismo Religioso, de extrema-direita, que estavam acompanhados por colonos judeus e protegidos por agentes da polícia israelita, ameaçaram as famílias Diab, Al Kurd e Qasim de serem expulsas à força das suas casas no prazo de um mês.

Os habitantes locais reuniram-se e protegeram as famílias palestinas contra os intrusos.

Smotrich tem um historial de incitamento racista contra os palestinos. Encontrou-se com os colonos israelitas que tinham ocupado parte da casa da família Al Kurd antes de receberem ordem da polícia para sair.

Os residentes de Sheikh Jarrah têm sido sujeitos a assédio regular por parte de deputados extremistas e colonos judeus.

O MPPM lamenta que, enquanto um pouco por todo mundo do futebol se sucedem as manifestações de solidariedade com o povo palestino oprimido, o Sport Lisboa e Benfica opte por fazer parceria com o opressor, Israel.

O Sport Lisboa e Benfica anuncia na sua página oficial que acaba de estabelecer uma parceria com a Academia Israelita de Excelência no Futebol (AFEX). Esta ligação visa a realização de Campos de Futebol, em Telavive, entre 25 e 29 de Julho próximo.

«Treinadores do Sport Lisboa e Benfica vão trabalhar em conjunto com treinadores israelitas, garantindo o acompanhamento metodológico de todas as atividades e assegurando que todos os participantes vão poder ter a experiência única de fazer parte de um projeto que é referência mundial no desenvolvimento de jovens jogadores de futebol», esclarece o clube.

A Assembleia de Freguesia de Vila Franca de Xira aprovou uma moção de solidariedade com o povo palestino que exige a libertação dos presos políticos palestinos das prisões israelitas, o fim do bloqueio na Faixa de Gaza, a concretização do direito do povo palestino a um estado independente e que o Governo Português condene de forma inequívoca os ataques perpetrados pelo Estado de Israel.

É o seguinte o teor da Moção aprovada com 11 votos a favor (5 CDU, 5 PS e 1 BE) e 2 votos contra (Coligação Mais - PSD/MPT/PPM):

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE VILA FRANCA DE XIRA

MOÇÃO

EM DEFESA DA PAZ NA PALESTINA – FIM DA AGRESSÃO

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