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Esta Bandeira da Esperança: Um Olhar Sobre a Questão Palestina

A Questão Palestina não é um conflito israelo-palestino. É uma história de violência sobre o povo palestino, de violação dos seus direitos humanos, de ocupação do seu território, de apropriação dos seus recursos.

Mas é, também, a história da resistência heróica de um povo pela afirmação da sua identidade nacional, assente numa cultura milenar, e a história da luta pelo reconhecimento dos seus direitos naturais.

É um pouco dessa história que contamos nesta exposição para que sejamos cada vez mais os que, correspondendo ao apelo de Mahmoud Darwich, ajudam o povo palestino a carregar a sua bandeira de esperança.

Veja a exposição em formato e-book: https://online.fliphtml5.com/chxui/qngl/
 

 

O MPPM condena de forma veemente os ataques militares dos EUA e de Israel contra a Síria.

Nos últimos três dias de Fevereiro, aviões norte-americanos bombardearam a zona de fronteira entre a Síria e o Iraque, enquanto Israel lançou um ataque de mísseis contra a região de Damasco.

Trata-se de acções de guerra claramente violadoras do direito internacional e da soberania da República Árabe Síria, que é vítima desde 2011 de uma agressão patrocinada, armada e financiada, entre outros, por esses mesmos países.

Acresce que Israel ocupa, há mais de meio século, os Montes Golã sírios, enquanto os Estados Unidos da América mantêm, ilegalmente e contra a vontade expressa do governo internacionalmente reconhecido da Síria, tropas de ocupação no Nordeste da Síria – com o objectivo explicitado pelo ex-Presidente Trump de «ficar com o petróleo» –, bem como no Sul, onde construíram a base militar de Al Tanf.

Em reacção ao anúncio de Israel sobre o envio de vacinas excedentárias para a República Checa, Hungria, Honduras, e Guatemala, Dina Jibril, directora interina da Oxfam no Território Palestino Ocupado, descreveu o acordo como "vergonhoso", uma vez que milhões de palestinos estão à espera.

«A decisão de Israel de trocar vacinas excedentárias por votos na ONU e embaixadas, enquanto a grande maioria dos quase 5 milhões de palestinos que vivem na Cisjordânia ocupada e em Gaza ficam à espera da vacina potencialmente salva-vidas, é vergonhosa e míope», disse Jibril numa declaração.

E acrescentou, «O envio de stocks de vacinas em excesso pelo mundo fora enquanto os palestinos que vivem, em muitos casos, a apenas algumas centenas de metros de distância dos israelitas vacinados estão à espera, é mais um exemplo da recusa do governo israelita em cumprir a sua obrigação legal como potência ocupante».

Israel está a realizar uma grande expansão da sua instalação nuclear em Dimona, no deserto de Negev (Naqab), como revelam imagens de satélite divulgadas na quinta-feira pelo Painel Internacional sobre Material Físsil (IPFM), um grupo de peritos independentes.

Em declarações ao The Guardian, Pavel Podvig, um investigador no programa sobre ciência e segurança global da Universidade de Princeton, disse parecer-lhe que a construção começou no início de 2019 ou no final de 2018, pelo que estará em curso há cerca de dois anos.

Dimona é a instalação de investigação nuclear de Israel. Em 2018 recebeu o nome do falecido presidente e primeiro-ministro israelita Shimon Peres. Esta instalação nuclear, construída com a assistência francesa nos anos 50, tem desempenhado um papel fundamental no equipamento do arsenal nuclear de Israel.

Correspondendo a uma iniciativa do MPPM, um número significativo de individualidades representativas dos mais variados sectores da vida portuguesa subscreveu um Apelo à presidência portuguesa do Conselho da União Europeia para que reconheça o Estado da Palestina nos termos do direito internacional e das resoluções relevantes das Nações Unidas, e para que desenvolva uma acção junto dos outros Estados Membros para que ajam no mesmo sentido.

O Apelo está aberto à adesão de todas as pessoas, individuais e colectivas, que se identificam com a causa do povo palestino aqui:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=Palestina-Soberana

Este é o texto do Apelo e a lista de primeiros subscritores:

As autoridades israelitas decidiram hoje entregar, na cidade de Belém, o corpo de Daoud al-Khatib, mais de cinco meses após a sua morte numa prisão israelita.

Al-Khatib, de 45 anos, morreu de ataque cardíaco no centro de detenção israelita de Ofer, a oeste de Ramala, no dia 2 de Setembro de 2020, apenas alguns meses antes do fim da sua pena.

Deveria ser libertado a 4 de Dezembro, depois de ter sido condenado a 18 anos de prisão pelo seu alegado envolvimento em actividades anti-ocupação como membro do movimento Fatah.

Segundo a Sociedade dos Prisioneiros Palestinos (PPS), Khatib teve um ataque cardíaco em 2017 e foi submetido a uma cirurgia de coração aberto, mas as condições de saúde sombrias na prisão combinadas com negligência médica por parte dos Serviços Prisionais de Israel contribuíram para a deterioração da sua saúde até à sua morte.

Um colono israelita atropelou hoje um grupo de caminhantes palestinos perto da aldeia de Ein al-Beida, a leste da cidade de Tubas, no norte do Vale do Jordão, matando um e ferindo dois outros, de acordo com a agência Wafa.

O palestino morto foi identificado como Bilal Bawatneh, de 52 anos, da cidade de al-Bireh, e os feridos como residentes das cidades de al-Bireh e Jerusalém.
Algumas testemunhas disseram que o veículo vinha em excesso de velocidade e se desviou da sua trajectória para atingir os caminhantes.

Colonos atacam agricultores palestinos perto de Tulkarm

Colonos israelitas atacaram hoje agricultores palestinos na aldeia de Shufa, a sudeste da cidade de Tulkarm, no norte da Cisjordânia.

Catorze facções políticas concluíram esta noite uma reunião de dois dias realizada no Cairo, durante a qual concordaram em realizar as eleições legislativas e presidenciais conforme agendado e decretado pelo Presidente Mahmoud Abbas, noticia a agência Wafa.

As facções afirmaram, na sua declaração final, que «respeitarão o calendário estabelecido pelo decreto sobre eleições legislativas e presidenciais, com ênfase na sua realização em Jerusalém, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza sem excepção, comprometendo-se a respeitar e aceitar os seus resultados.»

Concordaram na constituição de um «Tribunal de Processo Eleitoral [que] será formado por consenso e incluirá juízes de Jerusalém, da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.»

O exército israelita atacou esta manhã agricultores palestinos que trabalhavam nas suas terras no norte e sul da Faixa de Gaza e forçou-os a abandonar a área, noticia a agência WAFA.

Soldados israelitas estacionados na fronteira a leste da cidade de Gaza abriram fogo e dispararam granadas de fumo contra agricultores que trabalhavam nas suas terras perto da fronteira a leste do bairro de Zaytoun, forçando-os a abandonar as suas terras para evitar serem feridos.

No sul da Faixa de Gaza, a leste de Khan Yunis, os soldados abriram fogo com espingardas automáticas sobre agricultores e pastores que trabalhavam nas suas terras forçando-os a abandoná-las.

Na linha de separação com a Faixa de Gaza, Israel erigiu uma barreira com 55 km de extensão. Em 2017, Israel iniciou a construção de uma barreira subterrânea ao longo de toda a fronteira e, em 2020, começou a construir uma nova barreira de aço com 6 metros de altura.

Navios da marinha israelita abriram hoje fogo sobre barcos de pesca palestinos que estavam na faina em águas territoriais da Faixa de Gaza.

A marinha israelita disparou balas vivas e canhões de água contra pescadores palestinos que navegavam a menos de seis milhas náuticas de Khan Younis, forçando-os a regressar a casa. Pelo menos uma embarcação sofreu danos no ataque.

Num outro incidente, a marinha israelita também atacou pescadores que navegavam a cerca de três milhas náuticas da costa de Al-Sudaniya, a noroeste da cidade de Gaza, forçando-os a regressar à costa.

As forças navais israelitas há muito que assediam os pescadores de Gaza, disparando contra eles, danificando os seus barcos e efectuando detenções ou mesmo ferindo-os ou matando-os.

Recorda-se que, desde 2007, os dois milhões de habitantes da Faixa de Gaza estão submetidos a um desumano bloqueio terrestre, naval e aéreo.

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