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Cinco formações políticas de esquerda palestinas anunciaram no domingo a constituição da Assembleia Nacional Democrática Palestina. 

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, anunciou no sábado que vai dissolver o Conselho Legislativo Palestino. «Recorremos ao Tribunal Constitucional e o tribunal decidiu dissolver o CLP e pediu eleições parlamentares no prazo de seis meses, e nós temos de executar essa decisão imediatamente», disse Abbas numa reunião da Organização de Libertação da Palestina em Ramala.

O CLP é o parlamento directamente eleito pelos palestinos que vivem nos territórios sob a alçada da Autoridade Palestina, ou seja, é o órgão legislativo do aparelho para-estatal instituído ao abrigo dos Acordos de Oslo de 1993.

A Lei Básica da Palestina (constituição) prevê a realização de eleições parlamentares de quatro em quatro anos, mas as últimas ocorreram em 2006, há mais de doze anos. Nessa altura o Hamas venceu por larga maioria. O Hamas tem 76 dos 132 lugares do CLP, ao passo que a Fatah tem 43, sendo os 13 restantes ocupados por deputados de esquerda e independentes.

Três palestinos, incluindo um adolescente, foram hoje mortos por forças israelitas durante manifestações na Faixa de Gaza.

Os soldados do exército de ocupação dispararam balas reais e balas de aço revestidas de borracha, bem como granadas de gás lacrimogéneo, contra os manifestantes que participavam na 39.a sexta-feira consecutiva dos protestos da Grande Marcha do Retorno, junto à vedação com que Israel isola o território palestino.

O Ministério da Saúde de Gaza informou que os mortos são Mohammed al-Jahjouh, de 16 anos, Abdulaziz Abu Shree'a, de 28, e Maher Yassin, de 40.

Foram também feridos 47 manifestantes palestinos, incluindo quatro paramédicos e dois jornalistas. Num dos acampamentos da Grande Marcha do Retorno, uma ambulância foi atingida directamente por uma granada de gás lacrimogéneo israelita, sufocando os paramédicos que se encontravam no seu interior.

O Knesset (parlamento de Israel) aprovou ontem, em primeira leitura, um projecto de lei para desterrar as famílias de palestinos suspeitos de ataques a israelitas. Nesta primeira das três votações necessárias para se converter em lei, o projecto teve 69 votos a favor e 38 contra.

Se o projecto se converter em lei, o Comando Central do Exército israelita, responsável pelas unidades militares que asseguram a ocupação da Cisjordânia, poderá expulsar os familiares de palestinos acusados de executar ou estar implicados em ataques contra israelitas. Esses familiares seriam desterrados das suas localidades de residência para outras zonas da Cisjordânia, no prazo de uma semana após o ataque.

Dezenas de alunos de Hebron, na Cisjordânia ocupada, sofreram os efeitos da inalação de gás lacrimogéneo disparado por soldados israelitas no passado domingo, 16 de Dezembro.

O repugnante acto de brutalidade não provocada do exército de ocupação é relatado e está registado em vídeo pelo International Solidarity Movement. Rachel Corrie, morta em 2003 por um buldózer do exército israelita quando tentava impedir a demolição da casa de um palestino na Faixa de Gaza, pertencia a este grupo não violento de activistas pró-palestinos.

No domingo (um dia útil na Palestina), quatro soldados do exército de ocupação israelita entraram no bairro de Salaymeh, em Hebron, às 13h. Activistas do ISM estavam presentes no local desde as 12h30 e não testemunharam nenhum lançamento de pedras nem qualquer tipo de provocação.

Escolas de Hebron atacadas com gás lacrimogéneo. 16 Dezembro 2018
Escolas de Hebron atacadas com gás lacrimogéneo. 16 Dezembro 2018
Soldados do exército de ocupação disparam granadas atordoantes e gás lacrimogéneo contra escolas, Hebron, 16 Dezembro 2018
Soldados do exército de ocupação disparam granadas atordoantes e gás lacrimogéneo contra escolas, Hebron, 16 Dezembro 2018

O exército israelita demoliu uma residência familiar em retaliação pela morte de um sargento israelita. Trata-se de uma cruel e vergonhosa forma de punição colectiva.

Israel acusa Islam Abu Hmeid de ter atirado do telhado um bloco de mármore de 18 quilos que provocou a morte de um sargento israelita das forças especiais, durante uma incursão em Maio para efectuar detenções. O edifício de quatro pisos é propriedade de Latifa Abu Hmeid, mãe de Islam, e está localizado no campo de refugiados de Amari, perto da cidade de Ramala, na Cisjordânia ocupada.

Setecentos soldados israelitas invadiram o campo de Amari na madrugada de sábado, 15 de Dezembro, cercaram a casa e expulsaram do seu interior dezenas de jornalistas e activistas solidários que tentavam impedir a destruição. A casa foi depois demolida com uma explosão.

Destruição da casa da família Abu Hmeid, no campo de refugiados de Amari
Destruição da casa da família Abu Hmeid, no campo de refugiados de Amari

Um jovem palestino foi morto a tiro por forças israelitas na Cisjordânia ocupada na sexta-feira. Mahmoud Youssef Nakhleh, de 18 anos, morreu após ser atingido no estômago por tropas israelitas no campo de refugiados de al-Jalazun, perto de Ramala. As forças israelitas dispararam contra o jovem de muito perto, menos de 10 metros de distância.

Na sexta-feira registaram-se protestos generalizados, com  arremesso de pedras contra as forças israelitas, na Cisjordânia ocupada. Vive-se aqui um clima de tensão crescente após quatro palestinos e dois israelitas serem mortos num espaço de 48 horas. Segundo o Crescente Vermelho Palestino, pelo menos 57 palestinos ficaram feridos duarnte o dia de sexta-feira.

As forças israelitas lançaram uma onda de prisões em toda a Cisjordânia ocupada. Desde quinta-feira mais de 100 palestinos foram presos. Segundo uma fonte do Hamas, entre eles contam-se dezenas de simpatizantes do movimento, incluindo deputados.

Quatro palestinos foram mortos por forças israelitas em operações separadas nas últimas 24 horas na Cisjordânia ocupada.

O exército israelita declarou a cidade de Ramala zona militar fechada, apesar de ser a sede da Autoridade Palestina e se encontrar na Área A, em teoria sob total controlo civil e de segurança palestino.

O encerramento foi anunciado após um ataque a tiro perto do colonato ilegal de Ofra, a leste de Ramala. Dois soldados israelitas foram mortos e dois feridos por um palestino desconhecido que fugiu do local de carro, depois de se apoderar de uma das armas dos soldados.

A primeira das mortes aconteceu durante a noite de quarta-feira. No espaço de seis horas e em operações separadas, forças israelitas mataram três palestinos suspeitos de ataques a israelitas.

No dia 13 de Dezembro, por iniciativa do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Palestina (GPAP-P), a Biblioteca da Assembleia da República acolheu o lançamento do livro Na presença da ausência, de Mahmoud Darwich, editado pela Flâneur.
O presidente da AR esteve representado pelo vice-presidente, José Manuel Pureza. O deputado Bruno Dias, presidente do GPAP-P, conduziu a sessão, que contou, ainda, com a participação de Júlio de Magalhães, investigador em assuntos islâmicos, e dos editores Arnaldo Vila Pouca e Cátia Monteiro.
Estiveram presentes vários deputados, membros do corpo diplomático e representantes de organizações de solidariedade com a Palestina, entre as quais o MPPM.
Canal Parlamento registou o evento.

A convite da Assembleia da República, uma delegação do Grupo Parlamentar de Amizade Palestina-Portugal, composta pelos deputados Azzam Al-Ahmed (presidente do Grupo Parlamentar de Amizade), Epiphan Bernard Z. Sabella e Fayez Anton Sakka, bem como pelo Secretário-Geral do Conselho Legislativo Palestino, Ibrahim Khreiseheh, esteve de visita a Portugal.

No dia 12 de Dezembro, a delegação foi recebida na Assembleia da República pelo Vice-Presidente José Manuel Pureza, pelo Grupo Parlamentar de Amizade Portugal – Palestina, e pelo Presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, Deputado Sérgio Sousa Pinto.

À tarde, no Teatro “A Barraca”, a delegação teve um encontro com representantes de organizações portuguesas activas na solidariedade com a luta do povo palestino, entre as quais o MPPM.

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