Actualidade

Vários congressistas norte-americanos, em mensagens no Tweeter, condenaram Israel pelos anunciados despejos de várias famílias palestinas no bairro Sheikh Jarrah, em Jerusalém ocupada, em benefício de grupos de colonos extremistas.

«Os Estados Unidos devem pronunciar-se energicamente contra a violência perpetrada por extremistas israelitas, aliados ao governo, em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, e deixar claro que as expulsões de famílias palestinas não devem avançar», escreveu Bernie Sanders, senador por Vermont.

Também Elizabeth Warren, senadora democrata pelo Massachusetts, condenou as expulsões:

«A expulsão forçada de residentes palestinos de longa data em Sheikh Jarrah é repugnante e inaceitável. A Administração [norte-americana] deveria deixar claro ao governo israelita que estas expulsões são ilegais e devem cessar imediatamente», disse.

Forças israelitas atacaram fiéis palestinos na Mesquita de al-Aqsa e noutros locais da Jerusalém Oriental ocupada, deixando 205 pessoas feridas, 88 das quais hospitalizadas, de acordo com o Crescente Vermelho palestino.

No final de sexta-feira, as forças israelitas utilizaram gás lacrimogéneo, granadas atordoantes e balas de aço revestidas de borracha para dispersar milhares de fiéis que se tinham reunido na Mesquita de al-Aqsa, na última sexta-feira do Ramadão.

Laylat al-Qadr é, para os muçulmanos, a noite mais santa do Ramadão e normalmente atrai grandes multidões de fiéis à mesquita al-Aqsa, enchendo completamente os seus pátios.

A violência na sexta-feira à noite, que se prolongou pelo sábado de manhã, culminou uma semana de tensões crescentes na cidade devido ao despejo iminente de seis famílias palestinas das suas casas, no bairro de Sheikh Jarrah.

Soldados e colonos atacam palestinos em Sheikh Jarrah

As forças de ocupação israelitas agrediram e dispersaram, na noite de sábado, dezenas de manifestantes não violentos palestinos que realizavam uma concentração no bairro Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental ocupada, contra uma ameaça iminente de despejo das suas casas.

O Tribunal Distrital de Jerusalém decidiu que pelo menos seis famílias deviam abandonar as suas casas em Sheikh Jarrah até 2 de Maio, apesar de aí terem vivido durante gerações.

O mesmo tribunal decidiu que sete outras famílias devem abandonar as suas casas até 1 de Agosto. No total, 58 pessoas, incluindo 17 crianças, estão previstas para serem deslocadas à força para dar lugar aos colonos israelitas.

Aref Hammad, porta-voz das famílias de Sheikh Jarrah, disse que existem actualmente 28 unidades habitacionais, onde vivem 87 famílias, que enfrentam a ameaça de despejo para dar lugar a um novo colonato israelita conhecido como Shimon HaTsadiq.

O MPPM integrou o desfile organizado pela CGTP-IN/USL, em Lisboa, associando-se assim às celebrações do Dia do Trabalhador.

Entre o Campo Pequeno e a Alameda, reclamámos uma Palestina Livre e Independente e Paz para o Médio Oriente.

Na Alameda, a Palestina e Médio Oriente estiveram presentes na intervenção da Secretária-Geral da CGTP-IN:

«Saudamos o povo da Palestina, ocupado e humilhado por Israel com o alto patrocínio dos Estados Unidos da América!

[Palestina vencerá! Palestina vencerá!]

Saudamos os povos da Síria e de todo o Médio Oriente, terra fustigada pela ganância do lucro e dos que não olham a meios para impor a sua vontade!»

«As autoridades israelitas estão a cometer os crimes contra a humanidade de apartheid e perseguição», disse a organização internacional de direitos humanos Human Rights Watch num relatório hoje divulgado. «A acusação tem por base uma política global do governo israelita para manter o domínio dos israelitas judeus sobre os palestinos e os abusos graves cometidos contra os palestinos que vivem no território ocupado, incluindo Jerusalém Oriental.»

O MPPM integrou o desfile promovido pela Comissão Promotora das Comemorações Populares do 25 de Abril que hoje percorreu a Avenida da Liberdade, em Lisboa.

Após um ano de interregno, a Avenida voltou a ser palco das celebrações do 25 de Abril, ainda que numa dimensão mais contida, devido às restrições impostas pelas medidas sanitárias em vigor.

O MPPM trouxe para a rua a causa do povo palestino, uma dívida de gratidão que Portugal tem por cumprir.

Hoje celebramos o 47º aniversário da Revolução de Abril. Celebramos o fim da longa noite fascista e a devolução ao povo português da sua liberdade e dos seus direitos fundamentais. Celebramos também o fim do isolamento e o regresso com dignidade ao convívio das nações.

A Constituição da República, promulgada há 45 anos, consagra os valores essenciais – liberdade, democracia, justiça social, independência nacional, paz, solidariedade –, os direitos adquiridos e também os compromissos assumidos, nomeadamente nas relações internacionais.

Se, no que concerne à recuperação dos direitos individuais e colectivos, não obstante avanços e recuos, se registaram inegáveis progressos, já no que respeita às relações internacionais Portugal tarda a realizar os desígnios de Abril.

Foi vontade de Abril, gravada na Constituição, que Portugal se regesse no respeito «pelos direitos do homem, dos direitos dos povos».

A Comissão Promotora das Comemorações Populares do 25 de Abril, que o MPPM integra, deliberou retomar a realização do desfile na Avenida da Liberdade, em Lisboa, em moldes adequados à situação sanitária que nos condiciona e com regras acordadas com a Direcção Geral de Saúde.

O desfile decorrerá entre o Marquês de Pombal e os Restauradores, com início às 15 horas ddo dia 25,  e está limitado a representantes das organizações integrantes da Comissão Promotora.

A Comissão Promotora apela a outras iniciativas propiciadoras de uma alargada homenagem ao 25 de Abril.

APELO À PARTICIPAÇÃO

Comemoramos 47 anos da Revolução de Abril - o heróico levantamento militar do Movimento das Forças Armadas, logo seguido por um amplo levantamento popular, que pôs fim a 48 longos anos de obscurantismo e ditadura fascista e a 13 anos de uma guerra colonial que vitimou milhares de jovens portugueses e dos povos irmãos africanos.

Assinalando o Dia dos Presos Palestinos, o MPPM – Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente – e a URAP – União de Resistentes Antifascistas Portugueses – , com o apoio do Museu do Aljube, promoveram, na terça-feira, 20 de Abril, uma sessão de solidariedade com os presos e detidos administrativos palestinos nas prisões de Israel.

A sessão foi aberta por Rita Rato, Directora do Museu do Aljube, que destacou o facto de esta iniciativa ter lugar no local onde se situava uma das mais sinistras prisões do fascismo português.

Carlos Almeida, intervindo em representação do MPPM, situou a questão dos presos palestinos no contexto mais geral da ocupação israelita para frisar que é todo um povo que tem a sua liberdade coarctada.

O filme The Present (O Presente), da realizadora britânico-palestina Farah Nabulsi, ganhou o prémio 2021 da BAFTA (Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas) para melhor curta-metragem e está nomeado para os Óscares 2021 na categoria de melhor curta-metragem de acção ao vivo.

The Present é um filme de 20 minutos, inteiramente rodado na Cisjordânia, sobre um homem palestino, Yusef, que quer comprar uma prenda de aniversário para a mulher. A sua ida às compras, acompanhado da filha Yasmine, seria banal se não tivesse que lidar com os postos de controlo da ocupação israelita.

No seu discurso de aceitação, Farah Nabulsi disse: «Qualquer pessoa que tenha visto este filme... saberá por que dedico este prémio ao povo da Palestina, para quem a liberdade e a igualdade são há muito, muito, necessárias.»

Páginas

Subscreva Actualidade