Gaza

O exército israelita atacou esta manhã agricultores palestinos que trabalhavam nas suas terras no norte e sul da Faixa de Gaza e forçou-os a abandonar a área, noticia a agência WAFA.

Soldados israelitas estacionados na fronteira a leste da cidade de Gaza abriram fogo e dispararam granadas de fumo contra agricultores que trabalhavam nas suas terras perto da fronteira a leste do bairro de Zaytoun, forçando-os a abandonar as suas terras para evitar serem feridos.

No sul da Faixa de Gaza, a leste de Khan Yunis, os soldados abriram fogo com espingardas automáticas sobre agricultores e pastores que trabalhavam nas suas terras forçando-os a abandoná-las.

Na linha de separação com a Faixa de Gaza, Israel erigiu uma barreira com 55 km de extensão. Em 2017, Israel iniciou a construção de uma barreira subterrânea ao longo de toda a fronteira e, em 2020, começou a construir uma nova barreira de aço com 6 metros de altura.

Navios da marinha israelita abriram hoje fogo sobre barcos de pesca palestinos que estavam na faina em águas territoriais da Faixa de Gaza.

A marinha israelita disparou balas vivas e canhões de água contra pescadores palestinos que navegavam a menos de seis milhas náuticas de Khan Younis, forçando-os a regressar a casa. Pelo menos uma embarcação sofreu danos no ataque.

Num outro incidente, a marinha israelita também atacou pescadores que navegavam a cerca de três milhas náuticas da costa de Al-Sudaniya, a noroeste da cidade de Gaza, forçando-os a regressar à costa.

As forças navais israelitas há muito que assediam os pescadores de Gaza, disparando contra eles, danificando os seus barcos e efectuando detenções ou mesmo ferindo-os ou matando-os.

Recorda-se que, desde 2007, os dois milhões de habitantes da Faixa de Gaza estão submetidos a um desumano bloqueio terrestre, naval e aéreo.

Soldados israelitas invadiram hoje de manhã cedo o Complexo Médico da Palestina, na cidade de Ramala, na Cisjordânia ocupada, e dispararam aleatoriamente latas de gás lacrimogéneo e munições revestidas de borracha contra o pessoal médico e pacientes, ferindo uma mulher grávida, no ombro, com uma munição revestida de borracha, e um paramédico, no braço.

Outras pessoas sofreram asfixia por inalação de gás, enquanto alguns pacientes ficaram aterrorizados em resultado da agressão. Uma ambulância também sofreu danos parciais devido ao disparo israelita.

Este foi o segundo ataque das forças de ocupação israelitas a hospitais na Palestina, neste fim-de-semana, o primeiro dos quais foi um ataque de aviões de guerra israelitas que atingiu o Hospital Pediátrico Al-Durra, na Faixa de Gaza.

Gaza, mon amour, realizado pelos gémeos Tarzan e Arab Nasser, é o candidato da Palestina a uma nomeação para o Óscar de melhor filme em língua estrangeira. Estreou, este ano, no Festival de Veneza e é uma co-produção da Palestina, França, Alemanha, Portugal e Qatar.

O filme foi posteriormente exibido no Festival Internacional de Cinema de Toronto 2020, onde ganhou o Prémio NETPAC (Network for the Promotion of Asian Cinema), que distingue os melhores filmes asiáticos em festivais seleccionados do mundo inteiro.

Inspirado numa situação verídica ocorrida em Gaza, em 2014, o filme conta a história de Issa (Salim Dau), um pescador de Gaza, de 60 anos, secretamente apaixonado pela modista Siham (Hiam Abass), cuja sorte muda quando recolhe na sua rede de pesca uma escultura fálica do deus grego Apolo…

O Algarve proporcionou os locais para as filmagens das cenas situadas nas praias e no mar de Gaza, interditados pelo bloqueio israelo-egípcio.

Pela décima noite consecutiva Israel sujeitou a Faixa de Gaza a bombardeamentos pela artilharia e pela aviação. Embora haja vários feridos, não se registaram, até ao momento, vítimas mortais. No entanto, foram causados avultados danos materiais e há um pânico generalizado na população.

Israel argumenta que está a retaliar ao envio de balões incendiários, a partir da Gaza, para povoações israelitas vizinhas e alega que só está a atacar alvos do Hamas. No entanto, estão documentados danos em habitações e até numa escola da UNRWA.

Aviões de guerra e artilharia israelita atacaram alvos na Faixa de Gaza esta manhã cedo, enquanto os direitos de pesca dos habitantes de Gaza foram drasticamente reduzidos, informou a agência noticiosa palestina WAFA.

Um avião de guerra israelita disparou dois mísseis contra um local a leste da cidade de Gaza, na Faixa de Gaza setentrional, causando pesados danos no local e nos edifícios vizinhos, mas sem danos corporais.

Outro avião de combate disparou dois mísseis em terras agrícolas a leste de Beit Hanoun, também a norte, causando um buraco profundo no solo, e dois outros mísseis num local a leste de Rafah, na Faixa de Gaza meridional, causando danos materiais.

A artilharia israelita também bombardeou um local a leste de Deir al-Balah, na Faixa de Gaza central, causando pesados danos ao local e às propriedades vizinhas.

Segundo noticiou ontem a agência Wafa, Israel vai demolir 30 casas palestinas no bairro de Issawiya, em Jerusalém Oriental, sob o pretexto de construção sem licença. No mesmo dia, o Comité Contra o Muro e os Colonatos em Belém (CCMCB), divulgou que a administração civil Israelita tinha aprovado a construção de 164 novas unidades habitacionais no colonato Neve Daniel, a sudoeste de Belém.

Legislação discriminatória incentiva construção ilegal

Para os residentes de Issawiya, um agregado palestino de cerca de 20 000 pessoas, e em outras partes de Jerusalém Oriental ocupada, os ataques militares, a apropriação de terras e as demolições são uma realidade diária.

Com o pretexto de construção ilegal, Israel demole regularmente casas de palestinos em Jerusalém Oriental com o objectivo de alterar o equilíbrio demográfico em favor dos colonos judeus na cidade ocupada.

Em 2010, a Flotilha da Liberdade para Gaza, um comboio de seis embarcações que transportavam ajuda humanitária, tentou quebrar o bloqueio de Israel à Faixa de Gaza. Recusando a exigência de Israel de se retirar, a flotilha continuou a navegar em águas internacionais e as forças de ocupação israelitas lançaram um ataque nocturno. Num dos barcos, o Mavi Marmara, os comandos israelitas alvejaram e mataram nove activistas dos direitos humanos e um décimo morreu mais tarde devido aos seus ferimentos, e feriram cinquenta civis desarmados. Agrediram, também, passageiros das outras cinco embarcações.

Em Maio de 2020, a Coligação Flotilha da Liberdade está a patrocinar uma série de webinars para recordar os acontecimentos de 2010 e para chamar a atenção internacional para a situação dos dois milhões de palestinos que vivem em Gaza sob um brutal e ilegal bloqueio israelita por terra, mar e ar.

Barcos da marinha israelita abriram hoje fogo contra pescadores palestinos ao largo da costa norte de Gaza e soldados dispararam granadas de gás lacrimogéneo contra agricultores no sul da Faixa de Gaza, noticiou a agência WAFA.

Os barcos da marinha abriram fogo e apontaram canhões de água aos pescadores que navegavam a três milhas náuticas da costa norte de Gaza, obrigando-os a regressar à costa.

No sul da Faixa de Gaza, soldados israelitas dispararam granadas de gás lacrimogéneo contra agricultores palestinos que se encontravam a leste de Khan Younis, forçando-os também a abandonar a zona antes de serem feridos.

O assédio da marinha e do exército israelitas aos pescadores e agricultores palestinos perto das fronteiras é um acontecimento quase diário que visa desencorajá-los de prosseguir a pesca, uma fonte de rendimento vital para milhares de famílias de Gaza, e de cuidar das suas terras perto da vedação da fronteira com Israel.

A missão 2020 da Flotilha da Liberdade, que o MPPM noticiou, foi adiada devido à presente situação de pandemia. A este respeito, a coordenação internacional da coligação tornou público o seguinte comunicado:

«Tendo em conta as restrições sanitárias globais em matéria de viagens e reuniões públicas, a Coligação Flotilha da Liberdade decidiu adiar a partida planeada para Gaza. Tínhamos inicialmente planeado visitar vários portos do sul da Europa em Abril e Maio deste ano e rumar a Gaza no final de Maio, para coincidir com o 10º aniversário do ataque israelita ao Mavi Marmara e a outros navios da Flotilha da Liberdade em 2010, que matou 10 activistas da paz.

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