Sessões e Actos Públicos

Acto público - Martim Moniz, Lisboa - 6 Julho 2020

"Não à anexação!” e “Fim aos crimes de Israel!” foram as palavras de ordem que levaram três centenas de pessoas a reunir-se hoje no Largo do Marim Moniz, em Lisboa, num acto público convocado pela CGTP-IN, pelo CPPC e pelo MPPM e que contou com a adesão de outras organizações.

O evento iniciou-se com poesia palestina dita pelo actor Fernando Jorge Lopes, do Teatro Extremo (Almada).

Seguiram-se intervenções de Beatriz Goulart (CPPC), João Barreiros (CGTP-IN) e Carlos Almeida (MPPM).

Foi mais uma jornada de solidariedade com o povo da Palestina, a exemplo de outras que decorrem por todo o mundo, reclamando dos governos medidas corajosas contra o projecto anexionista de Israel.

Fotos: Paulo Oliveira

Foi anunciada a vinda a Portugal de Mike Pompeo, Secretário de Estado norte-americano. Posteriormente, foi confirmada a presença do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, que manterá reuniões com Pompeo e com as autoridades portuguesas.

Mike Pompeo é um dos responsáveis pela política da Administração Trump. Uma política de escalada militarista e de confrontação que agride a soberania, a democracia e o direito internacional e que está a arrastar o Mundo para grandes perigos. Mike Pompeo é um dos representantes dos sectores mais reaccionários e belicistas instalados na Administração norte-americana.

Já Netanyahu é não apenas representante dos sectores mais agressivos do sionismo como é responsável pelo agravamento da ocupação da Palestina, por incontáveis crimes de guerra e pela repressão massiva dos palestinos.

Para protestar contra a realização da Cimeira da NATO, em Londres, mais de duas dezenas de organizações, entre as quais o MPPM, promoveram hoje, na Rua do Carmo, em Lisboa, um concorrido Acto Público. Idêntica iniciativa terá lugar amanhã, 4 de Dezembro, na Rua de Santa Catarina, no Porto.

As organizações promotoras subscreveram a seguinte declaração:

A Organização do Tratado do Atlântico Norte – NATO – realiza uma cimeira nos dias 3 e 4 de Dezembro, em Londres, onde se assinalará, uma vez mais, os 70 anos da criação desde bloco político-militar belicista.

À semelhança de cimeiras anteriores, falar-se-á muito em «paz» e «segurança», mas as decisões que serão tomadas apontarão para o aumento das despesas militares, para novos e mais sofisticados armamentos, para o militarismo e a guerra.

«O nosso povo não vai desistir, vai resistir, e tem o povo português a seu lado», garantiu Nabil Abuznaid, Embaixador da Palestina, na sessão com que o MPPM assinalou o 71.º aniversário da Nakba palestina e que encheu por completo a vasta sala da Casa do Alentejo.

Deolinda Machado, dirigente da CGTP-IN e da LOC-MTC, destacou as guerras e ameaças à paz e as suas consequências para os trabalhadores e restantes populações, levando-as a engrossar as correntes de migrantes.

A última intervenção pertenceu a Jorge Cadima, da Direcção Nacional do MPPM, que frisou que, sete décadas passadas, a Nakba continua e que uma nova limpeza étnica dos palestinos pode estar no horizonte.

«Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar», recordou-nos Francisco Fanhais, que se associou a este evento partilhando com a assistência algumas canções do seu reportório.

O MPPM participou no grande desfile organizado pela CGTP-IN, entre o Martim Moniz e a Alameda Afonso Henriques, em Lisboa, reclamando liberdade e independência para a Palestina e paz para o Médio Oriente.

A associação do MPPM à manifestação organizada pela CGTP-IN traduz o reconhecimento pelo intenso e valioso trabalho desenvolvido pela central sindical, pelas organizações nela filiadas e pelos trabalhadores seus associados, na solidariedade com os trabalhadores e com o povo da Palestina.

Na Alameda, o MPPM montou um stand com informação sobre a questão palestina. Em particular destaque, um painel ilustrava a perda de território palestino ao longo do século XX, fruto das sucessivas apropriações sionistas, pelo terrorismo e pela guerra.

O MPPM esteve na Avenida para reafirmar a fidelidade aos valores de Abril. Para alertar que a luta pela defesa da democracia e da liberdade não permite tréguas. Para recordar que a Revolução dos Cravos devolveu a Portugal um papel no concerto das nações que não tolera abdicações de soberania. Para dizer, com Nelson Mandela, que «a nossa liberdade é incompleta sem a liberdade dos Palestinos».

Por isso, reclamámos uma Palestina livre e independente. Reclamámos o fim da ocupação. Reclamámos liberdade para os presos políticos palestinos nas prisões de Israel.

E gritámos: Palestina vencerá!

Há 45 anos deu-se uma das maiores realizações históricas do povo português – a Revolução de 25 de Abril de 1974. O heróico levantamento militar do Movimento das Forças Armadas (MFA), logo seguido por grandioso apoio e decidida intervenção popular, pôs fim a 48 anos de fascismo. Há 45 anos deu-se início a um processo revolucionário protagonizado pelo povo e pelos militares progressistas que realizou profundas transformações e conquistas democráticas no nosso país – conquistaram-se liberdades e garantias, direitos políticos, económicos, sociais e culturais, afirmaram-se a soberania e a independência nacionais, que foram consagrados na Constituição da República Portuguesa, aprovada em 2 de Abril de 1976.

Com o apoio de duas dezenas de organizações realizou-se hoje, no Cais do Sodré, em Lisboa, um acto público de protesto pela passagem do 70º aniversário da NATO, com distribuição de documentação informativa dos objectivos da iniciativa.

Falando em nome das organizações promotoras, Filipe Ferreira, do CPPC, recordou a génese da organização e a forma como, ao longo dos anos, os seus objectivos se têm afastado, cada vez mais, do seu proclamado propósito inicial, para se afirmar como uma aliança agressiva, responsável por guerras em vários pontos do globo, designadamente no Médio Oriente, e contribuindo para mais de metade das despesa militares mundiais.

Porque consideram que a NATO e os interesses que serve são a principal ameaça à paz e à segurança internacionais, as organizações reclamaram:

O MPPM assinalou hoje o Dia da Terra com uma sessão muito participada, no auditório da Fundação José Saramago, em que foi exibido o filme de Maryse Gargour «A Terra Fala Árabe», seguido de um debate introduzido e moderado por Carlos Almeida, investigador na FLUL e Vice-Presidente do MPPM.

O Dia da Terra evoca os acontecimentos de 30 de Março de 1976 em que as forças repressivas israelitas mataram seis palestinos cidadãos de Israel que protestavam contra a expropriação de terras propriedade de palestinos, no Norte de Israel, para aí construir comunidades judaicas. Cerca de 100 pessoas ficaram feridas e centenas foram presas durante a greve geral e grandes manifestações de protesto que nesse dia ocorreram em diferentes localidades palestinas no território de Israel.

Foi inaugurada ontem, 22 de Fevereiro, no átrio do edifício principal do Hospital Júlio de Matos, a quarta exposição de Pintura de Arte Solidária que Maria Vitória Vaz Pato, sócia e ex-aluna da Sociedade Nacional de Belas Artes, apresenta, desta vez apoiando a causa da Palestina.

Para a artista, «A arte, e neste caso a pintura, é uma expressão do coração, um sentimento que se descobre em nós e nos propomos partilhar com olhares diversos. Nada, pois, de mais natural que este sentimento seja solidário expressando uma fraterna com-paixão com aqueles que sofrem uma terrível injustiça.»

A abrir, uma performance teatral simulou a vida quotidiana dos palestinos confrontados com a existência do Muro de Separação. Um «soldado» discriminava quem podia entrar ou quem era enviado para trás do Muro. Mas desta vez houve um final feliz e o «Muro» foi derrubado…

A Exposição vai estar aberta ao público, de segunda a sexta-feira, das 10 às 19 horas, até 8 de Março.

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