Economia e Recursos Naturais da Palestina

Mais de 60 animais morreram esta manhã envenenados por colonos israelitas extremistas na cidade de Al-Auja, a norte de Jericó, no Vale do Jordão.

Segundo a agência Wafa, um grupo de habitantes do colonato de Seima pulverizou veneno nos terrenos onde o gado pastava. Sessenta animais já morreram, mas um responsável do município de Al-Auja disse que era altamente provável que o número aumentasse, uma vez que parte do gado restante ainda se encontrava em estado crítico.

A violência dos colonos contra os palestinos e os seus bens é rotineira na Cisjordânia e raramente é sancionada pelas autoridades israelitas.

A violência dos colonos inclui, além de agressões pessoais, fogo posto em prédios e mesquitas, lançamento de pedras, destruição de culturas e oliveiras, ataques a habitações e automóveis, entre outros.

Soldados e colonos israelitas juntaram-se hoje para destruir 15 dunums (1,5 hectares) de terra plantada com oliveiras numa área localizada entre as aldeias de Kaffa e Shoufa, a sudeste da cidade de Tulkarm, no norte da Cisjordânia.

Tahsin Hamed, um activista local, disse à agência noticiosa palestina WAFA que o exército e os colonos utilizaram 10 bulldozers para destruir as terras e arrancar as árvores e todas as culturas aí plantadas pertencentes a palestinos que vivem na aldeia de Kaffa.

Ele informou que as terras se situam perto do colonato ilegal de Avni Hefetz, construído em terras palestinas expropriadas.

Hamed disse que o exército bloqueou todas as estradas que conduzem a esta terra há mais de um mês para impedir que os seus proprietários a alcançassem e como prelúdio para a ocupar.

Barcos da marinha israelita abriram hoje fogo contra pescadores palestinos ao largo da costa norte de Gaza e soldados dispararam granadas de gás lacrimogéneo contra agricultores no sul da Faixa de Gaza, noticiou a agência WAFA.

Os barcos da marinha abriram fogo e apontaram canhões de água aos pescadores que navegavam a três milhas náuticas da costa norte de Gaza, obrigando-os a regressar à costa.

No sul da Faixa de Gaza, soldados israelitas dispararam granadas de gás lacrimogéneo contra agricultores palestinos que se encontravam a leste de Khan Younis, forçando-os também a abandonar a zona antes de serem feridos.

O assédio da marinha e do exército israelitas aos pescadores e agricultores palestinos perto das fronteiras é um acontecimento quase diário que visa desencorajá-los de prosseguir a pesca, uma fonte de rendimento vital para milhares de famílias de Gaza, e de cuidar das suas terras perto da vedação da fronteira com Israel.

Colonos judeus do colonato ilegal de Sidi Boaz arrancaram no Domingo de Páscoa cerca de 350 oliveiras pertencentes a agricultores palestinos na cidade de al-Khader, perto de Belém, na Cisjordânia ocupada.

Já no início de Março, no espaço de duas semanas, colonos judeus tinham assaltado pomares pertencentes a agricultores palestinos de al-Khader, e aí destruíram meia centena de videiras.

Numa outra acção terrorista dos colonos judeus, hoje, pela segunda semana consecutiva, os colonos do bloco ilegal de colonatos Gush Etzion abriram os esgotos para inundar as terras agrícolas palestinas na cidade vizinha de Beit Ummar, no sul da Cisjordânia, segundo declarou Mohammad Awad, um activista local, à agência noticiosa WAFA.

As águas residuais inundaram as explorações agrícolas plantadas com videiras, numa acção que os colonos repetem intencionalmente todos os anos para destruir as culturas, causando graves danos e prejuízos financeiros aos agricultores.

Israel decretou este domingo o bloqueio das exportações agrícolas palestinas, no contexto de uma disputa comercial que se intensificou desde o anúncio  do chamado «acordo do século» pelo presidente Trump.

«A partir de hoje … não será autorizada a exportação de produtos agrícolas palestinos através da passagem (fronteiriça) de Allenby», declarou o COGAT, o órgão do Ministério da Defesa de Israel encarregado de supervisionar as actividades civis nos territórios palestinos ocupados.

A passagem de Allenby, controlada por Israel, liga a Cisjordânia ocupada à Jordânia, de onde os produtos palestinos poderiam ser enviados para o resto do mundo. Ao fechar esta passagem, as autoridades de ocupação bloqueiam automaticamente todas as exportações agrícolas palestinas, porque já tinha sido impedido o acesso destes produtos a Israel.

Israel agravou as restrições impostas aos agricultores palestinos da Cisjordânia ocupada cujas terras ficaram isoladas entre o Muro e o território israelita.

Segundo informa o jornal israelita Haaretz, os novos regulamentos emitidos pela Administração Civil, organismo do governo militar israelita que administra a Cisjordânia ocupada, estabelecem quotas anuais e reduzem os motivos admitidos para os proprietários terem acesso a essas terras.

Os palestinos consideram que estas medidas constituem uma «anexação rastejante», ou seja, uma manobra destinada a forçá-los a abandonar as suas terras, a serem mais tarde anexadas a Israel.

A exploração por Israel dos recursos naturais no território palestino ocupado desde 1967 para seu próprio uso viola directamente as suas responsabilidades legais como potência ocupante, afirmou esta segunda-feira um especialista independente da ONU.

O relator especial sobre a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados, Michael Lynk, denunciou perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU o facto de as condutas de água de aldeias palestinas da região de Hebron terem sido destruídas pela segurança civil israelita, em violação do direito internacional.

«Com a destruição desta conduta de água nas colinas do Sul de Hebron, esses aldeões são forçados a comprar água cara de camiões-cisterna para as suas casas e animais», declarou Lynk, que Israel não autorizou a visitar os territórios palestinos ocupados desde que assumiu o cargo de Relator Especial, há três anos atrás.

O MPPM condena com veemência a celebração do «Memorando de Entendimento sobre Cooperação no Domínio do Mar e da Água» assinado no passado dia 22 pela ministra do Mar de Portugal, Ana Paula Vitorino, e pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Espaço de Israel, Ofir Akunis.

O memorando, afirma o comunicado oficial, visa reforçar as colaborações científicas e aumentar o intercâmbio de conhecimentos e de cientistas entre Portugal e Israel, visando nomeadamente a protecção dos oceanos, a promoção do crescimento económico azul e a redução dos gases com efeito de estufa.

A coberto de uma colaboração científica e de preocupações ambientais, que seriam politicamente neutras, estamos perante um efectivo branqueamento pela ministra do Mar, e pelo Governo, da criminosa política de Israel relativamente ao povo palestino, também no que diz respeito ao mar e às questões ambientais.

As doenças causadas pela poluição da água são uma das principais causas de mortalidade infantil na Faixa de Gaza, indica um estudo da citado pelo jornal israelita Haaretz
O estudo mostra que a poluição da água é responsável por mais de um quarto das doenças em Gaza e que até há quatro anos mais de 12% das mortes de crianças estavam ligadas a distúrbios gastrointestinais devidos à poluição da água. Desde então, esses números não pararam de crescer. O colapso das infraestruturas da água conduziu a um aumento acentuado de micróbios e vírus tais como rotavírus, cólera e salmonela, afirma o estudo, produzido por três cientistas do think tank estado-unidense RAND Corporation.
A crise da água em Gaza é antiga e é de natureza política: deve-se fundamentalmente à ocupação e ao bloqueio a que o território está sujeito por parte de Israel.

O Senado da Irlanda aprovou hoje, 11 de Julho, um projecto de lei que proíbe a importação de produtos dos colonatos israelitas nos territórios palestinos ocupados.
Aprovado por 25 votos a favor, 20 contra e 14 abstenções, o Projecto de Lei de Controlo de Actividades Económicas (Territórios Ocupados) proíbe «a importação e venda de bens, serviços e recursos naturais originários de colonatos ilegais em territórios ocupados». A medida legislativa, a que o governo irlandês se opôs, foi apresentada pela senadora independente Frances Black e mereceu o apoio de outros senadores independentes e ainda de senadores do Fianna Fáil, Sinn Féin e Verdes.
Após esta aprovação na câmara alta do parlamento irlandês, o Seanad, o projecto terá ainda de passar por outras votações no Seanad e depois na câmara baixa antes de se converter em lei.

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