O PayPal tem sido condenado por recusar que os palestinos da Margem Ocidental ocupada e da Faixa de Gaza abram contas na empresa de pagamentos electrónicos, a mais importante do sector. Ao mesmo tempo, os israelitas que vivem quer em Israel quer nos colonatos na Margem Ocidental, ilegais à luz do direito internacional, têm acesso ao serviço do PayPal sem qualquer problema. Esta discriminação é tanto mais chocante quanto a moeda usada na Palestina é o shekel israelita.Uma carta aberta a Daniel Shulman, o CEO do PayPal, redigida pela organização Americans for a Vibrant Palestinian Economy (A4VPE) e assinada por dezenas de empresas palestinas e grupos pró-palestinos afirma: «A ausência do PayPal é um grande obstáculo ao crescimento do sector tecnológico e da economia da Palestina no seu conjunto. … Sem acesso ao PayPal, os empresários, organizações sem fins lucrativos e outras organizações palestinas enfrentam dificuldades constantes em receber pagamentos … a ausência do PayPal é...
Milhares de pessoas manifestaram-se na sexta-feira 30 de Setembro no centro da capital da Jordânia, Amman, para protestar contra um contrato para a compra de gás israelita pela Jordânia. Os opositores ao acordo caracterizam-no uma concessão à «entidade sionista» e contrário aos interesses jordanos. O governo da Jordânia, em que mais de 60% da população é de origem palestina, foi acusado de assinar o negócio «à porta fechada» e contra os desejos da nação.Este protesto é o quarto em quatro dias. Na quinta-feira, os serviços de segurança impediram uma outra manifestação em Irbid.Durante a manifestação, convocada pela Campanha Nacional contra o Contracto do Gás com a Entidade Sionista, os participantes entoaram palavras de ordem como «O gás da ocupação é ocupação» e «O povo quer cancelar o contracto [do gás]».No campo de refugiados Mártir Azmi Al-Musfti, no Norte do país, os refugiados palestinos desligaram a electricidade durante uma hora em sinal de rejeição do contracto.Na passada terça...
A Parceria Portuguesa para a Água (PPA) promove uma sessão, no próximo dia 8 de Junho, sobre o tema «Gestão inovadora dos recursos hídricos – uma perspectiva israelita». É oradora a Professora Einat Magal e a sessão, que tem o patrocínio da Embaixada de Israel, tem lugar no auditório da ERSAR – Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos. É por demais conhecida a «gestão inovadora» que Israel faz dos recursos hídricos da Palestina ocupada desde 1967, que explora em benefício próprio e dos colonatos ilegais, ao mesmo tempo que revende aos palestinos a água, que lhes pertence, a preços de usura. Israel apropria-se de 80% da água do Aquífero da Montanha o que, adicionado à água obtida de outras fontes, permite que cada israelita, incluindo os habitantes dos colonatos ilegais, usufrua de uma média diária de 300 litros de água, que lhes permite o luxo de piscinas e jardins, enquanto aos palestinos está reservada uma média de 70 litros diários para uso pessoal, doméstico e agrícola...
Em 2009, a EPAL celebrou um acordo de cooperação com a companhia das águas israelita Mekorot, com o objectivo de ambas «trocarem informação e conhecimento técnico» sobre questões como a da segurança e qualidade da água.Tomando disso conhecimento através do site da Mekorot, um conjunto de organizações escreveu na altura à EPAL, lembrando-lhe que a ocupação da Palestina configura uma violação do direito internacional e informando-a que a Mekorot tem tido um papel fundamental na definição das políticas de usurpação e utilização das águas palestinianas e tem sido a principal executora de tais políticas. Pedíamos que, em consequência, a EPAL cancelasse o acordo.A direcção da EPAL apenas nos respondeu que «Portugal mantém relações diplomáticas com o Estado de Israel e com a Palestina, o que, à partida, enquadra as relações de contactos e trocas de experiência entre empresas congéneres».Iniciou-se então uma campanha de pressão, com uma série de iniciativas, inclusive junto dos grupos...
A Folha Informativa n.º 5 tem como tema central a questão do acesso aos recursos hídricos no território da Palestina e a forma como a espoliação deste recurso precioso por parte de Israel obedece a um plano que tem a sua origem no início da ocupação sionista. Ao coarctar o legítimo direito à água, Israel está a utilizar esta arma silenciosa para forçar o povo palestino ao abandono da sua pátria, está a praticar um genocídio discreto. Não podemos calar este crime; o silêncio é cumplicidade.
No Dia Mundial da Água denunciamos a pilhagem por Israel dos recursos hídricos da PalestinaA 22 de Março celebra-se o Dia Mundial da Água, definido pela ONU através da resolução A/RES/47/193 de 21 de Fevereiro de 1993. Nos Territórios Palestinos Ocupados (TPO), a luta pelo acesso à água é frequente, quotidiana. A água utilizada diariamente por cada palestino é muito inferior à recomendada pela Organização Mundial de Saúde como condição básica de vida (100 litros/dia). Mas a Palestina tem água suficiente. Tem nascentes, rios e lagos, e boas estações chuvosas: anualmente, em Jerusalém, chovem 537 mm de água, enquanto em Londres, no mesmo período, chovem 583,6 mm. O problema que se coloca não é, tanto, a existência de recursos hídricos nos TPO, mas sim a forma como são geridos.
Vítor Silva, neste extenso e bem documentado artigo sobre a questão da água na Palestina, começa por caracterizar a situação hídrica no território da Palestina histórica, descrevendo a sua geografia e mostrando como as populações autóctones souberam adaptar-se às condições existentes, na agricultura, no pastoreio, na vida doméstica.
As sucessivas vagas de imigração judaica alteraram o quadro: para satisfazer as necessidades dos colonos, o movimento sionista procurou, por todos os meios, apropriar-se dos recursos hídricos do território. Quando falhou a diplomacia, os sionista recorreram à força: guerras, ocupação, colonização. O projecto do «Grande Israel» precisava de água para crescer.
Os colonatos, instrumento da política de ocupação de Israel, são grandes consumidores de água, toda ela espoliada aos palestinos.
O artigo termina com uma análise à situação nos territórios palestinos com especial foco em Gaza onde se vive uma situação de catástrofe humanitária.
O Dia Mundial da Água é celebrado anualmente, desde 1993, por iniciativa das Nações Unidas, com o objetivo de chamar a atenção para a importância da água potável e para a necessidade de fazer uma gestão sustentável dos recursos hídricos. Em muitos países do mundo, apela-se a uma utilização racional dos recursos postos à disposição dos seus habitantes. Mas, nos Territórios Ocupados da Palestina, a população tem um problema mais premente: o acesso, puro e simples, a água potável para o seu consumo diário. O Seminário das Nações Unidas sobre a Assistência ao Povo Palestino, realizado no Cairo em 6 e 7 de fevereiro passado, chegou a estas conclusões: — Os palestinos só têm acesso a 10% da capacidade do sistema de água da Cisjordânia, ao passo que Israel tem controlo completo sobre os aquíferos da região;— Israel tem, de forma continuada, sobre-explorado a água, provocando o esgotamento das reservas dos aquíferos, para depois a vender de volta aos palestinos;— Metade dos poços palestinos...
Entre 6 e 13 de Dezembro, centrada no Dia dos Direitos Humanos (10 de Dezembro), a EWASH Advocacy Task Force, representando mais de 30 organizações — ONG locais, ONG internacionais e Agências das Nações Unidas — que trabalham em Água, Saneamento e Higiene nos Territórios Palestinos Ocupados, promove uma campanha global de sensibilização pelo direito do povo palestino à água e ao saneamento básico. O MPPM, cumprindo o seu dever estatutário de informar sobre a questão palestina, associa-se a esta campanha consciente de que o problema da água, apesar de vital para os palestinos, merece muito pouca atenção dos meios de comunicação nacionais. O direito à água e ao saneamento é uma questão crítica nos Territórios Palestinos Ocupados (TPO). A crise da água nos TPO tem sido recorrente ao longo de todo o período de ocupação: — Israel destrói, de forma sistemática, poços e outras infra-estruturas de água e saneamento, quer durante as incursões militares, quer como medida punitiva;— Enquanto...
Os moradores de Nablus, na Margem Ocidental ocupada, estão a sofrer uma crescente escassez de água, segundo um relatório ontem publicado pela organização israelita B'Tselem«Este ano, devido à escassez de chuva, o rendimento dos furos na zona caiu entre 20% e 30%. Nos Verões anteriores, os residentes de Nablus recebiam água corrente uma vez a cada 5 a 8 dias. Este ano, o abastecimento caiu para uma vez a cada 10 a 14 dias, durante 12 ou 24 horas de cada vez. Os residentes são obrigados a comprar água engarrafada e água de autotanques a um custo elevado e a limitar o uso apenas a necessidades essenciais», relata o B'Tselem (Centro de Informação Israelita para os Direitos Humanos nos Territórios Ocupados).«A escassez cresceu nos últimos anos devido à fraca pluviosidade. Israel impede os palestinos de cavar novos poços e recusa-se a vender-lhes mais água para aliviar o sofrimento. … Israel abusa do controlo de todas os recursos de água entre o rio Jordão e o Mediterrâneo, submetendo os...