Economia e Recursos Naturais da Palestina

Israel anunciou o encerramento, a partir de terça-feira 10 de Julho, do posto de Kerem Shalom/Karam Abu Salem, a única passagem de mercadorias para a Faixa de Gaza.
Esta medida vai apertar ainda mais o bloqueio imposto há mais de onze anos ao pequeno enclave palestino. A partir de agora não é permitida nenhuma exportação da Faixa de Gaza e apenas aí podem entrar produtos e equipamentos «humanitários», o que, segundo o exército israelita, inclui alimentos e medicamentos. Será afectada a importação de mercadorias, principalmente materiais de construção (desesperadamente necessários nomeadamente para reparar os danos causados pelas sucessivas agressões militares israelitas) mas também roupa e produtos químicos, e será igualmente interrompida a escassa exportação de produtos agrícolas de Gaza para o mundo exterior.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse ontem no Knesset (parlamento) que a medida é uma retaliação contra o lançamento de papagaios-de-papel incendiários a...

No dia Dia Mundial da Água, 22 de Março, Israel continua a negar ao povo palestino o direito à água.Contrariamente ao que se quer fazer crer, a falta de água nos territórios palestinos ocupados não é devida a um problema climático ou técnico, mas sim a um problema político.Na guerra de 1967 Israel apossou-se de todos os recursos hídricos dos Montes Golã e da Cisjordânia recém-ocupados, cumprindo assim o objectivo que já em 1919 era afirmado pela delegação sionista à Conferência de Paz de Paris. Israel mantém ainda hoje o controlo exclusivo sobre todos os recursos hídricos existentes entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo, com excepção da pequena parte do aquífero costeiro existente sob a Faixa de Gaza, e utiliza a água segundo as suas conveniências, ignorando as necessidades dos palestinos.Ao abrigo dos Acordos de Oslo, assinados entre palestinos e Israel nos anos 1990, Israel manteve o controlo dos recursos hídricos na Cisjordânia. A água é uma das questões que deveriam ser reguladas...

Um agricultor palestino morreu hoje no Sul da Faixa de Gaza depois de ser gravemente ferido a tiro por soldados israelitas, que o alvejaram quando trabalhava no seu terreno.O Ministério da Saúde palestino informou que Mohammed Ata Abu Jame, de 59 anos, foi atingido nas costas pelos soldados israelitas enquanto trabalhava a terra. Transportado para o Hospital Nasser, em Khan Younis, veio a morrer devido aos seus ferimentos.Segundo o exército de Israel, citado pelo jornal Haaretz, o homem entrou numa zona-tampão e aproximou-se da cerca da fronteira de Gaza com Israel, tendo sido baleado porque as forças do exército temiam que ele tentasse atravessar.Testemunhas oculares palestinas afirmaram que o agricultor estava sozinho e não havia confrontos na área quando foi alvejado pelos soldados israelitas estacionados numa torre de observação.Israel impôs uma zona-tampão de 300 metros no interior da Faixa de Gaza ao longo da fronteira comum, impedindo os palestinos de chegarem às suas terras...

As autoridades de ocupação israelitas impedem a entrega do corpo de um pescador palestino morto no domingo, 25 de Fevereiro, enquanto pescava ao largo da Faixa de Gaza cercada.No domingo, a marinha da ocupação israelita matou a tiro o pescador palestino Ismail Saleh Abu Reyala, de 18 anos, ao largo da Faixa de Gaza.O jovem navegava a bordo de um barco de pesca, acompanhado por Mahmoud Adel Abu Reyala, que foi ferido com uma bala no peito, e Ahed Abu Ali, quando o barco foi atacado depois de alegadamente «se desviar da zona de pesca designada», segundo o exército de Israel. Porém, o sindicato dos pescadores de Gaza afirma que o barco de Abu Reyala foi alvejado quando regressava à costa e que os pescadores não violaram os limites da zona de pesca.O barco foi apreendido pelas forças israelitas. Os dois sobreviventes foram libertados após algumas horas de detenção, enquanto o corpo de Reyala foi retido pelas autoridades de ocupação israelitas.Como parte do bloqueio de Israel ao pequeno...

A única central eléctrica da Faixa de Gaza deixou de funcionar por causa da falta de combustível, num contexto de agravamento das condições humanitárias no pequeno território palestino cercado.Mohammed Thabet, porta-voz da Empresa de Electricidade de Gaza, declarou que a central eléctrica parou de funcionar à meia-noite por falta de combustível. «A Faixa de Gaza precisa de cerca de 500 megawatts por dia. Temos um défice energético de 380 megawatts», afirmou.A paragem da central, que produz cerca de 20 megawatts por dia com combustível importado do Egipto, vem agravar uma já crítica falta de energia. Os dois milhões de habitantes de Gaza só têm cerca de quatro horas de electricidade por dia, produzida por esta central e também proveniente de Israel e do Egipto.Nas últimas semanas, 3 hospitais e 16 centros médicos deixaram de prestar serviços essenciais devido à escassez de combustível. O combustível para os geradores hospitalares também atingiu níveis críticos.A central eléctrica já foi...

O governo israelita planeia duplicar, de 6000 para 12.000, o número de colonos judeus residentes no Vale do Jordão, na zona norte da Margem Ocidental ocupada.Falando na rádio pública israelita, o ministro da Habitação israelita, Yoav Galant, apresentou o novo plano, segundo o qual governo transferirá para as cooperativas e aldeias agrícolas israelitas do Vale do Jordão verbas destinadas a cada nova família judaica que se mude para aí.Segundo o ministro, existe em Israel um consenso de que o Vale do Jordão deve permanecer parte do Estado de Israel, qualquer que venha a ser um futuro acordo político.As autoridades de ocupação israelitas tencionam expulsar cerca de 200 palestinos das suas casas e terras agrícolas no Vale do Jordão.Na quinta-feira, 9 de Novembro, as forças de ocupação israelitas entregaram avisos de demolição e evacuação a 30 famílias palestinas das aldeias Ein al-Hilweh e Umm al-Jamal. Os avisos estavam datados de 1 de Novembro e davam aos moradores oito dias — ou seja...

No dia 22 de Março, proclamado como Dia Mundial da Água pela Assembleia Geral da ONU, em 1993, o MPPM condena a apropriação por Israel da água palestina.
Nos Territórios Palestinos ocupados em 1967, o direito à água é cerceado por Israel, a potência ocupante, contrariando assim os princípios consignados pela ONU, em 2010, na sua Resolução 64/292, que reconhece que o direito à água potável e ao saneamento é um direito humano essencial para o pleno gozo da vida e de todos os direitos humanos, reforçando princípios já consignados em Pactos e Convenções que integram o Direito Internacional.

As principais fontes de água na área da Palestina histórica são o rio Jordão (que nasce nos Montes Golã, território sírio ocupado ilegalmente por Israel desde 1967), o Aquífero da Montanha e o Aquífero Costeiro. Pela força das armas, com os colonatos e com a construção do Muro, Israel apossou-se de mais de 80% da água disponível e utiliza o seu racionamento como arma para afastar a população nativa...

No dia 22 de Março, proclamado como Dia Mundial da Água pela Assembleia Geral da ONU, em 1993, o MPPM condena a apropriação por Israel da água palestina.
Nos Territórios Palestinos ocupados em 1967, o direito à água é cerceado por Israel, a potência ocupante, contrariando assim os princípios consignados pela ONU, em 2010, na sua Resolução 64/292, que reconhece que o direito à água potável e ao saneamento é um direito humano essencial para o pleno gozo da vida e de todos os direitos humanos, reforçando princípios já consignados em Pactos e Convenções que integram o Direito Internacional.
As principais fontes de água na área da Palestina histórica são o rio Jordão (que nasce nos Montes Golã, território sírio ocupado ilegalmente por Israel desde 1967), o Aquífero da Montanha e o Aquífero Costeiro. Pela força das armas, com os colonatos e com a construção do Muro, Israel apossou-se de mais de 80% da água disponível e utiliza o seu racionamento como arma para afastar a população nativa.
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Já foram causados danos irreversíveis em partes do aquífero costeiro da Faixa de Gaza, em resultado da extracção excessiva e de infiltrações de água do mar, afirma Adnan Ghosheh, especialista sénior de água e saneamento do Banco Mundial, numa entrevista publicada hoje, 17 de Dezembro, no jornal israelita Haaretz.O Banco Mundial é uma das muitas organizações locais e internacionais que ao longo dos últimos 20 anos vêm alertando para o facto.«Ecologicamente falando, os danos ao aquífero estão a piorar, e os estudos têm mostrado um aumento constante da salinidade da água», disse Ghosheh na entrevista concedida à jornalista Amira Hass. Isso aproxima a Faixa de Gaza da situação que a ONU previu em 2014: que em 2020 o território será impróprio para a habitação humana.Num artigo publicado em Novembro no site do Banco Mundial Ghosheh recordava que ainda em fins dos anos 1990 toda a gente na Faixa de Gaza podia beber água da torneira. Entretanto, foi bombeada tanta água do aquífero natural que...

As Forças de Defesa (Forças Armadas) de Israel adiaram no domingo 6 de Novembro, pela terceira vez no espaço de uma semana, uma prevista expansão temporária da zona de pesca da Faixa de Gaza de seis milhas náuticas (11 quilómetros) para nove (17 quilómetros), alegando que as autoridades palestinas não tinham cumprido os seus compromissos, incluindo a colocação de um barco para observar a área de modo a monitorizar quaisquer violações.O chefe da Coordenação das Actividades Governamentais nos Territórios (COGAT) de Israel, Yoav Mordechai, disse na sua página oficial do Facebook que a expansão tinha sido adiada para domingo, porque «os vossos representantes não aplicaram aquilo que foi acordado».Mas o porta-voz do Ministério dos Assuntos Civis da Autoridade Palestina, Muhammad Maqadma, declarou ao jornal israelita «Jerusalem Post» que a AP tinha cumprido todos os compromissos. «O acordo não fala de um barco de monitorização; Israel só estabeleceu essa condição nos últimos dias.» Muhammad...