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A Comissão Promotora das Comemorações Populares do 25 de Abril, que o MPPM integra, deliberou retomar a realização do desfile na Avenida da Liberdade, em Lisboa, em moldes adequados à situação sanitária que nos condiciona e com regras acordadas com a Direcção Geral de Saúde.

O desfile decorrerá entre o Marquês de Pombal e os Restauradores, com início às 15 horas ddo dia 25,  e está limitado a representantes das organizações integrantes da Comissão Promotora.

A Comissão Promotora apela a outras iniciativas propiciadoras de uma alargada homenagem ao 25 de Abril.

APELO À PARTICIPAÇÃO

Comemoramos 47 anos da Revolução de Abril - o heróico levantamento militar do Movimento das Forças Armadas, logo seguido por um amplo levantamento popular, que pôs fim a 48 longos anos de obscurantismo e ditadura fascista e a 13 anos de uma guerra colonial que vitimou milhares de jovens portugueses e dos povos irmãos africanos.

Assinalando o Dia dos Presos Palestinos, o MPPM – Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente – e a URAP – União de Resistentes Antifascistas Portugueses – , com o apoio do Museu do Aljube, promoveram, na terça-feira, 20 de Abril, uma sessão de solidariedade com os presos e detidos administrativos palestinos nas prisões de Israel.

A sessão foi aberta por Rita Rato, Directora do Museu do Aljube, que destacou o facto de esta iniciativa ter lugar no local onde se situava uma das mais sinistras prisões do fascismo português.

Carlos Almeida, intervindo em representação do MPPM, situou a questão dos presos palestinos no contexto mais geral da ocupação israelita para frisar que é todo um povo que tem a sua liberdade coarctada.

O filme The Present (O Presente), da realizadora britânico-palestina Farah Nabulsi, ganhou o prémio 2021 da BAFTA (Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas) para melhor curta-metragem e está nomeado para os Óscares 2021 na categoria de melhor curta-metragem de acção ao vivo.

The Present é um filme de 20 minutos, inteiramente rodado na Cisjordânia, sobre um homem palestino, Yusef, que quer comprar uma prenda de aniversário para a mulher. A sua ida às compras, acompanhado da filha Yasmine, seria banal se não tivesse que lidar com os postos de controlo da ocupação israelita.

No seu discurso de aceitação, Farah Nabulsi disse: «Qualquer pessoa que tenha visto este filme... saberá por que dedico este prémio ao povo da Palestina, para quem a liberdade e a igualdade são há muito, muito, necessárias.»

Tertúlia Coimbra 8 Abril 2021

Numa iniciativa da Plataforma pela Paz e o Desarmamento, em que o MPPM se insere, realizou-se em Coimbra, na quinta-feira, 8 de Abril, uma sessão dedicada à Palestina e integrada nas celebrações do Dia da Juventude.

A sessão iniciou-se com o visionamento do documentário «Como foi colonizada a Palestina» (https://youtu.be/OFueAVm2rpI) a que se seguiu um debate em que, por parte do MPPM, interveio Ana Biscaia, designer gráfica, que ilustrou vários livros sobre a Palestina.

Foram ainda exibidos testemunhos gravados de cinco jovens palestinos e de duas portuguesas que estiveram na Palestina (Ana Carvalho, jornalista e Joana Villaverde, artista plástica).

A sessão, que teve lugar no Espaço Liquidâmbar, contou com uma assistência jovem e participante, que as medidas sanitárias em vigor não permitiram que fosse mais alargada.

Arik Ascherman, antigo presidente da organização Rabis pelos Direitos Humanos, foi ontem violentamente agredido com um taco de madeira por colonos judeus extremistas, perto do posto avançado de Maale Ahuvia.

Segundo o Jerusalem Post, Ascherman chegou à zona para pedir aos pastores judeus que desviassem o seu rebanho dos campos lavrados próximos pertencentes aos palestinos. Após o ataque, Ascherman disse que as forças de ocupação israelitas assistiram ao espancamento sem intervir.

«Este ataque brutal aconteceu porque as forças de segurança israelitas permitiram a reconstrução de Ma'aleh Ahuvia depois de o terem evacuado ontem», explicou ele, «e não impediram os rebanhos de entrar nas terras de Dir Jarir para comerem o que aí está a crescer.»

[Veja aqui o vídeo da agressão: https://twitter.com/AGvaryahu/status/1379871616478367756]

No romance de George Orwell O Triunfo dos Porcos, os porcos governantes liderados por Napoleão reescrevem constantemente a história para justificar e reforçar a continuidade do seu próprio poder. A reescrita pelas potências ocidentais da história do conflito em curso na Síria parece saída de Orwell.

A declaração conjunta dos ministros dos negócios estrangeiros dos EUA, Reino Unido, França, Alemanha e Itália na semana passada [15 de Março] para assinalar o décimo aniversário do conflito sírio começa com uma completa falsidade ao responsabilizar o Presidente Bashar al-Assad e «os seus apoiantes» pelos horríveis acontecimentos naquele país. Afirma que as cinco potências ocidentais «não irão abandonar» o povo sírio – até que a morte nos separe.

Uma representação do MPPM foi ontem, terça-feira, recebida na Assembleia da República pelo vice-presidente, deputado Fernando Negrão, em representação do presidente da AR.

O MPPM tinha dirigido pedidos de audiência ao primeiro-ministro e ao presidente da Assembleia da República para apresentar o Apelo dirigido à presidência portuguesa do Conselho da União Europeia para que reconheça o Estado da Palestina e para que desenvolva uma acção junto dos outros Estados Membros para que ajam no mesmo sentido.

Deslocaram-se a São Bento Carlos Almeida, vice-presidente do MPPM, e Deolinda Machado, dirigente sindical e da LOC, subscritora do Apelo.

Celebra-se hoje, 30 de Março, o Dia da Terra Palestina. Nesta data, em 1976, forças repressivas israelitas mataram seis palestinos cidadãos de Israel que protestavam contra a expropriação de terras propriedade de palestinos, no Norte do estado de Israel, para aí instalar comunidades judaicas.

Cerca de 100 pessoas ficaram feridas e centenas foram presas durante a greve geral e nas grandes manifestações de protesto que, nesse dia, ocorreram em diferentes localidades palestinas no território de Israel.

Desde então, a data é celebrada como o Dia da Terra Palestina, simbolizando a determinação dos palestinos — de ambos os lados da Linha Verde, nos campos de refugiados e na diáspora — de preservar a sua história e de defender a sua terra como elemento essencial da sua identidade e da sua própria existência como povo.

Mais de meio milhar de académicos de mais de 20 países europeus, incluindo Portugal, e de Israel, subscreveram uma carta aberta em que denunciam a legitimação pela União Europeia da política de ocupação de Israel ao financiar, com fundos europeus, projectos envolvendo instituições académicas sediadas nos colonatos israelitas ilegais.

Os signatários evidenciam a contradição entre, por um lado, a reiterada afirmação pela UE de respeito pelos princípios éticos e legislações nacionais e comunitárias e do não reconhecimento da soberania de Israel sobre os territórios palestinos ocupados e, por outro lado, a falta de escrutínio ao aceitar permitir situações como a da participação da Universidade de Ariel nos projectos europeus BOUNCE e GEO-CRADLE.

Pela 185ª vez consecutiva, as autoridades israelitas demoliram hoje a aldeia beduína de Araqeeb no deserto de Naqab (Negev), no sul de Israel, de acordo com relatos de testemunhas.

Uma força israelita invadiu a aldeia — que é reconstruída pelos seus habitantes de cada vez que é demolida — e removeu todas a tendas e destruiu os abrigos de lata colocados no terreno pelos residentes para lhes dar um tecto sobre as cabeças neste tempo frio de Inverno, deixando-os desalojados.

A demolição da aldeia começou no ano 2000, e a última vez que a demolição teve lugar foi a 11 de Março. A demolição de hoje é a quarta até agora este ano.

Há dezenas de aldeias beduínas não reconhecidas em Israel, que o governo tenta deslocar e relocalizar, numa tentativa de se apossar das suas terras.

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