Solidariedade Internacional

O navio «Zaytouna» (azeitona, em árabe), inteiramente tripulado por mulheres, está prestes a chegar à Faixa de Gaza. Parte da Flotilha da Liberdade, o navio partiu de Barcelona em meados de Setembro com o objectivo de furar o cerco a que o pequeno território palestino está sujeito por Israel há quase dez anos.
A chegada deve ocorrer ao fim da tarde de quarta-feira ou na manhã de quinta-feira (5-6 de Outubro) — se o navio não for interceptado ou atacado por forças navais israelitas. De facto, segundo notícia do jornal israelita Maariv, a marinha israelita recebeu já ordens para interceptar o navio e prender todas as 13 tripulantes.
Em Junho do ano passado, as forças israelitas interceptaram o «Marianne», que participava numa iniciativa similar, e prenderam todos os activistas a bordo.
Em 14 de Setembro, na sessão plenária do Parlamento Europeu em Estrasburgo, deputados do GUE/NGL (grupo confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verde Nórdica) organizaram uma acção da solidariedade com o Barco das Mulheres para Gaza, informa a ECCP (Coordenação Europeia dos Comités e Associações pela Palestina).
O barco partiu de Barcelona ontem à noite, tencionando chegar a Gaza em 1 de Outubro.
No dia 29 de Junho, as forças armadas de Israel interceptaram e aprisionaram, a 100 milhas náuticas da costa de Gaza, a traineira Manianne av Göteborg que liderava a Flotilha da Liberdade III e escoltaram-na para o porto militar isrelita de Ashdod.
A Marianne tinha passado por Lisboa entre 3 e 5 de Junho e dirigia-se a Gaza onde deveria ser oferecida a pescadores palestinos.
Além dos objectivos humanitários, a Flotilha da Liberdade III pretende chamar a atenção da comunidade internacional para a situação de catástrofe humanitária – reconhecida pela ONU – que se vive em Gaza, sujeita a um bloqueio por Israel e pelo Egipto que dura há 9 anos e que se agravou com a brutal agressão israelita do Verão passado em que foram mortos 2.251 palestinos e feridos mais de 11.000, além de ter sido destruído o que restava da base económica da região.
O MPPM – Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente – juntou-se a três centenas e meia de organizações da sociedade civil europeias e latino-americanas que celebraram em Bruxelas, nos dias 10 e 11 de Junho de 2015, a Cimeira dos Povos, um evento paralelo à da Cimeira dos líderes da União Europeia (UE) e da Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe (CELAC).
Nesta Cimeira dos Povos, em que o MPPM esteve representado por Vítor Silva, Teresa Palma Fernandes e Manuela Carrasco, estiveram ainda presentes as seguintes organizações portuguesas: Associação Conquistas da Revolução, Associação de Amizade Portugal Cuba, Associação de Cubanos em Portugal, Associação José Afonso, Associação Mó de Vida, Associação Porto com Cuba, Conselho Português para a Paz e Cooperação, Juventude Comunista Portuguesa e Movimento Democrático de Mulheres.
Marianne av Göteborg é uma traineira adquirida pelas organizações Ship to Gaza da Suécia e da Noruega que vai juntar-se, no Mediterrâneo, a outras embarcações que integrarão a Flotilha da Liberdade III para rumar com destino a Gaza, procurando romper o desumano bloqueio imposto por Israel e pelo Egipto àquela martirizada região.
Tendo partido de Gotemburgo no passado dia 10 de Maio, a Marianne fez escala em Helsingborg, Malmö, Copenhaga, Kiel, Brest e Bueu (Galiza), até chegar a Lisboa, onde esteve atracada na Marina do Parque das Nações entre 3 e 5 de Junho.
Activistas portugueses receberam a Marianne e tornaram a sua tripulação portadora da nossa mensagem de solidariedade para com o povo palestino.
Após a concentração frente ao Centro Comercial Vasco da Gama, houve um desfile até à Marina do Parque das Nações onde a Marianne estava atracada.
Por uma Palestina unida, livre, independente e soberana
No dia 29 de Novembro de 1947, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a resolução nº 181, estabelecendo a partilha do território da Palestina entre dois estados, um estado judaico e um estado árabe. Nessa mesma resolução era reconhecido, à cidade de Jerusalém, um estatuto internacional especial sob administração das Nações Unidas. A mesma Assembleia Geral das Nações Unidas, no passado mês de Novembro de 2013, durante a sua 68ª sessão, reconhecendo as especiais responsabilidades da ONU na questão palestina, deliberou proclamar 2014, como Ano Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino.
Como não acreditar que a vida pode mudar, a caminho da justiça e da paz, quando vemos a mão de Mandela, com as suas linhas claras e bem traçadas e o seu sorriso de quem chorou e lutou e venceu, a acenar-nos da Liberdade, naquele dia de 1990 em que saiu da prisão depois de 28 anos de martírio?
Como não acreditar, quando temos notícia de que Mandela, em 1997, visitou Xanana na prisão da Indonésia e lhe fez sentir, no seu abraço enorme, que tudo é possível, assim nós queiramos, e que, 5 anos depois, aquela meia ilha entalada entre inimigos, devastada e em chamas, era um país livre e independente e se chamava Timor-Lorosai?
Como não acreditar que a Paz é possivel quando, em 8 de Maio, celebramos o fim da 2ª Guerra Mundial e, com ele, o fim de um regime que vitimou em holocausto judeus, ciganos, comunistas e homossexuais?
Nelson Mandela sempre assumiu a sua posição de apoio à causa palestina aproximando os elementos definidores do conflito Israel-Palestina (1947 - presente) aos do Apartheid em África do Sul (1948 - 1994), condenando a ocupação israelita e as suas políticas de segregação, e defendendo o direito do povo da Palestina à autodeterminação.
Mandela faleceu hoje, aos 95 anos, deixando um intenso trabalho de luta pela liberdade e de defesa da igualdade de direitos.
O MPPM saúda em Nelson Mandela o homem íntegro, o combatente da liberdade e o estadista exemplar, e conclama todos os que, neste momento, exaltam a sua obra, a seguir o seu exemplo e apoiar o povo palestino na sua luta pela liberdade, pela dignidade, pela independência.
Direcção Nacional do MPPM
5 de Dezembro de 2013
O MPPM esteve representado por Silas Cerqueira, Secretário para as Relações Internacionais, na Reunião Internacional das Nações Unidas sobre a Questão da Palestina realizada em Genebra, em 3 e 4 de Abril de 2012, subordinada ao tema “A questão dos presos políticos palestino nas prisões e centros de detenção israelitas: implicações legais e políticas”, e na reunião da delegação da ONU com as organizações da sociedade civil que teve lugar, no mesmo local, no dia 5 de Abril. 
Nesta ocasião foram endereçado convites para a vinda a Lisboa de uma delegação da ONU para participar no Seminário Internacional a realizar pelo MPPM em Lisboa, em 2 de Junho.
A Direcção Nacional do MPPM condena, da forma mais veemente, o ataque perpetrado pela marinha israelita, durante esta madrugada, contra um comboio marítimo de ajuda humanitária que causou a morte a mais de uma dezena de pessoas. Organizado por movimentos de solidariedade com destino a Gaza, e levando, a bordo cerca de 750 pessoas de sessenta nacionalidades com 10.000 toneladas de produtos diversos para socorro da população de Gaza, aquele grupo de embarcações foi assaltado, ainda em águas internacionais, segundo as notícias disponíveis, por unidades da marinha de guerra de Israel, o que desde logo, configura uma grave violação do direito internacional.
 

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