Solidariedade Internacional

A entrada do veleiro Freedom estava prevista para a noite de ontem, mas à última hora surgiu a proibição da Marina de Cascais que pretendia ainda a saída do Al-Awda. Foram precisas doze horas de negociações, com avanços e recuos, para que, finalmente, as duas embarcações se juntassem. Mais uma vez, a força da solidariedade derrotou o braço longo do sionismo.
Membros da tripulação, com representantes das organizações que acolhem a Flotilha da Liberdade em Portugal e o vice-presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Palestina, deputado Ivan Gonçalves vão estar hoje às 18.30 horas, na Associação José Afonso, Rua de São Bento, 170, em Lisboa, para uma sessão pública que contará com a actuação do Coro da Achada.
O presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, recebeu hoje de manhã os membros da Flotilha da Liberdade Zohar Chamberlain Regev, israelita, coordenadora da Flotilha; Awni Farhat, palestino, natural de Gaza; e Carlos Ponte, médico de Oviedo, Espanha. Acompanharam-nos, em representação das organizações que acolhem a Flotilha em Portugal, Carlos Almeida, do MPPM, e Natasha Ribeiro, do GAP.
 
 
O navio Al-Awda (O Regresso) que, com o veleiro Freedom (Liberdade), integra a Flotilha da Liberdade 2018 — Rumo a Gaza, atracou hoje na Marina de Cascais. Todavia, quem ali se deslocou para saudar a tripulação, à semelhança do que tem sido feito em todos os outros portos da Europa por onde tem passado, foi impedido de o fazer, tendo que se reunir no exterior da Marina. Também os jornalistas foram impedidos de colher fotografias da embarcação. A situação é tanto mais absurda quanto a Vila de Cascais é geminada com Gaza!
Os barcos Freedom (Liberdade) e Al-Awda (O Retorno), que integram a Flotilha da Liberdade 2018, vão ser acolhidos na Marina de Cascais amanhã, 19 de Junho, às 17h. A Flotilha da Liberdade pretende navegar até Gaza para romper o desumano bloqueio a que Israel sujeita o pequeno território palestino.
Até dia 22, realizam-se na zona de Lisboa uma série de acontecimentos [https://www.facebook.com/MPPM.Movimento.Palestina/photos/a.2161335350730... animados pelos membros da Flotilha e várias organizações portuguesas, incluindo o MPPM, para exigir o fim do bloqueio à Faixa de Gaza e reclamar o direito a um futuro justo para a Palestina.
Flotilha da Liberdade impedida de atracar em Paris
Flotilha da Liberdade impedida de atracar em Paris
Uma pequena frota de 4 barcos dirige-se à Faixa de Gaza para tentar quebrar o bloqueio ilegal que Israel lhe impõe há mais de uma década e para reclamar o direito a um futuro justo para a Palestina. Os barcos fazem escala em diferentes portos europeus, estando prevista a chegada de um deles à Marina de Cascais no próximo dia 19 de Junho.
O Hurriyah (Liberdade), um dos barcos, que partiu da Suécia rumo à Palestina, deixou o porto britânico de Brighton na passada sexta-feira. A tripulação de flotilha e activistas locais realizaram várias actividades em Brighton durante três dias para informar sobre o desumano bloqueio a Gaza. O Hurriyah dirigiu-se depois para o porto francês de La Rochelle.
O MPPM apoia a Flotilha da Liberdade (Freedom Flotilla) - Rumo a Gaza, (2018), que passará por Portugal, neste Verão. Com o apoio do Centro InterculturaCidades, o MPPM organizou um primeiro jantar palestino de apoio a esta iniciativa e de angariação de fundos que serão destinados a suprir algumas necessidades da tripulação. Haverá um segundo jantar no próximo dia 25 de Maio.
A anteceder o jantar, houve a exibição de dois documentários («The Documentary Israel does not want you to see - Occupation 101 - Part 3 of 9» e «Bilin - the struggle against the annexation wall») a que se seguiu um debate moderado por Adel Sidarus.
Para o jantar houve Hummus (pasta de grão com tahine e coentros), para entrada, Makluba (é uma espécie de paella, confeccionado em camadas com frango, arroz basmati, beringela e couve flor assada, tomate e cebola) para prato principal e Harissa palestino (bolo de semolina com amêndoa) para sobremesa.
A Coligação da Flotilha da Liberdade anunciou hoje que o navio Al-Awda (O Retorno) deve partir da Noruega rumo a Gaza no dia 15 de Maio para marcar o 70.º aniversário da Nakba («catástrofe») de 1948.
A embarcação, juntamente com cinco outras, navegará no quadro de uma nova campanha para romper o cerco a Gaza, que será lançada do Norte da Europa sob o lema «por um futuro justo para os palestinos».
A nova campanha pretende elevar o conhecimento público sobre o sofrimento do povo palestino de Gaza, submetido há mais de uma década a um bloqueio injusto e desumano por Israel. 
Segundo dados do final de 2016 do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), 1,3 milhões de habitantes de Gaza dependiam da ajuda internacional para sobreviver e quase metade das famílias de Gaza não tinha acesso seguro a alimentos.
A Câmara Municipal de Palmela, na sua reunião do passado dia 4 de Abril, aprovou por unanimidade uma moção condenando o massacre de palestinos pelo exército israelita na Faixa de Gaza em 30 de Março.
O MPPM felicita a Câmara Municipal de Palmela por esta tomada de posição, que vem somar-se às numerosas e empenhadas demonstrações da solidariedade desta autarquia com a causa do povo palestino.
É o seguinte o texto integral da moção:
 
Moção 
(Condenação pelo assassinato de palestinos por soldados israelitas) 
Continua a aumentar o número de palestinos mortos e feridos por soldados israelitas, na fronteira entre a faixa de Gaza e Israel, na sequência dos protestos em curso desde sexta-feira, dia 30 de março. Os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde palestino dão conta de 18 mortos e mais de 1400 feridos, sendo que destes, 757 terão sido atingidos por balas reais. 
Rachel Corrie, activista estado-unidense solidária com a causa palestina, foi morta em 2003 por um buldózer do exército israelita que se preparava para demolir a casa de um palestino na Faixa de Gaza. Tinha 23 anos. Hoje é o 15.º aniversário da sua morte.
Nascida em 10 de Abril de 1979, Rachel foi para a Faixa de Gaza em 2003 como voluntária do International Solidarity Movement, um grupo não violento de activistas pró-palestinos.
Em 16 de Março de 2003, na cidade de Rafah, no Sul da Faixa de Gaza, Rachel colocou-se diante de um buldózer israelita na esperança de impedir que demolisse a casa de uma família palestina. Rachel pensava que a sua aparência estrangeira e cabelo loiro dissuadiriam o buldózer. Porém, embora estivesse a usar um megafone e envergasse um colete cor de laranja fluorescente que a tornava claramente visível, foi esmagada pelo buldózer.
O parlamento dinamarquês decidiu esta semana por larga maioria excluir os colonatos israelitas na Margem Ocidental ocupada dos acordos bilaterais com Israel. Foi também decidido reforçar as directrizes governamentais contra os investimentos de entidades tanto públicas como privadas em projectos nos territórios palestinos ocupados.
A resolução foi aprovada por 81 votos contra 22. Votaram a favor todos os partidos representados no parlamento dinamarquês, com excepção do Partido do Povo Dinamarquês, de extrema-direita.
Segundo o diário israelita Haaretz, esta decisão significa a adopção pela Dinamarca da Resolução 2334 do Conselho de Segurança da ONU, de Dezembro de 2016, em que os colonatos são definidos como uma violação do direito internacional e se estabelece uma distinção entre Israel e os colonatos israelitas na Margem Ocidental e em Jerusalém Oriental ocupadas. A União Europeia segue a mesma orientação nos acordos com Israel.

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