Neste dia 29 de Novembro passam três quartos de século da aprovação da Resolução 181 pela Assembleia Geral da ONU, prevendo a partição da Palestina, então sob Mandato britânico. Mas se logo em 1948 foi criado o Estado de Israel, nenhum Estado independente da Palestina jamais viu a luz do dia.
O colonizador britânico foi substituído por um Estado de colonos que não apenas se apropriou dum território que excedia em muito o previsto na Resolução 181 de 1947 como tem mantido, desde 1967, o restante território palestino sob ocupação, com uma imparável escalada de construção de colonatos, do Muro do Apartheid, de confiscação de casas e terras de palestinos, de cerco à Faixa de Gaza, com o evidente objectivo de inviabilizar a solução dos dois Estados.
É urgente a mobilização da solidariedade internacional e a recondução da questão palestina ao centro das preocupações internacionais. É imperativa a solidariedade com a resistência do povo palestino e o apoio aos esforços de convergência das...
José Saramago, figura maior da vida cultural portuguesa, cidadão desta terra e deste mundo, foi um homem totalmente comprometido com o seu tempo, em particular com a luta dos homens e dos povos pela emancipação de todas as formas de exploração e opressão. O drama do povo palestino, a sua causa nacional, a sua heróica luta contra a ocupação e pela liberdade, teve em José Saramago uma voz empenhada, corajosa e sentidamente solidária.
A voz de Saramago — de alcance mundial pela arte da palavra, a clarividência do pensamento e o desassombro das posições — há muito se fazia ouvir em prol de duas maiores e incindíveis causas da humanidade: a libertação e a paz.
Saramago sempre quis juntar a sua voz lúcida, calorosa, firme, à de outros portugueses em iniciativas que abriram caminho à criação do MPPM — Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente — e, sobretudo, em defesa da vida e do futuro do povo palestino, heróico e mártir.
A partir de 13 de Novembro, a Palestina e, em particular a Faixa de Gaza, vai estar em foco numa exposição de pintura, em dois filmes e em dois debates, em Lisboa e em Sintra. A sociedade civil portuguesa está cada vez mais empenhada na promoção da causa do povo palestino, em flagrante contrate com a indiferença das instâncias oficiais.
Exposição | Arte entre Ruínas: Sublimação Artística na Faixa de Gaza - Malak Mattar
Vernissage Domingo, 13 de Novembro Patente até Domingo, 29 de Janeiro de 2023 MU.SA - Museu das Artes de Sintra
Povoada pelas palavras poéticas e pinturas de Malak Mattar, esta exposição envolve-nos no tenso ambiente da Faixa de Gaza. Nascida numa das regiões mais conturbadas e policiadas mundialmente, Malak testemunhou os avanços da ocupação territorial e o progressivo controlo militar no seu país. Efetivamente, a situação é a de uma ‘prisão a céu aberto’. Como toda a população local, a pintora é afetada pela restrição do acesso a bens essenciais, e dependente de vistos...
Também no Porto se realizou uma concentração em resposta ao apelo lançado pelo CPPC «Os povos querem a Paz, não o que a guerra traz!». Foi no dia 27 de Outubro, na Praceta da Palestina (Rua Fernandes Tomás com Rua do Bolhão), e o MPPM aderiu ao apelo e esteve presente na concentração.
Este é o texto do apelo:
Os povos querem paz.
No entanto, no actual contexto internacional, continuam e agravam-se diversos conflitos, como na Palestina, no Sara Ocidental, na Síria, no Iémen ou na Ucrânia, com trágicas consequências para os povos.
É instigada a escalada de guerra, fomentada a produção de mais e mais sofisticadas armas, incluindo nucleares, promovido o militarismo – com cada vez mais milhares de milhões a serem entregues ao complexo militar-industrial.
São impostas cada vez mais e mais sanções e bloqueios a países, atingindo profundamente as condições de vida dos seus povos e dos povos por todo o mundo – com as multinacionais da energia, da alimentação ou da distribuição a acumularem fabulosos...
Em resposta ao apelo do CPPC, a que aderiram o MPPM e outras organizações, algumas centenas de pessoas marcaram presença no Largo José Saramago, em Lisboa, na tarde de 26 de Outubro, para afirmar que «os povos querem paz, não o que a guerra traz».
Este é o texto do apelo:
Os povos querem paz.
No entanto, no actual contexto internacional, continuam e agravam-se diversos conflitos, como na Palestina, no Sara Ocidental, na Síria, no Iémen ou na Ucrânia, com trágicas consequências para os povos.
É instigada a escalada de guerra, fomentada a produção de mais e mais sofisticadas armas, incluindo nucleares, promovido o militarismo – com cada vez mais milhares de milhões a serem entregues ao complexo militar-industrial.
São impostas cada vez mais e mais sanções e bloqueios a países, atingindo profundamente as condições de vida dos seus povos e dos povos por todo o mundo – com as multinacionais da energia, da alimentação ou da distribuição a acumularem fabulosos lucros.
A exposição «Esta Bandeira da Esperança: Um Olhar Sobre a Questão Palestina», produzida pelo MPPM, está patente no pavilhão da Plataforma pela Paz e o Desarmamento no Festival Liberdade que está a ter lugar na Quinta do Conde, em Sesimbra, em 1 e 2 de Julho.
O Festival Liberdade é um projecto regional, assumido pela AMRS – Associação de Municípios da Região de Setúbal e os municípios seus associados, em parceria com o Movimento Associativo Juvenil da Região de Setúbal.
A Plataforma pela Paz e Desarmamento, que o MPPM integra, reúne organizações de juventude e de defesa da Paz e está a preparar activamente o próximo Acampamento pela Paz que este ano vai ter lugar nas Piscinas Municipais de Évora, entre 29 e 31 de Julho.
A jornalista palestina Shireen Abu Akleh, morta no exercício da sua actividade profissional e uma das mais recentes vítimas da acção criminosa do exército israelita, não podia deixar de ser evocada na sessão pública com que o MPPM assinalou o dia da Nakba.
Na terça-feira, 24 de Maio, na Casa do Alentejo, em Lisboa, recordou-se que o povo palestino continua a enfrentar diariamente agressões, expropriações e expulsões que se mantêm desde a limpeza étnica que acompanhou a criação do Estado de Israel em 14 de Maio de 1948. E para que não esqueça, 15 de Maio é consagrado como o Dia da Nakba, a Catástrofe.
Na sessão moderada por António Delgado Fonseca, militar de Abril, e membro da Direcção. Nacional do MPPM, falou primeiro o jornalista José Goulão que denunciou o flagrante contraste entre a forma como as potências ocidentais e a comunidade internacional lidam com certos conflitos, nomeadamente a guerra na Ucrânia, e ignoram a violenta ocupação da Palestina por Israel.
Por iniciativa da comunidade palestina em Portugal, realizou-se na segunda-feira, 16 de Maio, uma concentração para exigir justiça para Shireen Abu Akleh e a responsabilização dos seus assassinos.
O MPPM associou-se à iniciativa, que reuniu mais de uma centena de pessoas no Rossio, em Lisboa.
Houve várias intervenções, nomeadamente de membros da comunidade palestina – Dima Mohammed e Shahd Wadi – e de Carlos Almeida em nome do MPPM.
Assinala-se hoje o 74º aniversário da Nakba – a catástrofe que acompanhou a criação do Estado de Israel em 1948 e que se saldou pela expulsão violenta de centenas de milhar de palestinos das suas casas, aldeias e cidades, para dar lugar a recém-chegados colonos sionistas.
Quase três quartos de século volvidos, e apesar do reconhecimento internacional da legitimidade da causa palestina e da luta do seu povo pelos seus inalienáveis direitos, o aniversário da Nakba em 2022 continua marcado pela brutal realidade da ocupação e da repressão israelita sobre o povo palestino, pelo prosseguimento da limpeza étnica da população palestina e pelas violações do Direito Internacional por parte do Estado de Israel, com persistentes acções de guerra contra países vizinhos.
Num relatório publicado em 15 de Abril, o Euro-Mediterranean Human Rights Monitor documenta o assassinato, pelas forças israelitas, desde o início de 2022, de 47 palestinos, incluindo oito menores e duas mulheres, em vários incidentes...
Numa organização conjunta da Escola Secundária de Camões e do ABC Cineclube de Lisboa, o MPPM promoveu, na segunda-feira 9 de Maio, a estreia em Portugal do filme Yallah! Yallah!, a primeira co-produção argentino-palestina.
Realizado por Cristian Pirovano e Fernando Romanazzo, o filme acompanha o quotidiano de sete pessoas ligadas ao futebol e as suas lutas diárias para superar as dificuldades de viver hoje na Palestina. Os detalhes da sua vida, das suas relações e convivência, aproximam-nos de uma história de futebol, paixão e luta.
O Auditório Camões acolheu duas sessões que contaram com a presença de Cristian Pirovano, um dos realizadores, e de Carlos Almeida, vice-presidente do MPPM. As boas-vindas foram dadas pelo director da E.S. Camões, João Jaime Pires e Fernando Jorge Saraiva, que na escola rege a disciplina de Ciência Política, fez a apresentação do filme.
A sessão da tarde foi dedicada aos estudantes da escola, que acorreram em grande número e acompanharam com interesse a...