Ocupação, Colonização e Apartheid Israelitas

Nesta quinta-feira, 14 de Dezembro, por iniciativa dos núcleos locais do CPPC, do MPPM, do MDM, do Projecto Ruído, da URAP e da AAPC, e ainda da USC/CGTP-IN, foram colocadas bandeirinhas da Palestina em várias praças e rotundas da cidade de Coimbra em memória das crianças mortas na agressão genocida de Israel contra a população palestina da Faixa de Gaza.

Desde 7 de Outubro, subiu a 18 787 o número de palestinos mortos por Israel, havendo 50 897 feridos e milhares de desparecidos soterrados sob os escombros. Mais de dois terços das vítimas são mulheres e crianças.

Os livros de história estão cheios de violências, de crimes e massacres, genocídios, formas institucionalizadas de domínio e desumanização do outro.

Quando os lemos, perguntamos: Como foi possível? O que aconteceu para que aquilo que hoje, com a distância, nos parece inteligível nas suas causas, não tivesse sido travado? Diremos talvez que à época em que isso terá acontecido, o mundo talvez desconhecesse, as notícias não corriam céleres como hoje. E inevitavelmente nos perguntamos quem eram os homens e as mulheres daquele tempo, o que disseram, o que fizeram para travar essas violências, que valores defenderam, que posições tomaram?

Carlos Almeida | Ninguém pode dizer: eu não sabia!
Carlos Almeida | Ninguém pode dizer: eu não sabia!

Saudações a todos os participantes nesta importante iniciativa que, se já era importante quando foi convocada, ainda mais importante se tornou nos últimos dias, perante a barbárie que está a ser cometida contra a população da Faixa de Gaza.

Gostava de trazer, em nome do MPPM, duas ideias sobre o tema desta Mesa.

A primeira: Não há ideia mais importante para a Cultura e Educação pela Paz do que a expressa no primeiro Artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada pela Assembleia Geral da ONU. Esse Artigo 1.o começa assim: «Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos».

E como todas as acções contra civis são condenáveis, não podemos aceitar a ideia que nos querem vender de que há civis de primeira categoria e civis de segunda categoria. É urgente, é inadiável pôr imediatamente fim ao massacre que Israel está a cometer em Gaza e em toda a Palestina.

Jorge Cadima | A Paz é urgente, a Paz é inadiável!
Jorge Cadima | A Paz é urgente, a Paz é inadiável!

Em nome do MPPM, saúdo o III Encontro da Paz e todas as associações e organizações que, sob este belo lema, «Nos 50 anos de Abril, pela Paz todos não somos demais!», aqui e agora quiseram dar-lhe forma e sentido – destacando desde já as entidades organizadoras que têm tido papel histórico na solidariedade com a causa palestina, como a CGTP Intersindical e o CPPC, sem esquecer o MDM e a URAP, cujas representantes me acompanham nesta mesa, entre muitas outras.

José António Gomes | É legítima a resistência dos palestinos à ocupação
José António Gomes | É legítima a resistência dos palestinos à ocupação

Vinte e dois deputados da Assembleia da República, dos grupos parlamentares do PS, do PCP e do BE, tornaram público um apelo «ao estabelecimento de um cessar-fogo imediato, duradouro e sustentado que conduza à cessação da atual escalada de violência na Faixa de Gaza, na Cisjordânia, em Jerusalém Oriental e em Israel.»


Por um cessar-fogo imediato, duradouro e sustentado levando à cessação da atual escalada de violência

A Assembleia Geral das Nações Unidas adotou, no dia 27 de outubro, uma Resolução sobre a proteção dos civis e o cumprimento das obrigações legais e humanitárias face à grave deterioração da situação na Faixa de Gaza e nos restantes territórios palestinianos ocupados, incluindo Jerusalém Leste, e em Israel.

Ao assinalarem-se 75 anos sobre a adopção da Declaração Universal dos Direitos Humanos e sobre a aprovação da Resolução que reconhece o direito ao retorno dos refugiados palestinos, o MPPM apela ao respeito pelos direitos humanos e nacionais do povo palestino e condena os Estados que, por cumplicidade criminosa ou inércia ominosa, permitem que Israel continue impunemente a violar os direitos daqueles, a começar pelo mais sagrado – o direito à vida.

Em 11 de Dezembro de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas adoptou a Resolução 194 (III), a qual determina que «os refugiados [palestinos] que desejem regressar aos seus lares e viver em paz com os seus vizinhos devem ser autorizados a fazê-lo o mais cedo possível e que deve ser paga uma indemnização pelos bens daqueles que optem por não regressar e pela perda ou dano de bens que, de acordo com os princípios do direito internacional ou da equidade, devem ser reparados pelos governos ou autoridades responsáveis».

Promovido pelo CPPC e pelo MPPM realizou-se, neste sábado, 9 de Dezembro, em Viseu, um debate inserido no ciclo de iniciativas «Paz no Médio Oriente, Palestina Independente!».

Dezenas de pessoas encheram o espaço Carmo ’81 e seguiram com vivo interesse o debate animado por Helena Pereira, do CPPC, e Carlos Almeida, do MPPM.

Vivemos, no Ocidente, na sociedade da cegueira, uma sociedade em que o cidadão é bombardeado incessantemente com desinformação, em que pouco do que parece é, em que a verdade tem dificuldade em vir à superfície.

Uma sociedade em que os factos são teatralizados, interpretados, muitas vezes fabricados para destruir um adversário. Uma sociedade em que se provoca o adversário até o limite para depois o culpar de reagir. Uma sociedade em que um manto negro de propaganda, notícias falsas e o uso incessante das técnicas de desinformação, e dos estratagemas de Schopenhauer descritos no seu famoso livro A Arte de ter Sempre Razão, cria um fumo tão espesso que não nos deixa ver o que está em frente dos nossos olhos.

Até às 15 horas de 7 de Dezembro de 2023, a Organização Mundial de Saúde registou em GAZA 17 487 pessoas mortas (70% mulheres e crianças), 46 480 pessoas feridas, número indeterminado de pessoas desaparecidas ou soterradas nos escombros e 1,9 milhões de pessoas deslocadas (85% da população).

No que respeita ao funcionamento e acesso a cuidados de saúde, só 39% dos hospitais estão a funcionar (14 em 36) e 8% estão com capacidade extremamente limitada (3 em 36). Estão a funcionar 2 Hospitais de Campanha (Jordânia e Emirados Árabes Unidos). 29% dos centros de cuidados primários de saúde (21 em 72) estão a funcionar.

Respondendo a um apelo lançado pelo CPPC, pela CGTP-IN, pelo MPPM e pelo Projecto Ruído, Lisboa voltou a assistir a uma grande manifestação em que milhares de pessoas, na sexta-feira 8 de Dezembro, entre o Martim Moniz e o Largo José Saramago, exigiram o fim da agressão genocida contra Gaza, um cessar-fogo imediato e permanente e o respeito pelos direitos nacionais e humanos do povo palestino.

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