Ocupação, Colonização e Apartheid Israelitas

O governo de Israel aprovou na sua reunião de hoje um financiamento de 22 milhões de shekels (5,24 milhões de euros) para a expansão de um colonato israelita na cidade de Hebron, na Cisjordânia ocupada. No local de uma antiga base militar será construído um novo bairro israelita, que deve incluir 31 unidades habitacionais, já anteriormente aprovadas pela Administração Civil (órgão do Ministério da Defesa israelita encarregado da administração dos territórios palestinos ocupados).
As unidades habitacionais agora aprovadas são o primeiro projecto de expansão dos ilegais colonatos israelitas em Hebron desde há mais de uma década.
«É um passo importante na actividade global que estamos a realizar para reforçar os colonatos na Judeia e Samaria [designação dada pelos sionistas à Cisjordânia ocupada]», declarou o ministro da Defesa israelita, Avigdor Lieberman, que tutela os territórios palestinos ocupados. 
Uma mulher palestina foi morta na noite de ontem, sexta-feira, quando colonos israelitas apedrejaram o carro em que viajava, próximo de Nablus, na Cisjordânia ocupada.
Aisha Mohammed Rabi tinha 47 anos e era mãe de oito filhos. O carro em que seguia, acompanhada do marido e duas das filhas, foi atacado à pedrada por um grupo de colonos quando regressavam de uma visita a uma outra filha. Aisha foi  atingida com uma grande pedra  na cabeça e morreu pouco depois. O marido sofreu ferimentos ligeiros.  
O ataque ocorreu a cerca de 100 metros do posto de controlo (checkpoint) militar israelita de Tapuá (Za'atara). Os colonos atacaram o carro quando este se aproximava do cruzamento a uma velocidade reduzida.
Forças israelitas mataram hoje sete palestinos durante protestos na Faixa de Gaza, perto da vedação com que Israel isola o território palestino bloqueado, informou o Ministério da Saúde de Gaza.
O porta-voz do Ministério acrescentou que 252 palestinos foram feridos, 140 dos quais por balas disparadas pelos soldados do regime sionista. 
Os sete mortos são: Ahmed Ibrahim Zaki El-Tawil, de 27 anos; Ahmad Ahmad Abdullah Abu Naim, de 17 anos; Mohammed Abdulhafiz Yusuf Ismail, de 29 anos; Tamer Iyad Mahmoud Abu Rummaneh, de 22 anos; Afifi Mahmoud Atta Afifi, de 18 anos; Abdullah Barham Sulaiman al-Daghmah, de 25 anos; e Issam Abbas, de 21 anos.
Milhares de palestinos participaram hoje nas manifestações da Grande Marcha do Retorno, que começou em 30 de Março, ou seja, há mais de seis meses — uma demonstração de extraordinária firmeza e coragem.
A Câmara Municipal de Palmela, na sua reunião do passado dia 3 de Outubro, aprovou por unanimidade uma moção condenando a destruição iminente da aldeia de Khan al-Ahmar.
O MPPM felicita a Câmara Municipal de Palmela pela sua acção continuada e absolutamente notável de solidariedade empenhada com a causa da liberdade do povo palestino, de que esta moção é mais um exemplo.
É o seguinte o texto integral do documento:
 
Moção
(Contra a destruição da aldeia de Khan al-Ahmar e a transferência forçada dos seus habitantes)
 

Seis camiões-cisterna contendo 450 mil litros de combustível entraram na terça-feira na Faixa de Gaza cercada através da passagem de Karam Abu Salem/Kerem Shalom, informou uma fonte palestina citada pela Al Jazeera.
O combustível destina-se à central eléctrica da Faixa de Gaza, visando melhorar parcialmente o fornecimento de electricidade. As necessidades diárias de electricidade do enclave palestino, com dois milhões de habitantes, situam-se entre 450 e 500 megawatts. No entanto, desde há anos que o território, submetido há doze anos a um brutal e criminoso cerco imposto por Israel (com a colaboração do Egipto) sofre de escassez de electricidade devido à falta de combustível e à degradação das infraestruturas. No ano passado a única central eléctrica da Faixa de Gaza esteve desligada várias vezes devido à falta de combustível, e desde há muitos meses que só a electricidade só é fornecida durante quatro horas por dia, em média.

Pelo menos 29 palestinos ficaram feridos na tarde de hoje, segunda-feira, quando as forças armadas israelitas abriram fogo contra milhares de manifestantes numa praia no Norte da Faixa de Gaza.
Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, 11 pessoas foram feridas por balas e oito por estilhaços de morteiro, tendo seis sido atingidas por bombas de gás. Entre os feridos contam-se nove crianças e cinco mulheres.
Nesta segunda-feira milhares de palestinos participaram numa manifestação na praia exigindo o fim do cerco israelita à Faixa de Gaza, que dura há 12 anos.
Manifestantes em barcos de pesca fixaram bandeiras palestinas numa vedação que se estende mar adentro, enquanto outros protestavam ao longo da vedação terrestre com que Israel isola o território palestino, sendo alvo de disparos de munições reais e de gás lacrimogéneo por parte dos soldados israelitas.

Três palestinos, um deles um rapazinho de 12 anos, foram hoje mortos por tiros israelitas durante protestos perto da vedação com que Israel isola a Faixa de Gaza, que contaram com a presença de milhares de pessoas.
Os três mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, são Faris al-Sirsawi, de 12 anos, Mahmoud Akram Abu Samaan, de 24 anos, e Hussein al-Raqab, de 28 anos. Ficaram feridos pela repressão israelita um total de 376 palestinos, 126 dos quais por balas reais, encontrando-se sete em estado grave.
O exército do regime sionista alegou que se estava a defender contra o lançamento de granadas e explosivos, mas na realidade nenhum israelita foi ferido. 
Ahmed Abu Habel, de 15 anos, hoje morto por forças israelitas durante manifestações junto à vedação com que Israel isola a Faixa de Gaza

Um adolescente palestino de 15 anos foi hoje morto por forças israelitas durante manifestações junto à parte norte da vedação com que Israel isola a Faixa de Gaza. Ahmed Abu Habel sucumbiu ao ser atingido na cabeça por uma bomba de gás lacrimogéneo disparada por soldados do regime sionista. Outros 24 palestinos ficaram feridos em resultado de fogo real ou da inalação de gás lacrimogéneo, informou o Ministério da Saúde do território palestino.
Durante o dia de ontem, terça-feira, um palestino de 78 anos foi morto por fogo israelita. Segundo o Ministério da Saúde, Haj Ibrahim Alaruki foi atingido quando as tropas israelitas abriram fogo contra casas civis na zona central do enclave palestino, perto de um campo de refugiados.
Na segunda-feira, um total de 93 palestinos foram feridos durante protestos junto à vedação que isola Gaza, 37 dos quais por balas disparadas pelos militares israelitas.

Os cidadãos palestinos de Israel assinalaram nesta segunda-feira o aniversário dos acontecimentos de Outubro de 2000, nos quais 13 cidadãos árabes israelitas foram mortos pelas forças policiais do regime sionista.
O Alto Comité de Acompanhamento para os Cidadãos Árabes [Palestinos] de Israel, organismo que inclui representantes de todos os partidos e movimentos políticos dos palestinos cidadãos de Israel, apelou a uma greve geral em todas as comunidades, incluindo o sector de educação. Um comunicado conjunto do Alto Comité e do Conselho dos Presidentes de Câmara Árabes especificou que este ano a greve também seria um protesto contra a «lei do Estado-nação».

A Assembleia da República aprovou no passado dia 26 de Setembro um Voto condenando a decisão das autoridades israelitas de expulsar os habitantes de Khan al-Ahmar.
O MPPM congratula-se com resolução deste órgão de soberania, que junta assim a sua voz à condenação que no mundo inteiro se faz ouvir contra o mais recente exemplo da limpeza étnica da população palestina levada a cabo pelo Estado sionista, com o objectivo de ampliar a colonização e impossibilitar a criação do Estado palestino.
O Voto foi apresentado pelo Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português, tendo sido aprovado com os votos a favor do PCP, PEV, PS, BE e PAN, os votos contra do PSD e a abstenção do CDS-PP.
É o seguinte o texto integral do documento:
 
«Voto de condenação n.º 623/XIII-4ª
da ordem de expulsão dos habitantes de Khan al-Ahmar por parte das autoridades de Israel

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