Ocupação, Colonização e Apartheid Israelitas

O ministro israelita da Agricultura, Uri Ariel (do partido de extrema-direita Lar Judaico), acompanhado de vários colonos judeus, nesta terça-feira forçou a entrada na mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental ocupada, sob protecção de forças israelitas armadas.

O ministro israelita e o grupo de colonos israelitas entraram no complexo de Al-Aqsa através da Porta dos Marroquinos, que está sob controlo de Israel desde a ocupação de Jerusalém Oriental, em 1967.

Esta iniciativa provocatória ocorre num contexto de tensões em Jerusalém após uma série de protestos palestinos e a posterior prisão de dezenas de activistas palestinos pelas forças israelitas no início desta semana.

A polícia israelita chegou a deter por um breve período o xeque Abdelazeem Salhab, chefe da entidade religiosa responsável pelo complexo, depois de ele ter rezado, juntamente com outros palestinos, perto do portão al-Rahma pela primeira vez em 16 anos.

No dia 25 de Fevereiro de 2019 assinala-se o 25.º aniversário do massacre de Mesquita Ibrahimi, em Hebron, na Cisjordânia ocupada, perpetrado pelo terrorista judeu Baruch Goldstein, que matou 29 fiéis muçulmanos palestinos e feriu outros 150. Vinte e cinco anos depois, a repugnante ideologia racista anti-árabe que inspirou o massacre permanece viva — e prepara-se para regressar ao parlamento israelita pela mão de Netanyahu.

Foi inaugurada ontem, 22 de Fevereiro, no átrio do edifício principal do Hospital Júlio de Matos, a quarta exposição de Pintura de Arte Solidária que Maria Vitória Vaz Pato, sócia e ex-aluna da Sociedade Nacional de Belas Artes, apresenta, desta vez apoiando a causa da Palestina.

Para a artista, «A arte, e neste caso a pintura, é uma expressão do coração, um sentimento que se descobre em nós e nos propomos partilhar com olhares diversos. Nada, pois, de mais natural que este sentimento seja solidário expressando uma fraterna com-paixão com aqueles que sofrem uma terrível injustiça.»

A abrir, uma performance teatral simulou a vida quotidiana dos palestinos confrontados com a existência do Muro de Separação. Um «soldado» discriminava quem podia entrar ou quem era enviado para trás do Muro. Mas desta vez houve um final feliz e o «Muro» foi derrubado…

A Exposição vai estar aberta ao público, de segunda a sexta-feira, das 10 às 19 horas, até 8 de Março.

Um rapaz palestino de 15 anos foi morto esta sexta-feira com uma bala no peito pelas forças israelitas que reprimiram a Grande Marcha do Retorno, junto à vedação com que Israel isola a Faixa de Gaza. O jovem chamava-se Youssef Said Hussein al-Dayeh.

Nesta 48.ª sexta-feira consecutiva dos protestos, foram além disso feridos por balas reais ou revestidas de borracha pelo menos 41 palestinos, três deles com gravidade.

Fontes informativas de Gaza relataram que os soldados do exército sionista dispararam contra os manifestantes uma barragem de balas reais e de bombas de gás de alta velocidade, em diferentes lugares do pequeno território costeiro, designadamente na cidade de Gaza, Jabalia, campo de refugiados de al-Boreij, Khan Younis e Rafah.

Pelo menos 30 crianças palestinas sofreram de asfixia nesta quinta-feira, na sequência de um ataque das forças de ocupação e de colonos israelitas à sua escola primária, na cidade velha de Hebron, na Cisjordânia ocupada.

Os soldados israelitas dispararam granadas de gás lacrimogéneo contra as crianças quando estas se encontravam no pátio da escola ou nas imediações, daí resultando o grande número de casos de asfixia. Uma criança foi levada para o hospital em estado grave.

O director da escola primária de Hebron informou que vários colonos participaram no ataque à escola ao lado dos soldados.

Um caso similar tinha já ocorrido em Hebron em 16 de Dezembro passado, quando soldados israelitas dispararam granadas de gás lacrimogéneo e granadas atordoantes numa rua em que existem várias escolas.

A convite da Associação Gandaia, Carlos Almeida, do MPPM, dinamizou uma tertúlia sobre a Questão Palestina, ontem, na sede do Gandaia Clube, na Costa da Caparica.

Depois de apresentado por Reinaldo Ribeiro, Carlos Almeida fez uma resenha histórica da questão palestina nos últimos 100 anos, desde a génese do movimento sionista até à actualidade.

Seguiu-se um vivo debate que proporcionou uma ampla troca de ideias e contribuiu para uma melhor percepção da questão palestina.

A polícia israelita expulsou no domingo uma família palestina da sua casa no bairro muçulmano da Cidade Velha, em Jerusalém Oriental ocupada. A casa foi ocupada por colonos judeus, após o Supremo Tribunal de Israel ter emitido uma decisão que lhes é favorável.

Moradores palestinos do bairro entraram em choque com a polícia israelita, que montou guarda enquanto cerca de uma dezena de colonos tomavam posse do prédio.

A família Abu Assab vivia nesta casa há quase 70 anos. Sete pessoas da família, incluindo uma criança de quatro anos, foram despejadas, e a polícia prendeu dois outros membros da família. A família foi obrigada a deixar para trás todos os seus móveis e pertences, e terá agora de encontrar um novo lugar para morar.

O governo israelita decidiu deduzir 500 milhões de shekels (cerca de 122 milhões de euros) das verbas transferidas para a Autoridade Palestina, que provêm de impostos cobrados em seu nome por Israel.

Os cortes efectuados por Israel, cerca de 5% das transferências devidas, correspondem ao montante que a Autoridade Palestina despende no apoio financeiro aos presos e ex-presos palestinos nas cadeias de Israel, bem como às famílias dos mortos e feridos pelo Estado sionista.

A medida foi anunciada pelo Gabinete de Segurança de Israel este domingo, pondo em prática uma lei aprovada pelo Knesset (parlamento) em Julho passado.

Israel tem utilizado repetidamente o congelamento do dinheiro dos impostos como meio de pressão sobre os palestinos, violando o que está estabelecido em matéria fiscal nos Protocolos de Paris de 1994, parte integrante dos Acordos de Oslo.

Dezenas de manifestantes palestinos de Bil'in, na Cisjordânia ocupada, foram feridos e sofreram graves problemas respiratórios devido ao uso intensivo de gás lacrimogéneo pelas forças repressivas israelitas. Os manifestantes participavam nos protestos semanais contra o Muro do Apartheid e os colonatos.

Após as orações de sexta-feira, os manifestantes reuniram-se no centro da aldeia — a oeste de Ramala — e dirigiram-se para o Muro.

O exército israelita abriu fogo e lançou bombas de gás contra os manifestantes – entre os quais se contavam activistas da paz estrangeiros e israelitas —, provocando a sufocação de dezenas deles.

As forças israelitas feriram pelo menos 20 palestinos que esta sexta-feira participavam na 47.ª semana consecutiva da Grande Marcha do Retorno, junto da vedação com que Israel isola a Faixa de Gaza.

O Ministério da Saúde de Gaza confirmou que os soldados atingiram 20 palestinos com balas reais e acrescentou que um dos feridos é um adolescente de 15 anos que ficou em estado grave após ser atingido com uma bala no peito.

Ficaram igualmente feridos uma mulher de 29 anos, com um estilhaço na cabeça, e um fotojornalista, identificado como Mohammad Za'noun.

Segundo fontes informativas de Gaza, mais de onze mil palestinos participaram esta sexta-feira nas manifestações desarmadas da Grande Marcha do Retorno, que teve início em 30 de Março de 2018 ao longo da vedação que Israel instalou para isolar a Faixa de Gaza.

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