Resistência, Política e Sociedade Palestinas

Um jovem palestino foi morto a tiro, ontem à noite, durante um ataque de colonos, apoiados pelas forças de ocupação israelitas, contra a cidade de Huwara, a sul de Nablus, elevando para quatro o número de palestinos mortos em menos de 24 horas.

O jovem, identificado como Labeeb Mohammed Dmaidi, de 19 anos, foi atingido directamente no coração por um colono israelita, vindo a falecer no hospital Rafidia, na cidade de Nablus, para onde foi transportado.

Fontes do Crescente Vermelho Palestino disseram que pelo menos 25 pessoas, incluindo quatro crianças, sufocaram com o gás lacrimogéneo disparado pelas forças militares durante o ataque dos colonos à cidade.

Um outro jovem palestino, identificado como Jamal Mahmoud Majdoub, de 26 anos, foi morto a tiro pelas forças de ocupação israelitas em Huwara.

Segundo a WAFA, as forças de ocupação israelitas abriram fogo contra o jovem depois de o terem cercado num edifício perto da rotunda de Zaytouna. As forças terão bloqueado o acesso das equipas de...

Assinalam-se este ano 75 anos da Nakba, a catástrofe que em 1948 se abateu sobre o povo palestino.

São 75 anos de limpeza étnica e colonização, de guerra, de massacres e violências às mãos dos governos de Israel.

São 75 anos de exílio, de memórias silenciadas, de luta pelo reconhecimento do direito a contar a sua história.

São 75 anos de humilhações, de perseguições, de prisões, torturas e assassinatos.

São 75 anos de resistência diária, persistente, incessante, a defender cada casa, cada oliveira, a fazer de cada diáspora o lugar onde a esperança se reinventa.

São 75 anos de desrespeito pela promessa da ONU de criar um Estado da Palestina, de violação do direito internacional.

São 75 anos de promessas nunca cumpridas, de futuros sempre adiados, de persistente e continuado desrespeito pelo direito internacional, de cumplicidades e indiferença com a injustiça e a ilegalidade.

Na Palestina, todos os dias, vive-se sob a ocupação, o apartheid e a repressão:

– sob o Muro do Apartheid, as estradas...

As forças de ocupação israelitas mataram a tiro dois palestinos, na noite passada, durante um ataque militar em grande escala ao campo de refugiados de Nour Shams, a leste de Tulkarm, na Cisjordânia ocupada.

Abdurrahman Suleiman Abu Daghash, de 32 anos, foi atingido na cabeça e foi levado em estado crítico para o Hospital Governamental Thabet Thabet, em Tulkarm, onde foi declarado morto devido aos ferimentos.

Antes, Asaad Jab'awi, de 21 anos, também tinha morrido depois de ter sido atingido a tiro na cabeça durante o ataque israelita.

Depois da meia-noite, as forças de ocupação israelitas, acompanhadas por retroescavadoras militares, lançaram uma incursão em grande escala no campo, no meio de um pesado tiroteio. Iniciaram a destruição da estrada principal e das infra-estruturas no interior do campo, enquanto franco-atiradores ocupavam os telhados das casas dos civis.

Este é o quarto assalto de Israel ao campo de Nour Shams Nour Shams no espaço de dois meses. O campo alberga 13 519...

Em menos de 24 horas, as forças de ocupação israelitas mataram seis jovens palestinos durante ataques militares em várias zonas da Cisjordânia ocupada e da Faixa de Gaza, informa a agência noticiosa WAFA.

Ontem à noite, um jovem palestino identificado como Yousef Radwan, de 25 anos, de Bani Suhayia, a leste de Khan Younis, no Sul da Faixa de Gaza, foi morto e outros ficaram feridos quando soldados israelitas abriram fogo contra manifestantes que se reuniam na fronteira de Gaza com Israel. Yousef foi baleado na cabeça, e nove outros palestinos ficaram feridos, um deles em estado crítico. Dois outros jovens palestinos foram feridos por balas reais a leste de Jabalya, no norte da Faixa de Gaza, e muitos outros sofreram asfixia após inalarem gás lacrimogéneo disparado pelos soldados.

Os protestos na fronteira de Gaza decorrem há vários dias contra o tratamento dado por Israel aos resistentes palestinos encarcerados nas suas prisões e contra a profanação da mesquita de Al-Aqsa por fanáticos...

As autoridades de ocupação israelitas continuam a recusar-se a libertar os corpos de onze palestinos que morreram nas prisões de Israel, sendo o mais antigo o de Anis Doula, cujo corpo está retido desde 1980, e o mais recente o de Khader Adnan, que faleceu em 2 de Maio de 2023, após uma greve de fome de 86 dias em protesto contra a sua detenção arbitrária — informa a Addameer.

De acordo com a Campanha Nacional para a Recuperação dos Corpos dos Mártires, o número de mortos palestinos cujos corpos estão em sepulturas numeradas atingiu 252, enquanto 142 outros corpos estão mantidos em frigoríficos desde 2015, incluindo 14 corpos de crianças e cinco corpos de mulheres.

A retenção dos corpos de palestinos mortos na prisão, pela polícia ou pelo exército, insere-se na política de punição colectiva exercida pelas autoridades de ocupação israelitas contra o povo palestino. A ocupação mantém os corpos em frigoríficos e sepulturas numeradas sem a mínima consideração por quaisquer normas...

Carlos Almeida, historiador e vice-presidente do MPPM, participou num podcast do Expresso da série «O Mundo a Seus Pés» dedicado à análise da mais recente agressão israelita contra Jenin e o seu campo de refugiados.

Conduzido pela jornalista Ana França, o programa contou também com a participação de Joana Ricarte, investigadora do Instituto Jurídico da Faculdade de Direito de Universidade de Coimbra e professora na Universidade da Beira Interior.

A relevância do tema está expressa no título do podcast — «Dois dias de violência como não se via há 20 anos» — que adopta como subtítulo uma frase de Joana Ricarte: «Jenin é uma representação física da Nakba, a grande tragédia palestina».

Ninguém consegue prever quando será resolvida a questão palestina e qual a solução, mas Carlos Almeida acredita que, mais cedo ou mais tarde, tal como na África do Sul ou em Timor, os palestinos terão a sua pátria porque «a luta dos povos encontra sempre um caminho». A previsão de Ben Gurion de que os velhos...

Entre 9 e 13 de Julho de 1948, as forças sionistas lançaram uma operação militar em grande escala, conhecida como Operação Dani, com o objectivo de ocupar as cidades palestinas de Lydda e Ramla, massacrando centenas de palestinos e forçando o êxodo de muitos milhares.

O massacre teve lugar em duas fases, entre o fim da primeira trégua na guerra israelo-árabe, a 9 de Julho de 1948, e o início da segunda, a 18 de Julho. A primeira fase do massacre ocorreu durante o período de ocupação da cidade e a segunda durante a operação de expulsão em massa dos seus residentes, que é considerada um dos maiores actos de limpeza étnica («operações de transferência») levados a cabo pelos israelitas.

A operação Dani

Durante a primeira trégua de quatro semanas, que teve início em 11 de Junho de 1948, os israelitas ultimaram os planos de ocupação de cidades e aldeias palestinas e de expulsão dos seus habitantes. As cidades de Lydda e Ramla foram o seu próximo alvo.

Lydda e Ramla eram cidades gémeas. Separadas...

O brutal assalto de Israel ao campo de refugiados de Jenin nos dias 3 e 4 de Julho de 2023 já provocou a morte de 12 pessoas, ferimentos em mais de uma centena e o desalojamento forçado de cerca de 3000 residentes, além da destruição em larga escala num dos campos de refugiados com maiores taxas de pobreza e desemprego.

A violência militar israelita, envolvendo cerca de mil soldados e meios aéreos, não poupou os hospitais, locais de culto, a sede do grupo de teatro Freedom Theatre, e ficou novamente marcada pelo ataque propositado a jornalistas em serviço, num esforço para esconder a brutalidade das operações israelitas.

O assalto a Jenin não é um acto isolado. Insere-se numa criminosa vaga repressiva que, dando continuidade à permanente política de repressão israelita contra o povo palestino, conhece uma escalada de grandes proporções desde a tomada de posse do novo governo de Netanyahu.

Esse governo não apenas inclui como entregou oficialmente o controlo de forças militarizadas...

As forças armadas israelitas lançaram, na madrugada desta segunda-feira, uma operação em grande escala contra o campo de refugiados de Jenin, no norte da Cisjordânia ocupada, envolvendo meios aéreos e terrestres, matando pelo menos oito palestinos e ferindo mais de cinco dezenas, estando alguns em estado crítico.

Walid al-Omari, chefe do escritório de Jerusalém da Al Jazeera, confirmou que cerca de 150 veículos blindados e cerca de 1000 soldados das forças especiais de elite e do exército, bem como dos serviços secretos, da polícia e da polícia de fronteira estavam a participar na operação, impondo um cerco total ao campo, enquanto as forças especiais operavam no interior do campo, invadindo casas, revistando-as e prendendo muitas pessoas.

Antecedendo a invasão terrestre, Israel lançou mais de uma dezena de ataques aéreos contra Jenin durante a noite desta segunda-feira, causando a morte a três palestinos e provocando grande destruição em edifícios.

O correspondente da WAFA disse que as...

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Austrália, do Canadá e do Reino Unido emitiram hoje uma declaração conjunta onde se afirmam «profundamente preocupados com os recentes acontecimentos em Israel e na Cisjordânia, que reduzem ainda mais as perspectivas de paz.»

«Estamos seriamente preocupados com a aprovação pelo Governo de Israel, em 26 de Junho, de mais de 5700 novas unidades de colonização na Cisjordânia» diz a declaração. «Preocupam-nos também as alterações ao processo de aprovação dos colonatos, instituídas pelo Governo de Israel em 18 de Junho [em que o ministro das Finanças de extrema-direita, Bezalel Smotrich, recebeu amplos poderes para acelerar a sua construção, contornando as medidas em vigor há 27 anos], que facilitam uma aprovação mais rápida da construção nos colonatos.»

Considerando que a expansão contínua dos colonatos é um obstáculo à paz e tem um impacto negativo nos esforços para alcançar uma solução negociada de dois Estados, apelam ao Governo de Israel para que...