Resistência, Política e Sociedade Palestinas

Pelo menos 29 palestinos ficaram feridos na tarde de hoje, segunda-feira, quando as forças armadas israelitas abriram fogo contra milhares de manifestantes numa praia no Norte da Faixa de Gaza.
Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, 11 pessoas foram feridas por balas e oito por estilhaços de morteiro, tendo seis sido atingidas por bombas de gás. Entre os feridos contam-se nove crianças e cinco mulheres.
Nesta segunda-feira milhares de palestinos participaram numa manifestação na praia exigindo o fim do cerco israelita à Faixa de Gaza, que dura há 12 anos.
Manifestantes em barcos de pesca fixaram bandeiras palestinas numa vedação que se estende mar adentro, enquanto outros protestavam ao longo da vedação terrestre com que Israel isola o território palestino, sendo alvo de disparos de munições reais e de gás lacrimogéneo por parte dos soldados israelitas.

Três palestinos, um deles um rapazinho de 12 anos, foram hoje mortos por tiros israelitas durante protestos perto da vedação com que Israel isola a Faixa de Gaza, que contaram com a presença de milhares de pessoas.
Os três mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, são Faris al-Sirsawi, de 12 anos, Mahmoud Akram Abu Samaan, de 24 anos, e Hussein al-Raqab, de 28 anos. Ficaram feridos pela repressão israelita um total de 376 palestinos, 126 dos quais por balas reais, encontrando-se sete em estado grave.
O exército do regime sionista alegou que se estava a defender contra o lançamento de granadas e explosivos, mas na realidade nenhum israelita foi ferido. 
Ahmed Abu Habel, de 15 anos, hoje morto por forças israelitas durante manifestações junto à vedação com que Israel isola a Faixa de Gaza

Um adolescente palestino de 15 anos foi hoje morto por forças israelitas durante manifestações junto à parte norte da vedação com que Israel isola a Faixa de Gaza. Ahmed Abu Habel sucumbiu ao ser atingido na cabeça por uma bomba de gás lacrimogéneo disparada por soldados do regime sionista. Outros 24 palestinos ficaram feridos em resultado de fogo real ou da inalação de gás lacrimogéneo, informou o Ministério da Saúde do território palestino.
Durante o dia de ontem, terça-feira, um palestino de 78 anos foi morto por fogo israelita. Segundo o Ministério da Saúde, Haj Ibrahim Alaruki foi atingido quando as tropas israelitas abriram fogo contra casas civis na zona central do enclave palestino, perto de um campo de refugiados.
Na segunda-feira, um total de 93 palestinos foram feridos durante protestos junto à vedação que isola Gaza, 37 dos quais por balas disparadas pelos militares israelitas.

Os cidadãos palestinos de Israel assinalaram nesta segunda-feira o aniversário dos acontecimentos de Outubro de 2000, nos quais 13 cidadãos árabes israelitas foram mortos pelas forças policiais do regime sionista.
O Alto Comité de Acompanhamento para os Cidadãos Árabes [Palestinos] de Israel, organismo que inclui representantes de todos os partidos e movimentos políticos dos palestinos cidadãos de Israel, apelou a uma greve geral em todas as comunidades, incluindo o sector de educação. Um comunicado conjunto do Alto Comité e do Conselho dos Presidentes de Câmara Árabes especificou que este ano a greve também seria um protesto contra a «lei do Estado-nação».

No 15.º aniversário do falecimento de Edward Said, o MPPM divulga este artigo, publicado logo após a assinatura dos Acordos de Oslo em 1993, em que o grande intelectual palestino faz uma análise muito crítica daqueles acordos.
 

Ahed Tamimi, a jovem palestina de 17 anos de idade que se tornou um símbolo da resistência à ocupação israelita e esteve presa oito meses numa cadeia do regime sionista, foi ontem homenageada pelo Real Madrid.
Ahed visitou o estádio Santiago Bernabéu, onde se encontrou com o famoso Emilio Butrageño, antigo jogador e actual vice-presidente do Real Madrid, que lhe ofereceu uma camisola do clube com o número 9 (antigo número do próprio Butragueño) e o nome de Ahed gravado.
A jovem resistente efectuou uma visita a Espanha, acompanhada por seu pai, Basem al-Tamimi, durante a qual participou em vários acontecimentos políticos para falar da experiência durante a sua prisão de oito meses e o movimento de resistência palestino à ocupação e colonização israelitas. Foi nomeadamente recebida na Câmara Municipal de Madrid e na sede do PSOE, teve um encontro com o líder do Podemos e participou na festa do PCE.

Seis palestinos, incluindo dois rapazes de 12 e 14 anos, foram mortos esta sexta-feira por disparos militares israelitas durante protestos junto à vedação com que Israel isola a Faixa de Gaza.
O Ministério da Saúde de Gaza informou que os dois rapazes foram atingidos a tiro: Yousef Abu Zarifa, de 12 anos, com um bala na cabeça, e Mohammad Naif Al-Houm, de 14 anos, com uma bala no peito. As outras vítimas mortais são Iyad Khalil Ahmad Ashar (18 anos), Mohammad Ali Anshasi (18 anos), Muhammad Bassem Shchasa (24 anos) e Mohammad Walid Haniyeh (33 anos).
Ao todo foram feridos pela repressão das forças armadas do regime sionista 506 palestinos, cerca de 90 dos quais por fogo israelita, informou o Ministério. Foram evacuados para hospitais 210 dos feridos.

O presidente da OLP e da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, usou hoje da palavra na Assembleia Geral da ONU. Ainda antes das saudações protocolares, iniciou o seu discurso com a afirmação de que «Jerusalém não está à venda e os direitos do povo palestino não são negociáveis».
O dirigente palestino recordou que foi mandatado pelo Conselho Nacional Palestino para rever os acordos — políticos, económicos e de segurança — com Israel e rever o futuro da Autoridade Nacional Palestina, «que infelizmente foi tornada sem autoridade». Além disso, o CNP também lhe deu instruções para «suspender o reconhecimento do Estado de Israel pelos palestinos até que Israel por sua vez reconheça os Estado da Palestina nas fronteiras de 4 de Junho de 1967».

Classificado por muitos como o mais eminente intelectual palestino, Edward Said faleceu em 25 de Setembro de 2003, faz hoje 15 anos. Nasceu em Jerusalém em 1935, durante o mandato britânico, mas durante a Nakba de 1948 ele e a sua família foram forçados a mudar-se para o Cairo, tornando-se refugiados. 
 
Mais tarde, Edward Said foi para os Estados Unidos para frequentar a universidade. Doutorou-se em Harvard e tornou-se professor de Inglês e Literatura Comparada na Universidade de Columbia, em Nova York, cidade onde viveu muitos anos. Escreveu dezenas de livros, assim como artigos para jornais de diversos países. 
 
Foi também profundo conhecedor e crítico de música clássica. Em 1999 fundou com Daniel Barenboim, cidadão israelita, a West-Eastern Divan Orchestra, com músicos de vários países do Médio Oriente, incluindo Palestina e Israel.
 

Um palestino de 21 anos, Mohamed Abu Sadek, foi atingido na cabeça por uma bala disparada pelas forças armadas israelitas nesta segunda-feira, vindo a falecer no hospital. Pelo menos 90 pessoas foram feridas, 10 delas por balas reais, durante protestos junto à vedação com que Israel isola a Faixa de Gaza, os quais contaram com a participação de milhares de pessoas.
Segundo fontes palestinas, um fotojornalista turco foi atingido por uma granada de gás lacrimogéneo.
No domingo à noite, um palestino foi morto e outros 20 foram feridos por disparos das forças armadas israelitas. O morto foi identificado como Omar Daud Ashtiwi, de 21 anos, atingido na cabeça por uma bala real.

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