Política e Organizações Internacionais

No dia 30 de Setembro de 2016, dirigentes mundiais participaram no funeral de Shimon Peres, elogiado como promotor da paz e classificado por Barack Obama como um «gigante» do século XX.Há precisamente 16 anos, no dia 30 de Setembro de 2000, Muhammad Al-Durrah, um menino de 12 anos, foi morto a tiro em Gaza por forças israelitas, enquanto o seu pai, Jamal Al-Durrah, tentava protegê-lo por trás de um bloco de cimento.Shimon Peres fazia parte do governo que permitiu a visita, dois dias antes, de Ariel Sharon ao complexo de Al-Aqsa, provocação que desencadeou o início da Intifada de Al-Aqsa, durante a qual, segundo números da organização de direitos humanos israelita B'Tselem, 4745 palestinos foram mortos por forças de segurança de Israel e 44 palestinos foram mortos por civis israelitas (até 30 de Abril de 2008). 

Israel deve usar a agitação do período da eleição presidencial nos Estados Unidos para anexar colonatos na Margem Ocidental, afirmou em entrevistas na segunda-feira o ministro da Educação israelita, Naftali Bennett, noticia o jornal Jerusalem Post.«Eu vejo isto como um período de oportunidade para tomar medidas no que respeita ao futuro da Judeia e Samaria» [como Israel designa os territórios palestinos da Margem Ocidental ocupados desde 1967], afirmou à Rádio Israel. Bennett disse que, independentemente de quem entre na Casa Branca, a anexação é algo que tem de acontecer.Vão no mesmo sentido as afirmações feitas um dia antes por David Friedman, um consultor israelita de Donald Trump, em relação à plataforma do Partido Republicano: «Já não há nenhuma referência a uma solução de dois Estados. Há uma declaração afirmativa de que Israel não é um ocupante com respeito à Judeia e à Samaria.»Naftali Bennett, que dirige o Bayit Yehudi [Lar Judaico, partido de direita, defensor dos colonatos]...

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, realizou domingo, em Nova Iorque, encontros separados com os dois candidatos presidenciais americanos, Donald Trump e Hillary Clinton. Recebeu de ambos declarações que competem no apoio à política do Estado sionista.Uma administração Trump, afirma um comunicado de imprensa, aceitaria «reconhecer Jerusalém como a capital indivisa do Estado de Israel». Além disso, contrariando especulações de que iria cortar a assistência militar a Israel, Trump afirma que «a ajuda militar fornecida a Israel e a cooperação de defesa por mísseis com Israel são um investimento excelente para América».Trump, o candidato republicano, disse a Netanyahu que, se for eleito, «haverá uma extraordinária cooperação estratégica, tecnológica, militar e de informações entre os dois países», acrescentando que Israel é «um parceiro vital dos Estados Unidos na guerra global contra o terrorismo islâmico radical».Trump e Netanyahu «discutiram longamente a experiência bem...

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, exortou a comunidade internacional a fazer de 2017 «o ano internacional para terminar a ocupação por Israel da nossa terra e do nosso povo», no seu discurso desta quinta-feira na 71.ª sessão da Assembleia Geral das Organização das Nações Unidas.Abbas declarou que 2017 marcará os 50 anos desde que o regime israelita realizou a sua «repugnante» ocupação dos territórios palestinos após a guerra de 1967, apelando à comunidade internacional para que faça mais para alcançar o objectivo há muito perseguido de criar um Estado palestino independente. «Não há nenhuma maneira de derrotar o terrorismo e o extremismo, nenhuma maneira de alcançar a segurança e a estabilidade na nossa região sem pôr fim à ocupação israelita da Palestina e assegurar a liberdade e a independência do povo palestino», afirmou.Mahmoud Abbas disse que a disposição dos palestinos para participar em iniciativas de paz foi sempre ensombrada pela «mentalidade de hegemonia...

Na sua intervenção na 71ª Assembleia Geral das Nações Unidas, que está a decorrer em Nova Iorque, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu uma solução para a questão palestina que passa pelo cumprimento das Resoluções das Nações Unidas e pela criação de um Estado Palestino.Transcrevemos o extracto da sua intervenção em que se refere a este assunto:«Onde a paz continua a não ter uma oportunidade, é na questão israelo-palestiniana. Por isso mesmo, quero aqui reafirmar o pleno apoio de Portugal aos esforços internacionais para a retoma do processo negocial. Esperamos uma solução sustentável para o conflito, com base nas Resoluções das Nações Unidas, que consagre um Estado Palestiniano soberano, independente e viável, vivendo lado a lado com o Estado de Israel, cujas legítimas aspirações de segurança têm que ser garantidas.»

Numa troca de e-mails com um amigo em Março de 2015, revelada no começo desta semana pelo site DCLeaks.com, o antigo secretário de Estado dos EUA Colin Powell afirmou que Israel possui 200 ogivas nucleares.Nessa troca e-mails, Colin Powell discutia um discurso pronunciado nesse dia numa rara sessão conjunta do Congresso estado-unidense pelo primeiro-ministro israelita em que Benjamin Netanyahu se opunha ferozmente ao acordo então proposto pelo presidente Barack Obama para limitar o programa nuclear do Irão.Sublinhando a gritante hipocrisia da posição de Israel, o antigo secretário de Estado escrevia: «Os iranianos não podem usar uma se finalmente fizerem uma. Os rapazes de Teerão sabem que Israel tem 200, todas apontadas a Teerão, e nós temos milhares.»Powell não é o primeiro dirigente de alto nível dos Estados Unidos a assumir publicamente que Israel tem armas nucleares. O ex-presidente Jimmy Carter afirmou em entrevistas e discursos que Israel tem entre 150 e 300 ogivas.O Tratado de...

Em 14 de Setembro, na sessão plenária do Parlamento Europeu em Estrasburgo, deputados do GUE/NGL (grupo confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verde Nórdica) organizaram uma acção da solidariedade com o Barco das Mulheres para Gaza, informa a ECCP (Coordenação Europeia dos Comités e Associações pela Palestina).O barco partiu de Barcelona ontem à noite, tencionando chegar a Gaza em 1 de Outubro.Apoiando a acção, 55 deputados do GUE/NGL, dos Greens/EFA (Verdes/Aliança Livre Europeia), S&D (Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas) e ALDE (Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa) assinaram uma carta aberta a Federica Mogherini, Alta-Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança e Vice-Presidente da Comissão Europeia, exortando a União Europeia a:— actuar para assegurar a passagem segura da flotilha para Gaza;— exercer pressão sobre Israel para que levante o seu bloqueio ilegal de Gaza;— insistir que Israel cumpra a lei...

O governo israelita e o Facebook concordaram segunda-feira em trabalhar juntos para determinar como tratar do «incitamento à violência» na rede social, informa a agência Associated Press. «Incitamento à violência» é o modo como Israel se refere à oposição à sua política de ocupação, repressão e discriminação contra os palestinos.O acordo foi anunciado após um encontro de altos quadros do Facebook com dois ministros israelitas, Ayelet Shaked, ministra da Justiça, e Gilad Erdan, ministro da Informação e ministro da Segurança Pública, Assuntos Estratégicos e Diplomacia Pública (cargo criado por Netanyahu especificamente para combater a oposição palestina e internacional às políticas de Israel).Já antes do encontro, cuja importância é sublinhada pelo facto de o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se lhe ter referido no início da reunião do governo no domingo, a ministra da Justiça tinha afirmado que o Facebook, o Google e o YouTube aceitam até 95% por cento dos pedidos israelitas para...

Os Estados Unidos e Israel assinaram hoje, quarta-feira, um novo acordo de defesa sem precedentes que dará às forças armadas israelitas 38 mil milhões de dólares (cerca de 33,8 mil milhões de euros) em 10 anos, de 2019 a 2028.O acordo, o maior que os EUA alguma vez concluíram com qualquer país, ascende a 3,8 mil milhões de dólares por ano, comparado com os 3,1 mil milhões que os EUA deram a Israel anualmente ao abrigo do actual acordo, que expira em 2018.«Desde 2009, os EUA forneceram quase 24 mil milhões de dólares em ajuda militar a Israel», declarou na cerimónia Susan Rice, Conselheira de Segurança Nacional de Obama, que acrescentou: «orgulhamo-nos de nenhuma outra administração ter feito tanto para aumentar a segurança de Israel».Jacob Nagel, Conselheiro de Segurança Nacional de Israel, que assinou em nome do Estado sionista, saudou o acordo como uma indicação da «sólida aliança» entre Israel e os Estados Unidos, e enfatizou que «Israel não tem melhor amigo, aliado estratégico mais...

Como parte dos seus esforços para combater a campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS), o ministro israelita da Segurança Pública, Assuntos Estratégicos e Diplomacia Pública, Gilad Erdan, deslocou-se a Londres para discutir o assunto com entidades oficiais britânicas, informa o jornal israelita «Jerusalem Post».Erdan vai encontrar-se com Sajid Javid, ministro das Comunidades e do Governo Local, para discutir os boicotes a Israel ao nível autárquico na Grã-Bretanha. Avistar-se-á também com Jo Johnson, ministro das Universidades e da Ciência, para discutir as actividades de BDS nas universidades britânicas, assim como modos de reforçar os laços académicos entre o Reino Unido e Israel em resposta aos esforços de boicote.«A Grã-Bretanha é o centro mundial da campanha de BDS anti-Israel», afirmou Erdan. «Vou lá para combater o boicote e a deslegitimação em cada arena, e para discutir com membros do governo britânico — que também está empenhado em lutar contra os boicotes —...