Solidariedade em Portugal

Nos 600 dias que leva a guerra lançada contra a Faixa de Gaza, os Estados Unidos têm mantido uma ponte aérea e marítima ininterrupta com Israel: 800 aviões e 140 navios já entregaram 90 mil toneladas de armamento, munições, veículos blindados e material militar. 

Este apoio, segundo o próprio Ministério da Defesa de Israel, é «crítico» para sustentar a agressão. Os Estados Unidos (e outras potências ocidentais, incluindo a União Europeia) são cúmplices directos do genocídio em curso. Sem a sua cooperação militar, financeira e política, Israel não poderia prosseguir o massacre nem mais um dia. 

O armamento de Israel, sublinhe-se, alimenta não só o massacre do povo palestino como a agressão aos países seus vizinhos (nomeadamente Síria, Líbano, Iémen, Iraque, Irão), contribuindo para um clima de instabilidade e guerra permanente no Médio Oriente. 

Além de armamento convencional, Israel possui actualmente (segundo o SIPRI) cerca de 80 armas nucleares. Israel é a única potência nuclear do...

O Porto manifestou, uma vez mais, a sua solidariedade com a Palestina na tarde de sábado, 5 de Julho, num desfile entre a Praceta da Palestina e a Trindade, em que proclamou “Palestina Independente! Paz no Médio Oriente!” ou “Hoje e sempre Palestina Livre!” ou ainda “Paz sim, Guerra não!”

Na Trindade, com apresentação de Joana Teixeira, houve um apontamento cultural com a música de Miro Couto e a poesia dita por Lokas Cruz e Henrique Borges.

Seguiram-se as intervenções de Filipe Pereira, Coordenador da União dos Sindicatos do Porto, da CGTP-IN; de Bruno Costa, em nome do Colectivo pela Libertação da Palestina; de Joana Machado, pelo Projecto Ruído; de Manuel Loff, em nome da Iniciativa dos Comuns; de Elsa Silva, do MPPM; e de Manuela Branco, pelo CPPC.

Exigiu-se o reconhecimento do Estado da Palestina e o fim dos massacres em Gaza, com um cessar-fogo imediato e permanente, e a livre entrada de ajuda humanitária. Reclamou-se o fim da ocupação da Palestina. Reafirmou-se a indefectível...

Ao fim da tarde desta sexta-feira, 4 de Julho, mais de duas centenas de pessoas convergiram para o espaço frente ao Fórum Algarve, em Faro, para reclamarem o fim do genocídio, o reconhecimento do Estado da Palestina, o fim do acordo de associação UE-Israel e a realização dos direitos nacionais do povo palestino, e condenarem a agressão ao Irão.

Este acto público de solidariedade com a Palestina e pelo fim do genocídio foi promovido por MDM, CPPC, CGTP-IN, MPPM e Projecto Ruído. Com apresentação de Tiago Jacinto da USAL, registaram-se intervenções de Leonor Agulhas (MDM), Catarina Marques (USAL), Isabel Camarinha (CPPC) e José Oliveira (MPPM).

Texto da intervenção de José Oliveira pelo MPPM

Boa tarde a todas e a todos.

Estamos no dia 637 da agressão israelita à Faixa de Gaza. Aquilo que se passa na Faixa de Gaza não é uma guerra, é um genocídio que marcará para sempre os nossos dias.

Desde o início desta agressão israelita, mais de 57 mil pessoas, pelo menos, foram assassinadas em Gaza pelas...

Várias centenas de pessoas participaram no Cordão Humano de solidariedade com a Palestina, realizado em Coimbra, neste dia1 de Julho.

Depois de percorridas algumas das ruas centrais da cidade, realizou-se uma concentração final na Praça 8 de Maio na qual, após a intervenção de Carlos Almeida, vice-presidente do MPPM, foi apresentada e aprovada, por unanimidade e aclamação uma Moção que, no essencial, reitera a denúncia e condenação do genocídio perpetrado por Israel contra o Povo Palestino, assim como as suas acções agressivas contra outros povos no Médio Oriente. É reafirmada a solidariedade com o Povo Palestino e a sua justa causa nacional, exigindo que o governo português a condenação e acção pelo fim dos massacres e do genocídio, o empenhamento na obtenção de um cessar-fogo real, imediato e permanente e na entrada sem restrições de toda a ajuda humanitária.

Foi ainda exigido: o reconhecimento do Estado da Palestina, o fim da ocupação dos territórios da Palestina, ilegalmente ocupados...

A história de vida de Amjed Tantesh, o professor de natação que sonhava levar uma equipa palestina aos Jogos Olímpicos, mas que está a enfrentar diariamente a morte na Faixa de Gaza, ganhou o One World Media Award 2025 na categoria Podcast & Rádio.

A reportagem «Encontrando liberdade na água: o professor de natação de Gaza», produzida por Louise Morris, foi pela primeira vez apresentada no programa Outlook do BBC World Service em 24 de Abril de 2024:

«De um campo de refugiados em Rafah, Amjed Tantesh está determinado a retomar as aulas de natação assim que a guerra terminar. Conversámos com Amjed pela primeira vez há um ano sobre a sua paixão pela água e a ambição de treinar a próxima geração de aspirantes olímpicos de Gaza, mas à medida que ele reconstruía piscina após piscina, ao longo de décadas de conflito, a sua iniciativa de natação encontrou o seu verdadeiro propósito: ajudar as crianças a curar os seus traumas. Neste programa, ouvimos como a vida de Amjed mudou drasticamente...

O MPPM correspondeu ao convite do movimento Póvoa pela Palestina e esteve presente na vigília realizada na Praça do Almada, na Póvoa de Varzim, na noite de sexta-feira 20 de Junho, tendo havido uma intervenção da sua representante Elsa Silva.

O evento registou também intervenções dos organizadores e de membros do PS, do PCP e do BE. Houve ainda leitura de poemas, nomeadamente pelo arquitecto J. J. Silva Garcia, que leu um poema seu, e por Elsa Silva que leu o poema “Uma menina” de João Pedro Mésseder.

Culminou este encontro a exigência colectiva do imediato cessar-fogo, a libertação do povo palestino, a responsabilização de Israel pelos crimes de guerra que comete e o reconhecimento imediato do Estado da Palestina.

Póvoa Pela Palestina assegura que “segue na acção de cada uma das pessoas presentes que usa a sua voz como alerta e, nas palavras de Raffef Ziadah, ‘ensina vida’”.


Fotos: MPPM e Póvoa pela Palestina

Nesta terça-feira 17 de Junho, em que no Parlamento se discutia o programa do governo – omisso em compromissos com a Palestina –, milhares de pessoas voltaram a manifestar-se em Lisboa num grande desfile que teve início no Largo de Camões e culminou numa concentração frente à Assembleia da República.

O apelo lançado por CGTP-IN, CPPC, MPPM e Projecto Ruído, a que aderiram muitas outras organizações e colectivos, reclamava o fim do genocídio e o reconhecimento do Estado da Palestina por Portugal.

Frente à Assembleia da República, com apresentação de Isabel Medina, André Levy leu uma mensagem de Mahmoud Issa Abu Marcel, palestino que esteve 27 anos preso nas cadeias de Israel, dirigida a esta manifestação.

Seguiram-se intervenções de Isabel Camarinha (CPPC), Mariana Metelo (Projecto Ruído), Carlos Almeida (MPPM) e Tiago Oliveira (CGTP-IN).

Foi então posta a votação uma moção que foi aprovada por unanimidade e aclamação.


Texto da intervenção de Carlos Almeida

Ali dentro, começou hoje a ser...

Na maior concentração de pessoas em solidariedade com a Palestina a que o Porto assistiu nos últimos anos (mais de 1300, em vigília, na Praça Humberto Delgado, na noite de 13 de Junho), reclamou-se o fim da ocupação e do genocídio perpetrado pelo governo de Israel e pelas suas forças militares, o cessar-fogo imediato e a entrada sem restrições da urgentíssima ajuda humanitária em Gaza. 

Criticou-se também, com veemência, a posição tíbia e cúmplice, quer dos governantes portugueses quer das instâncias europeias, em relação à chacina em curso, na Faixa de Gaza. O apoio militar, logístico e político dos EUA ao governo ultradireitista e ao regime colonialista e de apartheid de Israel foi igualmente contestado por diversos intervenientes.

A projecção da bandeira rubra e negra, verde e branca na fachada da Câmara, o simbólico acender de velas no chão formando a palavra Palestina, a música, o canto e a poesia pontuaram, com assinalável beleza e emotividade, uma iniciativa que teve mais de duas...

O MPPM expressa o seu repúdio e indignação pela agressão ao actor Adérito Lopes, levada a cabo por um bando de neonazis no dia de ontem, 10 de Junho, junto ao teatro A Barraca, a cujo elenco o actor pertence.

O MPPM tem-se afirmado sempre decididamente em favor dos princípios democráticos consignados na Constituição da República, que estatutariamente orientam a sua actividade. 

A acção do MPPM em prol de justiça para o povo palestino está intrinsecamente ligada ao combate contra a ideologia supremacista do sionismo e em favor da igualdade, independentemente da etnia, credo ou convicções. 

O MPPM manifesta a sua solidariedade a Adérito Lopes e envia também um abraço fraterno e solidário a Maria do Céu Guerra, presidente do MPPM e directora de A Barraca.


Foto: Adérito Lopes como Camões em «Amor é um fogo que arde sem se ver»

Como em cada ano no dia 10 de Junho, a Frente Anti-Racista promoveu uma manifestação contra o racismo e a xenofobia a que se associaram dezenas de outras organizações, entre as quais o MPPM.

No início, houve uma concentração frente ao nº 29 da Rua Garrett onde, há precisamente 30 anos, Alcindo Monteiro foi assassinado por um grupo neonazi. Seguiu-se o desfile até ao Largo do Carmo sempre proclamando «A nossa luta / em cada dia / é contra o racismo e a xenofobia».

Também a luta do povo palestino foi evocada porque a conjugação de todas as lutas pela liberdade e pelos direitos é essencial para enfrentar o crescente avanço das forças extremistas e os seus poderosos protectores. Por isso, se afirmou «Em cada cidade / em cada esquina / somos todos Palestina».