Solidariedade em Portugal

Com a participação de cerca de uma centena de pessoas, decorreu ontem, dia 17 de Outubro, na Praceta da Palestina, no Porto, o acto público «Pela Paz no Médio Oriente e pelos direitos do Povo Palestiniano». Foram promotores deste acto público a União de Sindicatos do Porto (CGTP), o Conselho Português para a Paz e Cooperação e o MPPM.

As intervenções estiveram a cargo de Tiago Oliveira, coordenador da USP/União dos Sindicatos do Porto e membro do Conselho Nacional da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses / Intersindical Nacional (CGTP/IN), José António Gomes, membro da Direcção Nacional do MPPM, e Ilda Figueiredo, Presidente da Direcção Nacional do Conselho Português para a Paz e a Cooperação (CPPC). Joana Machado assegurou a introdução, a conclusão e a apresentação dos intervenientes.

O MPPM, o CPPC e a CGTP-IN e o CPPC, promoveram ontem, na Praça Martim Moniz, em Lisboa, um acto público de solidariedade com o povo palestino, pelo seu direito a resistir à ocupação, pelo reconhecimento dos seus direitos inalienáveis a uma pátria livre, independente e soberana, pelo direito de regresso dos refugiados, e também por uma paz justa e duradoura no Médio Oriente.

Muitas centenas de pessoas, incluindo uma significativa representação da comunidade palestina e de comunidades migrantes, responderam ao apelo e ouviram as intervenções de Dinis Lourenço (CGTP-IN), Carlos Almeida (MPPM) e Ilda Figueiredo (CPPC), com apresentação de José Pinho (projecto Ruído).

Recordamos a declaração do MPPM que acompanhou a convocação deste Acto Público:

Assinalam-se este ano 75 anos da Nakba, a catástrofe que em 1948 se abateu sobre o povo palestino.

São 75 anos de limpeza étnica e colonização, de guerra, de massacres e violências às mãos dos governos de Israel.

São 75 anos de exílio, de memórias silenciadas, de luta pelo reconhecimento do direito a contar a sua história.

São 75 anos de humilhações, de perseguições, de prisões, torturas e assassinatos.

São 75 anos de resistência diária, persistente, incessante, a defender cada casa, cada oliveira, a fazer de cada diáspora o lugar onde a esperança se reinventa.

São 75 anos de desrespeito pela promessa da ONU de criar um Estado da Palestina, de violação do direito internacional.

São 75 anos de promessas nunca cumpridas, de futuros sempre adiados, de persistente e continuado desrespeito pelo direito internacional, de cumplicidades e indiferença com a injustiça e a ilegalidade.

O sorteio de duas serigrafias do cartunista António, promovido pelo MPPM no recente Acampamento «Dêem uma oportunidade à Paz», organizado pela Plataforma para a Paz e o Desarmamento, contemplou Maria João Leandro, do Porto, e André Inácio Lopes, de Samora Correia. O MPPM agradece a todos os participantes e felicita os premiados.

Esta serigrafia, de que foram tirados 90 exemplares assinados pelo autor, reproduz o cartoon de António que conquistou o Grande Prémio do XX Salon International de Cartoon, Montreal, 1983.

Trata-se de um pastiche de uma fotografia icónica da II Guerra Mundial que retrata um grupo de crianças e mulheres judias a serem expulsas do ghetto de Varsóvia para serem encaminhadas para o campo de extermínio de Treblinka, na sequência do esmagamento pelas SS nazis da revolta ocorrida naquele ghetto entre 19 de Abril e 16 de Maio de 1943.

Inaugurou ontem, 8 de Agosto, na Galeria da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, a exposição Identity & Land, em que a pintora e activista Rita Andrade mostra algumas das obras que produziu em resultado da sua experiência com uma viagem à Palestina em 2019.

Exprimindo-se através da pintura, que considera «uma forma pacífica de comunicação», Rita Andrade deixa evidente a sua defesa dos direitos dos palestinos e o seu protesto contra a ocupação ilegal de Israel na Palestina.

Num vídeo disponibilizado no seu sítio na internet, preparado para a apresentação, em 2021, da sua exposição I Can’t Breathe Since 1948, Rita conta-nos como foi inspirada por Roger Waters a aprofundar o seu conhecimento da questão palestina, como isso a levou a viajar até à Palestina para viver, no terreno, os efeitos da ocupação, e a forma como isso influenciou a sua produção artística.

O Handala, que tinha deixado Bristol na quarta-feira, 19 de Julho, à tarde, chegou a Southampton na madrugada de sábado, 22, em mais uma etapa da digressão da Freedom Flotilla Coalition / Coligação Flotilha da Liberdade (FFC) pelo norte da Europa, preparatória da viagem do próximo ano até Gaza.

Na luxuosa Ocean Village Marina onde aportou, o Handala despertou atenções, nomeadamente da polícia que revelou estar a acompanhar a viagem desde que a embarcação tinha entrado na Escócia…

Os membros da tripulação e Wendy, a representante da FFC, foram recebidos pela Palestine Solidarity Campaign / Campanha de Solidariedade com a Palestina (PSC) local, no Haymarket Books, onde falaram para uma casa quase cheia de apoiantes fervorosos.

No dia seguinte, houve uma visita ao barco e confraternização com a tripulação que foi parcialmente rendida para a próxima etapa, rumo a Roterdão.

A Assembleia da República aprovou um voto de solidariedade com o povo palestino em que insta «o Governo português, à luz da Lei Fundamental do País, a Constituição da República Portuguesa, a que assuma uma posição clara e contundente, em defesa dos direitos do povo palestiniano e do cumprimento das resoluções da ONU que os consagram.»

O projecto de voto foi subscrito pelos deputados e deputadas Joana Mortágua BE, Ivan Gonçalves PS, Bruno Dias PCP, Ana Isabel Santos PS, Carla Sousa PS, Tiago Brandão Rodrigues PS, Isabel Moreira PS, Miguel Matos PS, e Jamila Madeira PS, que integram a Comissão Parlamentar de Amizade Portugal-Palestina, e foi aprovado em 18 de Julho de 2023, com alterações propostas pelo PS, na Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas (2.a Comissão), com votos a favor do PS, do PCP e do BE, e votos contra do PSD e do CH.

Entre 21 e 23 de Julho, a Plataforma para a Paz e o Desarmamento – que o MPPM integra – organizou o Acampamento «Dêem Uma Oportunidade à Paz» que reuniu em Melides centenas de jovens de todo o país.

Com o apoio da Câmara Municipal de Grândola e a adesão de mais de três dezenas de organizações, o evento teve início na noite de sexta-feira, 21, com um concerto no Parque de Feiras em que actuaram Ruth Marlene, Pedro Mafama e os Bateu Matou.

No dia de sábado, 22, os jovens deslocaram-se para a Praia de Melides, onde participaram num torneio de voleibol e protagonizaram um acto de solidariedade com as crianças de Gaza integrado na campanha mundial «Nadar com Gaza».

Nadar com Gaza - Praia de Melides 22 Julho 2023

Desde 2007 os habitantes de Gaza vivem numa prisão a céu aberto. Não têm parques, nem montanhas, nem vales. Mas têm o mar. O único espaço livre para lazer. Este ano, no dia 26 de Agosto, mais de 500 crianças de Gaza que acabaram de aprender a nadar, vão mergulhar no mar no âmbito do Festival de Natação de Gaza.

Associando-se à campanha mundial «Nadar com Gaza», dezenas de jovens participantes no Acampamento «Dêem uma Oportunidade à Paz» que teve lugar em Melides, entre 21 e 23 de Julho, numa organização da Plataforma para a Paz e o Desarmamento – que o MPPM integra – manifestaram a sua solidariedade com as crianças de Gaza neste evento realizado na Praia de Melides em 22 de Julho.

Jovens portugueses solidários com crianças de Gaza
Jovens portugueses solidários com crianças de Gaza

O MPPM convocou para esta sexta-feira um acto público, para protestar contra a violência de Israel para com o povo palestino, que juntou uma centena de pessoas no Rossio, em Lisboa.

Tendo presente a recente ofensiva de Israel contra o campo de refugiados de Jenin que envolveu vastos meios terrestres e aéreos na maior operação militar na Cisjordânia desde 2002, tendo causado a morte a pelo menos 12 palestinos e ferido 120, vinte dos quais em estado crítico, reclamou-se o fim da violência israelita, o fim da ocupação, o fim da impunidade de Israel e lamentou-se a tolerância cúmplice dos governos ocidentais para com os crimes israelitas.

Em nome do MPPM falou Carlos Almeida, vice-presidente da Direcção Nacional, e intervieram também Julie Neves, do CPPC, Joana Botas, do MDM, Isabel Pires, deputada do BE, Duarte Alves, deputado do PCP, e Hindi Mesleh, da comunidade palestina.

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