Dia da Terra Palestina reúne centenas no Porto
O Dia da Terra Palestina foi assinalado com um expressivo acto público de solidariedade, no Porto (Jardim do Infante), junto ao Mercado Ferreira Borges, no domingo, 30 de Março.
Estiveram envolvidos mais de três centenas de activistas, sem contar com a muita gente em esplanadas ou de passagem, por se tratar de um local turístico por excelência e por a tarde de sol intenso o propiciar. Num acto de elevado simbolismo, foram plantadas pelos presentes 300 pequenas bandeiras da Palestina no relvado do Jardim do Infante.
A iniciativa foi introduzida e moderada por jovens da associação Projecto Ruído que igualmente leram poemas de Mahmoud Darwich e de Pablo Neruda, entre outros. Um momento musical foi assegurado por Casimiro Couto e houve recitação de poemas de poetas palestinos por Jorge Madureira. As intervenções estiveram a cargo de Joana de Jesus, pela União dos Sindicatos do Porto - CGTP-IN, de Henrique Borges, pelo Sindicato dos Professores do Norte, e de João Rouxinol, do CPPC. A intervenção final pertenceu a José António Gomes, da Direcção Nacional do MPPM (que integrou, na parte final das suas palavras, um fragmento do texto "A dança do poema", de Ilda Figueiredo).
Mais uma vez gritaram-se palavras de ordem e formularam-se exigências de cessar fogo permanente em Gaza, de ajuda humanitária imediata e sem restrições, pondo fim quer ao extermínio da população palestina em curso quer à ocupação ilegal e ilegítima de território palestino por Israel. Reclamou-se, por outro lado, o fim da violência sobre os palestinos e os seus bens, na Cisjordânia ocupada, bem como o fim das mortes perpetradas por colonos israelitas e pelos militares de Israel. Exigiu-se do governo português o reconhecimento urgente do estado da Palestina independente e soberano e condenou-se a cumplicidade e cooperação da UE, do governo, e de instituições nacionais com o governo de Israel e com organismos dele dependentes ou com ele relacionados (nos planos militar, científico, desportivo e cultural). Repudiou-se e condenou-se, por último, a intimidação e identificação, por forças de segurança da GNR, de activistas que manifestavam, na véspera, solidariedade à Palestina na Volta ao Alentejo, na qual participa a equipa de ciclismo Israel Premier Tech, um instrumento mais de branqueamento e de construção de uma imagem falsa de normalidade.
Fotos: MPPM, Henrique Borges e Adérito Machado