Waleed Nassar, de 14 anos, sucumbiu aos ferimentos que sofreu durante o ataque do exército israelita à cidade e o campo de refugiados de Jenin, na passada terça-feira, elevando para 78 o número de palestinos assassinados por Israel, em 2023, que incluem 14 menores e uma mulher.
Hoje de manhã, uma unidade especial das forças israelitas entrou na cidade de Jabaa', a sul de Jenin e abriu fogo sobre um veículo palestino em que se encontrava três jovens, matando-os a todos. Os três palestinos mortos foram identificados como Sufyan Fakhoury, 26 anos, Nayef Malayshah, 25 anos, e Ahmad Fashafsha, 22 anos.
Na passada terça-feira, seis palestinos foram mortos e outros 26 ficaram feridos durante um ataque do exército israelita à cidade de Jenin, no norte da Cisjordânia. Os mortos foram identificados como Mohammad Wael Ghazawi, 26 anos, Majd Mohammad Huseinieh, 26 anos, Tareq Ziad Natour, 27 anos, Ziad Amin Zareini, 29 anos, Abdul Fattah Hussein Khrousheh, 49 anos, e Mutasem Nasser Sabbagh, 22anos.
Numa decisão histórica, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou ontem, 30 de Dezembro, uma Resolução em que pede ao Tribunal Internacional de Justiça um parecer consultivo sobre as consequências jurídicas da ocupação por Israel dos Territórios Palestinos ocupados em 1967.
Portugal foi um dos 87 países que votaram a favor da resolução, que registou 23 votos contra e 53 abstenções.
Recorda-se que foi na sequência de um pedido semelhante da AG da ONU (Resolução ES-10/14, de 8 de Dezembro de 2013) que o TIJ emitiu, em 9 de Julho de 2004, o seu parecer consultivo condenando a construção do Muro do Apartheid.
É este o texto da parte relevante da Resolução ontem aprovada:
[A Assembleia Geral] […]
18. Decide, em conformidade com o Artigo 96 da Carta das Nações Unidas, solicitar ao Tribunal Internacional de Justiça, nos termos do Artigo 65 do Estatuto do Tribunal, um parecer consultivo sobre as seguintes questões, considerando as regras e princípios do direito internacional, incluindo a Carta...
Neste dia 29 de Novembro passam três quartos de século da aprovação da Resolução 181 pela Assembleia Geral da ONU, prevendo a partição da Palestina, então sob Mandato britânico. Mas se logo em 1948 foi criado o Estado de Israel, nenhum Estado independente da Palestina jamais viu a luz do dia.
A descolonização da Palestina nunca chegou a acontecer. O colonizador britânico foi substituído por um Estado de colonos provenientes dos quatro cantos do mundo, que não apenas se apropriou dum território que excedia em muito o previsto na Resolução 181 de 1947 como tem mantido, desde 1967, o restante território palestino sob ocupação.
A aprovação pela ONU da criação de Israel no território histórico da Palestina foi inseparável do sentimento de repúdio, no rescaldo da Segunda Guerra Mundial, pelos horrendos crimes do nazi-fascismo, incluindo as perseguições e genocídio dos judeus. Mas os planos de partilha do Médio Oriente e dos seus gigantescos recursos pelas potências imperialistas eram mais...
As forças israelitas demoliram hoje uma escola em Masafer Yatta, a sul da cidade de Hebron, na Cisjordânia ocupada.
As forças israelitas demoliram a escola Isfey, na área de Khirbet Isfey al-Fouqa, onde dezenas de estudantes vão para obterem a sua educação. O Ministério da Educação tinha organizado ontem uma visita à escola, com a participação de representantes de organizações de direitos humanos, diplomatas, e organizações internacionais.
A União Europeia (UE) disse hoje que estava chocada com a notícia da demolição israelita de uma escola financiada por doadores em Masafer Yatta, no sul da Cisjordânia.
«Chocada com a notícia de que as Forças de Segurança Israelitas demoliram a escola Isfey financiada por doadores em Masafer Yatta, em território palestino ocupado, um dia depois de uma visita de diplomatas de vários Estados membros da EU», disse a UE no Twitter. «O direito das crianças palestinas à educação deve ser respeitado».
A EU confessou-se «muito alarmada com as medidas israelitas...
A dramaturga inglesa Caryl Churchill foi galardoada, em Abril passado, com o prémio European Drama Award 2022 como reconhecimento pelo trabalho de toda a sua vida. Mas, no início deste mês de Novembro, o júri retractou a sua decisão e cancelou o prémio deste ano, dizendo que tinha tido conhecimento de «informações anteriormente desconhecidas».
O prémio, no valor de 75.000 euros — o maior da Europa — é atribuído pela Schauspiel Stuttgart e patrocinado pelo Ministério da Ciência, Investigação e Artes do estado de Baden-Württemberg. Na sua declaração, o júri disse que Churchill tinha sido escolhida para o prémio «em reconhecimento do trabalho da sua vida» mas que, entretanto, tinha tomado conhecimento do apoio da autora ao movimento BDS — Boicote, Desinvestimento, Sanções. «A peça Sete Crianças Judias também pode ser considerada como sendo anti-semita. Portanto, para nosso grande pesar, o júri decidiu não atribuir o prémio este ano», diz-se no comunicado.
O Presidente dos EUA, Joe Biden, disse ao Presidente de Israel, Isaac Herzog, que «se não houvesse um Israel, teríamos de inventar um».
Falando com Herzog durante uma reunião que durou 90 minutos, no passado dia 26 de Outubro, Biden disse ainda: «Vamos também discutir — e vou dizer isto 5.000 vezes na minha carreira — o firme compromisso que os Estados Unidos têm com Israel com base nos nossos princípios, nas nossas ideias, nos nossos valores. São os mesmos valores.»
Biden tinha feito anteriormente comentários semelhantes sobre Israel Em 1986, durante uma sessão do Senado dos EUA, afirmou:
«É o melhor investimento de três milhões de dólares que fazemos. Se não houvesse um Israel, os Estados Unidos da América teriam de inventar um Israel para proteger os seus interesses na região. Os Estados Unidos teriam de sair para inventar um Israel.»
Em 30 de Setembro de 2013, na conferência anual da J Street, Biden disse também: «Se não houvesse um Israel, teríamos de inventar um para garantir que os...
O MPPM — Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente — denuncia e condena a brutal escalada de violência do ocupante israelita sobre o povo palestino, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, ao mesmo tempo que saúda as manifestações de unidade, expressas tanto na resistência popular na Palestina ocupada, como na aproximação das forças políticas recentemente reunidas na Argélia.
A repressão israelita nos territórios palestinos ocupados está a assumir proporções de enorme gravidade, a que urge pôr rapidamente cobro. São praticamente diários os assassinatos de palestinos pelas forças repressivas israelitas, bem como os actos de violência levados a cabo por colonos em toda a Cisjordânia.
O enviado especial da ONU para o Médio Oriente, Tor Wennesland, afirmou no recente debate especial sobre a Palestina no Conselho de Segurança, que 2022 está a ser o ano mais mortífero para os palestinos da Cisjordânia desde que a ONU começou a compilar dados em 2005. Só no mês...
Trinta palestinos sob detenção administrativa em prisões israelitas estão em greve de fome aberta pelo oitavo dia consecutivo em protesto contra a política israelita de detenção administrativa sem acusação nem julgamento.
A Sociedade dos Presos Palestinos (SPP), um grupo de defesa dos prisioneiros, espera que mais prisioneiros se juntem à greve no caso de Israel executar mais ordens de detenção administrativa.
A SPP declarou que esta medida surge como uma continuação dos prolongados esforços dos palestinos para pôr fim à política de detenção administrativa de Israel e perante a ampla escalada de detenção administrativa por parte das autoridades de ocupação israelitas, visando os defensores dos direitos humanos palestinos, estudantes, políticos e antigos prisioneiros, e incluindo mulheres, crianças e pessoas idosas.
Os detidos administrativos nas prisões israelitas garantem que o confronto com a detenção administrativa irá continuar e que as práticas dos Serviços Prisionais de Israel «já...
Há 40 anos, na noite de 16 de Setembro de 1982, milícias falangistas cristãs libanesas invadiram os campos de refugiados palestinos de Sabra e Chatila, nos arredores de Beirute, com o apoio do exército israelita que, desde Junho, ocupava a capital do Líbano.
Durante dois dias, os falangistas, instigados por Israel, levaram a cabo um hediondo massacre de que resultaram numerosas vítimas palestinas, em grande parte mulheres e crianças.
Soldados israelitas cercaram os campos para impedir que os refugiados saíssem, e durante a noite disparavam foguetes luminosos para ajudar a acção dos criminosos falangistas. Ao fim dos dois dias de massacre, Israel forneceu os buldózeres para cavar valas comuns.
O número exacto de vítimas é difícil de determinar pois, além do milhar de corpos enterrados em valas comuns, muitas vítimas ficaram soterradas nas casas derrubadas a buldózer pelas milícias e centenas de palestinos foram por elas levados para destino desconhecido de onde nunca regressaram. Uma...
No final da semana passada, no dia 18 de Agosto, o exército, veja-se bem o exército, israelita entrou nos escritórios de seis pacíficas associações civis palestinas de defesa dos direitos humanos e encerrou-os.
Israel considera essas organizações "terroristas" e pretendeu ilegalizá-las. Conseguiu uma meia vitória diplomática quando a União Europeia decidiu suspender temporariamente o financiamento a essas associações.
Contudo, um grupo de nove países europeus - Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Irlanda, Holanda e Suécia - numa declaração conjunta refutam os argumentos israelitas e decidem continuar a apoiar essas organizações. É como desafio a esta decisão que o exército israelita impede, à força, o funcionamento destes defensores dos Direitos Humanos. Um desafio direto aos países nucleares da União Europeia. Uma humilhação internacional para os nove signatários da declaração conjunta. Uma bofetada forte e sonora na cara dos nove países europeus. Mais uma mostra da nula...