Ocupação, Colonização e Apartheid Israelitas

Especialistas em radiação suíços confirmam que encontraram vestígios de polónio na roupa usada por Yasser Arafat: cresce a possibilidade de o líder palestino ter sido envenenado
Num relatório publicado, há poucos dias, pela revista médica britânica “The Lancet”, a equipa suíça apresenta dados científicos para suportar as declarações feitas, em 2012, à comunicação social, de que tinham encontrado polónio em pertences de Arafat.
Arafat morreu em França em 11 de Novembro de 2004, com a idade de 75 anos, mas os médicos não foram capazes de especificar a causa da morte já que, a pedido da viúva, não foi realizada autópsia.

Especula-se sobre a existência de armas nucleares – ou, pelo menos, a possibilidade de as fabricar – em outros países da região, mas há um silêncio pesado sobre o poderio nuclear de Israel.
Esta questão é o tema central da nossa Folha Informativa n.º 3. O texto que apresentamos é uma versão condensada de um bem documentado artigo elaborado por Frederico Gama Carvalho, físico nuclear e dirigente nacional do MPPM.
Ainda nesta Folha Informativa referimos as condições postas pela OLP para retomar as negociações com Israel e damos nota das reacções à recente decisão da União Europeia de excluir os colonatos judaicos dos acordos de cooperação com Israel.

O MPPM prossegue a publicação da sua Folha Informativa dedicada a abordar os problemas fulcrais da Questão Palestina.
A Folha Informativa n.º 2 tem como tema principal o chamado por Israel Muro da Separação.
Descrevemos, em texto, imagens e números, o que é o Muro da Apartheid e qual o seu impacte, tanto na vida quotidiana do povo palestino, como na concretização do Estado Palestino.
Damos, ainda, algumas notas de actualidade, com destaque para a recente publicação do Relatório Falk sobre a Situação dos Direitos Humanos nos Territórios Palestinos Ocupados desde 1967.

José Saramago faleceu há três anos. O MPPM evoca o seu dirigente e membro fundador recordando um dos muitos textos em que, de forma lúcida mas incisiva, analisava a questão palestina. Foi escrito em 22 de Janeiro de 2009. Podia ter sido hoje.
 
Israel e os seus derivados

A Folha Informativa n.º 1 tem como tema principal a Nakba, cujo 65.º aniversário foi evocado no dia 15 de Maio.
Recordamos os antecedentes da "Catástrofe" e o seu percurso até aos nossos dias.
Mostramos o que tem sido a crescente apropriação de território palestino por Israel e ilustramos, com números, a situação dramática em que se encontra hoje o povo palestino.
Damos, ainda, nota da actividade recente e de tomadas de posição do MPPM.

Sessão Nakba 65 anos
No dia 15 de Maio assinalou-se o 65.º aniversário da «Nakba», que em árabe quer dizer Catástrofe, e que marca o princípio da tragédia que se abateu sobre o Povo Palestino, perseguido, massacrado e expulso da sua terra pelos novos ocupantes judeus.
A independência do Estado de Israel, proclamada unilateralmente em 14 de Maio de 1948, significou para os palestinos o início da devastação da sua sociedade, a eclosão de um drama individual e colectivo que perdura até aos nossos dias. Repartido o seu território pelo novel Estado judaico (na parte consagrada pela Resolução 181 das Nações Unidas, de 29 de Novembro de 1947), pelo reino da Jordânia (a Cisjordânia) e pelo Egipto (a Faixa de Gaza), os palestinos tornaram-se exilados na sua própria pátria, com a maioria das terras confiscadas e os direitos cívicos reduzidos ou eliminados.
1. Em Março de 1976, as autoridades israelitas anunciaram a expropriação de grandes extensões de terras palestinas por “motivos de segurança” e para a construção de colonatos. No dia 30 desse mês, uma greve geral e grandes manifestações de protesto sacudiram as localidades palestinas em território do Estado de Israel. Na repressão sangrenta que se seguiu, seis palestinos foram mortos pelas autoridades de Israel e centenas foram presos ou feridos. Desde então, o dia 30 de Março ficou conhecido como o Dia da Terra, uma data que simboliza a luta do povo palestino pelo direito aos seus lares, às suas terras de cultivo, à sua Pátria.
No Dia Mundial da Água denunciamos a pilhagem por Israel dos recursos hídricos da Palestina
A 22 de Março celebra-se o Dia Mundial da Água, definido pela ONU através da resolução A/RES/47/193 de 21 de Fevereiro de 1993. Nos Territórios Palestinos Ocupados (TPO), a luta pelo acesso à água é frequente, quotidiana. A água utilizada diariamente por cada palestino é muito inferior à recomendada pela Organização Mundial de Saúde como condição básica de vida (100 litros/dia). Mas a Palestina tem água suficiente. Tem nascentes, rios e lagos, e boas estações chuvosas: anualmente, em Jerusalém, chovem 537 mm de água, enquanto em Londres, no mesmo período, chovem 583,6 mm. O problema que se coloca não é, tanto, a existência de recursos hídricos nos TPO, mas sim a forma como são geridos.
Neste documentário, Nurit Peled-Elhanan, professora de Línguas e Educação na Universidade Hebraica de Jerusalém, fala de sua pesquisa relacionada com o conteúdo dos livros escolares de Israel.
Ela expõe em detalhe como estes livros são elaborados com o objectivo de desumanizar o povo palestino e de criar nos jovens estudantes israelitas preconceitos que os levarão a actuar de forma cruel e insensível nas suas relações com os palestinos, designadamente durante o serviço militar.
Como explica Nurit Peled-Elhanan, as construções de mundo feitas a partir dos livros escolares, por serem as primeiras a sedimentar-se na mente das crianças, são muito difíceis de serem erradicadas.
Daí a importância que o aparelho israelita dedica à ideologia que é transmitida nos livros escolares.
Neles, os palestinos nunca são apresentados como seres humanos comuns.
Nunca aparecem em condições que possam ser consideradas normais.
A Palestina nos livros escolares israelitas
A Palestina nos livros escolares israelitas
Este "Relatório da missão de inquérito internacional independente para investigar as implicações dos colonatos israelitas nos direitos civis, políticos, económicos, sociais e culturais do povo palestino no Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental" foi elaborado na sequência da resolução 19/17 do Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, que decidiu estabelecer uma missão de inquérito independente internacional para investigar as implicações dos colonatos israelitas nos direitos humanos do povo palestino no Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental. A missão, composta por Christine Chanet, da França, que presidiu, Asma Jahangir, do Paquistão, e Unity Dow, do Botswana, foi nomeada em 6 de Julho de 2012 e apresentou este relatório em 31 de Janeiro de 2013.
Apresentamos o texto integral do relatório (em inglês) e uma tradução não oficial para português das secções V-Conclusões e VI-Recomendações.

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