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As eleições legislativas em Israel de 17 de Setembro saldam-se por uma ligeira vantagem do partido Kahol Lavan sobre o Likud, com a Lista Conjunta de partidos não sionistas num destacado terceiro lugar.
 
Aida Touma-Sliman, agora reeleita pela Lista Conjunta, afirmou em declarações à agência palestina WAFA que a coligação teve um bom resultado nas eleições, que constituíram um duro golpe para o presidente do partido Likud, Benjamin Netanyahu, e sua política de incitamento contra os cidadãos palestinos de Israel.
 
Os resultados, quando estão contados 95% dos votos, indicam que o Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, deverá atingir 32 deputados, sendo ultrapassado pelo Kahol Lavan (Azul e Branco), liderado pelo antigo chefe de Estado-Maior das forças armadas Benny Gantz, que somará 33 deputados. 
 

Há trinta e sete anos, em 1982, nos campos de refugiados palestinos de Sabra e Chatila, perto de Beirute, teve lugar um dos capítulos mais sangrentos da história palestina.

Milhares de refugiados palestinos foram durante dois dias, no campo de refugiados de Chatila e no bairro de Sabra, alvo de uma matança levada a cabo pela milícia cristã da Falange, aliada de Israel, que tinha invadido o Líbano,

Soldados israelitas cercavam os campos para impedir que os refugiados saíssem, e durante a noite disparavam foguetes luminosos para ajudar a acção dos criminosos falangistas. Ao fim dos dois dias de massacre, Israel forneceu os buldózeres para cavar valas comuns.

«As forças armadas de Israel estarão aqui para sempre», declarou o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, durante uma reunião do seu governo no Vale do Jordão, na Cisjordânia ocupada. 
 
Realizando a última reunião do governo israelita antes das eleições da próxima terça-feira — e a primeira nos territórios palestinos ocupados desde há duas décadas —, Netanyahu quis reforçar a mensagem de que, se vencer as eleições, Israel anexará o Vale do Jordão e todos os colonatos israelitas, ilegais à luz do direito internacional.
 
A reunião do governo israelita, realizada numa tenda adornada com bandeiras de Israel, decidiu propor a legalização retrospectiva do posto avançado (colonato ilegal à luz do próprio direito israelita) de Mevo'ot Yeriho, nas proximidades da cidade palestina de Jericó. 
 

Dezenas de palestinos foram feridos esta sexta-feira na Faixa de Gaza pelas forças armadas israelitas, que abriram fogo contra os manifestantes desarmados da Grande Marcha do Retorno.

O Ministério da Saúde do território informou que 55 palestinos foram feridos por balas reais e bombas de gás lacrimogéneo disparadas pelos militares sionistas na 74.ª sexta-feira da Grande Marcha do Retorno.

As manifestações da Grande Marcha do Retorno realizam-se semanalmente desde 30 de Março de 2018, exigindo o direito dos refugiados palestinos a regressarem aos lugares de onde foram expulsos, na Palestina histórica, na campanha de limpeza étnica levada a cabo pelos sionistas por ocasião da criação de Israel, em 1948.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou esta terça-feira que, se for reeleito, Israel anexará o Vale do Jordão e o Norte do Mar Morto, na Cisjordânia ocupada.

«Hoje anuncio minha intenção, após a formação de um novo governo, de aplicar a soberania israelita ao Vale do Jordão e ao Norte do Mar Morto», afirmou Netanyahu num discurso transmitido ao vivo em todos os canais de televisão israelitas.

O Vale do Jordão, com 2400 km2, representa cerca de um terço da Cisjordânia e faz fronteira a leste com a Jordânia. Israel afirma há muito tempo que, qualquer que seja a solução alcançada com os palestinos, pretende manter o controlo militar desta zona.

Nesta área vivem aproximadamente 65 000 palestinos e 11 000 israelitas, estes residentes em colonatos ilegais à luz do direito internacional. A principal cidade palestina é Jericó, havendo cerca de 28 aldeias e comunidades beduínas menores.

No domingo 8 de Setembro, morreu numa prisão israelita o preso palestino Bassam al-Sayeh, em circunstâncias que levantam suspeitas de negligência médica intencional.

Trata-se já do terceiro palestino a morrer nos cárceres israelitas em 2019, informa a Addameer (Associação de Apoio e Direitos Humanos dos Presos).

Bassam Al-Sayyeh, jornalista, de 47 anos, foi preso em 8 de Outubro de 2015 no tribunal militar de Salem quando assistia ao julgamento da sua esposa.

Sofria de cancro ósseo desde 2011, e apesar da sua situação de saúde, as forças de ocupação israelitas transferiram-no para o centro de interrogatórios de Petah Tikva.

Nessa altura, Al-Sayyeh informou o advogado da Addameer, durante uma visita, de que era interrogado diariamente durante longas horas, tendo desmaiado várias vezes durante os interrogatórios e na cela.

Esteve cerca de 20 dias sem qualquer assistência ou tratamento médico. 

Dois adolescentes palestinos foram hoje mortos pela forças israelitas durante os protestos da 73.ª semana da Grande Marcha do Retorno, junto à vedação com que Israel isola a Faixa de Gaza.

As vítimas mortais são Ali al-Ashqar, de 17 anos, atingido por uma bala na cabeça, e Khaled Abu Bakr al-Rubaie, de 14 anos, atingido no ventre.

Pelo menos 80 manifestantes foram feridos, 38 por balas reais, informaram fontes médicas citadas pela agência palestina WAFA. Os atiradores israelitas dispararam balas reais e balas revestidas de borracha.

Rockets disparados de Gaza

Já durante a noite de sexta-feira, foram disparados cinco rockets da Faixa de Gaza em direcção a Israel, segundo o jornal israelita Haaretz, citando fontes militares.

As forças de ocupação israelitas prenderam 450 palestinos, incluindo 69 menores e 13 mulheres, durante o mês de Agosto, informou o Centro Palestino de Estudos dos Presos.

Registaram-se 10 detenções em Gaza, incluindo um pescador capturado enquanto trabalhava no mar, declarou Riyadh Ashqar, investigador do Centro. Os israelitas prenderam oito menores de Gaza perto da cerca com que Israel cerca o enclave costeiro palestino.

As forças de ocupação israelitas prenderam ainda dois fotojornalistas, Hasan Dabbous e Abdel Muhsen Shalaldeh, depois de assaltarem as suas casas e intimidarem os seus filhos. Um palestino deficiente, identificado como Jarrah Naser, também foi preso em Jerusalém.

Particularmente revoltante é facto de Israel ter prendido quatro crianças com idades compreendidas entre os 10 e os 13 anos:  Mohammed Najeeb (10), Mahmoud Hajajreh (12), Ali Al-Taweel (13) e Yousef Abu Nab (13).

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, reafirmou neste domingo o compromisso de impor a soberania de Israel nos colonatos judaicos da Cisjordânia ocupada.

«Com a ajuda de Deus, aplicaremos a soberania judaica a todas as comunidades [ler: colonatos judaicos], como parte da Terra [bíblica] de Israel e como parte do Estado de Israel», afirmou Netanyahu numa cerimónia de abertura do novo ano escolar no colonato de Elkana.

Netanyahu fez uma promessa semelhante, de anexar parte da Cisjordânia ocupada, nas vésperas das eleições de Abril deste ano. Porém, nessa altura os resultados obtidos não lhe permitiram formar uma coligação de governo viável. As actuais declarações devem por isso ser lidas também na perspectiva das novas eleições, marcadas para o próximo dia 17 de Setembro.

Na 72.ª semana da Grande Marcha do Retorno, 94 palestinos foram feridos pelas forças israelitas durante protestos pacíficos junto à vedação com que o Estado sionista isola a Faixa de Gaza. Entre os feridos desta sexta-feira, 30 de Agosto, contam-se 25 crianças, uma mulher, 2 jornalistas e 2 paramédicos, informa o Centro Palestino dos Direitos Humanos (PCHR).

O PCHR registou 46 feridos por balas reais, um deles em estado extremamente crítico. As forças repressivas israelitas continuaram a utilizar munições reais contra os manifestantes, visando sobretudo a parte superior do corpo.

Trata-se de um uso absolutamente intencional e desproporcionado da força, já que os soldados israelitas se encontravam a centenas de metros de distância e bem protegidos das pedras e petardos lançados por alguns manifestantes.

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