Política e Sociedade de Israel

O Acordo de Oslo I
O Acordo de Oslo I ou, na sua designação oficial, a «Declaração de Princípios sobre os acordos de Auto-governação Interina», foi assinado a 13 de Setembro de 1993, em Washington, pelo Governo de Israel e a OLP, sob a supervisão do governo dos Estados Unidos. Embora não sejam as suas assinaturas que constam no texto do Acordo, a fotografia que simboliza a cerimónia de assinatura junta os então Presidente dos EUA Clinton, Presidente da OLP Yasser Arafat e Primeiro-Ministro de Israel, Yitzak Rabin.

A Folha Informativa n.º 4 é dedicada a um tema pouco falado na análise da questão palestina – a expulsão dos cidadãos árabes de Israel das suas casas e das suas terras.
Abordamos o tema em duas vertentes plenas de actualidade: a demolição de casas e consequente destruição da vida familiar, e o plano para a expulsão da população beduína do Negev no que, a concretizar-se, seria a maior limpeza étnica praticada por Israel depois dos anos da Nakba.

Especula-se sobre a existência de armas nucleares – ou, pelo menos, a possibilidade de as fabricar – em outros países da região, mas há um silêncio pesado sobre o poderio nuclear de Israel.
Esta questão é o tema central da nossa Folha Informativa n.º 3. O texto que apresentamos é uma versão condensada de um bem documentado artigo elaborado por Frederico Gama Carvalho, físico nuclear e dirigente nacional do MPPM.
Ainda nesta Folha Informativa referimos as condições postas pela OLP para retomar as negociações com Israel e damos nota das reacções à recente decisão da União Europeia de excluir os colonatos judaicos dos acordos de cooperação com Israel.

Neste documentário, Nurit Peled-Elhanan, professora de Línguas e Educação na Universidade Hebraica de Jerusalém, fala de sua pesquisa relacionada com o conteúdo dos livros escolares de Israel.
Ela expõe em detalhe como estes livros são elaborados com o objectivo de desumanizar o povo palestino e de criar nos jovens estudantes israelitas preconceitos que os levarão a actuar de forma cruel e insensível nas suas relações com os palestinos, designadamente durante o serviço militar.
Como explica Nurit Peled-Elhanan, as construções de mundo feitas a partir dos livros escolares, por serem as primeiras a sedimentar-se na mente das crianças, são muito difíceis de serem erradicadas.
Daí a importância que o aparelho israelita dedica à ideologia que é transmitida nos livros escolares.
Neles, os palestinos nunca são apresentados como seres humanos comuns.
Nunca aparecem em condições que possam ser consideradas normais.
A Palestina nos livros escolares israelitas
A Palestina nos livros escolares israelitas

1. O MPPM condena o ataque militar de Israel contra território sírio, no passado dia 30 de Janeiro. Trata-se dum acto de agressão contra um país soberano e uma violação grosseira da legalidade internacional, que tem de ser claramente condenado pelo governo português.
2. O ataque israelita contra o centro de investigação militar de Jamraya representa ainda uma perigosa escalada no envolvimento externo no conflito sírio, que ameaça atear o fogo da guerra em todo o Médio Oriente, num contexto já marcado pela instalação dos mísseis Patriot da NATO em território turco e pelas permanentes ameaças de ataque contra o Irão.
3. O MPPM recorda que Israel ocupa, desde há 46 anos, os Montes Golã sírios, como resultado duma agressão militar e em violação de numerosas resoluções da ONU. Trata-se duma situação intolerável, a que urge pôr fim imediato.

Em Março de 1976, as autoridades israelitas anunciaram a confiscação de milhares de hectares de terras palestinas de aldeias da Galileia «por razões de segurança», o que fizeram seguir da imposição do recolher obrigatório. Os chefes palestinos locais responderam com o apelo à realização, no dia 30 de Março, de uma greve geral e manifestações contra a expropriação de terras, em todas as cidades palestinas.
Não obstante Israel ter declarado ilegais todas as manifestações, mais de 400.000 pessoas responderam ao apelo aderindo à greve geral e participando em manifestações pacíficas, de norte a sul de Israel, havendo, ainda, greves de solidariedade na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. A estas manifestações pacíficas respondeu Israel com a intervenção das suas forças armadas, apoiadas por tanques, nas povoações palestinas. Daí resultou a morte de seis palestinos desarmados e centenas de feridos e presos.
A Direcção Nacional do Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente repudia, de forma enérgica, a presença em Portugal, a convite do Governo Português, do actual Ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Avigdor Lieberman, que é dirigente de um partido xenófobo de extrema-direita, e é conhecido pelas suas posições abertamente racistas e favoráveis à expulsão da população árabe da Palestina. Como Ministro dos Negócios Estrangeiros, tem assumido posição de relevo na política ilegal e criminosa de ocupação e colonização dos territórios palestinos ocupados e no recrudescimento das perseguições sobre a comunidade árabe em Israel e sobre as organizações de direitos humanos que denunciam a política sionista de ocupação.
O acolhimento dado pelo Governo Português a uma tal personalidade constitui uma afronta aos sentimentos democráticos e solidários do povo português, e uma gritante violação do artigo 7.º da Constituição da República.
O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu proferiu no dia 15, na Universidade Bar-Ilan, em Telavive, um discurso aguardado com grande expectativa, na medida em que era considerado como a resposta ao discurso de Barack Obama, no passado dia 4, na Universidade do Cairo.
Numa alocução bem construída, Netanyahu, que começou por invocar os profetas de Israel, trouxe como única novidade ter-se referido, pela primeira vez, à constituição de um Estado Palestino, mas mediante condições que o próprio de antemão sabia serem insusceptíveis de aceitação por parte dos interessados.
Considera Netanyahu a possibilidade da criação de um Estado Palestino mas desmilitarizado: sem exército, sem o controlo do seu espaço aéreo, sujeito a medidas efectivas de segurança para impedir contrabando de armas e impossibilitado de estabelecer alianças militares.
A convite do MPPM – Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente, visita Portugal, de 24 a 28 Maio, o Sr. Mohammad Barakeh, deputado ao Knesset (Parlamento de Israel) pela Hadash – Frente Democrática pela Paz e Igualdade.
Mohammad Barakeh e José Saramago serão alguns dos oradores convidados da Sessão Pública de Solidariedade com a Palestina, evocativa dos 60 Anos da Nakba – a “Catástrofe”, que marcou o início da limpeza étnica da Palestina pelo Estado de Israel –, que o MPPM promove, na próxima 2ª Feira, 26 de Maio, pelas 21 horas, no Teatro Cinearte / A Barraca.
Durante a sua estada em Portugal o sr. Barakeh terá, ainda, encontros com diversas personalidades da vida política portuguesa e uma reunião de trabalho com os órgãos sociais do MPPM.
Mohammad Barakeh nasceu em Israel, em 1955. É casado e tem 3 filhos.
Mohammad Barakeh
A convite do MPPM – Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente, visita Portugal, de 24 a 28 Maio, o sr. Mohammad Barakeh, deputado ao Knesset (Parlamento de Israel) pela Hadash – Frente Democrática pela Paz e Igualdade.
Mohammad Barakeh e José Saramago serão alguns dos oradores convidados da Sessão Pública de Solidariedade com a Palestina, evocativa dos 60 Anos da Nakba – a “Catástrofe”, que marcou o início da limpeza étnica da Palestina pelo Estado de Israel –, que o MPPM promove, na próxima 2ª Feira, 26 de Maio, pelas 21 horas, no Teatro Cinearte / A Barraca.
Durante a sua estada em Portugal o sr. Barakeh terá, ainda, encontros com diversas personalidades da vida política portuguesa e uma reunião de trabalho com os órgãos sociais do MPPM.
Mohammad Barakeh nasceu em Israel, em 1955. É casado e tem 3 filhos.

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