Opinião

Texto da intervenção feita no dia 2 de Novembro de 2017, na Fundação José Saramago, na apresentação pública do Manifesto «Justiça para a Palestina»

No dia 2 de Novembro de 1917, uma declaração assinada pelo Secretário dos Negócios Estrangeiros, Arthur James Balfour, em nome do Governo Britânico, foi entregue ao 2º Barão de Rothschild, Lionel Walter Rothschild de seu nome, para ser encaminhada ao movimento sionista mundial, através da Federação Sionista Britânica.
João Paiva estuda Direito no Porto. Esteve na Palestina de 1 a 24 de Agosto de 2017, participando em dois campos de trabalho voluntário na universidade de Birzeit (perto de Ramallah) e na An-Najah University, em Nablus. No âmbito desses programas teve a oportunidade de conhecer várias cidades da Cisjordânia, interagir com muitos locais, discutir várias questões e receber palestras de políticos eminentes e professores universitários palestinianos. Conheceu e desenvolveu boas relações com muitos jovens palestinianos, diferentes de si apenas na língua e na religião, que lhe mostraram perspetivas profundamente evoluídas, equilibradas e justas daquilo que está a acontecer ao seu país e à identidade do seu povo. Durante a estada, conseguiu a oportunidade de entrevistar pessoalmente o atual Ministro da Educação da Autoridade Palestiniana, o Dr. Sabri Saidam, político eminente na atualidade palestiniana.
Artigo publicado no jornal Haaretz em 10 de Agosto de 2017
 
Israel quer matar o maior número possível de pessoas inocentes. Não quer em nenhumas circunstâncias pertencer à comunidade dos países esclarecidos. Não há outra maneira de entender a arrepiante notícia de Gili Cohen (Haaretz de segunda-feira [7 de Agosto]) de que o establishment da defesa decidiu escolher um canhão de fabrico israelita que ainda não está finalizado em vez de um alemão, apenas para contornar a proibição internacional das bombas de fragmentação.

O historiador israelita Shlomo Sand refuta as declarações do presidente francês, Emmanuel Macron, que classifica o anti-sionismo como anti-semitismo. Essas declarações constam do discurso de Macron na comemoração do 75.o aniversário da rusga do Velódromo de Inverno1, pronunciado em 16 de Julho de 2107 na presença de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel. Publica-se seguidamente o texto da carta aberta.

Como não acreditar que a vida pode mudar, a caminho da justiça e da paz, quando vemos a mão de Mandela, com as suas linhas claras e bem traçadas e o seu sorriso de quem chorou e lutou e venceu, a acenar-nos da Liberdade, naquele dia de 1990 em que saiu da prisão depois de 28 anos de martírio?
Como não acreditar, quando temos notícia de que Mandela, em 1997, visitou Xanana na prisão da Indonésia e lhe fez sentir, no seu abraço enorme, que tudo é possível, assim nós queiramos, e que, 5 anos depois, aquela meia ilha entalada entre inimigos, devastada e em chamas, era um país livre e independente e se chamava Timor-Lorosai?
Como não acreditar que a Paz é possivel quando, em 8 de Maio, celebramos o fim da 2ª Guerra Mundial e, com ele, o fim de um regime que vitimou em holocausto judeus, ciganos, comunistas e homossexuais?
Entrevista a Nabil Shaath (*) pela jornalista Maria João Guimarães publicada no Público de 12 de Fevereiro de 2013

O deputado palestiniano Nabil Shaath veio a Lisboa para uma audiência no Parlamento e uma conferência na Universidade Nova de Lisboa. Na AR, considerou os partidos muito “à esquerda” (querendo dizer que sentiu apoio para a Palestina; afinal, Portugal disse que votaria “sim” a um Estado palestiniano observador nas Nações Unidas). Falou da mudança de estratégia em relação a Israel, antecipou acções criativas, e sublinhou a importância de estar na ONU.

Os palestinianos vão mesmo recorrer ao Tribunal Penal Internacional por causa dos colonatos?
Este artigo foi publicado no jornal Público em 16 de Janeiro de 2011

1.Quando se fala da perseguição aos cristãos no Médio Oriente, não se tem em conta a situação especial na Palestina. O Conselho Ecuménico das Igrejas publicou, agora, um documento elaborado pelos cristãos e teólogos palestinos que, perante o drama do seu povo, perguntam: o que faz a comunidade internacional? Que fazem os chefes políticos na Palestina, em Israel e no mundo árabe? Que faz a Igreja? 1.

Nos limites deste espaço, o melhor é dar-lhes a palavra, porque o documento é, também, um convite às Igrejas: "vinde e vede", conhecer os factos e descobrir as gentes desta terra, palestinos e israelenses. Condenamos todas as formas de racismo, religioso ou étnico, incluindo o anti-semitismo e a islamofobia. Vamos aos factos.
Júlio de Magalhães é Vice-Presidente do MPPM e investigador de assuntos árabes
 
A explosão de um carro armadilhado ou de um bombista-suicida na igreja copta de Al-Qiddissine (Os Santos), no distrito de Sidi Bisher, em Alexandria, quando os fiéis saíam, na madrugada de 1 de Janeiro de 2011, da missa de celebração do Ano Novo, provocou pelo menos 21 mortos e cerca de uma centena de feridos. Na confusão subsequente, muitos cristãos confrontaram a polícia (alguns polícias são cristãos) bem como grupos de muçulmanos da vizinhança, e atacaram a mesquita nova de Sidi Bisher situada em frente da igreja.
Ismaïl Shammut (1930-2006) foi o mais importante pintor palestino contemporâneo e um dos mais notáveis pintores árabes do século passado.
A sua pintura, especialmente figurativa, reflecte os diversos aspectos da moderna história palestina, desde a Naqba (ele mesmo foi expulso da sua terra natal) até à luta dos palestinos pelo seu país. As suas telas, ou outros suportes, evidenciam a determinação política de um povo arrancado às suas raízes ou exilado na própria pátria mas sempre perseverando no combate pelos seus mais legítimos direitos. De alguma forma, os temas tratados por Shammut constituem um espelho da sua própria vida.
Nascido em Jerusalém (que então se encontrava sob mandato britânico) em 1 de Novembro de 1935, Edward Saïd, filho de palestinianos cristãos protestantes, morreu em Nova Iorque a 25 de Setembro de 2003, vítima de leucemia, após uma carreira notável de professor nas mais prestigiadas universidades norte-americanas, de ensaísta brilhante e de activista político em defesa da Causa Palestiniana.

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