Ocupação, Colonização e Apartheid Israelitas

Segundo uma notícia publicada pelo International Solidarity Movement, em 29 de Agosto forças israelitas do posto de controlo de Salaymeh em Hebron (al-Khalil), na Margem Ocidental ocupada, dispararam gás lacrimogéneo sobre alunos das escolas que tentavam dirigir-se a casa passando pelo posto de controlo altamente militarizado.
Para muitas crianças, o posto de controlo de Salaymeh é incontornável no caminho diário para a escola e de regresso a casa. As crianças que frequentam as escolas e jardins de infância da zona são sujeitas pelas forças israelitas a buscas das pastas, a interrogatórios e a detenção.
Israel aprovou na quarta-feira a construção de centenas de novas unidades habitacionais em colonatos da Margem Ocidental ocupada e legalizou retroactivamente mais algumas dezenas. O plano já foi aprovado ao nível político, informa a imprensa israelita e internacional.
O Alto Comité de Planeamento da Administração Civil aprovou a construção de 234 casas em Elkana, que são designadas no plano como um lar de idosos, 31 casas em Beit Arye e 20 casas em Givat Ze'ev. Além disso, o comité legalizou 178 unidades habitacionais que foram construídas em Beit Arye nos anos 1980.
A Administração Civil, apesar do seu nome, é na realidade uma agência da ocupação militar nos territórios palestinos ocupados por Israel em 1967, encarregada das funções burocráticas práticas. Depende do Ministério da Defesa de Israel.
Quando a Google foi acusada de suprimir a Palestina da app Maps, acabou por confessar, após um protesto mundial, que a Palestina nunca fora assim nomeada, apesar de 136 países membros da ONU reconhecerem a Palestina como um Estado independente.
O Google Maps está novamente envolvido em polémica, desta vez por causa do Muro do Apartheid — a que Israel chama eufemisticamente «barreira de separação» —, que serpenteia pelas terras palestinas da Margem Ocidental ocupada. O Muro pode ser visto do espaço, mas não pode ser visto no Google. Não é mostrado em nenhum dos mapas fornecidos pelo popular motor de busca.
A Grande Muralha da China e o Muro de Adriano aparecem no Google Maps, assim como o modesto «muro ocidental», de 500 metros, em Jerusalém. Mas não este muro de betão de 700 quilómetros de comprimento e oito metros de altura.
Na noite de 28 para 29 de Agosto de 1953, um comando israelita chefiado por Ariel Sharon levou a cabo o massacre de dezenas de civis palestinos no campo de refugiados de Al-Bureij, na Faixa de Gaza.
A Unidade 101 fora criada nesse mês de Agosto, pelo primeiro-ministro David Ben Gurion, para levar a cabo “acções de retaliação” contra os palestinos e o seu comando tinha sido entregue a Ariel Sharon. Era uma unidade de elite das IDF (Forças de Defesa de Israel) e o seu recrutamento era feito exclusivamente por convite.
Soldados israelitas mataram a tiro, esta sexta-feira, um homem palestino na localidade de Silwad, a leste de Ramala, no centro da Margem Ocidental ocupada. O exército israelita alegou inicialmente que o palestino abrira fogo sobre um posto militar, perto do colonato ilegal de Ofra, antes de ser alvejado pelos soldados, mas mais tarde confirmou que ele estava desarmado.
O homem, identificado como Eyad Zakariyya Hamed, nunca constituiu qualquer ameaça para os soldados, segundo o relato de testemunhas oculares. Não transportava qualquer faca nem outro tipo de arma e estava simplesmente a dirigir-se para a mesquita para as preces do meio-dia. As testemunhas acrescentaram que os soldados o atingiram com fogo real no peito e nos ombros. Hamed foi deixado a sangrar no chão entre as 11h30 e as 12h30, vindo a falecer dos seus ferimentos, depois de os soldados israelitas impedirem a aproximação da assistência médica do Crescente Vermelho Palestino.
O Knesset, o parlamento de Israel, aprovou na noite de terça para quarta-feira uma proposta de lei que permite o aprisionamento de crianças com menos de 14 anos. Denominada «lei da juventude», permitirá que as autoridades israelitas encarcerem uma criança se esta for condenada por «terrorismo» contra civis ou pessoal militar israelitas.
O projecto de lei, apresentado pela deputada Anat Berko (Likud), em cooperação com os ministérios da Justiça e da Segurança Social, foi aprovado com 32 votos a favor, 16 contra e uma abstenção. O comunicado do Knesset sobre a aprovação da lei cita declarações de Anat Berko: «para aqueles que são assassinados com uma faca no coração, não importa se a criança tem 12 ou 15 anos».
Os deputados da Lista Conjunta — coligação de partidos palestinos e da esquerda não sionista em Israel — votaram contra o texto, considerando que visa explicitamente os jovens palestinos.
Um documento secreto de 1970 revelado na quinta-feira passada pelo diário israelita Haaretz evidencia que um dos primeiros colonatos israelitas na Margem Ocidental foi construído invocando motivos falsos, de modo a contornar o direito internacional.
As actas de uma reunião realizada no gabinete de Moshe Dayan, então ministro da Defesa, mostra que políticos, altos funcionários e dirigentes militares discutiram planos para Kiryat Arba, nos subúrbios de Hebron. O documento, intitulado «O método para fundar Kiryat Arba», descrevia o modo como seriam construídas 250 casas para famílias judias em terra confiscada por ordem militar para «finalidades de segurança» e que alegadamente seria para uso das forças armadas.
Forças israelitas mataram a tiro um homem palestino na tarde de domingo, no posto de controlo de Huwwara, no distrito de Nablus, na Margem Ocidental ocupada. Segundo declarações de um porta-voz do exército israelita à agência palestina Ma'an, o homem tentara esfaquear os soldados israelitas localizados no posto de controlo. Os soldados dispararam sobre ele, matando-o com três ou quatro balas no peito. Nenhum soldado israelita ficou ferido.
O palestino morto foi identificado como Rami Muhammad Zaim Awartani, de 31 anos.
Desde o início de uma onda da violência no território palestino ocupado e em Israel em Outubro passado, cerca de 220 palestinos foram mortos por forças israelitas e por colonos ao realizar (ou alegadamente realizar) ataques, na sua maioria contra alvos militares israelitas. No mesmo período, foram mortos 32 israelitas.
As autoridades israelitas demoliram mais casas palestinas na Margem Ocidental nos primeiros seis meses de 2016 do que em todo o ano de 2015, revelou o grupo de direitos humanos israelita B'Tselem num relatório publicado quarta-feira, numa preocupante confirmação da repressão israelita em curso sobre as comunidades palestinas na área C da Margem Ocidental.
O relatório, que foi igualmente apresentado no mesmo dia pela Lista Conjunta (coligação de partidos palestinos e da esquerda não sionista em Israel) durante uma conferência no Knesset, afirma que durante a primeira metade de 2016 foram destruídas 168 casas por falta de licenças de construção israelitas, de difícil obtenção, deixando 740 palestinos sem abrigo.
O relatório do B'Tselem não incluiu as demolições punitivas realizadas em casas de alegados atacantes palestinos e suas famílias.
O Comité (israelita) de Planeamento e Construção do Distrito de Jerusalém depositou um plano para a construção de 770 novas construções entre o colonato ilegal de Gilo e a aldeia de Beit Jala, na Margem Ocidental.
O projecto situa-se frente ao mosteiro de Cremiso, em Beit Jala, onde ocorreram protestos contra a continuação da construção do Muro do apartheid.
O presidente do Comité de Planeamento e Construção que aprovou o projecto, Meir Turgeman, afirmou ao portal de notícias israelita Walla! que fará tudo o que puder para «manter jovens na cidade».
No mês passado, primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, decidiram avançar com a construção de 800 habitações no colonato de Ma'ale Adumim e em Jerusalém Oriental ocupada a pretexto de alegados ataques palestinos.

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