Desde o início deste mês de Agosto, o exército, a polícia ou os colonos israelitas já tiraram a vida a onze palestinos, entre os quais quatro menores, e uma criança palestina de quatro anos está em estado crítico depois de ser atropelada por um colono que se pôs em fuga.
Pelo menos 220 palestinos foram mortos pelos ocupantes israelitas desde o início do ano, o que representa a média mais elevada de sete meses desde o final da Segunda Intifada Palestina, em 2005.
Mahmoud Jihad Jarad, de 23 anos, foi morto com um tiro no peito e quatro outros palestinos ficaram feridos por tiros do exército israelita nesta sexta-feira, dia 11, num ataque militar ao campo de refugiados de Tulkarem, no Norte da Cisjordânia ocupada. Um dos feridos está em estado crítico.
Na quinta-feira, dia 10, o jovem palestino Ameer Khalifa, de 27 anos, morreu em consequência de ter sido atingido com uma bala na cabeça durante um ataque militar israelita na área de Zawata, perto da cidade ocupada de Nablus. Num vídeo...
As forças de ocupação israelitas e os colonos cometeram 897 ataques contra palestinos, as suas propriedades e os seus locais sagrados durante o mês de Julho, de acordo com um relatório da Comissão de Resistência ao Muro e aos Colonatos divulgado pela agência noticiosa Wafa.
No seu relatório mensal sobre as violações da ocupação israelita, a Comissão afirmou que estes ataques variaram entre agredir directamente pessoas, vandalizar propriedades, arrasar terras, invadir aldeias, arrancar árvores e confiscar bens.
A maioria dos ataques registou-se na província de Jerusalém (148), seguida da província de Nablus (140) e da província de Hebron (113).
Segundo a Comissão, os colonos efectuaram 202 ataques em várias partes da Cisjordânia ocupada, mas principalmente nas províncias de Nablus (65), Ramala (35) e Hebron (28).
A Comissão referiu que, em Julho, foram emitidas 139 ordens de demolição, de paragem de construção e de evacuação de instalações, descrevendo-as como «um aumento recorde que alerta...
Inaugurou ontem, 8 de Agosto, na Galeria da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, a exposição Identity & Land, em que a pintora e activista Rita Andrade mostra algumas das obras que produziu em resultado da sua experiência com uma viagem à Palestina em 2019.
Exprimindo-se através da pintura, que considera «uma forma pacífica de comunicação», Rita Andrade deixa evidente a sua defesa dos direitos dos palestinos e o seu protesto contra a ocupação ilegal de Israel na Palestina.
Num vídeo disponibilizado no seu sítio na internet, preparado para a apresentação, em 2021, da sua exposição I Can’t Breathe Since 1948, Rita conta-nos como foi inspirada por Roger Waters a aprofundar o seu conhecimento da questão palestina, como isso a levou a viajar até à Palestina para viver, no terreno, os efeitos da ocupação, e a forma como isso influenciou a sua produção artística.
«A Arte é uma forma não violenta de me expressar, de espalhar uma mensagem, e de fazer uma intervenção. Eu acredito que...
Um colono israelita queimou 20 colmeias pertencentes a um agricultor palestino, residente na aldeia de Zanuta, a sul da cidade de Hebron, no sul da Cisjordânia, causando-lhe um prejuízo avaliado em mais de 10 000 dólares.
Entretanto, na cidade de Battir, a oeste da cidade de Belém, as forças de ocupação israelitas destruíram e arrancaram dezenas de oliveiras.
Em ambos os casos, houve movimentações de colonos no sentido de estabelecer postos avançados precursores de novos colonatos ilegais.
Yousef al-Sharha, o proprietário das colmeias de Zanuta, disse à WAFA que o colono, que montou uma caravana e estabeleceu um posto avançado de colonização ao lado do seu apiário, queimou e destruiu totalmente 20 colmeias das 50 que possui, agora que estamos no início da época de colheita do mel.
Em Battir, de acordo com Amr al-Qayssi, um activista palestino, uma unidade do exército israelita, equipada com uma retroescavadora, invadiu a parte oriental da aldeia durante uma incursão matinal e começou a...
A Assembleia da República aprovou um voto de solidariedade com o povo palestino em que insta «o Governo português, à luz da Lei Fundamental do País, a Constituição da República Portuguesa, a que assuma uma posição clara e contundente, em defesa dos direitos do povo palestiniano e do cumprimento das resoluções da ONU que os consagram.»
O projecto de voto foi subscrito pelos deputados e deputadas Joana Mortágua BE, Ivan Gonçalves PS, Bruno Dias PCP, Ana Isabel Santos PS, Carla Sousa PS, Tiago Brandão Rodrigues PS, Isabel Moreira PS, Miguel Matos PS, e Jamila Madeira PS, que integram a Comissão Parlamentar de Amizade Portugal-Palestina, e foi aprovado em 18 de Julho de 2023, com alterações propostas pelo PS, na Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas (2.a Comissão), com votos a favor do PS, do PCP e do BE, e votos contra do PSD e do CH.
A aprovação do Voto foi ratificada pelo Plenário da Assembleia da República em 19 de Julho de 2023.
Carlos Almeida, historiador e vice-presidente do MPPM, participou num podcast do Expresso da série «O Mundo a Seus Pés» dedicado à análise da mais recente agressão israelita contra Jenin e o seu campo de refugiados.
Conduzido pela jornalista Ana França, o programa contou também com a participação de Joana Ricarte, investigadora do Instituto Jurídico da Faculdade de Direito de Universidade de Coimbra e professora na Universidade da Beira Interior.
A relevância do tema está expressa no título do podcast — «Dois dias de violência como não se via há 20 anos» — que adopta como subtítulo uma frase de Joana Ricarte: «Jenin é uma representação física da Nakba, a grande tragédia palestina».
Ninguém consegue prever quando será resolvida a questão palestina e qual a solução, mas Carlos Almeida acredita que, mais cedo ou mais tarde, tal como na África do Sul ou em Timor, os palestinos terão a sua pátria porque «a luta dos povos encontra sempre um caminho». A previsão de Ben Gurion de que os velhos...
Entre 9 e 13 de Julho de 1948, as forças sionistas lançaram uma operação militar em grande escala, conhecida como Operação Dani, com o objectivo de ocupar as cidades palestinas de Lydda e Ramla, massacrando centenas de palestinos e forçando o êxodo de muitos milhares.
O massacre teve lugar em duas fases, entre o fim da primeira trégua na guerra israelo-árabe, a 9 de Julho de 1948, e o início da segunda, a 18 de Julho. A primeira fase do massacre ocorreu durante o período de ocupação da cidade e a segunda durante a operação de expulsão em massa dos seus residentes, que é considerada um dos maiores actos de limpeza étnica («operações de transferência») levados a cabo pelos israelitas.
A operação Dani
Durante a primeira trégua de quatro semanas, que teve início em 11 de Junho de 1948, os israelitas ultimaram os planos de ocupação de cidades e aldeias palestinas e de expulsão dos seus habitantes. As cidades de Lydda e Ramla foram o seu próximo alvo.
A propósito da visita a Portugal da Batsheva Dance Company, o MPPM chama a atenção para a verdadeira natureza do seu apoiante Estado de Israel, fundado sobre a limpeza étnica do povo palestino e sustentado por uma política de ocupação colonial e de apartheid.
A Batsheva Dance Company — uma companhia de dança israelita, sediada em Telavive — vai apresentar-se em Portugal, no mês de Julho, com espectáculos no Rivoli, no Porto, e no CCB, em Lisboa. Os espectáculos do CCB estão integrados na programação do Festival de Almada.
A Batsheva Dance Company é apoiada pelo governo de Israel, através do Ministério da Cultura e Desporto e do Ministério dos Negócios Estrangeiros, e pelo Município de Telavive que, nos últimos sete anos, contribuíram com 38% das receitas da companhia. A companhia reside no Centro Batsheva que foi construído e renovado com apoios do Município de Telavive e do Ministério da Cultura de Israel através da Fundação Telavive.
A Batsheva Dance Company transmite uma imagem de...
O MPPM convocou para esta sexta-feira um acto público, para protestar contra a violência de Israel para com o povo palestino, que juntou uma centena de pessoas no Rossio, em Lisboa.
Tendo presente a recente ofensiva de Israel contra o campo de refugiados de Jenin que envolveu vastos meios terrestres e aéreos na maior operação militar na Cisjordânia desde 2002, tendo causado a morte a pelo menos 12 palestinos e ferido 120, vinte dos quais em estado crítico, reclamou-se o fim da violência israelita, o fim da ocupação, o fim da impunidade de Israel e lamentou-se a tolerância cúmplice dos governos ocidentais para com os crimes israelitas.
Em nome do MPPM falou Carlos Almeida, vice-presidente da Direcção Nacional, e intervieram também Julie Neves, do CPPC, Joana Botas, do MDM, Isabel Pires, deputada do BE, Duarte Alves, deputado do PCP, e Hindi Mesleh, da comunidade palestina.
O brutal assalto de Israel ao campo de refugiados de Jenin nos dias 3 e 4 de Julho de 2023 já provocou a morte de 12 pessoas, ferimentos em mais de uma centena e o desalojamento forçado de cerca de 3000 residentes, além da destruição em larga escala num dos campos de refugiados com maiores taxas de pobreza e desemprego.
A violência militar israelita, envolvendo cerca de mil soldados e meios aéreos, não poupou os hospitais, locais de culto, a sede do grupo de teatro Freedom Theatre, e ficou novamente marcada pelo ataque propositado a jornalistas em serviço, num esforço para esconder a brutalidade das operações israelitas.
O assalto a Jenin não é um acto isolado. Insere-se numa criminosa vaga repressiva que, dando continuidade à permanente política de repressão israelita contra o povo palestino, conhece uma escalada de grandes proporções desde a tomada de posse do novo governo de Netanyahu.
Esse governo não apenas inclui como entregou oficialmente o controlo de forças militarizadas...