Quando a Google foi acusada de suprimir a Palestina da app Maps, acabou por confessar, após um protesto mundial, que a Palestina nunca fora assim nomeada, apesar de 136 países membros da ONU reconhecerem a Palestina como um Estado independente.O Google Maps está novamente envolvido em polémica, desta vez por causa do Muro do Apartheid — a que Israel chama eufemisticamente «barreira de separação» —, que serpenteia pelas terras palestinas da Margem Ocidental ocupada. O Muro pode ser visto do espaço, mas não pode ser visto no Google. Não é mostrado em nenhum dos mapas fornecidos pelo popular motor de busca.A Grande Muralha da China e o Muro de Adriano aparecem no Google Maps, assim como o modesto «muro ocidental», de 500 metros, em Jerusalém. Mas não este muro de betão de 700 quilómetros de comprimento e oito metros de altura.O deputado europeu escocês Alyn Smith (Partido Nacional Escocês) lançou uma petição que exorta o Google a mostrar a totalidade do Muro do Apartheid, incluindo postos...
Na noite de 28 para 29 de Agosto de 1953, um comando israelita chefiado por Ariel Sharon levou a cabo o massacre de dezenas de civis palestinos no campo de refugiados de Al-Bureij, na Faixa de Gaza.A Unidade 101 fora criada nesse mês de Agosto, pelo primeiro-ministro David Ben Gurion, para levar a cabo “acções de retaliação” contra os palestinos e o seu comando tinha sido entregue a Ariel Sharon. Era uma unidade de elite das IDF (Forças de Defesa de Israel) e o seu recrutamento era feito exclusivamente por convite.Nesse dia 28 de Agosto, a Unidade 101, no que parece ter sido uma missão de treino, entrou no campo de refugiados de Al-Bureij. Quando a sua presença foi detectada, em vez de retirar, o grupo forçou a passagem através do campo a tiro e à bomba. O general dinamarquês Vagn Bennike, chefe da missão de tréguas da ONU, deu a seguinte informação ao Conselho de Segurança: "Foram lançadas bombas pelas janelas das cabanas em que os refugiados estavam a dormir e, quando fugiam, eles...
Soldados israelitas mataram a tiro, esta sexta-feira, um homem palestino na localidade de Silwad, a leste de Ramala, no centro da Margem Ocidental ocupada. O exército israelita alegou inicialmente que o palestino abrira fogo sobre um posto militar, perto do colonato ilegal de Ofra, antes de ser alvejado pelos soldados, mas mais tarde confirmou que ele estava desarmado.O homem, identificado como Eyad Zakariyya Hamed, nunca constituiu qualquer ameaça para os soldados, segundo o relato de testemunhas oculares. Não transportava qualquer faca nem outro tipo de arma e estava simplesmente a dirigir-se para a mesquita para as preces do meio-dia. As testemunhas acrescentaram que os soldados o atingiram com fogo real no peito e nos ombros. Hamed foi deixado a sangrar no chão entre as 11h30 e as 12h30, vindo a falecer dos seus ferimentos, depois de os soldados israelitas impedirem a aproximação da assistência médica do Crescente Vermelho Palestino.Eyad Zakariyya Hamed tinha 38 anos, era casado e...
O Knesset, o parlamento de Israel, aprovou na noite de terça para quarta-feira uma proposta de lei que permite o aprisionamento de crianças com menos de 14 anos. Denominada «lei da juventude», permitirá que as autoridades israelitas encarcerem uma criança se esta for condenada por «terrorismo» contra civis ou pessoal militar israelitas.O projecto de lei, apresentado pela deputada Anat Berko (Likud), em cooperação com os ministérios da Justiça e da Segurança Social, foi aprovado com 32 votos a favor, 16 contra e uma abstenção. O comunicado do Knesset sobre a aprovação da lei cita declarações de Anat Berko: «para aqueles que são assassinados com uma faca no coração, não importa se a criança tem 12 ou 15 anos».Os deputados da Lista Conjunta — coligação de partidos palestinos e da esquerda não sionista em Israel — votaram contra o texto, considerando que visa explicitamente os jovens palestinos.A organização israelita de direitos humanos B'Tselem também criticou a lei, declarando: «Em vez...
Um documento secreto de 1970 revelado na quinta-feira passada pelo diário israelita Haaretz evidencia que um dos primeiros colonatos israelitas na Margem Ocidental foi construído invocando motivos falsos, de modo a contornar o direito internacional.As actas de uma reunião realizada no gabinete de Moshe Dayan, então ministro da Defesa, mostra que políticos, altos funcionários e dirigentes militares discutiram planos para Kiryat Arba, nos subúrbios de Hebron. O documento, intitulado «O método para fundar Kiryat Arba», descrevia o modo como seriam construídas 250 casas para famílias judias em terra confiscada por ordem militar para «finalidades de segurança» e que alegadamente seria para uso das forças armadas.Dias depois de a base 14 ter «completado as suas actividades», prosseguia o documento, «o comandante do distrito de Hebron convocará o presidente da câmara de Hebron e, ao mesmo tempo que levanta outras questões, informá-lo-á de que começámos a construir casas na base militar em...
Forças israelitas mataram a tiro um homem palestino na tarde de domingo, no posto de controlo de Huwwara, no distrito de Nablus, na Margem Ocidental ocupada. Segundo declarações de um porta-voz do exército israelita à agência palestina Ma'an, o homem tentara esfaquear os soldados israelitas localizados no posto de controlo. Os soldados dispararam sobre ele, matando-o com três ou quatro balas no peito. Nenhum soldado israelita ficou ferido.O palestino morto foi identificado como Rami Muhammad Zaim Awartani, de 31 anos.Desde o início de uma onda da violência no território palestino ocupado e em Israel em Outubro passado, cerca de 220 palestinos foram mortos por forças israelitas e por colonos ao realizar (ou alegadamente realizar) ataques, na sua maioria contra alvos militares israelitas. No mesmo período, foram mortos 32 israelitas.Organizações de direitos humanos têm denunciado aquilo a que chamam política de «atirar a matar» das forças israelitas contra palestinos que já não...
As autoridades israelitas demoliram mais casas palestinas na Margem Ocidental nos primeiros seis meses de 2016 do que em todo o ano de 2015, revelou o grupo de direitos humanos israelita B'Tselem num relatório publicado quarta-feira, numa preocupante confirmação da repressão israelita em curso sobre as comunidades palestinas na área C da Margem Ocidental.O relatório, que foi igualmente apresentado no mesmo dia pela Lista Conjunta (coligação de partidos palestinos e da esquerda não sionista em Israel) durante uma conferência no Knesset, afirma que durante a primeira metade de 2016 foram destruídas 168 casas por falta de licenças de construção israelitas, de difícil obtenção, deixando 740 palestinos sem abrigo.O relatório do B'Tselem não incluiu as demolições punitivas realizadas em casas de alegados atacantes palestinos e suas famílias.O registo do B'Tselem assinala um número mais elevado do que o número total de casas destruídas pelos israelitas em todos os anos da última década, com...
O Comité (israelita) de Planeamento e Construção do Distrito de Jerusalém depositou um plano para a construção de 770 novas construções entre o colonato ilegal de Gilo e a aldeia de Beit Jala, na Margem Ocidental.O projecto situa-se frente ao mosteiro de Cremiso, em Beit Jala, onde ocorreram protestos contra a continuação da construção do Muro do apartheid.O presidente do Comité de Planeamento e Construção que aprovou o projecto, Meir Turgeman, afirmou ao portal de notícias israelita Walla! que fará tudo o que puder para «manter jovens na cidade».No mês passado, primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, decidiram avançar com a construção de 800 habitações no colonato de Ma'ale Adumim e em Jerusalém Oriental ocupada a pretexto de alegados ataques palestinos.Todos os colonatos israelitas nos territórios palestinos ocupados e nos Montes Golã, uns e outros ocupados desde 1967, são considerados ilegais pelo direito internacional.A população...
Quase um ano após a data em que a sua mãe, pai e irmão de 18 meses foram assassinados num ataque incendiário contra a casa da família, Ahmad Dawabsha, de seis anos, teve alta esta sexta-feira do Centro Médico Sheba, de Israel.O rapazinho ficou gravemente ferido no ataque, que ocorreu na localidade de Duma, no distrito de Nablus, em 31 de Julho de 2015, e desde então teve de ser submetido a uma série de complexas operações.Ahmad foi entregue aos cuidados de Hussein Dawabsha, seu avô materno. Terá de regressar ao hospital para controlos semanais e deverá ser submetido a novas operações nos próximos meses, a maioria delas de cirurgia plástica, para ajudar a reconstruir partes do seu corpo e cara que ficaram gravemente queimadas.Dois suspeitos israelitas, pertencentes a uma organização terrorista judaica, foram acusados de assassínio em Janeiro, cinco meses depois do crime. O pequeno Ali Saad, de 18 meses, morreu imediatamente no incêndio. Os pais, Riham e Saad, morreram mais tarde devido...
Um rapaz palestino de 12 anos foi morto terça-feira durante confrontos com soldados israelitas na localidade de al-RAM, a norte de Jerusalém, na zona central da Margem Ocidental ocupada. Segundo fontes médicas, foi atingido no coração por uma bala de aço revestida de borracha.O rapaz foi identificado pelo Ministério da Saúde palestino como Muhye Muhammad Sidqi al-Tabbakhi.Tinham-se desencadeado confrontos depois de forças israelitas invadirem a localidade de al-Ram. Jovens palestinos atiraram pedras e garrafas vazias aos soldados israelitas, que responderam com balas reais, balas de aço revestidas de borracha e bombas de gás lacrimogéneo.Testemunhas oculares afirmaram que um atirador de elite do exército israelita disparou sobre o rapaz a curta distância.As forças israelitas têm sido alvo de repetidas críticas por uso excessivo da força e por métodos letais de controlo de multidões.O Ministério da Saúde palestino declarou que a morte deste rapaz eleva para 225, incluindo 53 crianças, o...