O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, exortou a comunidade internacional a fazer de 2017 «o ano internacional para terminar a ocupação por Israel da nossa terra e do nosso povo», no seu discurso desta quinta-feira na 71.ª sessão da Assembleia Geral das Organização das Nações Unidas.Abbas declarou que 2017 marcará os 50 anos desde que o regime israelita realizou a sua «repugnante» ocupação dos territórios palestinos após a guerra de 1967, apelando à comunidade internacional para que faça mais para alcançar o objectivo há muito perseguido de criar um Estado palestino independente. «Não há nenhuma maneira de derrotar o terrorismo e o extremismo, nenhuma maneira de alcançar a segurança e a estabilidade na nossa região sem pôr fim à ocupação israelita da Palestina e assegurar a liberdade e a independência do povo palestino», afirmou.Mahmoud Abbas disse que a disposição dos palestinos para participar em iniciativas de paz foi sempre ensombrada pela «mentalidade de hegemonia...
Na noite de 16 de Setembro de 1982, milícias falangistas libanesas invadiram os campos de refugiados de Sabra e Chatila, nos arredores de Beirute, com a conivência do exército israelita que, desde Junho, ocupava a capital do Líbano. Durante 40 horas levaram a cabo um hediondo massacre de que resultaram numerosas vítimas palestinas, em grande parte mulheres e crianças. Enquanto os falangistas executavam a sua macabra missão, o exército israelita bloqueava as saídas dos campos para evitar a fuga dos refugiados em pânico e, à noite, iluminava o terreno com foguetes luminosos.O número exacto de vítimas é difícil de determinar pois, além do milhar de corpos enterrados em valas comuns pela Cruz Vermelha, muitas vítimas ficaram soterradas nas casas derrubadas a buldózer pelas milícias e centenas de palestinos foram por elas levados para destino desconhecido de onde nunca regressaram. Uma estimativa credível aponta para 3500 vítimas.Quando os jornalistas entraram no campo de Chatila, foram...
Em 14 de Setembro, na sessão plenária do Parlamento Europeu em Estrasburgo, deputados do GUE/NGL (grupo confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verde Nórdica) organizaram uma acção da solidariedade com o Barco das Mulheres para Gaza, informa a ECCP (Coordenação Europeia dos Comités e Associações pela Palestina).O barco partiu de Barcelona ontem à noite, tencionando chegar a Gaza em 1 de Outubro.Apoiando a acção, 55 deputados do GUE/NGL, dos Greens/EFA (Verdes/Aliança Livre Europeia), S&D (Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas) e ALDE (Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa) assinaram uma carta aberta a Federica Mogherini, Alta-Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança e Vice-Presidente da Comissão Europeia, exortando a União Europeia a:— actuar para assegurar a passagem segura da flotilha para Gaza;— exercer pressão sobre Israel para que levante o seu bloqueio ilegal de Gaza;— insistir que Israel cumpra a lei...
Uma notícia do jornal israelita Haaretz, citada pelo site Middle East Monitor, revela que os dirigentes israelitas usaram a censura militar para ocultar a criação dos primeiros colonatos na Margem Ocidental ocupada.O Haaretz revela um documento anteriormente classificado, intitulado «Gush Etzion – publicidade», enviado em 19 de Junho de 1969 ao gabinete do ministro israelita dos Negócios Estrangeiros da altura, Abba Eban, cujo assunto era a criação de colonatos civis na zona hoje conhecida como «bloco» Gush Etzion, perto do Belém, em terras ocupadas pretensamente para fins militares.Os autores do documento indicavam que era imperativo manter secreto o verdadeiro motivo do confisco das terras e evitar «publicidade desnecessária», uma vez que «o confisco para necessidades militares pode ser facilmente defendido de um ponto de vista jurídico», ao passo que «empreendimentos civis são uma coisa completamente diferente».Como assinala o Haaretz, «a construção de colonatos em áreas confiscadas...
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, num vídeo divulgado na sexta-feira, rejeitou as críticas à construção de colonatos na Margem Ocidental ocupada, equiparando-as a uma «limpeza étnica» dos judeus.«A direcção palestina na realidade exige um Estado palestino com uma condição prévia: nenhuns judeus. Há uma frase para isso: chama-se limpeza étnica», disse Netanyahu, após comparar os cidadãos palestinos de Israel aos israelitas judeus que residem na Margem Ocidental ocupada em colonatos considerados ilegais à luz do direito internacional. «Ninguém afirmaria seriamente que os quase dois milhões de árabes que vivem dentro de Israel são um obstáculo à paz. Isso é porque não o são. Pelo contrário. A diversidade de Israel mostra a sua abertura e disposição para a paz», afirmou.As declarações do primeiro-ministro israelita provocaram indignação. Ayman Odeh, deputado ao Knesset (parlamento israelita) pela Lista Conjunta, coligação de partidos palestinos e da esquerda não sionista...
Um jovem palestino foi morto com um tiro na cabeça por forças israelitas em Gaza na sexta-feira, durante protestos ao junto ao campo de refugiados de al-Bureij, perto da fronteira entre o enclave cercado e Israel.Um porta-voz do Ministério da Saúde palestino identificou o jovem como Abd al-Rahman Ahmad al-Dabbagh, de 16 anos, e confirmou que tinha sido atingido na cabeça.Testemunhas no local afirmaram que os soldados abriram fogo sobre um grupo de jovens palestinos que se tinham reunido junto à barreira de segurança entre Israel e a Faixa de Gaza.Num outro incidente na Faixa de Gaza, mais um palestino foi ferido por fogo real durante confrontos perto de Nahal Oz, a leste de al-Shujaiyya.Segundo a agência palestina Ma'an, pelo menos 28 palestinos foram mortos em Gaza por forças israelitas desde o início da violência no território palestino ocupado e em Israel em Outubro passado. A maioria foram mortos a tiro durante protestos ao longo da barreira da segurança que divide a Faixa de Gaza...
Forças israelitas mataram a tiro um jovem palestino no campo de refugiados de Shufat, em Jerusalém Oriental ocupada, às primeiras horas de segunda-feira, após realizarem uma invasão do campo.Mustafa Nimir, de 27 anos, morreu após ser alvejado quando viajava num carro conduzido pelo seu cunhado, Ali Tayser Nimir, de 25 anos, que ficou ferido.Fontes israelitas citadas pela imprensa alegam que no fim de uma «actividade operacional realizada pela Polícia de Israel e pela Polícia de Fronteiras», o carro em que seguiam as duas vítimas tentou atropelar as forças israelitas.Porém, esta versão é contrariada pelos relatos de testemunhas oculares. De acordo com declarações feitas à agência palestina Ma'an, eclodiram confrontos quando as forças israelitas invadiram a estrada que liga o campo de refugiados de Shufat à aldeia vizinha de Anata. [A área de Shufat e de Anata é cercada por três lados pelo Muro de separação de Israel — a oeste, norte e sul.] Dezenas de soldados israelitas inundaram as...
Segundo dados da organização israelita B'Tselem (Centro de Informação Israelita para os Direitos Humanos nos Territórios Ocupados), desde Janeiro até 31 de Junho de 2016 as autoridades israelitas demoliram 203 habitações nas comunidades palestinas da Margem Ocidental, a que se somam mais 41 em Jerusalém Oriental. Em consequência, 955 pessoas — incluindo 516 menores — ficaram sem abrigo. Segundo a B'Tselem, só no primeiro semestre de 2016 houve mais demolições do que qualquer ano da última década (com excepção de 2013, quando as autoridades demoliram 175 casas).A política israelita de planeamento e construção na Área C da Margem Ocidental é analisada pela B’Tselem num comunicado publicado no seu sítio na internet, de que citamos algumas passagens.A demolição de habitações desempenha um papel-chave na política israelita aplicada na Margem Ocidental. As demolições são realizadas somente naquilo que foi designado como Área C, que compreende aproximadamente 60% da Margem Ocidental, e que...
Segundo uma notícia publicada pelo International Solidarity Movement, em 29 de Agosto forças israelitas do posto de controlo de Salaymeh em Hebron (al-Khalil), na Margem Ocidental ocupada, dispararam gás lacrimogéneo sobre alunos das escolas que tentavam dirigir-se a casa passando pelo posto de controlo altamente militarizado.Para muitas crianças, o posto de controlo de Salaymeh é incontornável no caminho diário para a escola e de regresso a casa. As crianças que frequentam as escolas e jardins de infância da zona são sujeitas pelas forças israelitas a buscas das pastas, a interrogatórios e a detenção.Na segunda-feira, segundo dia de aulas após as férias de Verão, quando as crianças estavam a começar a sair das escolas por volta do meio-dia, forças israelitas atiraram uma granada de atordoamento em direcção a um grupo de crianças. A granada caiu em frente a uma menina que se dirigia sossegadamente ao posto de controlo e que, assustada pela granada e pelo estrondo da explosão, correu...
Israel aprovou na quarta-feira a construção de centenas de novas unidades habitacionais em colonatos da Margem Ocidental ocupada e legalizou retroactivamente mais algumas dezenas. O plano já foi aprovado ao nível político, informa a imprensa israelita e internacional.O Alto Comité de Planeamento da Administração Civil aprovou a construção de 234 casas em Elkana, que são designadas no plano como um lar de idosos, 31 casas em Beit Arye e 20 casas em Givat Ze'ev. Além disso, o comité legalizou 178 unidades habitacionais que foram construídas em Beit Arye nos anos 1980.A Administração Civil, apesar do seu nome, é na realidade uma agência da ocupação militar nos territórios palestinos ocupados por Israel em 1967, encarregada das funções burocráticas práticas. Depende do Ministério da Defesa de Israel.Um outro plano para construir 30 unidades habitacionais no colonato de Efrat foi retirado da agenda à última hora. Para evitar críticas dos Estados Unidos, o primeiro-ministro de Israel...