Cisjordânia

Os actos de violência dos colonos judeus contra os palestinos e os seus bens são rotineiros na Cisjordânia, mas intensificam-se na época da apanha da azeitona, que os ocupantes sabem ser a principal fonte de subsistência de grande parte das famílias palestinas.

Segundo noticia a agência Wafa, colonos israelitas do colonato ilegal de Shavei Shomron inundaram hoje terras de propriedade palestina com esgotos e águas residuais na localidade de Sebastia, a norte da cidade de Nablus.

As terras estão plantadas com oliveiras e damasqueiros e este acto de vandalismo acarreta pesadas perdas materiais para os agricultores.

Outro incidente ocorreu hoje na aldeia Deir al-Hatab, situada a leste de Nablus, em que colonos israelitas, oriundos do colonato israelita ilegal de Elon Moreh, agrediram e expulsaram das suas terras agricultores palestinos que procediam à colheita da azeitona.

Já ontem, um grupo extremista do mesmo colonato tinha inundado olivais da aldeia com esgotos e águas residuais, quando os...

Nos últimos dias, a Cisjordânia testemunhou uma onda de violência de colonos israelitas à medida que os agricultores palestinos iniciavam a campanha anual da colheita da azeitona. Os ataques incluíram o corte e o incêndio de oliveiras, o roubo de colheitas e agressões físicas a agricultores.

Na quarta-feira, colonos israelitas cortaram e destruíram 300 oliveiras na aldeia de al-Jabaa, a sudoeste de Belém, no sul da Cisjordânia ocupada. Esta é a segunda vez em poucos dias que os colonos vandalizam oliveiras nesta aldeia.

Na terça-feira, agricultores de al-Jabaa foram impedidos pelo exército de chegar às suas terras. Quando conseguiram autorização para passar, descobriram que os colonos do colonato ilegal de Beit Ain tinham roubado as colheitas de 10 hectares de terra pertencentes a 30 pessoas e que também tinham vandalizado oliveiras.

Diab Mashaleh, chefe do conselho da aldeia, disse à agência Wafa que esta cena se repete todos os anos durante a época da colheita da azeitona e que o...

As forças israelitas demoliram, na manhã desta terça-feira, duas estruturas residenciais, pertencentes a Rami e Hafeth Masa'id, localizadas na aldeia de Khirbet Yarza, a leste da cidade de Tubas, no Vale do Jordão. Segundo a agência WAFA, que divulga a notícia, os irmãos Masa'id receberam ordens de demolição há uma semana a pretexto de que as estruturas não estavam licenciadas.

Na realidade, esta demolição faz parte do plano de demolições em grande escala de estruturas residenciais e agrícolas em curso nesta aldeia, todas com o objectivo de forçar os residentes a sair da mesma e confiscar as suas terras para a construção de colonatos.

Os habitantes de Khirbet Yarza, situada na designada Área C, que está sob o domínio militar israelita, vivem do pastoreio. Ao longo dos anos, a Administração Civil tem demolido repetidamente as estruturas desta e de outras comunidades no Vale do Jordão.

O Vale do Jordão, que é uma faixa fértil de terra que se estende a oeste do rio Jordão, é o lar de cerca...

Duas casas de palestinos foram demolidas, em Jerusalém Oriental (ilegalmente ocupada por Israel desde 1967), na passada semana, juntando-se a outras 17 que já tinham sido demolidas desde o início do mês de Agosto, deixando mais de uma centena de pessoas sem abrigo.

Segundo um responsável palestino de Jerusalém Oriental, 18 000 habitações palestinas estão em risco de demolição e já terão sido emitidas neste ano de 2020, 650 ordens de demolição que podem ser executadas a qualquer momento.

O surto de Covid-19 não deteve as autoridades israelitas, que avançam com as demolições sem qualquer contemplação para com a segurança das populações afectadas.

Especialmente visados são os habitantes de Jerusalém Oriental e as comunidades beduínas e, em geral, tudo o que esteja no caminho da expansão dos colonatos ilegais instalados na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

Também infra-estruturas essenciais à vida das comunidades são destruídas. Um relatório da União Europeia alerta que estruturas...

As autoridades de ocupação israelitas vão demolir toda uma aldeia palestina, no norte da Cisjordânia, deslocando mais de 200 pessoas.

Mahmoud Amarneh, chefe do conselho da aldeia de Farasin, a oeste de Jenin, disse à agência noticiosa Wafa que as forças de ocupação israelitas invadiram a aldeia na manhã desta quarta-feira e entregaram 36 ordens de demolição para todas as estruturas e poços de água da aldeia onde vivem 200 pessoas.

Os militares disseram aos residentes que a demolição terá lugar dentro de poucos dias. O governo de ocupação israelita quer tomar conta da aldeia a fim de expandir os colonatos ilegais construídos naquela área.

A aldeia tem um poço com 200 anos e vários edifícios antigos, disse Amarneh, exortando a intervenção internacional para evitar que Israel cometa um massacre na aldeia.

Na vizinhança de Farasin foi construído, em 1984, o colonato de Hermesh. Este é um dos mais de 130 colonatos e 120 postos avançados, que alojam 430 000 colonos, que Israel construiu na...

Mais de 60 animais morreram esta manhã envenenados por colonos israelitas extremistas na cidade de Al-Auja, a norte de Jericó, no Vale do Jordão.

Segundo a agência Wafa, um grupo de habitantes do colonato de Seima pulverizou veneno nos terrenos onde o gado pastava. Sessenta animais já morreram, mas um responsável do município de Al-Auja disse que era altamente provável que o número aumentasse, uma vez que parte do gado restante ainda se encontrava em estado crítico.

A violência dos colonos contra os palestinos e os seus bens é rotineira na Cisjordânia e raramente é sancionada pelas autoridades israelitas.

A violência dos colonos inclui, além de agressões pessoais, fogo posto em prédios e mesquitas, lançamento de pedras, destruição de culturas e oliveiras, ataques a habitações e automóveis, entre outros.

O Vale do Jordão é uma faixa fértil de terra que se estende a oeste do rio Jordão, onde vivem cerca de 65 000 palestinos, e constitui aproximadamente 30% da Cisjordânia.

Desde 1967, quando o...

Colonos israelitas incendiaram esta manhã cedo uma mesquita na cidade de al-Bireh, próximo de Ramala, e pintaram graffiti racistas nas suas paredes, segundo noticia a agência Wafa.

Os vândalos, vindos do vizinho colonato ilegal de Psagot, entraram furtivamente na cidade durante a noite, cobriram as paredes da mesquita com inscrições racistas e incendiaram-na.

«Condenamos veementemente o ataque incendiário à mesquita cometido esta manhã por um grupo de colonos israelitas. Os colonos, que vieram de um colonato israelita ilegal próximo, invadiram a cidade palestina de Al-Bireh durante o amanhecer e atearam fogo à Mesquita Al-Bir Wal-Ihsan e escreveram calúnias racistas e odiosas», declarou Hanan Ashrawi, membro do Comité Executivo da OLP, num comunicado de imprensa.

«Experiências passadas provam que o terrorismo dos colonos quase nunca é condenado pelas autoridades israelitas, e muitos destes ataques têm lugar sob a protecção das forças de ocupação israelitas. No meio de uma pandemia global...

Soldados israelitas destruíram ontem um posto de controlo anti-coronavírus criado pelas autoridades palestinas à entrada da cidade de Jenin, no norte da Cisjordânia, a fim de conter a propagação da doença.

A agência Wafa noticiou que os soldados invadiram a cidade e o seu campo de refugiados para prender activistas quando eclodiram confrontos com residentes. Os soldados abriram fogo sobre os palestinos ferindo um na perna antes de deixarem a área depois de deterem duas pessoas e destruírem o posto de controlo sanitário.

Com toda a impunidade, Israel tem alienado as obrigações que o direito humanitário internacional lhe impõe, enquanto potência ocupante, no que respeita à saúde e bem-estar dos habitantes dos territórios ocupados. Mas, indo mais além que a omissão de socorro, Israel empenha-se em minar os esforços palestinos para combater a pandemia.

Em Março passado, como o MPPM então referiu, funcionários israelitas escoltados por militares, deslocaram-se à comunidade palestina de Khirbet...

A Junta de Freguesia de Quinta do Anjo, na sua reunião de 15 de Julho, aprovou por unanimidade uma moção de solidariedade com o povo palestino e de condenação da anunciada anexação por Israel de território da Cisjordânia palestina. O executivo da Junta de Freguesia de Quinta do Anjo é composto por três eleitos da CDU e dois do PS.

Este é o texto da moção aprovada:

Moção

Contra a anexação da Cisjordânia por Israel

Na sequência da política de agressão e limpeza étnica prosseguida por Israel sobre o povo palestino, ao longo das últimas décadas, o novo governo israelita tem vindo a anunciar para breve a anexação de cerca de 30% dos territórios palestinos ocupados. A apresentação do plano concreto de anexação esteve agendada para hoje, dia 1 de julho, mas poderá ter sido adiada para data a definir, devido quer a desentendimentos internos dentro do governo de coligação, quer à falta de acordo com o governo norteamericano, que tem sido, aliás, um dos grandes impulsionadores da medida. Esta...

Ministros dos Negócios Estrangeiros de vários países árabes advertiram ontem, durante uma reunião virtual organizada pela Jordânia, que a anexação por Israel do Vale do Jordão e dos colonatos ilegais na Cisjordânia ocupada iria incendiar o conflito e alimentar o extremismo, segundo noticia a agência Wafa.

«Rejeitamos a anexação de qualquer parte dos territórios palestinos ocupados, e alertamos para o perigo da anexação, que constitui uma violação do direito internacional e mina a solução de dois Estados, os fundamentos do processo de paz, bem como os esforços no sentido de uma paz justa e abrangente», lê-se na declaração conjunta.

Exortaram a comunidade internacional a tomar «posições e medidas claras e influentes» para impedir o movimento de anexação e relançar conversações «sérias e eficazes» para resolver o conflito com base na solução de dois Estados, em conformidade com as resoluções pertinentes das Nações Unidas, no âmbito do Quarteto, e concluir um acordo de paz global que garanta...