Jerusalém

O Supremo Tribunal de Israel deu luz verde à demolição de 13 prédios de apartamentos situados em Jerusalém Oriental, numa zona da «Área A» da Cisjordânia ocupada, teoricamente sob controlo da Autoridade Palestina. Os palestinos consideram que esta decisão estabelece um precedente que permitirá a demolição de milhares de edifícios na Cisjordânia.
 
Os prédios situam-se em Wadi Hummus, que se localiza na extremidade de Sur Baher, no sudeste de Jerusalém. Este bairro, segundo o jornal israelita Haaretz, foi desmembrado do resto da aldeia pelo chamado Muro de Separação e ficou do «lado israelita», mas localiza-se para além das fronteiras do município israelita de Jerusalém (que, ilegalmente, inclui também Jerusalém Oriental), na Cisjordânia ocupada. A maior parte do bairro faz parte da «Área A», que segundo os Acordos de Oslo está sob o controlo administrativo e de segurança da Autoridade Palestina (AP).
 

As autoridades israelitas estão a avançar com planos para demolir um bairro palestino inteiro em Jerusalém Oriental ocupada, deixando 550 pessoa sem abrigo, informa o B'Tselem (Centro Israelita de Informação sobre os Direitos Humanos nos Territórios Ocupados).

No bairro de Wadi Yasul, localizado entre os bairros de Abu Tur e Silwan, residem 72 famílias palestinas.

Segundo o B'Tselem, o município israelita de Jerusalém (que também abrange a parte oriental, ocupada, da cidade) «emitiu ordens de demolição para todas as casas do bairro, de modo que todas as famílias daí estão sob ameaça de expulsão».

No final de Abril, «a câmara municipal já executou duas das ordens de demolição e desalojou duas das famílias».

Wadi Yasul, observa o B'Tselem, «é adjacente a uma floresta, também localizada em terrenos privados que foram expropriados aos seus proprietários palestinos em 1970».

Centenas de extremistas judeus protegidos pela polícia de choque israelita entraram hoje no complexo de al-Aqsa, em Jerusalém Oriental ocupada, provocando a indignação dos fiéis muçulmanos.

A provocatória visita ocorreu durante um dos últimos dias do mês sagrado muçulmano do Ramadão, quando os fiéis se reúnem para rezar na mesquita de al-Aqsa, o terceiro local mais sagrado do Islão, onde as orações não muçulmanas estão proibidas.

Normalmente os israelitas judeus são impedidos de aqui entrar durante os últimos 10 dias do mês sagrado muçulmano do Ramadão. Hoje esse período coincidiu com o «Dia de Jerusalém», em que os israelitas comemoram a ocupação de Jerusalém Oriental no final da guerra de 1967. Porém, da última vez em que se deu essa coincidência, em 1988, o complexo da mesquita de al-Aqsa foi fechado aos judeus.

Os Estados Unidos fecharam hoje oficialmente o seu consulado em Jerusalém, que é fundido na embaixada dos EUA em Israel. O consulado servia sobretudo palestinos, e durante décadas funcionou como principal canal de comunicação entre o governo estado-unidense e a direcção palestina.

Anteriormente o consulado reportava os assuntos palestinos directamente a Washington. Agora o seu pessoal foi integrado na embaixada dos EUA em Israel como «Unidade de Assuntos Palestinos», sob a autoridade do embaixador David Friedman, que é um feroz inimigo dos palestinos e desde há muito apoia e angaria  fundos para o movimento dos colonos israelitas na Cisjordânia.

O governo dos EUA reconheceu Jerusalém como capital de Israel em Dezembro de 2017 e transferiu a sua embaixada em Israel de Tel Aviv para Jerusalém em Maio de 2018.

O ministro israelita da Agricultura, Uri Ariel (do partido de extrema-direita Lar Judaico), acompanhado de vários colonos judeus, nesta terça-feira forçou a entrada na mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental ocupada, sob protecção de forças israelitas armadas.

O ministro israelita e o grupo de colonos israelitas entraram no complexo de Al-Aqsa através da Porta dos Marroquinos, que está sob controlo de Israel desde a ocupação de Jerusalém Oriental, em 1967.

Esta iniciativa provocatória ocorre num contexto de tensões em Jerusalém após uma série de protestos palestinos e a posterior prisão de dezenas de activistas palestinos pelas forças israelitas no início desta semana.

A polícia israelita chegou a deter por um breve período o xeque Abdelazeem Salhab, chefe da entidade religiosa responsável pelo complexo, depois de ele ter rezado, juntamente com outros palestinos, perto do portão al-Rahma pela primeira vez em 16 anos.

A polícia israelita expulsou no domingo uma família palestina da sua casa no bairro muçulmano da Cidade Velha, em Jerusalém Oriental ocupada. A casa foi ocupada por colonos judeus, após o Supremo Tribunal de Israel ter emitido uma decisão que lhes é favorável.

Moradores palestinos do bairro entraram em choque com a polícia israelita, que montou guarda enquanto cerca de uma dezena de colonos tomavam posse do prédio.

A família Abu Assab vivia nesta casa há quase 70 anos. Sete pessoas da família, incluindo uma criança de quatro anos, foram despejadas, e a polícia prendeu dois outros membros da família. A família foi obrigada a deixar para trás todos os seus móveis e pertences, e terá agora de encontrar um novo lugar para morar.

Os palestinos enfrentam «novas e iminentes ameaças de despejo» na Cidade Velha de Jerusalém Oriental ocupada, alertou neste domingo a ONG israelita Ir Amim.

A Cidade Velha faz parte de Jerusalém Oriental, que Israel ocupou durante a guerra de 1967 e cuja anexação declarou em 1980, proclamando toda a cidade sua capital «eterna e indivisa». Isso nunca foi reconhecido pela comunidade internacional, que considera Jerusalém Oriental uma parte do território palestino ocupado.

A Ir Amin destacou «três casos simultâneos» que comprovam «uma rápida escalada de novos factos no terreno — promovidos por colonos [judeus] com o apoio legal e político do estado [de Israel] — para fortalecer ainda mais o controlo israelita dentro e em redor da Cidade Velha».

Israel abriu uma estrada ligando áreas de colonatos judaicos ilegais na Cisjordânia a Jerusalém, facilitando o acesso à cidade a colonos provenientes do território palestino ocupado.

O jornal israelita Haaretz informa na sua edição de hoje que a Estrada 4370, a que têm chamado «Estrada do Apartheid», está dividida ao meio por um muro de oito metros de altura. O lado ocidental da estrada serve os palestinos, que não podem entrar em Jerusalém, enquanto o lado oriental serve os colonos israelitas.

A Cisjordânia tem muitas estradas segregadas, mas esta é a primeira estrada dividida por um muro em toda a sua extensão. A estrada foi construída há mais de dez anos, financiada pelo orçamento do Ministério dos Transportes de Israel, mas permaneceu fechada devido a um diferendo entre o exército e a polícia israelitas sobre quem forneceria o pessoal para um novo checkpoint (posto de controlo) aberto por causa da estrada. A estrada foi recentemente renovada.

A polícia militar de Israel prendeu na segunda-feira dezenas de palestinos em Jerusalém Oriental ocupada, numa operação contra membros do movimento Fatah e forças de segurança da Autoridade Palestina (AP).

Forças israelitas prenderam 32 palestinos, após invadirem as suas casas, e apreenderam dinheiro, documentos, fotografias, credenciais, fardas e munições fornecidas pela polícia palestina.

Os detidos são acusados de fazerem parte das forças de segurança da AP.

A presença da Autoridade Palestina em Jerusalém não é nova, e é bem conhecido que há moradores da cidade que trabalham nas forças de segurança da AP. No território da Cisjordânia existe um governorado (distrito) de Jerusalém, uma parte do qual está incluída no município israelita de Jerusalém.

As autoridades israelitas aprovaram na semana passada a construção de centenas de novas unidades habitacionais num colonato judaico em Jerusalém Oriental ocupada.

Segundo informa o jornal israelita Haaretz, o Comité Distrital de Jerusalém de Planeamento e Construção aprovou na terça-feira a expansão do colonato ultra-ortodoxo de Ramat Shlomo, em Jerusalém Oriental ocupada. Algumas das 640 novas unidades habitacionais vão ser construídas em terrenos privados palestinos.

Esta decisão em somar-se à aprovação, em finais de Outubro, da construção de mais de 20 000 novas unidades habitacionais no colonato de Maale Adumim, a leste de Jerusalém.

Serão para já iniciadas as obras de 470 unidades habitacionais, ficando as demais pendentes de aprovação dos partidos políticos. Além das unidades habitacionais, no colonato serão construídos edifícios e instituições como sinagogas, escolas e creches judaicas.

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