Jerusalém

Pelo menos 51 palestinos foram feridos pelas forças represivas israelitas na sexta-feira durante os protestos da Grande Marcha do Retorno, junto à vedação com que Israel isola a Faixa de Gaza.

O Ministério da Saúde de Gaza disse que 24 dos feridos foram atingidos por balas reais. Entre os feridos contam-se dois jornalistas.

Milhares de palestinos acorreram ao leste da Faixa de Gaza para participar na 69.a semana consecutiva da Grande Marcha do Retorno, que decorreu sob o lema «Sexta-feira de Solidariedade com o povo de Wadi Hummus», o bairro na zona palestina junto a Jerusalém Oriental onde recentemente Israel demoliu 10 prédios de habitação.

A comissão organizadora tinha apelado a uma ampla participação a fim de exprimir a rejeição do processo de transferência e limpeza étnica sistemática, que visa obliterar a identidade árabe de Jerusalém e expulsar os seus habitantes palestinos.

Israel convocou para interrogatório um menino palestino de quatro anos do bairro de Issawiya, em Jerusalém Oriental ocupada.

Muhammad Rabi’ Elayyan, de quatro anos, recebeu um mandado para ser interrogado na esquadra da polícia israelita da Rua Salah Eddin.

A polícia israelita alega que o menino atirou pedras contra veículos seus, mas não apresentou nenhuma prova do facto.

O pequeno Muhammad e o pai, Rabi’, dirigiram-se na manhã desta terça-feira à esquadra, acompanhados por vários residentes de Issawiya, que vinham protestar contra o interrogatório. O pai foi brevemente interrogado pela polícia israelita e depois libertado.

Centenas de soldados israelitas invadiram esta segunda-feira a localidade palestina de Sur Baher, na Cisjordânia ocupada, perto de Jerusalém Oriental, para proceder à demolição de 10 prédios com cerca de 70 apartamentos.

Na madrugada de segunda-feira, as forças de ocupação israelitas entraram em Sur Baher e começaram a expulsar os moradores, preparando o terreno para buldózeres e escavadoras demolirem os prédios.

A maioria dos apartamentos estão ainda em construção, mas responsáveis da ONU informaram que no imediato 17 pessoas ficarão sem abrigo.

Israel alega que os 10 prédios ficam demasiado próximos da chamada «barreira de separação» e por isso representam um risco de segurança para as forças armadas israelitas que operam ao longo dela.

Sur Baher é atravessado pela «barreira de separação», e a parte agora alvo das demolições ficou do seu lado ocidental, a que se chama impropriamente «lado israelita», apesar de se localizar na Cisjordânia.

Forças repressivas israelitas dispersaram dezenas de palestinos que protestavam contra a  planeada demolição por Israel de dezenas de casas no bairro de Sur Baher, na parte Jerusalém Oriental sob controlo da Autoridade Palestina.

Dezenas de palestinos reuniram-se no sábado em Sur Baher em solidariedade com os donos das casas ameaçadas de demolição.

As forças repressivas israelitas dispararam gás lacrimogéneo e granadas atordoantes para dispersar a manifestação, afirmaram testemunhas no local citadas pela agência Associated Press.

Sur Baher localiza-se no sudeste de Jerusalém Oriental, na Cisjordânia ocupada. O bairro está cortado ao meio pelo Muro ou barreira de separação, apesar de todo ele se encontrar já fora dos limites do município israelita de Jerusalém (que, ilegalmente, inclui também Jerusalém Oriental).

Quinze anos depois o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) considerar ilegal o Muro do apartheid que Israel começara a construir na Cisjordânia e em Jerusalém ocupados, o Muro continua de pé e a sua construção prossegue.

Há 15 anos, em 9 de Julho de 2004, uma opinião consultiva do Tribunal Internacional de Justiça (ICJ) concluiu que o muro era ilegal. O órgão judiciário da ONU exigiu o fim da construção do muro e declarou que violava o direito internacional, decidindo também que deveriam ser pagas aos palestinos indemnizações pelos danos causados.

O TIJ exortou os seus Estados membros a «não reconhecerem a situação ilegal resultante da construção do muro no território palestino ocupado, incluindo em Jerusalém Oriental e ao seu redor» e «a não prestar ajuda ou assistência para manter a situação criada por tal construção».

Os juízes alertaram que o Muro — a que Israel chama «barreira de segurança» — equivalia a uma anexação de facto de território palestino.

O Comité Executivo da OLP denuncia, em comunicado hoje publicado, a inauguração de um túnel escavado sob o bairro palestino de Silwan, em Jerusalém Oriental ocupada, com a participação de altos responsáveis dos EUA.

A escavação é promovida pela «Fundação Cidade de David», organização sionista que visa a colonização judaica em Jerusalém Oriental ocupada.

Na pomposa inauguração participaram o embaixador dos EUA, David Friedman, e o enviado especial de Trump para o Médio Oriente, Jason Greenblatt. Ambos são apoiantes abertos e entusiastas da direita israelita e do projecto dos colonatos.

O Comité Executivo da OLP considera que a sua participação constitui «conivência criminosa no cometimento de um crime de guerra».

Pelo segundo dia consecutivo, esta sexta-feira o bairro de  Issawiya, em Jerusalém Oriental ocupada, ergueu-se em revolta contra o assassínio de um jovem pelas forças repressivas israelitas.

Na quinta-feira, Mohammed Samir Obaid, de 20 anos, foi baleado no peito e no coração pela polícia israelita durante um protesto, vindo a sucumbir aos ferimentos no início da sexta-feira.

A polícia israelita afirma que os seus agentes dispararam depois de Obaid lhes ter atirado petardos, o que é desmentido por testemunhas no local, que negam terem sido lançados quaisquer petardos. Pelo contrário,
um soldado que se encontrava a 10 metros de Obaid pegou na arma e correu atrás do jovem, antes de disparar contra ele.

As forças israelitas apossaram-se do corpo do jovem e recusam-se a devolvê-lo à família.

O Supremo Tribunal de Israel deu luz verde à demolição de 13 prédios de apartamentos situados em Jerusalém Oriental, numa zona da «Área A» da Cisjordânia ocupada, teoricamente sob controlo da Autoridade Palestina. Os palestinos consideram que esta decisão estabelece um precedente que permitirá a demolição de milhares de edifícios na Cisjordânia.
 
Os prédios situam-se em Wadi Hummus, que se localiza na extremidade de Sur Baher, no sudeste de Jerusalém. Este bairro, segundo o jornal israelita Haaretz, foi desmembrado do resto da aldeia pelo chamado Muro de Separação e ficou do «lado israelita», mas localiza-se para além das fronteiras do município israelita de Jerusalém (que, ilegalmente, inclui também Jerusalém Oriental), na Cisjordânia ocupada. A maior parte do bairro faz parte da «Área A», que segundo os Acordos de Oslo está sob o controlo administrativo e de segurança da Autoridade Palestina (AP).
 

As autoridades israelitas estão a avançar com planos para demolir um bairro palestino inteiro em Jerusalém Oriental ocupada, deixando 550 pessoa sem abrigo, informa o B'Tselem (Centro Israelita de Informação sobre os Direitos Humanos nos Territórios Ocupados).

No bairro de Wadi Yasul, localizado entre os bairros de Abu Tur e Silwan, residem 72 famílias palestinas.

Segundo o B'Tselem, o município israelita de Jerusalém (que também abrange a parte oriental, ocupada, da cidade) «emitiu ordens de demolição para todas as casas do bairro, de modo que todas as famílias daí estão sob ameaça de expulsão».

No final de Abril, «a câmara municipal já executou duas das ordens de demolição e desalojou duas das famílias».

Wadi Yasul, observa o B'Tselem, «é adjacente a uma floresta, também localizada em terrenos privados que foram expropriados aos seus proprietários palestinos em 1970».

Centenas de extremistas judeus protegidos pela polícia de choque israelita entraram hoje no complexo de al-Aqsa, em Jerusalém Oriental ocupada, provocando a indignação dos fiéis muçulmanos.

A provocatória visita ocorreu durante um dos últimos dias do mês sagrado muçulmano do Ramadão, quando os fiéis se reúnem para rezar na mesquita de al-Aqsa, o terceiro local mais sagrado do Islão, onde as orações não muçulmanas estão proibidas.

Normalmente os israelitas judeus são impedidos de aqui entrar durante os últimos 10 dias do mês sagrado muçulmano do Ramadão. Hoje esse período coincidiu com o «Dia de Jerusalém», em que os israelitas comemoram a ocupação de Jerusalém Oriental no final da guerra de 1967. Porém, da última vez em que se deu essa coincidência, em 1988, o complexo da mesquita de al-Aqsa foi fechado aos judeus.

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