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Victor Manuel Monteiro Marques era membro do Conselho Fiscal do MPPM. Faleceu ontem, quinta-feira 7 de Setembro, aos 88 anos, na cidade de Almada onde nasceu e viveu praticamente toda a sua vida.

A causa da solidariedade com o povo palestino terá sido a última que abraçou na parte final de uma vida que, a par de uma muito competente actividade profissional e de uma grande dedicação à sua família, o viu envolvido em inúmeras actividades de apoio e dedicação ao seu próximo.

O Victor Marques aderiu ao MPPM em Junho de 2008, no primeiro ano de actividade como associação formalmente constituída. Em Novembro de 2010 foi eleito Secretário da Mesa da Assembleia Geral. Foi eleito para a Direcção Nacional em Março de 2013, desempenhando funções executivas, até que, em Março de 2023, foi eleito vogal do Conselho Fiscal.

Em todas as funções que desempenhou, a sua inesgotável energia, a sua boa disposição e uma imensa generosidade e disponibilidade para abraçar todas as tarefas, das mais custosas às...

As autoridades de ocupação israelitas continuam a recusar-se a libertar os corpos de onze palestinos que morreram nas prisões de Israel, sendo o mais antigo o de Anis Doula, cujo corpo está retido desde 1980, e o mais recente o de Khader Adnan, que faleceu em 2 de Maio de 2023, após uma greve de fome de 86 dias em protesto contra a sua detenção arbitrária — informa a Addameer.

De acordo com a Campanha Nacional para a Recuperação dos Corpos dos Mártires, o número de mortos palestinos cujos corpos estão em sepulturas numeradas atingiu 252, enquanto 142 outros corpos estão mantidos em frigoríficos desde 2015, incluindo 14 corpos de crianças e cinco corpos de mulheres.

A retenção dos corpos de palestinos mortos na prisão, pela polícia ou pelo exército, insere-se na política de punição colectiva exercida pelas autoridades de ocupação israelitas contra o povo palestino. A ocupação mantém os corpos em frigoríficos e sepulturas numeradas sem a mínima consideração por quaisquer normas...

O sorteio de duas serigrafias do cartunista António, promovido pelo MPPM no recente Acampamento «Dêem uma oportunidade à Paz», organizado pela Plataforma para a Paz e o Desarmamento, contemplou Maria João Leandro, do Porto, e André Inácio Lopes, de Samora Correia. O MPPM agradece a todos os participantes e felicita os premiados.

Esta serigrafia, de que foram tirados 90 exemplares assinados pelo autor, reproduz o cartoon de António que conquistou o Grande Prémio do XX Salon International de Cartoon, Montreal, 1983.

Trata-se de um pastiche de uma fotografia icónica da II Guerra Mundial que retrata um grupo de crianças e mulheres judias a serem expulsas do ghetto de Varsóvia para serem encaminhadas para o campo de extermínio de Treblinka, na sequência do esmagamento pelas SS nazis da revolta ocorrida naquele ghetto entre 19 de Abril e 16 de Maio de 1943.

Quase 40 anos depois, no dia 16 de Setembro de 1982, teve lugar o massacre dos campos de refugiados palestinos de Sabra e Shatila, a sul de...

Em 28 de Agosto de 1953 – há 70 anos – um jovem oficial israelita de apenas 25 anos, Ariel Sharon de seu nome, comandou o assalto da sua recém-formada Unidade 101 ao campo de refugiados de Al-Bureij, na Faixa de Gaza, dando início a uma longa série de massacres de que nunca se arrependeu.

Para muitos israelitas, Sharon era o «Bulldozer», um militar rebelde que salvou o seu país da derrota nas suas guerras com os árabes. George Bush, o presidente dos EUA, chamou-lhe «homem de paz». Mas para os palestinos, recordados de Sabra e Shatila, no Líbano, ele era o «Carniceiro de Beirute».

Ariel Sharon foi primeiro-ministro de Israel de 2001 a 2006. De acordo com o grupo israelita de defesa dos direitos humanos B'tselem, citado pela Al Jazeera, durante o seu mandato foram mortos mais de 3360 palestinos dos quais 690 – ou seja, um em cada cinco – eram crianças. Cerca de 30 000 palestinos foram feridos por munições reais, balas metálicas revestidas de borracha, gás lacrimogéneo e outras medidas...

Uma iniciativa internacional pôs pessoas de todo o mundo a nadar com as crianças de Gaza neste sábado, 26 de Agosto. Em Portugal, a iniciativa teve lugar nesse dia na Praia de Carcavelos, dando sequencia a outro evento promovido pelo MPPM na Praia de Melides em 22 de Julho.

Desde 2007 que os habitantes de Gaza estão presos num férreo bloqueio. Não têm parques, nem montanhas, nem vales, mas têm a praia, o seu único espaço livre para lazer. Por isso, todos os anos, no final de Setembro, realizam um festival de natação na praia de Gaza.

Este ano, o Carnaval de Natação de Gaza realizou-se mais cedo, a 26 de Agosto, para coincidir com uma grande iniciativa internacional. A ideia foi do Paul O’Brian, da Palestine Solidarity Campaign, que convidou pessoas e organizações em todo o mundo a solidarizarem-se com as crianças palestinas, nesse dia, dando um mergulho no mar, num rio ou numa piscina e partilhando com elas os seus vídeos ou fotografias.

Até agora, 800 crianças de Gaza, entre os 9 e os 13...

Um homem palestino, detido pela polícia israelita, foi brutamente espancado e marcado no rosto com o símbolo judaico da estrela de David, segundo relato do seu defensor oficioso divulgada pela imprensa de Israel, trazendo novamente à actualidade a questão da brutalidade policial contra palestinos e da sua impunidade.

Arwa Sheikh Ali, de 22 anos, que foi detido na quarta-feira 16 de Agosto no campo de refugiados de Shuafat, em Jerusalém Oriental, alegadamente no âmbito de uma investigação sobre tráfico de droga, diz que os polícias o vendaram e depois o espancaram em todo o corpo. Como estava vendado não viu como lhe imprimiram a estrela de David na face.

O seu advogado apresentou queixa a um tribunal distrital de Jerusalém na quinta-feira alegando que era «um caso grave de violência intencional e humilhação de um detido pela polícia» e exigiu uma investigação policial imediata.

Vadim Shub, chefe do gabinete do defensor público de Jerusalém, que representa Sheikh Ali, disse numa entrevista...

Handala, a embarcação da Freedom Flotilla Coalition (Coligação Flotilha da Liberdade) que no próximo ano vai navegar até Gaza, completou a sua digressão de mais de dois meses pelo Norte da Europa para sensibilizar as populações para a sua missão.

Depois de deixar Roterdão em 29 de Julho, em 1 de Agosto estava em Hamburgo (Alemanha). A tripulação recebeu muitos visitantes a bordo, incluindo cinco senhoras palestinas que levaram comida palestina. No dia seguinte a tripulação esteve na universidade, onde a sua apresentação da missão foi muito bem acolhida.

Na sexta-feira 4 de Agosto o Handala saiu de Hamburgo para Copenhaga (Dinamarca), onde chegou dois dias depois.

A Free Gaza Denmark organizou um acto público para acolher a embarcação. Torstein Dahle falou sobre a situação na Palestina e a importância do trabalho de solidariedade com que o Ship to Gaza contribui. Artistas locais contribuíram com as suas pinturas para a decoração do navio e muitos dos participantes puderam subir a bordo...

Há mais de duas décadas que Israel vem a aplicar a sua «política de esterilização» nas regiões a leste de Jerusalém, na zona sul de Hebron e na vizinhança do Vale do Jordão, deslocando as comunidades beduínas e confinando-as a enclaves prescritos e utilizando todas as tácticas concebíveis para as forçar a sair para dar lugar à instalação ou expansão dos colonatos ilegais.

Quem o afirma é Suhail Khalilieh, director da Unidade de Monitorização de Colonatos do Instituto de Investigação Aplicada de Jerusalém (ARIJ) em entrevista ao Middle East Eye. A razão é que as comunidades beduínas palestinas, há muitas décadas vivendo na região, são um obstáculo à concretização dos planos de expansão colonial de Israel.

Num documento de Janeiro de 2019 sobre comunidades beduínas palestinas em risco de transferência forçada, as Nações Unidas esclarecem que a transferência forçada não exige necessariamente o recurso à força física por parte das autoridades, mas pode ser desencadeada por circunstâncias...

Desde o início deste mês de Agosto, o exército, a polícia ou os colonos israelitas já tiraram a vida a onze palestinos, entre os quais quatro menores, e uma criança palestina de quatro anos está em estado crítico depois de ser atropelada por um colono que se pôs em fuga.

Pelo menos 220 palestinos foram mortos pelos ocupantes israelitas desde o início do ano, o que representa a média mais elevada de sete meses desde o final da Segunda Intifada Palestina, em 2005.

Mahmoud Jihad Jarad, de 23 anos, foi morto com um tiro no peito e quatro outros palestinos ficaram feridos por tiros do exército israelita nesta sexta-feira, dia 11, num ataque militar ao campo de refugiados de Tulkarem, no Norte da Cisjordânia ocupada. Um dos feridos está em estado crítico.

Na quinta-feira, dia 10, o jovem palestino Ameer Khalifa, de 27 anos, morreu em consequência de ter sido atingido com uma bala na cabeça durante um ataque militar israelita na área de Zawata, perto da cidade ocupada de Nablus. Num vídeo...

As forças de ocupação israelitas e os colonos cometeram 897 ataques contra palestinos, as suas propriedades e os seus locais sagrados durante o mês de Julho, de acordo com um relatório da Comissão de Resistência ao Muro e aos Colonatos divulgado pela agência noticiosa Wafa.

No seu relatório mensal sobre as violações da ocupação israelita, a Comissão afirmou que estes ataques variaram entre agredir directamente pessoas, vandalizar propriedades, arrasar terras, invadir aldeias, arrancar árvores e confiscar bens.

A maioria dos ataques registou-se na província de Jerusalém (148), seguida da província de Nablus (140) e da província de Hebron (113).

Segundo a Comissão, os colonos efectuaram 202 ataques em várias partes da Cisjordânia ocupada, mas principalmente nas províncias de Nablus (65), Ramala (35) e Hebron (28).

A Comissão referiu que, em Julho, foram emitidas 139 ordens de demolição, de paragem de construção e de evacuação de instalações, descrevendo-as como «um aumento recorde que alerta...