UEFA abre os braços ao apartheid e ao genocídio israelitas

A UEFA não só permite que a Associação de Futebol de Israel (AFI) participe nas suas competições como agora admite que o candidato israelita Zuares Moshe concorra à eleição para o seu Comité Executivo, que terá lugar amanhã, 3 de Abril, em Belgrado, durante o seu 49.º Congresso.

A AFI está há anos a ser investigada pela FIFA por ter filiados clubes sediados nos ilegais colonatos israelitas. Mas não surpreende que, após anos de investigação, ainda não tenha reunido provas suficientes de que a AFI está ilegal. Também não surpreende que, em muitas outras situações, a FIFA tenha sido expedita a suspender Associações e Federações Nacionais. Afinal, o que move a FIFA é muito mais que o interesse desportivo.

À ocupação militar e ao regime de apartheid impostos por Israel aos Palestinos, que já deviam ter levado a FIFA e a UEFA a sancionar a AFI, acresce agora a sujeição de 2,3 milhões de palestinos de Gaza a massacres, à fome e a deslocações forçadas sem ter para onde ir, enquanto prosseguem as violências e a limpeza étnica na Cisjordânia.

Mas a UEFA considera que o representante da AFI é um candidato idóneo, já que «todos os candidatos […] foram aprovados na verificação de elegibilidade exigida, realizada por um comité eleitoral composto por membros do Comité de Governação e Conformidade da UEFA». Fiquemos, pois, tranquilos…

Como é possível branquear os mais de 700 futebolistas e atletas palestinos mortos pelo genocídio de Israel em Gaza?

Como é possível branquear a morte do antigo futebolista e treinador da Confederação Asiática de Futebol, Muhammad Ibrahim Mahmoud Inshasi, assassinado por Israel em Gaza na semana passada?

Como é possível branquear a morte de Walid Khaled Abdullah Ahmad, de 17 anos, guarda-redes da Academia Al-Asur, que na semana passada se tornou o primeiro menor palestino a morrer devido às horríveis condições do sistema de detenção ilegal de Israel?

Quem ajudar a eleger Zuares Moshe para o Comité Executivo da UEFA, e quem se juntar a ele nesse grupo selecto, estará a manchar as suas mãos com o sangue de dezenas de milhares de crianças, mulheres e homens palestinos vítimas do genocídio israelita.

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Quarta, 02 de Abril de 2025 - 18:29