Presos políticos palestinos nas prisões israelitas e o papel da sociedade civil: a experiência portuguesa

A Conferência Internacional das Nações Unidas sobre a Questão da Palestina, realizada em Genebra entre 3 e 5 de abril, em que o MPPM esteve representado por Silas Cerqueira, Secretário para as Relações Internacionais, foi dedicada ao tema dos presos políticos palestinos nas prisões israelitas.
Cerca de 4500 palestinos, entre os quais centenas de crianças, estão detidos em prisões israelitas, muitos deles sem julgamento ou culpa formada. Desde o início da ocupação, em1967, mais de 800.00 palestinos foram vítimas de detenção. Israel ignora os direitos dos prisioneiros consignados nas Convenções de Genebra e recorre frequentemente a diversas formas de tortura. Mais de 80% dos presos palestinos que são libertados sofrem de desordem pós-traumática e mais de 40% sofrem de depressão, sendo a sua reabilitação mais um dos desafios que a sociedade palestina tem que enfrentar.
A questão dos presos palestinos não tem feito parte da agenda política das negociações de paz. Neste contexto, é essencial o papel da sociedade civil e do movimento de solidariedade internacionalista com a Palestina e a experiência portuguesa de luta antifascista e de solidariedade com os presos políticos é muito relevante.
Para sensibilizar a opinião pública portuguesa para a questão dos presos políticos palestinos, o MPPM promoveu um debate, no dia 17 de abril, Dia dos Prisioneiros Palestinos, na Livraria Círculo das Letras, com a participação de Mufeed Shami, Embaixador da Palestina em Portugal; Frei Bento Domingues, Vice-Presidente MPPM e antigo Membro da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos; Silas Cerqueira, Secretário para as Relações Internacionais do MPPM; e Aurélio Santos, membro do Conselho Nacional da URAP - União de Resistentes Antifascistas Portugueses
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