Milhares manifestam-se em Londres com Ahed Tamimi por «Palestina Livre»

Milhares de pessoas desfilaram pelo centro de Londres no sábado para reclamar uma Palestina livre, o fim da ocupação israelita dos territórios palestinos e dos ataques a Gaza.

A manifestação, organizada pela Palestine Solidarity Campaign, com o apoio da Stop the War Coalition e de várias outras associações e sindicatos, assinalou o 71.º aniversário da Nakba («catástrofe» em árabe), a limpeza étnica da população palestina por ocasião da criação de Israel.
 
Este ano a comemoração da Nakba desenrola-se num clima particularmente ameaçador, já que coindicide com os planos estado-unidenses de um «acordo do século» que significaria a total abdicação pelos palestinos dos seus inalienáveis direitos nacionais. 

Durante o desfile os manifestantes exigiram a libertação da Palestina, o direito de retorno para os refugiados palestinos e o fim dos «ataques sem precedentes por Israel contra os palestinos».

Na manifestação participou também a jovem palestina Ahed Tamimi, que se tornou um símbolo da resistência à ocupação após ter esbofeteado um soldado de Israel no pátio da sua casa em Nabi Saleh, pouco depois de um primo seu ter sido atingido na cabeça por um tiro israelita. Na altura com 16 anos, Ahed foi condenada a oito meses de prisão em 2017.

Após agradecer o apoio que lhe foi expresso, Ahed disse aos manifestantes: «Hoje eu não quero falar sobre o nosso sofrimento. Nós escolhemos sofrer pela liberdade e justiça. Do rio até ao mar, a Palestina será livre.»

O líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, apoiante de longa data da causa palestina, exprimiu o seu apoio aos manifestantes através do Twitter: «Não podemos ficar de braços cruzados nem permanecer calados diante da contínua negação de direitos e de justiça ao povo palestino.» Corbyn acrescentou que um governo trabalhista reconheceria um Estado palestino e retornaria a «negociações significativas».

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