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MPPM CONDENA VEEMENTEMENTE AGRESSÃO ISRAELITA CONTRA GAZA E ALERTA PARA GRAVES CONSEQUÊNCIAS PARA A PAZ NA REGIÃO E NO MUNDO


O Estado de Israel colocou em marcha, desde o passado dia 14 de Novembro, uma ofensiva militar contra a martirizada população palestina da faixa de Gaza que, além da sua natureza ilegal e criminosa, constitui, no actual quadro político internacional, uma séria ameaça à paz que urge travar.

Para além do bloqueio criminoso imposto sobre a região, Israel nunca deixou, desde a chacina provocada pela campanha militar empreendida entre Dezembro de 2008 e Janeiro de 2009, de efectuar contínuas incursões na faixa de Gaza, em escala e intensidade diversas, mas de consequências sempre devastadoras para aquela população. Assim, por exemplo, de acordo com dados do Centro Palestino para os Direitos Humanos, só no ano de 2011, os ataques de Israel contra Gaza provocaram um total de 108 mortos, entre eles 15 crianças e mulheres, e 468 feridos, dos quais 143 eram mulheres e crianças. Segundo a mesma fonte, já durante este ano de 2012, e no mês de Setembro, os ataques israelitas sobre a faixa de Gaza provocaram 55 mortos e 257 feridos; cerca de vinte por cento do total destas vítimas são mulheres ou crianças. Desde o seu início, e até meio do dia 18 de Novembro, a presente ofensiva israelita já tinha provocado 51 mortos - entre os quais 5 mulheres e 10 crianças - e 535 feridos, dos quais, 140 são crianças e 83 são mulheres.

A acção militar israelita em curso, prolongando e acentuando um padrão contínuo de actuação de Israel em relação à população palestina, apresenta-se, ao mesmo tempo, pela violência e dimensão dos recursos envolvidos, como uma operação de larga escala só possível ao cabo de um planeamento cuidado e atempado, e com a cobertura dos EUA. O assassinato, por Israel, do dirigente do Hamas Ahmed al-Jabari, justamente quando este participava, através da mediação egípcia, na negociação de uma trégua nos confrontos, constitui um acto premeditado e que visava, afinal, boicotar essa negociação e provocar uma escalada no conflito.

Mesmo que os seus contornos e objectivos não sejam ainda totalmente claros, a ofensiva militar israelita em curso não pode ser dissociada dos esforços de Israel - acompanhados pelos Estados Unidos da América e boa parte dos países da União Europeia - no sentido de boicotar a iniciativa da OLP de propor a elevação do estatuto da representação diplomática da Palestina na Organização das Nações Unidas. Ao mesmo tempo, e a exemplo do que se verificou durante a brutal campanha de Dezembro de 2008 e Janeiro de 2009, a operação militar israelita ocorre escassos meses antes da realização de eleições em Israel e, nessa medida, apresenta-se como uma acção que visa condicionar a opinião pública israelita e favorecer o reforço das forças xenófobas e de extrema-direita que hoje controlam o governo daquele país.

Além de prosseguir os objectivos de repressão sobre o povo palestino, e de prolongamento da ocupação dos seus territórios, a operação militar israelita em curso encerra gravíssimos perigos para a paz no mundo. No momento em que se acentua a ingerência das potências ocidentais no conflito interno na Síria, a ofensiva contra Gaza não pode ser desligada dos ataques israelitas lançados desde há dias contra território sírio, assim como das ameaças e actos de hostilidade de Israel contra o Irão. Neste quadro, a escalada da agressão israelita contra Gaza pode precipitar a região e o mundo num conflito generalizado de dimensões e consequências imprevisíveis e sem precedentes.

Neste quadro, o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente condena com veemência a ofensiva militar israelita contra o povo palestino na faixa de Gaza e expressa toda a sua solidariedade com a luta daquele povo pela sua liberdade e contra a brutal repressão de que está a ser vítima. O MPPM alerta para os graves perigos que esta ofensiva encerra para a paz no mundo e exige uma posição clara do Governo Português, consentânea com os princípios e valores da Constituição da República Portuguesa a cujo respeito está obrigado, no sentido da condenação desta agressão e na defesa do exercício do legítimo direito do povo palestino à sua autodeterminação. O MPPM apela à opinião pública para que se mobilize e faça ouvir a sua voz, no repúdio de mais esta agressão militar, e na defesa da paz e do direito do povo palestino à liberdade.

Esta ofensiva sionista e o consequente agravamento da situação do povo palestino acrescentam actualidade e importância ao conjunto de iniciativas que o MPPM organiza no quadro das Jornadas de Solidariedade com a Palestina 2012, que se iniciaram no passado dia 15 de Novembro e vão concluir-se no dia 29 de Novembro, com uma sessão na Casa do Alentejo, pelas 18.30 horas, por ocasião do Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino. Em cada uma dessas acções não deixaremos de expressar o nosso mais vivo respeito e admiração pelo exemplo único de resistência contra a barbárie e de luta pela liberdade que o povo palestino oferece a todo o mundo. Ao mesmo tempo, o MPPM não deixará de procurar, juntamente com outras organizações e movimentos, a convergência de esforços no sentido de dar força e expressão pública à solidariedade, em Portugal, com a luta do povo palestino.


Lisboa, 18 de Novembro de 2012

Direcção Nacional do MPPM


 
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MPPM PROMOVE JORNADAS DE SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA - 2012

Uma iniciativa com tradição

Dando continuidade a uma iniciativa com tradição na sua atividade, o MPPM organiza um conjunto de eventos, integrados nas Jornadas de Solidariedade com a Palestina - 2012, em torno da data de 29 de novembro proclamada pela Assembleia Geral da ONU como o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo da Palestina, evocando a data em que, em 1947, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou a resolução 181 (II) que preconizava a partilha da Palestina em dois Estados - um judaico e um árabe - com um estatuto especial para Jerusalém, mas que jamais foi cumprida no que respeita à criação do Estado Palestino. As Jornadas de Solidariedade com a Palestina - 2012 adotam como lema: "Dignidade - Liberdade - Identidade".

cartaz jornadas - finalViver na Palestina Hoje

As Jornadas têm início no dia 15 de novembro, na Escola Secundária Prof. José Augusto Lucas, em Linda-a-Velha, numa sessão reservada aos alunos da Escola, onde será exibido o filme "A Carta de Sara" (Mutaz Jankot, 2002) e haverá um debate com os estudantes, sobre a situação atual na Palestina, animado por Carlos Almeida, da Direção Nacional do MPPM.

A Tradição Cultural Palestina

Em 21 de novembro, às 21.30 horas, na Sala Experimental do Teatro Municipal de Almada, com apresentação de Adel Sidarus, haverá projeção de um vídeo com danças populares palestinas e leitura de contos e poesia da Palestina por Maria do Céu Guerra, Natália Nunes e Lina Soares, que também interpretará canções árabes com acompanhamento musical de Luís Reis. No final, haverá oportunidade de conversar com Maria do Céu Guerra, Adel Sidarus e Bruno Dias, da Direção Nacional do MPPM.

CANCELADO Os Sabores da Palestina

O habitual jantar com pratos típicos da Palestina tem lugar a 23 de novembro, a partir das 20 horas, na sede do Grupo Sportivo Adicense, em Lisboa, numa iniciativa conjunta do MPPM, da Missão Diplomática da Palestina e daquela coletividade. O Ensemble Moçárabe, dirigido por Eduardo Ramos, interpreta música árabe, ao vivo.

Palestina Terra Ocupada

As Jornadas prosseguem no dia 27 de novembro, a partir das 21 horas, com a exibição, no Auditório da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira, do filme "A Terra Fala Árabe", realizado por Maryse Gargour, em 2007. Adel Sidarus e Carlos Almeida, da Direção Nacional do MPPM, apresentam o filme e moderam o debate que se seguirá à exibição. Esta sessão é uma iniciativa conjunta do MPPM e da Cooperativa Alves Redol.

Solidariedade com a Palestina

A encerrar as Jornadas, no dia 29 de novembro, pelas 18.30 horas, há uma Sessão Pública Comemorativa do Dia Internacional de Solidariedade com o Povo da Palestina que terá lugar na Casa do Alentejo, em Lisboa. Intervirão Maria do Céu Guerra, atriz e encenadora e presidente do MPPM; Embaixador Mufeed Shami, representante diplomático da Palestina em Portugal; Silas Cerqueira, investigador e secretário para as relações internacionais do MPPM; Santiago Macias, investigador e historiador do período islâmico e Adel Sidarus, professor universitário jubilado e membro da Direção Nacional do MPPM.

 
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O MPPM assinala com profundo pesar o falecimento de Elsa Rodrigues dos Santos

elsa rodrigues dos santos

Elsa Rodrigues dos Santos, ativista do MPPM desde a sua fundação e, presentemente, membro da sua Direção Nacional, faleceu na passada terça-feira, com 73 anos de idade, vítima de doença súbita. Era viúva do pintor Figueiredo Sobral.

Elsa Rodrigues dos Santos foi especialista de língua portuguesa e de literaturas africanas e era Presidente da Sociedade de Língua Portuguesa. Foi ativista democrática, sempre pronta a participar em lutas em defesa do 25 de Abril e pela Paz. Colaborou com o Conselho Português para a Paz e Cooperação e com o Movimento Português contra o Apartheid. Tornou-se militante da luta pelos direitos e pela libertação do povo palestino desde a grande Conferência Mundial de Solidariedade com o Povo Árabe e a sua Causa Central - a Palestina, realizada em Lisboa, em novembro de 1979, e que contou com a presença de Yasser Arafat.

É grande a consternação entre todos nós, companheiros e amigos da Elsa. Aos filhos, netos e demais família apresentamos os mais sentidos pêsames.

Convidamos todos os membros do MPPM e simpatizantes da causa palestina a associarem-se a um último adeus a Elsa Rodrigues dos Santos no velório que irá decorrer na Igreja de São João de Deus, em Lisboa.

Lisboa, 20 de setembro de 2012

A Direção Nacional do MPPM



 
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30º Aniversário dos massacres de Sabra e Shatila

Há trinta anos, as Forças Armadas de Israel invadiram o Líbano e ocuparam a capital Beirute. Os ocupantes lançaram milícias libanesas contra os campos de refugiados palestinos e, em Sabra e Shatila, muitas centenas - possivelmente milhares - de palestinos, em grande parte mulheres e crianças, foram massacrados de forma selvagem. Em 16 de Dezembro desse mesmo ano de 1982, a Assembleia Geral da ONU classificou os massacres (sem votos contrários) como um ato de genocídio. Todos os responsáveis pelo massacre permanecem impunes, incluindo Ariel Sharon, então Ministro da Defesa de Israel e supremo comandante militar da invasão do Líbano, e que viria mais tarde a tornar-se Primeiro-Ministro de Israel.

O massacre de Sabra e Shatila é um momento particularmente hediondo numa longa série de crimes que tem marcado a história do Estado de Israel, desde a sua criação até aos nossos dias. Ainda no início deste mês de setembro de 2012, Israel bombardeou repetidamente a Faixa de Gaza, provocando mortos e feridos entre a população civil. De acordo com o mais recente Relatório Anual (2011) do Centro Palestino para os Direitos Humanos (PCHR), desde o início da segunda Intifada, em setembro de 2000, até ao final de 2011, as forças armadas israelitas mataram 6.721 pessoas nos territórios ocupados, das quais 1.258 (24,3%) menores. O número de feridos ascendeu a 19.728, dos quais 6.073 (30,8%) menores.

No trigésimo aniversário do bárbaro massacre de Sabra e Shatila, o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM):

  • Condena os permanentes crimes da ocupação israelita, bem como o silêncio que os rodeia, em particular o silêncio do governo português
  • Apela ao reforço da solidariedade dos portugueses para com a causa da libertação do povo palestino e exige que sejam cumpridas as muitas promessas e resoluções da ONU que nunca, ao longo de décadas, passaram do papel, e que exigem a retirada de Israel dos territórios ocupados em 1967 e a constituição do Estado da Palestina com Jerusalém Leste como capital, e uma solução justa para a situação dos refugiados palestinos
  • Alerta para que as continuadas agressões de Israel para com os países vizinhos são testemunho eloquente de que não devem ser subestimadas as permanentes ameaças dum ataque de Israel contra o Irão que, a consumar-se, constituiria uma tragédia de enormes proporções para a região e para o mundo.

Lisboa, 16 de setembro de 2012

A Direção Nacional do MPPM

 
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documentos mppm n 9 - capaTODAS AS INTERVENÇÕES NO SEMINÁRIO "A QUESTÃO PALESTINA E A PAZ NO MÉDIO ORIENTE" ESTÃO JÁ DISPONÍVEIS

O MPPM acaba de editar a publicação Documentos MPPM nº 9 - Seminário Internacional "A Questão Palestina e a Paz no Médio Oriente" contendo todas as intervenções feitas no Seminário Internacional "A Questão Palestina e a Paz no Médio Oriente", realizado em Lisboa, em 2 de junho de 2012.

Neste documento estão reunidas as intervenções da autoria de:

- Maria do Céu Guerra, Presidente do MPPM, que conduziu os trabalhos e fez a intervenção inicial

- Embaixador Abdou Salam Diallo, Presidente do Comité da ONU para o Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestino

- Embaixador Riyad Mansour, Representante Permanente da Palestina na ONU

- Silas Cerqueira, Secretário para as Relações Internacionais do MPPM

- Pedro Pereira Leite, Professor da Universidade Lusófona e Investigador do C.E.S. da Universidade de Coimbra

- Carlos Matos Gomes, Coronel do Exército na Reserva

- José Manuel Goulão, Jornalista

- Carlos Almeida, membro da Direção Nacional do MPPM

Estão, ainda, incluídos:

- Saudações de boas-vindas pelo Reitor da Universidade Lusófona, Mário Moutinho, e pelo membro do Conselho de Administração da Universidade, Faria Ferreira

- Mensagem do General Ramalho Eanes, ex-Presidente da República

- Intervenções dos representantes da CGTP-IN e do CPPC

- Documento Final do Seminário

- Relato da visita a Lisboa feito pelo Embaixador Diallo ao Comité das Nações Unidas pelo Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestino e carta de agradecimento ao MPPM

 
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