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Bem-vindo!

O MPPM é uma organização portuguesa, não-governamental, de solidariedade internacional, acreditada pelas Nações Unidas, que promove a adopção de uma solução justa para a Questão Palestina e a obtenção de uma Paz duradoura no Médio Oriente

Welcome!

MPPM is a Portuguese non-governmental organization for international solidarity recognized by the United Nations that aims at promoting a just solution for the Palestinian Question and at obtaining a lasting peace in the Middle East

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QUE DIREITOS PARA O POVO PALESTINO?

Os palestinos são hoje mais de 11 milhões, vivendo nos Territórios Palestinos Ocupados, no Estado de Israel ou na diáspora. Perto de 7 milhões são refugiados ou deslocados. Como vivem estas pessoas sem uma pátria a que chamem sua? Em que medida são assegurados os seus direitos à vida, à liberdade, à mobilidade, à saúde, à educação, ao trabalho, à habitação? Que direitos lhes são reconhecidos e que direitos lhes são negados?

O MPPM, com o apoio da Junta de Freguesia de Benfica, promove um debate sobre este tema, na quarta-feira, 18 de Janeiro de 2017 – 18.30 horas, no Auditório Carlos Paredes – Av. Gomes Pereira, 17 (Benfica) – Lisboa

Dinamizam o debate:

António Delgado Fonseca - Militar de Abril

Jorge Cadima - Professor Universitário

Augusto Praça - Jurista

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MPPM SAÚDA RESOLUÇÃO DO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU QUE CONDENA OS COLONATOS DE ISRAEL

O Conselho de Segurança da ONU aprovou no dia 23 de Dezembro passado uma resolução relativa aos colonatos israelitas no território palestino ocupado.

Votaram a favor quatro membros permanentes (China, França, Reino Unidos, Rússia) e todos os actuais 10 membros não permanentes (Angola, Egipto, Espanha, Japão, Malásia, Nova Zelândia, Senegal, Ucrânia, Uruguai e Venezuela). Os Estados Unidos não utilizaram o direito o direito de veto, optando pela abstenção.

O MPPM congratula-se com este acontecimento de primeira importância, que deve ser saudado por todos quantos apoiam o povo palestino na sua longa e corajosa luta por uma solução que conduza à criação do seu Estado independente dentro das fronteiras de 1967 e com capital em Jerusalém Oriental.

Com efeito, são inequívocos a este respeito os pontos principais da resolução, em que o Conselho de Segurança:

— reafirma a inadmissibilidade da aquisição de terra pela força;

— reafirma a obrigação de Israel, enquanto potência ocupante, de «respeitar escrupulosamente as suas obrigações e responsabilidades legais ao abrigo da Quarta Convenção de Genebra relativa à Protecção de Pessoas Civis em Tempo de Guerra», e recorda a «opinião consultiva proferida em 9 de Julho de 2004 pelo Tribunal Internacional de Justiça»;

— condena «todas as medidas visando alterar a composição demográfica, o carácter e o estatuto do Território Palestino ocupado desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental, incluindo, entre outros, a construção e expansão de colonatos, a transferência de colonos israelitas, a confiscação de terra, a demolição de casas e o desalojamento de civis palestinos, em violação do direito humanitário internacional e das resoluções relevantes»;

— expressa «grave preocupação por as continuadas actividades de colonização israelitas estarem a por em gravemente em risco a viabilidade da solução de dois Estados baseada nas linhas de 1967»;

— recorda a obrigação de Israel «congelar … toda a actividade de colonização, incluindo o “crescimento natural”, e desmantelar todos os postos avançados erigidos desde Março de 2001»;

— «reafirma que a criação por Israel de colonatos no território palestino ocupado desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental, não tem validade legal e constitui uma violação flagrante do direito internacional e um importante obstáculo à realização da solução de dois Estados»;

— «reitera a sua exigência de que Israel cesse imediata e completamente todas as actividades de colonização no território palestino ocupado, incluindo Jerusalém Oriental»;

— «salienta que a cessação de todas as actividades de colonização israelitas é essencial para salvar a solução de dois Estados, e apela a medidas afirmativas a serem tomadas imediatamente para inverter as tendências negativas no terreno que estão a pôr em perigo a solução de dois Estados»;

— «sublinha que não reconhecerá quaisquer alterações às linhas de 4 de Junho de 1967, incluindo no que diz respeito a Jerusalém, que não sejam as acordadas pelas partes através de negociações»;

— «exorta todos os Estados a distinguirem, nas suas relações relevantes, entre o território do Estado de Israel e os territórios ocupados desde 1967».

É preciso recordar que, de acordo com números fornecidos pela ONU, pelo menos 570.000 colonos israelitas vivem em cerca de 130 colonatos e 100 postos avançados na Margem Ocidental ocupada, e que, sob a direcção do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, entre 2009 e 2015, o governo de Israel promoveu a construção de 11.000 novas casas nos colonatos.

Esta resolução assume ainda maior importância se se tiver em conta que o Knesset (Parlamento de Israel) está actualmente a discutir uma proposta de lei, da autoria do governo, visando legalizar retroactivamente os postos avançados «ilegais» à luz do próprio direito israelita — mas que, com flagrante hipocrisia, só se mantêm graças ao apoio e protecção do Estado de Israel. Determinados sectores políticos israelitas, incluindo representados no governo (de que são exemplo os ministros da Educação, Naftali Bennet, e da Justiça, Ayelet Shaked, do partido Lar Judaico), não escondem que encaram a aprovação dessa lei como um passo para a anexação da Margem Ocidental ou pelo menos da sua Área C. A presente resolução do Conselho de Segurança vem reafirmar com vigor a ilegalidade de tais desígnios.

É também de salientar a atitude dos Estados Unidos ao possibilitarem a aprovação da resolução, já que desde a tomada de posse da administração Obama esta é a primeira vez que os EUA não utilizam o veto para impedir a aprovação de uma resolução condenando o Estado de Israel. Recorde-se, a este propósito, que, em Fevereiro de 2011, os EUA vetaram uma resolução justamente sobre a questão dos colonatos e que foi durante a administração Obama, que agora termina, que a actividade de colonização atingiu o seu apogeu. Ainda recentemente Israel foi contemplado pelo seu aliado americano com o maior pacote de ajuda militar alguma vez dado a qualquer país, no valor de 38 mil milhões de dólares.

A presente resolução do Conselho de Segurança não poderá ser revertida e, como se disse, o seu significado é de enorme relevo. A declaração do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de que não a respeitará, assim como o anúncio de medidas de retaliação contra a Nova Zelândia e o Senegal, proponentes da proposta aprovada, dão a medida da derrota política do Governo de Israel e confirmam a sua atitude de confronto e desafio com o direito e a legalidade internacional. A reacção do presidente eleito dos EUA, de que «depois de 20 de Janeiro as coisas vão ser diferentes», assim como a nomeação recente por Donald Trump para embaixador em Israel de David Friedman, personalidade alinhada com os sectores extremistas do movimento dos colonos e adversário aberto da solução de dois Estados, suscitam fundadas preocupações sobre a evolução ulterior da política dos EUA em relação à questão palestina e, em geral, à situação no Médio Oriente.

Será necessário que prossigam os esforços, as iniciativas e as medidas para impor o respeito da legalidade internacional no que diz respeito à questão palestina.

O MPPM exorta o novo secretário-geral da ONU, António Guterres, a empenhar nesse sentido os seus melhores esforços.

O MPPM exorta o governo português a ter em boa conta a presente resolução nas suas relações com o Estado de Israel, nomeadamente quanto ao repúdio dos colonatos e à recusa das relações económicas com estes, e no apoio por todos os meios ao seu alcance a uma solução para a questão palestina conforme com o direito internacional.

O MPPM reafirma a sua solidariedade com o povo palestino e o seu empenho em continuar a lutar:

— pelo fim da ocupação israelita, o desmantelamento dos colonatos, do «Muro de Separação» e de todos os instrumentos de usurpação de terra palestiniana;

— pela libertação dos presos políticos palestinianos das prisões israelitas;

— pelo fim do bloqueio à Faixa de Gaza;

— pela criação do Estado da Palestina, com as fronteiras de 1967 e capital em Jerusalém Oriental e o respeito do direito ao regresso dos refugiados palestinianos.

Lisboa, 25 de Dezembro de 2016

A Direcção Nacional do MPPM

 
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boas festas 2016-17

 
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JORNADAS DE SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA – 2016

O dia 29 de Novembro foi proclamado, em 1977, pela Assembleia Geral da ONU, como o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino, evocando a data em que, em 1947, a Assembleia Geral das Nações Unidas adoptou a resolução 181 (II) que preconizava a partilha da Palestina em dois Estados - um judaico e um árabe - com um estatuto especial para Jerusalém, mas que jamais foi cumprida no que respeita à criação do Estado Palestino.

Desde a sua constituição, o MPPM tem assinalado esta data com manifestações de solidariedade com a luta do povo palestino pelo reconhecimento dos seus direitos naturais, divulgando a sua história, a sua cultura e as suas tradições em iniciativas que, nos últimos anos, se têm agrupado nas Jornadas de solidariedade com a Palestina.

Mulheres Palestinas homenageadas na Barraca

Uma “Homenagem às Mulheres Palestinas” inaugurou, em 9 de Novembro, no Teatro A Barraca, as Jornadas de Solidariedade com a Palestina – 2016 organizadas pelo MPPM.

O evento abriu com “Corpo na Trouxa”, uma performance de Shahd Wadi com um contraponto musical no contrabaixo por Luís Grácio.

Maria do Céu Guerra disse poemas das poetas palestinas Fadwa Tuqan e Hanan Ashrawi e o poema “À minha mãe”, de Mahmoud Darwich. Terminou com uma fortíssima interpretação da versão portuguesa do poema “We teach life, sir” de Rafeef Ziadah:

A sessão terminou com um debate sobre “As Mulheres Palestinas na Sociedade” que Maria do Céu Guerra, em representação do MPPM, introduziu com a leitura de testemunhos impressionantes de mulheres palestinas recolhidos pelo Freedom Theatre, de Jenin. As intervenções de Regina Marques (MDM), Ana Cansado (UMAR) e Shahd Wadi ajudaram a completar o quadro da mulher palestina protagonista de uma dupla luta: contra a ocupação e pelo reconhecimento dos seus direitos de género.

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jsp 2016 mulheres 722jsp 2016 mulheres 729Jantar Palestino reúne quase uma centena no Adicense

No dia 25 de Novembro, o MPPM reuniu quase uma centena de pessoas no Jantar Palestino confeccionado pelo Chefe Ashraf e servido no Grupo Sportivo Adicense, no coração de Alfama.

Estiveram presentes, nomeadamente, o Embaixador da Palestina, Dr. Hikmat Ajjuri, acompanhado de membros do Parlamento Palestino; a antiga Embaixadora da Palestina, Drª Randa Nabulsi, membros das representações diplomáticas do Iraque e da Argélia; representantes da CGTP-IN, do CPPC e da JCP..

Rodrigo Crespo e Tânia Cardoso, que integram o Grupo Canto Ondo, interpretaram canções da tradição portuguesa e do Al-Andaluz.

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jsp 2016 jantar 744jsp 2016 jantar 736MPPM celebra Dia Internacional de Solidariedade com a Palestina e homenageia Silas Cerqueira

O MPPM assinalou o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo da Palestina, no dia 29 de Novembro, com uma sessão na Casa do Alentejo em que foram oradores Maria do Céu Guerra, Presidente do MPPM; Carlos Carvalho, da Direcção Nacional do CPPC; Pedro Bacelar de Vasconcelos, Deputado do PS e Presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias; Hikmat Ajjuri, Embaixador da Palestina; e Carlos Almeida, Vice-Presidente do MPPM. Na assistência encontravam-se membros do corpo diplomático de países árabes e representantes de várias organizações.

A anteceder a sessão foi prestada uma homenagem a Silas Cerqueira (1929-2016), activista da Paz e fundador do MPPM.

A agência noticiosa palestina Maan News publicou, na edição em árabe, uma extensa reportagem sobre esta sessão:

http://maannews.net/Content.aspx?id=879461

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jsp 2016 casa alentejo 759jsp 2016 casa alentejo 762Exposição"Gaza 2014 - Testemunho de uma Agressão" em Pinhal Novo até fim do ano

No dia 30 de Novembro, o Presidente da Câmara Municipal de Palmela, Dr. Álvaro Amaro, inaugurou a exposição "Gaza 2014 - Testemunho de uma Agressão" que vai ficar patente ao público, até 30 de Dezembro, na Biblioteca Municipal de Pinhal Novo.

Esta exposição, organizada pelo MPPM com fotografias cedidas pela Embaixada da Palestina, documenta a brutalidade da agressão de Israel contra o povo palestino, na Faixa de Gaza, em Julho e Agosto de 2014.

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jsp 2016 expo 830jsp 2016 expo 805Palmela solidária com a Palestina

A Câmara Municipal de Palmela e o MPPM associaram-se para assinalar o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo da Palestina com uma sessão realizada no Auditório Municipal de Pinhal Novo, no dia 30 de Novembro.

O documentário "Como a Palestina foi Colonizada" foi projectado no início da sessão e deu o mote para as intervenções de Joana Villaverde, artista plástica com várias residências artísticas na Palestina, uma delas coincidente com a agressão a Gaza no Verão de 2014; Jorge Cadima, da Direcção Nacional do MPPM; Fadi Alzaben, Conselheiro da Embaixada da Palestina; e Álvaro Amaro, Presidente da Câmara Municipal de Palmela.

Registou-se uma forte intervenção da assistência, com comentários e pedidos de esclarecimento, numa afirmação da solidariedade do concelho de Palmela com a causa do povo palestino.
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