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CRIANÇAS PALESTINAS DE ESCOLAS DE HEBRON ATINGIDAS POR GÁS LACRIMOGÉNEO NO 2.º DIA DE AULAS

Segundo uma notícia publicada pelo International Solidarity Movement, em 29 de Agosto forças israelitas do posto de controlo de Salaymeh em Hebron (al-Khalil), na Margem Ocidental ocupada, dispararam gás lacrimogéneo sobre alunos das escolas que tentavam dirigir-se a casa passando pelo posto de controlo altamente militarizado.

Para muitas crianças, o posto de controlo de Salaymeh é incontornável no caminho diário para a escola e de regresso a casa. As crianças que frequentam as escolas e jardins de infância da zona são sujeitas pelas forças israelitas a buscas das pastas, a interrogatórios e a detenção.

Na segunda-feira, segundo dia de aulas após as férias de Verão, quando as crianças estavam a começar a sair das escolas por volta do meio-dia, forças israelitas atiraram uma granada de atordoamento em direcção a um grupo de crianças. A granada caiu em frente a uma menina que se dirigia sossegadamente ao posto de controlo e que, assustada pela granada e pelo estrondo da explosão, correu para longe do posto de controlo, chorando. Entretanto, no posto de controlo, as forças israelitas recusaram abrir a porta para as crianças atravessarem, ao mesmo tempo que ordenavam a alguns rapazes que mostrassem as mãos; se estivessem sujas, seria a «prova» de que tinham atirado pedras.

Um pouco depois, as forças israelitas dispararam gás lacrimogéneo na direcção das escolas, num acto de punição colectiva, não somente de todos os alunos, mas do bairro inteiro. As crianças foram forçadas a fugir, chorando com os olhos vermelhos e tossindo por acção do gás.

Hebron (al-Khalil) é uma das maiores cidades da Margem Ocidental ocupada, com uma população de perto de 150.000 palestinos. Cerca de 700 colonos judeus instalaram-se no coração da cidade, sob a protecção de tropas israelitas, constituindo um foco permanente de provocações e violências, de que diariamente são vítimas também as crianças.

Fonte: https://palsolidarity.org/2016/08/school-children-tear-gassed-on-2nd-day-of-school/

[01.09.2016]

 
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ISRAEL APROVA CENTENAS DE NOVAS CASAS EM COLONATOS DA MARGEM OCIDENTAL OCUPADA

Israel aprovou na quarta-feira a construção de centenas de novas unidades habitacionais em colonatos da Margem Ocidental ocupada e legalizou retroactivamente mais algumas dezenas. O plano já foi aprovado ao nível político, informa a imprensa israelita e internacional.

O Alto Comité de Planeamento da Administração Civil aprovou a construção de 234 casas em Elkana, que são designadas no plano como um lar de idosos, 31 casas em Beit Arye e 20 casas em Givat Ze'ev. Além disso, o comité legalizou 178 unidades habitacionais que foram construídas em Beit Arye nos anos 1980.

A Administração Civil, apesar do seu nome, é na realidade uma agência da ocupação militar nos territórios palestinos ocupados por Israel em 1967, encarregada das funções burocráticas práticas. Depende do Ministério da Defesa de Israel.

Um outro plano para construir 30 unidades habitacionais no colonato de Efrat foi retirado da agenda à última hora. Para evitar críticas dos Estados Unidos, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, teria congelado o plano até depois da eleição presidencial de Novembro.

No início do mês de Agosto foi aprovada a construção de 56 casas no bairro judeu de Ramot, localizado em Jerusalém Oriental ocupada. E na semana passada o jornal israelita Haaretz anunciou que Israel planeia expandir o colonato judaico na cidade de Hebron, na Margem Ocidental ocupada, pela primeira vez em mais de uma década.

Segundo a organização israelita Peace Now, desde o início do ano Israel promoveu planos para 2623 novas unidades habitacionais em colonatos da Margem Ocidental, 756 das quais eram construções retroactivamente legalizadas.

Na segunda-feira, Nickolay Mladenov, coordenador especial da ONU para o processo de paz no Médio Oriente, criticou o avanço da actividade colonizadora de Israel.

O gabinete de Benjamin Netanyahu apressou-se a condenar Mladenov, dizendo que ele «distorcia a história e o direito internacional» e que as suas observações eram «como afirmar que construção americana em Washington ou construção francesa em Paris são ilegais». Levando ao extremo a distorção dos factos, acrescentou ainda que a oposição dos palestinos aos colonatos equivalia a exigir «que um futuro Estado palestino seja etnicamente limpo dos judeus»!

Na realidade, todos e cada um dos 196 colonatos aprovados pelo governo israelita e localizados no território palestino foram construídos em contravenção da quarta convenção de Genebra, que proíbe a transferência dos civis de uma potência ocupante para as áreas que ocupa.

Ver mais:

http://www.haaretz.com/israel-news/1.739582

http://www.jta.org/2016/08/31/news-opinion/israel-middle-east/israel-approves-hundreds-of-west-bank-settlements

http://www.bbc.com/news/world-middle-east-37235922

http://www.maannews.com/Content.aspx?id=772933

http://news.xinhuanet.com/english/2016-08/30/c_135645931.htm

[31.08.2016]

 
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O MURO DO APARTHEID DE ISRAEL PODE SER VISTO DO ESPAÇO, MAS NÃO NO GOOGLE

Quando a Google foi acusada de suprimir a Palestina da app Maps, acabou por confessar, após um protesto mundial, que a Palestina nunca fora assim nomeada, apesar de 136 países membros da ONU reconhecerem a Palestina como um Estado independente.

O Google Maps está novamente envolvido em polémica, desta vez por causa do Muro do Apartheid — a que Israel chama eufemisticamente «barreira de separação» —, que serpenteia pelas terras palestinas da Margem Ocidental ocupada. O Muro pode ser visto do espaço, mas não pode ser visto no Google. Não é mostrado em nenhum dos mapas fornecidos pelo popular motor de busca.

A Grande Muralha da China e o Muro de Adriano aparecem no Google Maps, assim como o modesto «muro ocidental», de 500 metros, em Jerusalém. Mas não este muro de betão de 700 quilómetros de comprimento e oito metros de altura.

O deputado europeu escocês Alyn Smith (Partido Nacional Escocês) lançou uma petição que exorta o Google a mostrar a totalidade do Muro do Apartheid, incluindo postos de controlo, torres de vigia e outras características instaladas pelo Estado sionista.

O Muro foi iniciado em 2000, a pretexto de que protege os cidadãos de Israel de bombistas suicidas. Mas para os palestinos constitui uma violação do seu direito a deslocarem-se sem entraves na sua terra histórica. Além disso, o Muro é inteiramente construído bem dentro da terra palestina, para além da linha do armistício de 1949 («linha verde»). Trata-se de um roubo de terra em grande escala.

O Tribunal Internacional de Justiça classificou o Muro como ilegal e a Assembleia Geral da ONU, por 150 votos contra 6, instou Israel a respeitar a sentença. Mas, tal como aconteceu com cerca de outras 180 Resoluções da ONU, isto foi ignorado ou violado pelo governo israelita. Nunca nenhum outro Estado desprezou tantas Resoluções da ONU como Israel.

A Google, insiste Alyn Smith, deve ser forçada a mostrar o Muro e a entender que sua prática actual é inaceitável.

Ler na íntegra: https://www.middleeastmonitor.com/20160830-israels-apartheid-wall-can-be-seen-from-outer-space-but-not-by-google/

[30.08.2016]

 
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