Guerra, Paz, Desarmamento

No dia 16 de Setembro de 1982, milhares de refugiados palestinos foram brutalmente massacrados nos campos de Sabra e Chatila, perto de Beirute, por uma milícia libanesa cumprindo ordens de Israel, imediatamente após o exército israelita, comandado por Ariel Sharon, ocupar a capital do Líbano.
O massacre ceifou a vida de pelo menos 3000 refugiados palestinos. Soldados israelitas controlavam o perímetro dos campos para impedir que os refugiados saíssem, e durante a noite disparavam foguetes luminosos para ajudar a acção dos criminosos da milícia da Falange. O massacre durou dois dias. Quando o banho de sangue terminou, Israel forneceu as escavadoras para cavar valas comuns.

Israel armou e financiou secretamente bandos «rebeldes» sírios com o objectivo de manter as forças apoiadas pelo Irão afastadas dos Montes Golã ocupados, revela um artigo da revista estado-unidense Foreign Policy.
Baseado no testemunho de mais de duas dezenas de comandantes e combatentes dos bandos terroristas, o artigo afirmaque Israel armou e financiou secretamente pelo menos desses 12 grupos «rebeldes» no Sul da Síria. Esse apoio incluiu a transferência de espingardas de assalto, metralhadoras, lança-morteiros e veículos de transporte, que foram entregues através de três portões que ligam a parte dos Montes Golã ocupados por Israel à Síria, os mesmos portões usados para transferir uma muito propagandeada «ajuda humanitária», que durante muito tempo Israel afirmou falsamente ser a sua única interferência na guerra da Síria.
Estado em que ficou o autocarro bombardeado

Um ataque aéreo da coligação liderada pela Arábia Saudita, que em 9 de Agosto matou pelo menos 26 crianças e feriu pelo menos outras 19 pessoas num autocarro escolar em Dhahyan, no Norte do Iémen, aparentemente é um crime de guerra, declarou hoje a Human Rights Watch.
Desde que em Março de 2015 o conflito no Iémen se intensificou, prossegue a Human Rights Watch (HRW), foram realizados numerosos ataques aéreos da coligação em violação das leis da guerra, sem que tenham sido objecto de investigações adequadas, o que faz com que os fornecedores de armas possam ser cúmplices de crimes de guerra.
A CNN revelou posteriormente que o ataque foi executado usando uma bomba fabricada nos Estados Unidos que foi vendida à Arábia Saudita. A HRW identificou munições de origem estado-unidense nos locais de pelo menos 24 outros ataques ilegais da coligação no Iémen.

Artigo publicado em Orient XXI em 19 de Julho de 2018
 
Esta declaração, lançada por professores da universidade norte-americana de Princeton e assinada por investigadores dos dois lados do Atlântico,  pede uma ruptura com a política de Donald Trump de apoio incondicional a Israel e à região para entrar no caminho da desnuclearização, o que implica que Telavive assine o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares.
 
O presidente Donald Trump declarou hoje que os Estados Unidos se retiram do acordo nuclear multilateral com o Irão. Trump afirmou que o acordo, conhecido pela sigla inglesa JCPOA (Plano de Acção Conjunto Global), foi um «acordo unilateral horrível que nunca deveria ter sido feito» e anunciou «o mais alto nível de sanções» contra Teerão.
Nos termos do acordo, assinado em 2015 entre o Irão e a China, os EUA, a França, o Reino Unido e a Rússia, e ainda a Alemanha e a União Europeia, o Irão reduziria o seu programa de enriquecimento de urânio e prometia não se dotar de armas nucleares. Inspectores da ONU confirmaram repetidamente que o Irão respeitou o acordo.

Milhares de palestinos desceram hoje à rua em diversos locais da Cisjordânia e na Faixa de Gaza, marcando o Dia dos Presos Palestinos, que se assinala anualmente a 17 de Abril.
Em Ramala, centenas de pessoas, incluindo famílias de presos, desfilaram em direcção ao posto de controlo militar (checkpoint) israelita a norte da cidade, onde soldados das forças de ocupação dispararam balas de borracha, gás lacrimogéneo e granadas atordoantes contra os manifestantes.
Protestos e manifestações similares ocorreram nas cidades de Nablus, Jenin, Belém, Hebron, Tulkarem e Qalqilya, na Cisjordânia, e também na Cidade de Gaza, onde os participantes se reuniram em frente ao escritório da Cruz Vermelha exigindo a intervenção da agência humanitária internacional para garantir que os seus filhos e filhas presos nas cadeias israelitas são tratados de acordo com o direito internacional. Os manifestantes empunhavam fotos de seus filhos e filhas presos, reclamando a sua libertação.

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas adoptou várias resoluções sobre Israel e a sua ocupação ilegal da Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Montes de Golã, e também sobre as violações dos direitos humanos dos palestinos, durante a sua 37.ª sessão, que terminou na passada sexta-feira, 23 de Março.
Uma das resoluções pede à comunidade internacional um embargo da venda de armas a Israel, fazendo-se eco das campanhas internacionais a favor de um embargo da venda de armas a Israel desde o seu último ataque contra a Faixa de Gaza, em 2014.
Outras resoluções apelam a Israel a que se retire dos Montes Golã ocupados, tomados à Síria após a guerra de 1967, regresse às fronteiras anteriores a 1967 e suspenda a construção de colonatos na Cisjordânia. A última resolução condena Israel pelas suas violações dos direitos humanos dos palestinos que vivem sob a ocupação.
Há 15 anos começou a invasão do Iraque, a chamada operação «Liberdade do Iraque». Na noite de 19 para 20 de Março de 2003, o presidente estado-unidense George W. Bush deu a ordem para a invasão, levada a cabo por uma coligação de países sob direcção dos EUA.
Os principais pretextos para a invasão foram a eliminação do arsenal de armas de destruição maciça que o Iraque pretensamente teria e as supostas ligações do regime iraquiano à al-Qaeda. Esses «argumentos» foram usados numa intensa e maciça campanha de mistificação informativa, em que alinharam todos os grandes meios de comunicação social, que reproduziram, acriticamente ou de forma cúmplice, as falsidades produzidas pelos serviços de informações ocidentais.
Artigo publicado no jornal Haaretz em 10 de Agosto de 2017
 
Israel quer matar o maior número possível de pessoas inocentes. Não quer em nenhumas circunstâncias pertencer à comunidade dos países esclarecidos. Não há outra maneira de entender a arrepiante notícia de Gili Cohen (Haaretz de segunda-feira [7 de Agosto]) de que o establishment da defesa decidiu escolher um canhão de fabrico israelita que ainda não está finalizado em vez de um alemão, apenas para contornar a proibição internacional das bombas de fragmentação.
Para poder continuar a utilizar livremente bombas de fragmentação, o exército de Israel porá brevemente em uso novos canhões de artilharia da empresa israelita Elbit, em vez dos canhões da alemã KMW, segundo noticia o jornal israelita Haaretz.
Um oficial israelita aposentado explicou ao Haaretz que Israel temia que os alemães não dessem ao seu exército a «independência completa» que desejava, razão por que o Ministério da Defesa recomendou a compra de canhões de fabrico israelita.
As bombas de fragmentação são uma arma de destruição em massa particularmente bárbara, uma bomba que se transforma em muitas bombas, espalhando-se por uma extensa área, matando e ferindo indiscriminadamente. Por vezes explodem anos depois de disparadas.
O seu uso é proibido por um tratado internacional assinado por mais de 100 países (entre os quais a Alemanha), devido à alta taxa de mortes e lesões em civis que lhes estão associadas. Mas Israel não é signatário.

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