Home Sessões Públicas
Sessões Públicas
PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

[30 Mar 2012]

Assinalando o Dia da Terra Palestina

O MPPM E A ASSOCIAÇÃO DE ESTUDANTES DA FACULDADE DE LETRAS DA UNIVERSIDADE DE LISBOA ORGANIZARAM SEMANA DE SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA E PELA PAZ NO MÉDIO ORIENTE

 

vozes da terraO Dia da Terra, evocado a 30 de Março, assinala a data em que, em 1976, as forças armadas de Israel dispararam sobre palestinos que se opunham à expropriação das suas terras para construção de novos colonatos judaicos e expansão dos existentes. Seis jovens palestinos, cidadãos de Israel, foram mortos. Quase uma centena de pessoas ficaram feridas e várias centenas foram presas. Hoje, o Dia da Terra simboliza a resistência palestina à continuada expropriação de terras palestinas por Israel e à sua política de colonização, ocupação e apartheid.

Para assinalar a efeméride, o MPPM - Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (www.mppm-palestina.org) e a Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (www.aeflul.pt) organizaram um conjunto de eventos - Exposição / Filmes / Debates - integrados na iniciativa "Vozes da Terra - Semana de Solidariedade com a Palestina e pela Paz no Médio Oriente" que tevelugar, entre 26 e 30 de março, nas instalações daquela Faculdade, na Cidade Universitária de Lisboa.

 vt - exposição uma terra sem gente para gente sem terra

Exposição "Uma Terra Sem Gente Para Gente Sem Terra"

Entre segunda 26 e sexta 30 de Março, das 10 às 20 horas, esteve aberta ao público, na Sala de Exposições, a exposição "Uma Terra Sem Gente Para Gente Sem Terra" de Nuno Coelho e Adam Kershaw.

Trata-se, na descrição de Nuno Coelho, de "uma exposição de cartazes gráficos interactivos sobre o conflito entre Israel e a Palestina. Produz um discurso visual em torno das tensões sociais da vida quotidiana nesta região onde três continentes colidem e propõe uma nova abordagem de pensamento sobre o conflito. O discurso é crítico, mas também irónico e, de uma forma descontraída, expõe a situação actual, convidando as pessoas a colorir os mapas e desenhos ao longo da exposição".

 

vt - a terra fala arabeExibição do filme "A Terra Fala Árabe"

Na segunda 26, às 18 horas, na Sala de Vídeo, foi exibido o filme "A Terra Fala Árabe" (La Terre Parle Arabe), da realizadora palestina Maryse Gargour (2007, 61 minutos).

O filme "A Terra Fala Árabe" relata, com base em citações de líderes sionistas, filmes de arquivo inéditos, recortes de jornais da época, documentos oficiais, entrevistas com historiadores e testemunhos palestinos anteriores a 1948, a história da progressiva ocupação do território da Palestina pelos judeus, com a consequente expulsão dos seus habitantes milenares. Este processo de espoliação teve a sua génese na criação do movimento sionista internacional em finais do século XIX. Este movimento político, laico e nacionalista, minoritário entre os judeus, apelava à criação de um estado judaico em qualquer parte do mundo, preferencialmente na Palestina. Mas na Palestina, nessa data, e desde há muitos séculos, "a terra fala árabe": ela é habitada pelos palestinos, o povo árabe da Palestina.

 

Exibição do filme "Depois do Silêncio"vt - depois do silencio

Na terça 27, às 18 horas, na Sala de Vídeo, foi exibido o filme "Depois do Silêncio" (Nach der Stille), realizado por Stephanie Bürger e Jule Ott numa co-produção germano-palestina (2011).

Duas jovens realizadoras alemãs vão à Palestina onde, juntamente com Manal, um estudante palestino de Jenin, tentam descobrir o que se passou realmente no dia 31 de Março de 2002. Shadi Tobassi, um bombista suicida de Jenin, fez-se explodir no restaurante Matza, em Haifa, propriedade de um árabe, matando 15 pessoas. Entre os que morreram estava Dov Chernobroda, um arquitecto israelita que toda a vida tinha tentado promover um entendimento pacífico entre Israel e a Palestina. Oito anos depois, a sua mulher Yael pretende visitar a família do bombista suicida em Jenin...

 

vt - o coracao de jeninExibição do filme "O Coração de Jenin"

Na quarta 28, às 18 horas, na Sala de Vídeo, foi exibido o filme "O Coração de Jenin" (Das Herz von Jenin), realizado por Leon Geller e Marcus Vetter (2008, 90').

O Coração de Jenin é a história de Ahmed Chatib,um rapaz palestino morto por soldados israelitas cujo pai decidiu doar os órgãos do seu filho a seis crianças israelitas par salvar as suas vidas. Um ano e meio passou desde então. Que conseguiu Ismail al-Chatib, do campo de refugiados de Jenin, com o seu gesto de paz? Para descobrir como o feito de Ismail afectou as vidas das famólias dos receptores, é necessário viajar através de Israel, desde as colinas ao norte, junto à fronteira com o Líbano, passando pela conturbada cidade santa de Jerusalém, até junto o deserto de Negev, no sul do país. O filme é uma viagem através de territórios ocupados e de corações cheios de preconceitos.

 

Exibição do filme "Promessas"vt - promessas

Na sexta 30, às 18 horas, na Sala de Vídeo, foi exibido o filme "Promessas" (Promises), realizado por Justine Shapiro, B. Z. Goldberg e Carlos Bolado (2001, 106').

Várias crianças judias e palestinas são seguidas durante três anos e postas em contacto umas com as outras, neste olhar alternativo sobre o conflito Israelo-Palestino. Os três cineastas seguiram um grupo de sete crianças locais entre 1995 e 1998. Todos eles têm origens totalmente diferentes. Estas sete crianças contam a sua própria história sobre como é crescer em Jerusalém. Através deste retrato de sua geração, vemos quão profundamente enraizados e quase insolúveis se tornaram os problemas do Médio Oriente. Quando os protagonistas voltam a falar, num epílogo, alguns anos mais tarde, torna-se notório que todos perderam sua inocência infantil.

 

vt - debateDebate sobre a Situação na Palestina e no Médio Oriente

Na quinta 29, a partir das 18 horas, na Sala 5.1., esteve em debate a situação na Palestina e no Médio Oriente, com intervenções de Carlos Almeida, da Direcção Nacional do MPPM; Teresa Cadete, Professora da Faculdade de Letras da U.L. e também membro da Direcção Nacional do MPPM; Nuno Coelho, Designer de Comunicação e Professor na Universidade de Coimbra; e um membro da Direcção da Associação de Estudantes da FLUL.

 

 
PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

programa festival cravos abrilMPPM PARTICIPA NO "FESTIVAL DOS CRAVOS DE ABRIL" ORGANIZADO PELA ASSOCIAÇÃO ABRIL

A Associação Abril, com a colaboração do MPPM e de várias outras organizações, promove a realização do "Festival dos Cravos de Abril", entre 25 e 30 de Abril.

O Festival, que é apresentado no dia 25 de Abril, às 12 horas, no Auditório do Quartel do Carmo, inclui conferências, cinema documental, actividades infantis e culmina com o tradicional Arraial que, este ano, se realiza nos Jardins de São Pedro de Alcântara.

Com início às sete e meia da tarde de 29 de Abril, o Arraial prolonga-se até à uma da manhã, prosseguindo no dia 30 de Abril, entre as sete da tarde e a uma da manhã.

O MPPM tem uma banca no local e patrocina a exibição de um grupo de poesia e dança árabes no sábado, 30, a partir das 22.10h.

Veja o Programa Geral

Veja o Programa do Arraial

 
PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

[31 Mar 2011]

MPPM EVOCA DIA DA TERRA NA FACULDADE DE LETRAS DE LISBOA

faculdade de letras 04abr11A Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e o MPPM - Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente - promovem uma sessão de solidariedade com o Povo da Palestina, evocativa do Dia da Terra, no dia 4 de Abril, pelas 15.30 horas, na sala 5.2 da Faculdade de Letras.

Intervirão Carlos Almeida, da Direcção Nacional do MPPM, e Nuno Coelho, designer e co-autor do livro "Uma Terra sem Gente para Gente sem Terra", que orientará uma workshop baseada no seu livro.

O Dia da Terra, evocado a 30 de Março, assinala a data em que, em 1976, as forças armadas de Israel dispararam sobre palestinos que se opunham à expropriação das suas terras para construção de novos colonatos judaicos e expansão dos existentes. Seis jovens palestinos, cidadãos de Israel, foram mortos. Dezenas de pessoas ficaram feridas e várias centenas foram presas. Hoje, o Dia da Terra simboliza a resistência palestina à continuada expropriação de terras palestinas por Israel e à sua política de colonização, ocupação e apartheid. É, actualmente, evidente que só uma campanha internacional sustentada, eficaz e eticamente consistente pode obrigar Israel a cumprir as suas obrigações de acordo com o direito internacional e a respeitar os direitos do Povo Palestino, com destaque para o direito a viver em Paz num Estado Palestino livre, independente e soberano.

 
<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 7 Seguinte > Final >>

Página 4 de 7
Desenvolvimento: Criações Digitais, Lda  |   Serviços:  Impressão digital  |  Webmarketing