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LEILA KHALED: “VAMOS DAR TUDO PARA CONSEGUIR ESTE PAÍS QUE NOS FOI ROUBADO”

14 - leila khaled - fotoO MPPM divulga a notável intervenção de Leila Khaled no Seminário Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino realizado em Almada em 29 de Novembro de 2014.

Com a autoridade que lhe advém de ter dedicado toda a sua vida à luta pela libertação do seu país, Leila Khaled, que é membro do Conselho Nacional Palestino da OLP e dirigente da Frente Popular para a Libertação da Palestina, faz uma análise desassombrada da história [“O nosso povo não tem que pagar este alto preço, não tem nada a ver com o que fez o nazismo na Europa. Nós não queimámos os judeus, não os pusemos nas prisões. Foi o nazismo que fez isso. E agora vemos que o sionismo faz o mesmo connosco “ (…) “Quem pôs Israel na nossa terra foi o movimento sionista internacional e o imperialismo. Este mundo criou a mentira sionista, esta grande mentira que dizia que esta terra era uma terra sem povo para um povo sem terra”].

Leila Khaled nega o carácter religioso do conflito israelo-palestino [“Nós respeitamos todas as religiões, incluindo a religião judaica. Nós sabemos a diferença entre a religião judaica e o movimento sionista, que é um movimento racista reaccionário”] e apela ao isolamento do Estado de Israel através do boicote aos produtos, do boicote diplomático e do boicote académico, recordando o êxito do movimento global anti-apartheid na África do Sul. Destaca a importância da solidariedade parlamentar e defende o direito à resistência contra a ocupação por todas as suas formas, incluindo a luta armada.

Considerando que as várias negociações de paz nada fizeram para que o povo palestino visse consagrado o seu direito à autodeterminação, a um Estado Palestino, o direito ao regresso e a ter a capital em Jerusalém [“Depois de Oslo, depois de 21 anos de negociações, o resultado é mais colonialismo, aumento das detenções, aumento das mortes, quatro guerras contra o povo palestino e judaização da cidade de Jerusalém”], Leila Khaled advoga a constituição de um Congresso Internacional, dirigido pelas Nações Unidas, que se limite a fazer aplicar as numerosas Resoluções da ONU sobre a Palestina.

Leia o texto integral da intervenção aqui:

http://www.mppm-palestina.org/index.php/seminario-2014/doc_download/112-14-leila-khaled-vamos-dar-tudo-para-conseguir-este-pais-que-nos-foi-roubado 

Pode ler todas as intervenções aqui:

http://mppm-palestina.org/index.php/seminario-2014/cat_view/70-seminario-2014

 
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Seminário Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino


img 9539Com organização do MPPM, do CPPC e da CGTP-IN, e com o apoio da C. M. Almada e do Inovinter, realizou-se, no dia 29 de Novembro, no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada, o Seminário Internacional de Solidariedade com Povo Palestino.

A sessão de abertura registou intervenções do Dr. José Gonçalves, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Almada; do Dr. Hikmat Ajjuri, Embaixador da Palestina em Portugal; e de Maria do Céu Guerra, Presidente do MPPM.img 9657

O primeiro painel, subordinado ao tema “A Situação na palestina Ocupada”, foi moderado por Carlos Almeida, Vice-Presidente do MPPM, e contou com intervenções de Joana Villaverde, artista plástica que teve uma residência artística de dois meses em Ramallah; Mohammed Yahya, Secretário-Geral Adjunto e Secretário Internacional da União Geral dos Trabalhadores Palestinos (GUPW); José Manuel Pureza, Professor Universitário e membro da Direcção Nacional do MPPM; Yousef Ahmed, comentador político e membro do Comité Central do Partido do Povo Palestino (PPP); Jorge Cadima, Professor Universitário e dirigente do MPPM; e Augusto Praça, Responsável de Relações Internacionais da CGTP-IN.


img 9698Da parte da tarde, o segundo painel, com o tema “Caminhos para o Futuro e Papel dos Movimentos de Solidariedade”, foi moderado por José Baptista Alves, Vice-Presidente do CPPC. Intervieram: Carlos Carvalho , Dirigente Sindical e Vice-Presidente do CPPC; Maria Helena Cordeiro , Secretária-Geral da LOC/MTC e Deputada Municipal em Sesimbra; Catarina Marcelino, Deputada do PS e Vice-Presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Palestina; Bruno Dias, Deputado do PCP e Presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Palestina; Leila Khaled, Membro do Conselho Nacional Palestino da OLP e Dirigente da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP); e Carlos Almeida, Investigador e Vice-Presidente do MPPM.img 9753

A Saudação proferida por Arménio Carlos, Secretário-Geral da CGTP-IN, foi seguida pela leitura da Declaração Final das organizações promotoras do Seminário e da Mensagem de Encerramento de José Baptista Alves , Militar de Abril e Vice-Presidente do CPPC.

Os textos das intervenções são disponibilizados aqui. 

 
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Seminário Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino

Almada - 29 de Novembro de 2014

Declaração das Organizações Promotoras

Por decisão da Assembleia Geral da ONU, o ano 2014 é o Ano Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino. Também por decisão da Assembleia Geral da ONU, todos os anos celebra-se, a 29 de Novembro, o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino. O dia foi escolhido, em 1977, porque nesse mesmo dia, em 1947, a Assembleia Geral da ONU havia aprovado a Resolução 181 sobre a Partilha da Palestina, decretando a criação de dois Estados no território histórico da Palestina. O Estado de Israel foi criado logo no ano seguinte, com uma declaração unilateral e uma campanha planeada de violência e de terror que se traduziu numa autêntica limpeza étnica da população palestina. Mas o prometido Estado da Palestina aguarda ainda hoje, 67 anos volvidos, a sua concretização.

São 67 anos de promessas traídas. São 67 anos de guerras bárbaras, como a brutal chacina que Israel desencadeou contra a população de Gaza no Verão deste Ano Internacional de Solidariedade com o Povo da Palestina, uma população que vive sob um férreo cerco, imposto com a cumplicidade dos Estados Unidos da América e da União Europeia, e a quem é negado até mesmo o direito de fugir dos bombardeamentos israelitas. São 67 anos de expansão sucessiva da ocupação de terras palestinas pelo Estado israelita, seja pela guerra, seja através de colonatos ilegais em territórios ocupados, seja através do vergonhoso Muro do Apartheid na Margem Ocidental. São 67 anos de violência, de morte, de prisões e torturas, de confisco de terras, de destruição de casas, aldeias, árvores e terrenos de cultivo. São 67 anos de uma política de segregação e discriminação, de roubo e espoliação da população palestina que é cidadã do Estado de Israel. São 67 anos de apagamento e destruição da memória e identidade do povo palestino, na diversidade das suas formas culturais e religiosas. São 67 anos de colonização e de exploração dos recursos naturais, em especial a água, ao serviço da velha ambição sionista de domínio e ocupação de todo o território da Palestina. São 67 anos em que Israel discrimina os trabalhadores e trabalhadoras palestinos, designadamente, nos salários, protecção social e condições de trabalho, negando-lhes assim os mais elementares direitos laborais e sociais, impedindo-os de viver e trabalhar com a dignidade a que têm direito. São 67 anos de exílio e de vida nos campos de refugiados, para milhões de Palestinos. São 67 anos de impunidade do ocupante e agressor israelita. São 67 anos, também, de constantes ameaças à paz na região, de uma política agressiva e expansionista, acentuada desde 1967 com a continuada ocupação do território sírio nos Montes Golã e de território libanês.

Mas também são 67 anos de luta do povo palestino. Nestes dois terços de século, o povo Palestino recorreu a todas as formas de luta, desde a resistência pacífica à resistência armada, ao diálogo e às negociações, para ver concretizado o seu direito à autodeterminação e independência, o seu direito a uma Pátria Palestina soberana e viável, em território da Palestina, com capital em Jerusalém e com o direito de regresso dos muitos milhões de Palestinos que vivem exilados pelo mundo inteiro, conforme prometem as resoluções da ONU. Aceitou mesmo fazer concessões importantes, como o reconhecimento do Estado de Israel nas fronteiras de 1967, tal como previsto na resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU, o que significava ceder mais território palestino do que o previsto no plano de partilha original. Mas nem assim a promessa dum Estado Palestino foi cumprida. A resistência do povo palestino tem sido uma resistência heróica e exemplar, mas dramática, enfrentando uma máquina repressiva implacável e poderosa, sustentada no apoio e na cumplicidade das potências ocidentais, a começar pelos Estados Unidos da América. Uma resistência que é, não apenas um direito próprio de qualquer povo oprimido, espezinhado e humilhado, como um direito reconhecido pela legalidade internacional e pela própria Constituição da República Portuguesa que, no ponto 3 do seu Artigo 7º, afirma expressamente: «Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência e ao desenvolvimento, bem como o direito à insurreição contra todas as formas de opressão». Esta Resistência alcançou os seus maiores êxitos quando foi capaz de assegurar a unidade de todo o povo palestino em torno de reivindicações comuns e unificadoras.

A violação e o desrespeito das inúmeras resoluções da ONU sobre a questão palestina, e o incumprimento de todos os acordos que ao longo dos anos foram sendo subscritos - mesmo daqueles em que a parte palestina fez numerosas e substanciais concessões - constituem uma traição ao povo palestino. Não é tolerável que se prossiga esta farsa interminável de "negociações" sem fim, de incumprimento de tudo aquilo que fora já acordado, de novas e acrescidas exigências, sempre com o objectivo de prolongar por outras formas a ocupação e a espoliação.

É ao povo palestino que cabe definir os seus objectivos em cada momento, bem como as mais adequadas formas de luta para os alcançar. Aos restantes povos do mundo cabe ser activamente solidários com a luta pelos direitos inalienáveis do martirizado povo palestino. Uma solidariedade que não esquece a luta de muitos israelitas pela paz e por uma solução justa, tendo que enfrentar a política sionista das autoridades de Israel. Uma solidariedade que, em Portugal, se manifestou de forma clara ao longo de muitas décadas, com destaque para a grande «Conferência Mundial de Solidariedade com o Povo Árabe e a sua Causa Central: a Palestina» realizada em Lisboa há 35 anos por iniciativa do CPPC, entre os dias 2 e 6 de Novembro de 1979, e que trouxe a Portugal o grande dirigente da luta do povo palestino, Yasser Arafat - contribuindo para, poucos anos após a Revolução do 25 de Abril, quebrar as barreiras que ostracizavam a OLP na Europa ocidental. Yasser Arafat morreu, fez este mês dez anos, por causas nunca oficialmente esclarecidas, mas que não podem ser desligadas da feroz perseguição que lhe moveram os dirigentes sionistas, em particular nos últimos meses da sua vida, enquanto Presidente da Autoridade Palestina, eleito livremente pela esmagadora maioria do seu povo.

A solidariedade em Portugal com a luta do povo palestino passa hoje por:

  • esclarecer cada vez mais o povo português sobre a dramática realidade na Palestina e mobilizar a solidariedade activa, denunciando em particular os crimes, as guerras e as violações de direitos, cometidas por Israel contra o povo palestino;
  • reclamar a condenação internacional dos dirigentes do Estado de Israel pelos crimes cometidos contra o povo palestino, designadamente durante a ofensiva militar levada a cabo contra a população palestina da Faixa de Gaza;
  • lutar pela libertação de todos os presos políticos palestinos detidos nas prisões israelitas, entre os quais  Marwan Barghouti e Ahmad Sa'adat.
  • denunciar todas as formas de colaboração do Estado ou de empresas portuguesas com a ocupação israelita e os seus crimes, promovendo acções de boicote e exigindo a denúncia e cessação de acordos cúmplices - como o Acordo de Associação entre a União Europeia e Israel;
  • exigir que os governos portugueses cumpram a sua obrigação constitucional e tomem claramente partido pelo direito do povo palestino «à autodeterminação e independência e ao desenvolvimento», e em particular exijam o cumprimento das numerosas resoluções da ONU sobre os direitos do povo palestino;
  • exigir que os governos portugueses utilizem todos os mecanismos ao seu dispor para alcançar esses fins, incluindo através da sua presença nas estruturas da União Europeia e das Nações Unidas, incluindo no Conselho de Direitos Humanos da ONU;
  • exigir que o Governo e o Parlamento portugueses tomem posição clara a favor do reconhecimento do Estado da Palestina, posição já assumida pela esmagadora maioria dos países do mundo - muitos dos quais há várias décadas - e que tem vindo a ser recentemente alvo de votações em vários Parlamentos de países europeus.

As organizações promotoras do Seminário de Solidariedade com o Povo da Palestina, realizado em Almada no dia 29 de Novembro de 2014, assumem perante o povo português o compromisso de prosseguir a longa e honrosa história de solidariedade do povo português com o povo da Palestina.

Viva a heróica luta do povo da Palestina!

A Palestina vencerá!

Almada, 29 de Novembro de 2014

Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN)

Conselho Português para a Paz e a Cooperação (CPPC)

Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM)

 

 
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seminrio internacional 2014 - cartaz com programa

 
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seminario internacional cartaz

 
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[02 Jun 2012]

MPPM Organizou Seminário Internacional sobre "A Questão Palestina a a Paz no Médio Oriente"

O Movimento pelos Direitos do Povo da Palestina e pela Paz no Médio Oriente MPPM) promoveu, no dia 2 de Junho, no Auditório Armando Guebuza da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, em Lisboa, um Seminário Internacional sobre "A Questão Palestina e a Paz no Médio Oriente".

Na oportunidade, visitou-nos, a convite do nosso Movimento, uma delegação das Nações Unidas composta pelo Embaixador Abdou Salam Diallo, Embaixador do Senegal na ONU e Presidente do Comité das Nações Unidas para o Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestino, pelo Embaixador Riyad Mansour, Observador Permanente da Palestina na ONU, e pela Srª Eleonore Kopera, responsável pelos Assuntos Políticos da Divisão dos Direitos Palestinos da ONU.

Na parte da manhã, a delegação das Nações Unidas foi recebida na Assembleia da República por deputados de todos os partidos com assento parlamentar a quem expôs o trabalho desenvolvido pela ONU na defesa dos direitos inalienáveis do povo palestino - autodeterminação; independência e soberania; regresso dos refugiados com recuperação das suas propriedades -, comentou a presente situação e o risco de a expansão dos colonatos inviabilizar a solução dos dois estados preconizada pela ONU e apelou a que Portugal suporte o pedido de admissão da Palestina nas Nações Unidas.

foto seminario 1O Seminário, realizado à tarde, foi orientado pela Presidente do MPPM, a atriz e encenadora Maria do Céu Guerra, tendo os participantes sido saudados pelo Reitor da Universidade, Prof. Doutor Mário Moutinho.

O General Ramalho Eanes, antigo Presidente da República, enviou uma mensagem que foi lida por Maria do Céu Guerra.

Intervieram, de seguida, o Embaixador Abdou Salam Diallo; o Embaixador Riyad Mansour; o Dr. Silas Cerqueira, Investigador e Secretário para as Relações Internacionais do MPPM; o Prof. Doutor Pedro Pereira Leite, Professor da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e Investigador do CES da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra; o Coronel Carlos Matos Gomes, oficial do Exército na Reserva e José Manuel Goulão, Jornalista.

O Dr. Carlos Almeida, Investigador e membro da Direção Nacional do MPPM, fechou os trabalhos lendo a seguinte declaração:

Em 29 de Novembro de 1947, a Assembleia Geral da ONU aprovou a resolução 181 prevendo a criação de dois Estados no território palestino sob mandato britânico: um Estado Árabe e um Estado Judaico. Poucos meses depois, foi proclamado o Estado de Israel. Mas seis décadas e meia volvidas, os palestinos aguardam ainda o reconhecimento do seu Estado independente.

Ao longo de sessenta e cinco anos sucederam-se massacres, limpezas étnicas, destruições de casas e campos de cultivo, espoliações, guerras. Israel ocupou a totalidade do território palestino, bem como territórios de países árabes limítrofes. Milhões de palestinos formam hoje a maior comunidade de refugiados do planeta, vivendo em muitos casos em condições miseráveis. Sucederam-se promessas, processos negociais, acordos. Resoluções da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança da ONU prometeram o respeito pelos direitos nacionais do povo Palestino e o regresso dos refugiados. Mas essas resoluções não passaram do papel. Do lado palestino foram feitas concessões sobre concessões. Reconheceu-se o direito à existência e à segurança do Estado de Israel. Aceitou-se que o futuro Estado palestino apenas ocupasse um quinto do território da Palestina. Nem assim o Estado Palestino surgiu. Com a conivência permanente dos Estados Unidos da América e outras grandes potências, Israel prossegue a ocupação e constrói novos colonatos em território ocupado. Apesar da condenação do Tribunal Internacional de Justiça da Haia, Israel ergueu o vergonhoso muro do apartheid, que divide territórios palestinos. O ataque militar à população civil de Gaza em 2008 mostra bem que para o poder em Israel, a violência bárbara é a única forma de "diálogo". Milhares de palestinos continuam presos nas prisões de Israel, entre eles deputados e dirigentes políticos. A recente greve da fome, que impôs um recuo ao governo de Israel, enfrentou um generalizado muro de silêncio na chamada "comunidade internacional", e a situação dos presos palestinos, apesar do recuo imposto, continua a reclamar a atenção mundial, por violar todas as normas humanitárias do direito internacional.

Em 2011, a Autoridade Palestina procurou que a Palestina fosse aceite como membro de pleno direito das Nações Unidas. O anúncio pelos EUA de que usaria do seu direito de veto inviabilizou qualquer aprovação no Conselho de Segurança. A consideração do caso na Assembleia Geral arrasta-se sem fim à vista. Hoje não existe nem a ficção de um processo negocial. O imobilismo na procura duma solução para a questão palestina contraria o espírito com que foi criada a Organização das Nações Unidas e os princípios da sua Carta.

A situação do povo palestino é uma afronta para toda a Humanidade, para o Direito Internacional, para o direito inalienável dos povos à sua autodeterminação. Mas é também uma ameaça para a paz em toda a região, como comprovam seis décadas e meia de História. Não pode haver paz no Médio Oriente sem a solução justa e duradoura da questão palestina. Nem haverá solução justa e duradoura da questão palestina sem paz no Médio Oriente. A actual escalada de ameaças, de agressões abertas ou encobertas, de aposta em actos de guerra, apenas conduzirá a que o drama que o povo palestino vive desde há décadas se transforme no drama de todos os povos da região. Com se tem comprovado pelos factos, com cada nova guerra, são mais os países destruídos, as vidas ceifadas, os campos de refugiados que se enchem, e os problemas que alegadamente as motivam, longe de se resolverem, apenas se agravam. É imperioso e urgente travar a corrida à agressão e à guerra, e os apetites de dominação imperialista sobre a região e os seus imensos recursos energéticos.

O Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM), na sequência do Seminário Internacional sobre "A Questão Palestina e a Paz no Médio Oriente", que organizou em Lisboa a 2 de junho de 2012,

  • apela ao povo português e às suas organizações sociais e políticas, para que façam sentir a sua voz em defesa da paz no Médio Oriente, da solução política dos conflitos, da satisfação dos legítimos direitos do povo palestino, redobrando a sua solidariedade em todos os planos.
  • exige que o governo português cumpra os preceitos constitucionais a que se encontra obrigado e defenda os princípios de convivência pacífica, de recusa da guerra nas relações internacionais, de respeito pela soberania de todos os países. Em particular, exige que o governo português - que hoje ocupa um assento no Conselho de Segurança da ONU - vote a favor do reconhecimento da Palestina como Estado-membro da ONU e promova, em todos os fóruns, uma política consistente e coerente, favorável à realização plena dos direitos nacionais do povo palestino e à paz no Médio Oriente.

Lisboa, 2 de junho de 2012

A Direção Nacional do MPPM

 
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Sábado, 2 de Junho, a partir das 16 horas

MPPM ORGANIZA SEMINÁRIO SOBRE "A QUESTÃO PALESTINA E A PAZ NO MÉDIO ORIENTE" COM APOIO DA UNIVERSIDADE LUSÓFONA

O MPPM - Movimento pelos Direitos do Povo da Palestina e pela Paz no Médio Oriente promove, no próximo dia 2 de Junho, no Auditório Armando Guebuza da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Campo Grande 380-B, em Lisboa, a partir das 16 horas, um Seminário Internacional sobre o tema "A Questão da Palestina e a Paz no Médio Oriente".

cartaz seminario questao palestina -vf0Dada a actualidade do tema em apreço e a qualidade dos intervenientes, cremos ser do maior interesse que a ocasião seja aproveitada para uma ampla troca de impressões que permita elevar o nível de consciência da opinião pública em Portugal para a situação em que se encontra o povo da Palestina, na luta pela realização dos seus inalienáveis direitos, e sobre os perigos que ameaçam a paz na região.

Neste sentido, convidamos a participar neste Seminário Internacional todos os que se sentem solidários com a justa causa do povo palestino e preocupado com as ameaças para a Paz no Médio Oriente.

O programa do Seminário é o seguinte:

> Abertura e direção dos trabalhos:

- Maria do Céu Guerra (Atriz e encenadora, Presidente da Direção do MPPM)

> Saudação pelo Reitor da Universidade

> Intervenções de:

- Embaixador Abdou Salam Diallo (Presidente do Comité da ONU para o Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestino, Representante Permanente do Senegal na ONU)

- Embaixador Riyad Mansour (Observador Permanente da Palestina na ONU)

- Frei Bento Domingues, O.P.(Membro da Ordem dos Pregadores (Dominicanos), Vice-Presidente da Direção do MPPM)

- Silas Cerqueira (Investigador, Secretário para as Relações Internacionais do MPPM)

- José Manuel Goulão (Jornalista)

- Carlos Matos Gomes (Coronel do Exército na Reserva)

- Pedro Pereira Leite (Professor da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Investigador do CES da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra)

> Debate

Não falte! Venha e traga outro amigo também!

A Direção Nacional do MPPM

 
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[14 Fev 2009]

MPPM ORGANIZA SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE A CATÁSTROFE HUMANITÁRIA EM GAZA E OS PERIGOS DA ACTUAL SITUAÇÃO NA REGIÃO

O MPPM – Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente – promoveu a realização, no dia 14 de Fevereiro, de um Seminário Internacional subordinado ao tema “A Catástrofe Humanitária em Gaza e os Crescentes Perigos da Actual Situação nos Territórios Palestinos e na Região”.

Depois da brutal agressão de Israel a Gaza, em que semeou a morte e a destruição, as pessoas amantes da paz e da solidariedade entre os povos questionam-se sobre as formas possíveis de prestar apoio aos palestinos, sobre a viabilidade de assegurar a sua sobrevivência enquanto povo e sobre meios para garantir o seu direito a um futuro independente e em paz.mesa_seminarioEste Seminário procurou dar resposta a estas questões contando com o seguinte painel de oradores:

- Michael Kingsley – Director Executivo da UNRWA (Agência das Nações Unidas para Apoio aos Refugiados Palestinos no Médio Oriente), baseado em Gaza.

- Pierre Galland – Antigo Senador socialista belga, Presidente do Fórum Norte-Sul, da Associação Belga para a Palestina e da Coordenação Europeia para a Palestina, em Bruxelas.

- Miguel Urbano Rodrigues – Escritor e Jornalista, participante no recente Fórum Internacional de Beirute

- Francisco Assis – Professor Universitário, Deputado ao Parlamento Europeu do grupo socialista

- Silas Cerqueira – Investigador em Ciências Políticas, Coordenador do MPPM

O Seminário contou, ainda, com uma intervenção especial do representante da Embaixadora Randa Nabulsi, Delegada-Geral da Palestina em Portugal.

A orientação dos trabalhos esteve a cargo dos Profs. Isabel Allegro Magalhães e Mário Ruivo.

 


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