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[13 Ago 2008]

NA HORA DOS FUNERAIS DO GRANDE POETA PALESTINO MAHMUD DARWICH, O MPPM EVOCA SENTIDAMENTE UMA OBRA, UMA VIDA E UMA LUTA ÍMPARES

No passado sábado, na sequência de uma intervenção cirúrgica ao coração, nos EUA, deixava para sempre de bater, aos 67 anos, o coração fraterno e apaixonado do maior entre os maiores dos poetas da Palestina e de todo o mundo árabe, MAHMUD DARWICH. Nesta quarta-feira, transportado dos EUA, o seu corpo percorre pela última vez o caminho de Amã (Jordânia) para Ramallah (Palestina), onde será enterrado em funerais acompanhados com intensa emoção pelo povo palestino e outros povos árabes. Contrariamente à tradição, não terá sepultura na sua aldeia natal de Birweh (perto de Haifa) incorporada em Israel pela guerra de 1948 – a NAKBA, a Catástrofe de há 60 anos – e aliás despovoada e destruída pelos israelitas.

MAHMUD DARWICH encetou na década de 1960 com o seu primeiro e famoso “Pássaro sem asas”, uma vasta obra de mais de duas dezenas de livros de poemas, traduzidos e conhecidos em todo os continentes. Muitos poemas seus têm sido musicados e cantados no mundo árabe. Ainda neste ano de 2008 publicou “A Impressão das Borboletas”. Autorizados críticos árabes consideram que a sua obra se distingue por aliar à beleza estética da linguagem poética uma simplicidade e humanismo que a tornam sentida pelo homem da rua - e daí, e sobretudo, pela capacidade de dar voz aos, de ser a voz dos, sacrifícios, aspirações e lutas do Povo da Palestina.

Ainda muito jovem tornou-se membro do Partido Comunista de Israel. No início da década de 1970 partiu para estudar. Subsequentemente, passou a viver nos países árabes, integrou a OLP e trabalhou com Yasser Arafat na resistência ao sionismo e ao imperialismo. Mas veio a demitir-se de posições de responsabilidade perante o início dos pseudo “processos de Paz”, nomeadamente os “Acordos de Oslo” de 1993.

Plenamente solidário e identificado com o seu Povo, não se eximia de criticar as falhas, erros e divisões dos dirigentes. Ainda recentemente, em 2007, verberava num dos seus poemas os conflitos inter-palestinos e a violência entre Fatah e Hamas como “uma tentativa pública de suicídio nas ruas”.

O MPPM, que tinha no seu programa uma visita de MAHMUD DARWISH a Portugal, promoverá oportunamente a devida homenagem em memória da sua vida e da sua luta e apela às escolas, aos intelectuais e aos editores a associarem-se à divulgação da sua obra consagrada à justa Causa da Palestina.

Numa hora difícil e triste para os palestinos o MPPM apresenta a todas as suas organizações e dirigentes os mais sinceros votos de pesar, solidários com a unidade e a resistência do Povo heróico de que foi voz imperecível MAHMUD DARWICH.

 
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[21 Mai 2008]

MOHAMMAD BARAKEH, DEPUTADO ÁRABE AO KNESSET, VISITA PORTUGAL A CONVITE DO MPPM

mbA convite do MPPM – Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente, visita Portugal, de 24 a 28 Maio, o sr. Mohammad Barakeh, deputado ao Knesset (Parlamento de Israel) pela Hadash – Frente Democrática pela Paz e Igualdade.

Mohammad Barakeh e José Saramago serão alguns dos oradores convidados da Sessão Pública de Solidariedade com a Palestina, evocativa dos 60 Anos da Nakba – a “Catástrofe”, que marcou o início da limpeza étnica da Palestina pelo Estado de Israel –, que o MPPM promove, na próxima 2ª Feira, 26 de Maio, pelas 21 horas, no Teatro Cinearte / A Barraca.

Durante a sua estada em Portugal o sr. Barakeh terá, ainda, encontros com diversas personalidades da vida política portuguesa e uma reunião de trabalho com os órgãos sociais do MPPM.

Mohammad Barakeh nasceu em Israel, em 1955. É casado e tem 3 filhos.

É Presidente da Frente Hadash, um movimento político que congrega árabes e judeus e é a principal organização política dos cidadãos palestinos árabes de Israel, e é membro da Comissão Política do Partido Comunista de Israel.

Entre 2003 e 2006 foi vice-presidente do Knesset. Na actual legislatura, é membro das comissões parlamentares de Finanças e de Educação, Cultura e Desporto. Desde 1999 tem, ainda, desenvolvido actividade parlamentar, nomeadamente, nas áreas de combate à droga, combate à desigualdade social e inquérito aos serviços de segurança.

Mohammad Barakeh é Coordenador da Comissão para a Protecção das Terras Árabes em Israel, Administrador do diário Al-It’had, Administrador do Instituto de Pesquisa Emil Tomah e membro Conselho Internacional Central para a Paz no Médio Oriente. Foi Presidente da Comissão de Estudantes Árabes da Universidade de Telavive (1977-1981) e Presidente da União de Estudantes Árabes nas Universidades Israelitas (1981-1984)

 
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[23 Fev 2008]

JOSÉ SARAMAGO ELEITO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA GERAL DO MPPM

José Saramago vai presidir à Assembleia Geral do  MPPM – Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente – que realizou hoje a eleição dos seus corpos sociais para o biénio 2008-2009. Isabel Allegro Magalhães e Mário Ruivo co-presidem à Direcção Nacional que integra, ainda, como Vice-Presidentes, José Neves, Frei Bento Domingues e Carlos de Carvalho; Silas Cerqueira será o Coordenador da Comissão Executiva e Frederico Gama de Carvalho o Presidente do Conselho Fiscal. [A lista completa dos titulares dos órgãos sociais eleitos segue em anexo]

Este acto eleitoral inseriu-se num plano de reforço institucional do MPPM, tornado mandatório pela necessidade imperativa de criar condições mais favoráveis para dinamizar o apoio da opinião pública portuguesa à causa do Povo Palestino na defesa dos seus direitos fundamentais e da Paz no Médio Oriente.

A Assembleia Geral Eleitoral do MPPM foi precedida de um Encontro de informação e esclarecimento sobre a Situação na Palestina e no Médio Oriente, presidido pelo Coronel Vítor Alves. Mário Ruivo, Frei Bento Domingues, Silas Cerqueira e Isabel Allegro Magalhães introduziram os temas do Encontro que incidiram sobre a actualidade na região, designadamente o bloqueio a Gaza e as contradições da comunidade internacional na condução do processo de Paz.

O escritor José Saramago enviou uma mensagem, lida por Maria do Céu Guerra, em que sublinha que “Nada nem ninguém, nem sequer organizações internacionais que teriam essa obrigação, como é o caso da ONU, conseguiram, até hoje, travar as acções mais do que repressivas, criminosas, dos sucessivos governos de Israel e das suas forças armadas contra o povo palestino”.

O Bispo D. Januário Torgal Ferreira enviou uma mensagem na qual exorta: “Expresso a todos a vontade que de todos é: nunca desmobilizar diante do pavor da opressão!”.

Enviaram, igualmente, mensagens a euro-deputada Ilda Figueiredo e o jornalista Miguel Urbano Rodrigues.

Os participantes do Encontro aprovaram por unanimidade uma Moção em que se apela, nomeadamente, ao fim do bloqueio a Gaza, ao desmantelamento “do Muro de um novo Apartheid” e à retirada israelita dos territórios ocupados, incluindo Jerusalém Oriental, e se defende “a adopção de sanções internacionais a Israel, com vista ao cumprimento das Resoluções da ONU e dos princípios do Direito”. Na moção apela-se, ainda, “aos órgãos de soberania nacionais para que Portugal assuma uma posição activa própria, e no plano multilateral no âmbito da ONU e da União Europeia, tendo em vista uma genuína estratégia em prol da Paz no Próximo Oriente.”

 
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