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Três anos após a sua morte, José Saramago continua presente

José Saramago faleceu há três anos. O MPPM evoca o seu dirigente e membro fundador recordando um dos muitos textos em que, de forma lúcida mas incisiva, analisava a questão palestina. Foi escrito em 22 de Janeiro de 2009. Podia ter sido hoje.

Israel e os seus derivados

O processo de extorsão violenta dos direitos básicos do povo palestino e do seu território por parte de Israel tem prosseguido imparável perante a cumplicidade ou a indiferença da mal chamada comunidade internacional. O escritor israelita David Grossmann, cujas críticas, em todo o caso sempre cautelosas, ao governo do seu país têm vindo a subir de tom, escreveu num artigo publicado há algum tempo que Israel não conhece a compaixão. Já o sabíamos. Com a Tora como pano de fundo, ganha pleno significado aquela terrível e inesquecível imagem de um militar judeu partindo à martelada os ossos da mão a um jovem palestino capturado na primeira intifada por atirar pedras aos tanques israelitas. Menos mal que não a cortou. Nada nem ninguém, nem sequer organizações internacionais que teriam essa obrigação, como é o caso da ONU, conseguiram, até hoje, travar as acções mais do que repressivas, criminosas, dos sucessivos governos de Israel e das suas forças armadas contra o povo palestino. Visto o que se passou em Gaza, não parece que a situação tenda a melhorar. Pelo contrário. Enfrentados à heróica resistência palestina, os governos israelitas modificaram certas estratégias iniciais suas, passando a considerar que todos os meios podem e devem ser utilizados, mesmo os mais cruéis, mesmo os mais arbitrários, desde os assassinatos selectivos aos bombardeamentos indiscriminados, para dobrar e humilhar a já lendária coragem do povo palestino, que todos os dias vai juntando parcelas à interminável soma dos seus mortos e todos os dias os ressuscita na pronta resposta dos que continuam vivos.

 
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Fim à repressão na Turquia! Solidariedade com o povo turco!

Acto público: Sexta-feira, 7 de Junho, 18h frente à Embaixada da Turquia, em Lisboa (Avenida das Descobertas, 22)

fim à repressão na turquiaExpressamos o mais profundo repúdio pela violenta repressão de que têm sido alvo as manifestações populares que têm ocorrido por toda a Turquia nos últimos dias.

Inspiradas pela resistência daqueles que protestavam contra a destruição do jardim da Praça Taksim, em Istambul, e espoletadas pela brutal repressão policial que sobre aqueles se abateu, estas manifestações são expressão do amplo e generalizado descontentamento entre os trabalhadores e a população turca, com as políticas do Governo turco, que face às manifestações populares responde com a repressão e ataques contra as forças democráticas e progressistas turcas.

O povo turco e as suas organizações democráticas e progressistas manifestam-se em defesa dos direitos e liberdades, pela democracia e o secularismo, contra o autoritarismo, o reaccionarismo e a opressão exercida pelo Governo turco, que tem apoiado e instigado a guerra na Síria, atitude que é rejeitada pela maioria da população turca.

Solidários com o povo turco e as suas aspirações de liberdade, democracia e justiça social as organizações subscritoras reclamam o fim imediato da repressão na Turquia e saúdam todos os homens e mulheres que nas ruas da Turquia defendem a liberdade, o progresso e a Paz.

4 de Junho de 2013

As organizações subscritoras entregarão esta tomada de posição na Embaixada da Turquia, em Lisboa (Avenida das Descobertas, 22), na próxima Sexta-feira, dia 7 de Junho, pelas 18h.

As organizações subscritoras (até o momento):

Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional
Conselho Português para a Paz e Cooperação
Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente
União dos Sindicatos de Lisboa

 
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MPPM publica Folha Informativa nº 1 dedicada à Nakba

folha informativa n 1 - maio 2013A Folha Informativa nº 1 tem, como tema principal, a Nakba, cujo 65º aniversário foi evocado no dia 15 de Maio. Recordamos os antecedentes da "Catástrofe" e o seu percurso até aos nossos dias. Mostramos o que tem sido a crescente apropriação de território palestino por Israel e ilustramos, com números, a situação dramática em que se encontra hoje o povo palestino. Damos, ainda, nota da actividade recente e de tomadas de posição do MPPM

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