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DANÇA INSPIRADA NA OPRESSÃO E RESISTÊNCIA DO POVO PALESTINO ABRE A 2ª SEMANA DA PALESTINA

Inês Tarouca dança I Can't«I Can't», uma criação da coreógrafa Sofia Silva, abriu a 2ª Semana da Palestina em 21 de Novembro de 2009, no Fórum Romeu Correia, em Almada. Inês Tarouca interpretou a dança de forma notável, transmitindo, com grande contenção, a forte carga dramática imposta ao personagem.

"Neste projecto parto para a reflexão sobre o estado de guerra por todo o mundo, sentindo a minha impotência, ignorância e inutilidade perante este. Com o desejo de comunicar e de perceber o que está para além de nós próprios, pretendo estabelecer ligações entre mim e outras pessoas, que vivem e convivem numa realidade que as confronta diariamente com a sua incapacidade individual, perante a condição humana em que vivem. Foquei-me no conflito Árabe - Israelita, mais concretamente a questão da Palestina e o Estado Judaico." Esta descrição do seu trabalho, incluída no programa da sessão, foi desenvolvidaInês Tarouca dança I Can't por Sofia Silva, na parte final do espectáculo, no diálogo que manteve com Bruno Dias - da Comissão Executiva do MPPM - e com a assistência.

Segundo revelou, o título «I Can't» reflectia a sua incapacidade para compreender e agir em relação ao problema palestino no que reconheceu ser uma visão europeia, distante, fechada. A sua estada na Palestina, onde participou no 3º Festival de Dança Contemporânea que se realizou em Ramallah entre 17 de Abril e 5 de Maio de 2008, modificou a sua percepção. Citou o exemplo do Director do Festival que, a despeito de todas as barreiras, consegue concretizar o seu objectivo, mostrando-lhe que sim, é possível. "Se fosse hoje, talvez já não lhe chamasse «I Can't»...".

A própria coreografia tem acompanhado o evoluir da sua visão 2ª Semana da Palestina - Dança - Bruno Dias e Sofia Silvasobre a questão palestina. Subscrevendo a opinião de uma espectadora de que "enquanto há resistência há esperança, e sem esperança não há resistência", Sofia revelou que, na sua versão inicial, havia apenas uma faixa branca que dividia o palco, um caminho muito estreito por onde se deslocava a intérprete. "Agora já comecei a abrir um pouco mais... As alterações coreográficas tiveram o objectivo de aliviar a tensão. Há resistência, mas com força!".

A exibição de um vídeo, realizado por Ana Rita Osório, na Cisjordânia, em que o famigerado Muro de Sharon assumia um papel destacado, completou esta sessão.

 
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