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CRONOLOGIA DA HISTÓRIA DA PALESTINA

 

Ao longo de milénios, desde a chegada dos “Povos do Mar”, o povo da Palestina assistiu à passagem, pelo seu território, de diferentes povos e civilizações. Aos Assírios e Babilónios, Persas, Gregos e Romanos, sucederam Árabes e Otomanos. Com todos coexistiu o povo da Palestina, de cada um drenando, em maior ou menor extensão, elementos que ajudaram a formatar a sua cultura sendo a influência muçulmana, porventura, a mais relevante. Mas foi preciso chegar ao século XX para, com a cumplicidade entre os colonizadores britânicos e os novos ocupantes sionistas, o povo da Palestina ser forçado a abandonar as terras que ocupara durante milhares de anos.

Estes são alguns dos factos marcantes de quatro milénios da história do povo da Palestina.

 

1. Da Terra de Canaã ao fim do Império Otomano 

2. Do Mandato Britânico à proclamação do Estado de Israel 

3. Da “Nakba” ao “Setembro Negro” 

4. Do “Yom Kippur” à Primeira Intifada 

5. Da proclamação do Estado Palestino aos Acordos de Oslo 

6. Do assassinato de Rabin à morte de Arafat 

7. A Palestina depois de Arafat 

 

1. DA TERRA DE CANAÃ AO FIM DO IMPÉRIO OTOMANO

2000 A.C.

Amoritas, Cananeus e outros povos semitas, relacionados com os Fenícios, ocupam o território que ficará conhecido como Terra de Canaã.

1800-1500 A.C.

Os Hebreus, de origem semita, deixam a Mesopotâmia e instalam-se em Canaã. A colonização é prosseguida por outros povos semitas, os Hititas e, por fim, os Filisteus, um povo indo-europeu, originário do Egeu, que dará origem ao nome da Palestina.

722 A.C.

Os Assírios põem fim ao Reino de Israel.

586 A.C.

Os Babilónios submetem o Reino da Judeia, pondo termo ao reinado dos Hebreus na Palestina.

538 A.C.

Invasão Persa sob o comando de Ciro, o Grande.

331 A.C.

Invasão Grega conduzida por Alexandre o Grande.

64 A.C.

Invasão Romana liderada por Pompeu.

634 D.C.

A conquista Árabe dá início a treze séculos de civilização muçulmana na Palestina.

1099-1291

Sucessivas invasões de Cruzados.

1517

Início da ocupação Otomana que perdurará até 1917.

1799-1780

Napoleão invade a Palestina e a Síria.

1831

Ibrahim Ali governa a Síria e a Palestina.

1834

Revolta na Palestina contra o domínio do Egipto.

1840

Tratado de Londres põe fim ao domínio egípcio na Palestina.

1856

O Congresso de Berlim, que põe fim à Guerra da Crimeia (1853-1856), abre as províncias do Médio Oriente do Império Otomano ao investimento estrangeiro.

1880

Primeiras manifestações de autonomia árabe.

1882-1903

Primeira vaga de imigração sionista (primeira Aliya). 25.000 judeus, sobretudo oriundos da Europa de Leste, instalam-se na Palestina.

1897

Primeiro Congresso Sionista em Basileia, Suíça, presidido por Théodore Herzl. "O Sionismo luta por criar um lar para o povo judeu, na Palestina".

1902

É criado o Estatuto do Fundo Nacional Judeu para aquisição da terra da Palestina que deve ser entregue "desocupada dos seus habitantes árabes".

1903-1914

Segunda Aliya. Os judeus são agora 6% da população.

1909

Fundação de Tel Aviv, a norte de Jaffa.

1915-1916

O Alto-Comissário britânico no Egipto, McMahon, em correspondência com o Sharif Husayn, promete-lhe o domínio de grande parte do Médio Oriente em troca da sua revolta contra o Império Otomano.

1916

Acordos secretos franco-britânicos, chamados Sykes-Picot, decidem a partilha do Próximo-Oriente, entre as potências vitoriosas, após a guerra. Estipula-se que a Palestina, sede dos Lugares Santos, ficará sob estatuto internacional.

1917

Os Palestinos e os Árabes do Médio Oriente juntam-se aos Aliados, no combate ao Império Otomano, a troco da promessa - não cumprida - de concessão de independência a todos os Árabes.

2 de Novembro - Declaração Balfour (Ministro britânico dos Negócios Estrangeiros): "O Governo de Sua Majestade considera favoravelmente o estabelecimento, na Palestina, de um lar nacional para o Povo Judeu e dedicará todos os seus esforços à realização deste objectivo".

9 de Dezembro – O General Allenby, comandante-chefe da Força Expedicionária Britânica no Egipto, ocupa Jerusalém e, posteriormente, toda a Palestina.

1918

26 de Setembro - Ocupação militar britânica da Palestina.

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2. DO MANDATO BRITÂNICO À PROCLAMAÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL

1920

No rescaldo da 1ª Guerra Mundial, a Sociedade das Nações decide dividir a maior parte do Império Otomano em territórios mandatados. A Palestina fica submetida ao Mandato Britânico.

Maio - Confrontos em Jerusalém entre judeus e palestinos.

Junho - Fundação da Hagana, organização paramilitar sionista clandestina. Sucede ao movimento Hashomer e viria a dar origem às Forças de Defesa de Israel, após a declaração de independência.

1921

Maio - Confrontos em Jaffa entre judeus e palestinos.

11 de Abril- A Transjordânia é separada da Palestina com Estatuto de Emirato semi-autónomo. A independência é alcançada em 1946. A designação de Jordânia data de 1950.

1922

22 de Fevereiro - Egipto formalmente independente. Influência britânica mantém-se até 1954.

22 de Julho - A Sociedade das Nações formaliza a atribuição do Mandato sobre a Palestina à Grã-Bretanha. Um censo britânico na Palestina conta 757.182 habitantes, dos quais 78% muçulmanos, 11% judeus e 9,6% cristãos.

1924-1928

Prossegue a imigração sionista. Os judeus são 16% da população e detêm 4% das terras.

1929

Confrontos graves entre as comunidades judaica e palestina na sequência de disputas sobre o Muro das Lamentações.

1931

Abril - Fundação da Irgun, como resultado de uma cisão da Hagana. O censo britânico contabiliza 16,9% de judeus numa população total de 1.030.000 habitantes.

1932

13 de Agosto - Fundação do Istiqlal (Partido da Independência), o primeiro partido político palestino.

1932

23 de Setembro - Estabelecido o Reino da Arábia Saudita.

3 de Outubro - O Iraque declara a independência mas mantém-se sob influência britânica.

1933

Janeiro - Ascensão de Hitler ao poder. A política anti-semita do III Reich estimula a emigração judaica para a Palestina.

1936-1939

A Grande Revolta Palestina, dirigida contra a autoridade britânica e contra a colonização sionista, e considerada o acontecimento fundador do movimento nacional palestino, tem várias consequências importantes: enfraquecimento da elite política palestina, em consequência da repressão; surgimento da ideia de uma partilha e da transferência de populações; nascimento de uma economia judaica separada, em consequência do boicote palestino; conversão das milícias sionistas em verdadeiros exércitos.

1937

7 de Julho - A Comissão Peel recomenda a partição da Palestina, atribuindo 33% do território a um estado judaico.

1939

17 de Maio - Face às ameaças de guerra, o Livro Branco britânico preconiza independência para 1947, a limitação e a submissão da imigração judaica ao acordo dos habitantes árabes e medidas restringindo a aquisição de terras pelos sionistas.

1941-1945

Durante a II Guerra Mundial, o nazismo leva a cabo uma política de genocídio, vitimando milhões de judeus.

1943

22 de Novembro - Reconhecimento da independência do Líbano.

1945

22 de Março - Fundação da Liga Árabe pelo Egipto, Iraque, Líbano, Síria, Transjordânia e Arábia Saudita, a que se junta o Iémene em 5 de Maio.

1946

Abril - As tropas francesas deixam a Síria, marcando, de facto, a independência proclamada em 1941 e reconhecida em 1944.22 de Julho - Militantes sionistas do Irgud, orientados por Menachem Begin, fazem explodir o Hotel King David, em Jerusalém, matando 91 pessoas.

25 de Maio - Fim do mandato britânico na Transjordânia.

324 de Julho - Na sequência do relatório da comissão de inquérito anglo-americana é apresentado o Plano Morrison-Grady que estabelece dua regiões semi-autónoma, uma judaica outra árabe, sob tutela britânica.1 de Dezembro - Retirada das tropas francesas do Líbano, formalizando a independência reconhecida em 1943. 

1947

14 de Fevereiro - A Grã-Bretanha anuncia a sua renúncia ao Mandato sobre a Palestina.

29 de Novembro - As Nações Unidas votam a Resolução 181 que prevê a partilha da Palestina entre um estado judaico (55% da área do país), um estado árabe (44%) e uma zona internacional (os Lugares Santos: Jerusalém e Belém). As autoridades sionistas aceitam o plano; os árabes recusam.

1948

Março – É finalizado o Plano Dalet. Sendo, alegadamente, um plano de contingência para defender o estado judaico de uma invasão, tinha, na realidade, dois objectivos: ocupar todas as instalações, civis e militares, quando viessem a ser evacuadas pelo e britânicos e proceder à limpeza étnica dos palestinos do futuro estado judaico.

9 de Abril - Massacre de Deir Yassin. 117 habitantes desta aldeia, próximo de Jerusalém, são assassinados por elementos dos grupos sionistas Irgun e Lehi.

14 de Maio - As forças britânicas retiram da Palestina, deixando a maior parte do seu armamento aos grupos sionistas. David Ben Gourion proclama o Estado de Israel, "para cumprir a sua parte do Plano de Partilha".

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3. DA "NAKBA" AO "SETEMBRO NEGRO"

 1948

15 de Maio - Exércitos dos países árabes limítrofes (Egipto, Transjordânia, Síria, Líbano e Iraque) invadem Israel e a Palestina para defesa dos direitos do Palestinos. A guerra prolonga-se por quase um ano e termina com a derrota da coligação árabe. Os sionistas apropriam-se de 78% do território da Palestina. Do restante, 20,5% - a margem ocidental do Jordão - ficam anexados à Jordânia e 1,5% - a faixa de Gaza - fica sob administração egípcia. Mais de 700.000 Palestinos refugiam-se nos países árabes vizinhos. Os povos árabes designam este período por "Nakba" (desastre).

16 de Setembro - Um plano proposto pelo Conde Bernardotte, mediador das Nações Unidas para a Palestina, propõe uma partilha mais justa do território. No dia seguinte ao da apresentação do plano, é assassinado pelo Lehi, um grupo clandestino sionista.

11 de Dezembro - A Assembleia Geral da ONU aprova a Resolução 194 que apela ao fim das hostilidades e preconiza o “direito ao regresso” dos refugiados palestinos e a atribuição de compensações.

1949

11 de Maio - Israel torna-se membro das Nações Unidas.

Dando cumprimento à Resolução 62 do Conselho de Segurança da ONU, de 16 de Novembro de 1948, são assinados acordos de armistício entre Israel e o Egipto (24 de Fevereiro), Líbano (23 de Março), Jordânia (3 de Abril) e Síria (20 de Julho).

1950

Abril – Anexação da Cisjordânia pela Transjordânia. O Egipto controla Gaza. Declaração tripartida dos EUA, Grâ-Bretanha e França reconhece as fronteiras do Médio Oriente como definitivas.

1952

23 de Julho - Golpe de Estado militar no Egipto. Os Oficiais Livres, de Gamal Abdel Nasser, derrubam a monarquia.

1955

Incursões israelitas em Gaza.

1956

29 de Outubro - Em resposta à nacionalização, pelo Egipto, do Canal do Suez (em Julho), Israel, numa acção concertada com a França e a Grã-Bretanha, invade o Sinai (Campanha do Sinai). As tropas israelitas só retiram, ao fim de vários meses, por pressão da ONU e dos EUA.

1958

14 de Julho - Militares põem fim ao regime hachemita no Iraque. Desembarque de fuzileiros americanos no Líbano (15 de Julho) e de forças britânicas na Jordânia (17 de Julho).

1959

10 de Outubro - Arafat e outros palestinos no Kuwait fundam a Fatah ("Vitória"), acrónimo invertido de Harkat Al-Tachrir Al-Watanni Al-Falestina (Movimento de Libertação da Palestina).

1961

20 de Julho - Independência do Kuwait.

1964

13 a 17 de Janeiro – Primeira cimeira dos Chefes de Estado árabes, no Cairo.

29 de Maio - Criação da Organização de Libertação da Palestina, sob o patrocínio de Nasser e liderança de Ahmad Shukeiri.

1965

1 de Janeiro - Primeira operação armada da Fatah em território israelita, reivindicado pela Al-Asifa ("Tempestade"). As autoridades israelitas suprimem a administração militar que rege a vida dos palestinos de Israel desde 1948.

1967

5 de Junho - "Guerra dos Seis Dias". Israel ocupa a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental, bem como o planalto sírio do Golã e a península egípcia do Sinai. Novo êxodo de 200.000 palestinos e 120.000 sírios.

22 de Novembro - O Conselho de Segurança da ONU aprova, por unanimidade, a Resolução 242, que reconhece o direito de Israel à existência e à segurança e determina a retirada israelita dos territórios ocupados na "Guerra dos Seis Dias".

1968

Março - Batalha de Karameh, povoação jordana atacada por Israel. Os "fedayin" palestinos, apoiados pelo exército hashemita, infligem uma derrota às tropas judaicas.

1969

1 a 4 de Fevereiro - Yasser Arafat assume a direcção da OLP.

17 de Março - Golda Meir torna-se Primeiro-Ministro de Israel.

Agosto - A Fatah e a Frente Democrática de Libertação da Palestina (FDLP) declaram-se a favor de um Estado palestino democrático e laico, onde judeus, cristãos e muçulmanos tinham os mesmos direitos e os mesmos deveres.

1970

Setembro - Os guerrilheiros palestinos baseados na Jordânia envolvem-se em guerra com as tropas beduínas do rei Hussein. Hussein ordena a expulsão dos "fedayin" após batalhas sangrentas de que resultam 4.000 mortos. Uma boa parte dos "fedayin" refugia-se no Líbano, fazendo germinar a guerra civil que rebentará em 1975.

Novembro - O grupo "Setembro Negro", criado por Abu Iyad, reivindica o assassinato do primeiro-ministro jordano, Wasfi Tell, como retaliação pela "guerra civil" de Setembro.

1972

5 de Setembro - O "Setembro Negro" ataca a aldeia olímpica de Munique, matando dois atletas israelitas e sequestrando outros 11. Um ataque falhado da polícia alemã origina a morte de mais 9 israelitas, cinco dos oito assaltantes e um polícia alemão.

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4. DO YOM KIPPUR À PRIMEIRA INTIFADA

1973 

6 de Outubro - O Egipto, a Síria e a Jordânia surpreendem Israel com uma guerra no Yom Kippur, o dia da Expiação no calendário judaico.

21 de Outubro - O Conselho de Segurança da ONU aprova, por unanimidade, a Resolução 338 que exige "uma paz justa e duradoura" e o reconhecimento do direito de todos os Estados da região a viver em segurança.

26 a 28 de Novembro – Cimeira árabe de Argel em que a OLP é reconhecida como único representante do povo palestino.

1974

9 de Junho - O Conselho Nacional Palestino (parlamento no exílio) aprova a instauração de uma Autoridade Nacional Palestina em todas as partes do território palestino libertado ou evacuado por Israel.

14 de Outubro - A Assembleia Geral da ONU, numa deliberação aprovada por 115 votos contra 4 (EUA, Israel, Bolívia e Rep. Dominicana) convida a OLP a "representar o povo palestino" numa sessão daquele organismo.

23 de Novembro - Arafat discursa na Assembleia Geral da ONU. No final da sessão, uma esmagadora maioria atribui à OLP o estatuto de observador (privilégio até então apenas concedido ao Vaticano e à Suíça).

1975

Abril - Começo da guerra civil no Líbano. Os "fedayin" estão ao lado das organizações libanesas "islamo-progressistas, em oposição às milícias falangistas da direita cristã, que beneficiam do apoio de Israel. Primeiro grande massacre no campo de refugiados palestinos de Qaratina. A Fatah retalia com um ataque a Damour. Mais de 2.000 mortos e deslocados.

1976

30 de Março - A repressão de uma manifestação de palestinos de Israel contra uma nova vaga de expropriação de terras consagra o Dia da Terra.

Junho - No Líbano, a Síria corta a ofensiva "palestino-progressista" e apoia os falangistas.

12 de Agosto - Massacres no campo de refugiados de Tell-Zaatar, em Beirute Ocidental, perpetrados pelas milícias cristãs libanesas apoiadas pela Síria. Número de vítimas estimado em cerca de 3000.

1977

17 de Maio - Vitória eleitoral do Likud chefiado por Menahem Begin. Intensificação clara da colonização.

7 de Novembro - O presidente Anwar Sadat, do Egipto, visita Jerusalém e inicia conversações de paz com Israel.

1978

14 de Março – Israel invade o sul do Líbano.

1978

17 de Setembro - O presidente egípcio, Anwar Sadat, e o primeiro-ministro israelita, Menahem Begin, assinam os Acordos de Paz de Camp David.

1979

26 de Março - Assinatura, em Washington, por Begin e Sadat, do primeiro tratado de paz israelo-árabe.

1980

30 de Julho - Jerusalém Oriental e seus arredores são anexados pelo Estado de Israel.

1981

6 de Outubro - Anwar Sadat é assassinado, no Cairo, por um comando integrista islâmico.

1982

Agosto - Operação “Paz na Galileia”. O exército israelita invade o Líbano e cerca Beirute. As forças da OLP são obrigadas a abandonar o Líbano e espalham-se por diversos países árabes.

14-18 de Setembro - Massacre nos campos de refugados de Sabra e Shatila, executado pelas milícias cristãs falangistas, com a conivência de Ariel Sharon, ministro israelita da Defesa, em retaliação pelo assassinato de Bashir Gemayel, presidente eleito do Líbano. O número de vítimas pode ter ascendido a mais de um milhar.

1983

10 de Abril - Issam Sartawi, emissário de Arafat nas negociações secretas com Israel, é assassinado em Montechoro, Algarve.

10 de Outubro - Itzahk Shamir torna-se primeiro-ministro de Israel.

1985

Maio - A milícia xiita libanesa Amal, de Nabih Berri, lança a "Batalha dos Campos" causando a morte de milhares de refugiados palestinos.

1 de Outubro - Oito caças israelitas voam até à Tunísia e destruem o quartel-general de Arafat que só escapa por se encontrar ausente.

1987

9 de Dezembro - A Intifada ("Tremor"), ou "revolta das pedras" contra a ocupação israelita, começa na Faixa de Gaza e alastra rapidamente à Cisjordânia. A repressão causa, até 1993, a morte de 2.000 palestinos.

Fundação, em Gaza, do Hamas (“Movimento de Resistência Islâmico”), organização próxima da Irmandade Muçulmana do Egipto.

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5. DA PROCLAMAÇÃO DO ESTADO PALESTINO AOS ACORDOS DE OSLO

1988

12 a 15 de Novembro – A OLP proclama, em Argel, um Estado palestino com capital em Jerusalém e aceita as Resoluções 181 e 242 da ONU, reconhecendo implicitamente Israel.

14 de Dezembro - Diante da Assembleia Geral da ONU, reunida em Genebra, a OLP, pela boca de Yasser Arafat, reconhece a existência de Israel, declara aceitar todas as Resoluções da ONU (incluindo a 242 e a 338) e denuncia o terrorismo sob todas as suas formas.

1989

3 de Abril - Arafat proclamado Presidente da Palestina, pela OLP.

1990

Início da emigração maciça, para Israel, de judeus originários da ex-URSS.

Agosto - O Iraque invade o Kuwait.

1991

Janeiro a Março - Uma coligação de países árabes e ocidentais, liderada pelos Estados Unidos, declara guerra ao Iraque (“Guerra do Golfo”) e força à sua retirada do Kuwait.

30 de Outubro – Abertura da Conferência de Paz em Madrid, por Mikahil Gorbatchov e George Bush. Reuniões bilaterias entre Israel e os países árabes, incluindo o palestinos, integrados numa delegação jordano-palestina.

1992

23 de Junho – Itzhak Rabin e o Partido Trabalhista vencem as eleições legislativas em Israel.

1993

20 de Janeiro - Negociações secretas, próximo de Oslo, entre uma delegação palestina, liderada por Ahmed Qorei (Abu Ala), e os académicos israelitas Yair Hirshfeld e Ron Pundk.

20 de Agosto - Israelitas e palestinos rubricam, em Oslo, uma Declaração de Princípios.

9 e 10 de Setembro - Reconhecimento mútuo de Israel e da OLP.

13 de Setembro - Assinatura, em Washington, por Rabin e Arafat, da Declaração de Princípios de Oslo.

1994

25 de Fevereiro - O extremista judeu Baruch Goldstein abre fogo sobre fiéis muçulmanos na Mesquita de Abraão, em Hebron (Cisjordânia) causando 29 mortos e 150  feridos.

4 de Maio - Assinatura, no Cairo, do Acordo de Autonomia de Gaza e Jericó.

1 de Julho - Arafat deixa Tunes e entra na Faixa de Gaza, após 27 anos de exílio.

25 de Julho - Tratado de Paz entre Israel e a Jordânia.

29 de Agosto - Transferência de poderes civis para a Autoridade Nacional Palestina nos territórios ocupados.

14 de Outubro – Prémio Nobel da Paz atribuído a Yasser Arafat, Shimon Peres e Itzahk Rabin.

26 de Outubro - Assinatura, em Ein Evrona, do Tratado de Paz israelo-jordano, na presença de Bill Clinton.

1995

28 de Setembro - Assinatura do Acordo Interino de Oslo, que prevê a retirada israelita de várias cidades palestinas e a transferência de poderes para Arafat.

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6. DO ASSASSINATO DE RABIN À MORTE DE ARAFAT

1995

4 de Novembro - Assassinato de Yitzhak Rabin por um extremista judeu.

1996

20 de Janeiro - Eleições palestinas na Cisjordânia, Jerusalém-Leste e Faixa de Gaza. Arafat é eleito Presidente da Autoridade Palestina.

Fevereiro – O Likud vence as eleições em Israel e Benyamin Netanyahu torna-se primeiro-ministro.

Fevereiro e Março - Atentados-suicidas do Hamas e da Jihad Islâmica em Jerusalém e Telavive, como represália pelo assassinato de Yehia Ayache, o ideólogo do Hamas, pelos serviços secretos israelitas.

13 de Março - Cimeira em Sharm-el-Sheikh, sob o patrocínio dos Estados Unidos, condena os atentados terroristas.

Abril - Operação “Vinhas da Ira” de Israel contra o Líbano. Morte de uma centena de civis refugiados no campo da ONU de Cana vítimas dos bombardeamentos israelitas.

24 de Abril - O Conselho Nacional Palestino elimina da Carta Nacional Palestina todos os artigos que põem em causa Israel.

29 de Maio - Benjamin Netanyahu, do Likud, derrota Shimon Peres nas eleições israelitas e assume o poder.

Setembro - Confrontos armados entre israelitas e palestinos, em consequência da abertura, pelos judeus, de um túnel por baixo da Esplanada das Mesquitas, fazem 76 mortos palestinos.

1997

15 de Janeiro - Arafat e Natanyahu acordam prosseguir o processo de paz.

Fevereiro - Decisão do governo Netanyahou de construir um colonato em Abu Ghneim (Har Homa), ao sul de Jerusalém.

1998

Junho - Projecto israelita de municipalidade única para Jerusalém equivale à anexação da vintena de colonatos da Grande Jerusalém.

Outubro - Negociações de paz em Wye Plantation, mediadas por Clinton, entre Arafat e Natanyahu, não registam progressos.

1999

17 de Maio - O trabalhista Ehud Barak é eleito primeiro-ministro de Israel.

2000

Maio - Retirada israelita do Líbano

11 a 25 de Julho - Negociações de paz em Camp David, mediadas por Clinton, entre Arafat e Barak. Os palestinos recusam a proposta israelita que não permitia um Estado Palestino soberano e viável.

28 de Setembro – Na sequência do aparecimento de Ariel Sharon, chefe do Likud, na Mesquita das Esplanadas, registam-se confrontos que dão origem à Segunda Intifada, dita Al-Aqsa.

16 e 17 de Outubro - Israelitas e palestinos reúnem-se em Sharm-el-Sheikh e emitem um acordo oral em três pontos: fim da violência, criação de uma comissão de inquérito sobre os confrontos e reatamento das negociações de paz.

Novembro - Primeiros bombardeamentos de instalações da ANP em Gaza.

2001

21 a 27 de Janeiro - Fracasso da Cimeira de Taba, patrocinada pelo Egipto e pela União Europeia, devido ao desacordo sobre a questão dos refugiados e a demarcação de fronteiras.

6 de Fevereiro - Sharon eleito primeiro-ministro de Israel.

Dezembro - Cerco a Yasser Arafat, em Ramallah.

2002

Março - Na sequência de vários ataques palestinos, Sharon ordena a reocupação da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Arafat fica cercado em Ramalah durante 30 dias.

Março - Os Estados árabes, reunidos na cimeira de Beirute, aprovam uma proposta de Paz com Israel a troco da retirada dos territórios palestinos e dos Montes Golã e da obtenção de acordo sobre o estatuto de Jerusalém e sobre o regresso dos refugiados.

12 de Março - A Resolução 1397 do Conselho de Segurança das Nações Unidas reconhece, pela primeira vez, a necessidade de um Estado Palestino.

Abril - Israel dá início da construção de uma "muralha defensiva" (o "Muro de Sharon") que invade territórios autónomos palestinos.

25 de Junho - O presidente dos EUA, George W. Bush, apela aos palestinos para elegerem novos líderes, excluindo Arafat do processo de paz.

19 de Setembro - Continuação de ataques palestinos levam Sharon a ordenar segundo cerco a Arafat em Ramalah.

2003

29 de Abril - O Parlamento palestino vota a favor da nomeação de Mahmud Abbas (Abu Mazen) para primeiro-ministro, abrindo caminho à aprovação do "Roteiro para a Paz", um plano dos EUA, UE, Rússia e ONU que prevê a criação de um Estado palestino até 2005.

6 a 10 de Setembro - Abbas demite-se. Ahmed Qorei (Abu Ala) é o novo primeiro-ministro.

2004

22 de Março - Israel assassina o líder espiritual do Hamas, xeque Ahmed Yassin num ataque com mísseis em Gaza.

17 de Abril - O líder político do Hamas, Abdel Aziz al-Rantissi é assassinado pelo exército israelita em Gaza.

26 de Outubro - O Parlamento israelita aprova o plano de Sharon de retirada de soldados e colonos judeus da Faixa de Gaza.

11 de Novembro - Yasser Arafat, Presidente da Autoridade Palestina, morre no Hospital Militar de Percy, nos arredores de Paris.

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7. A PALESTINA DEPOIS DE ARAFAT

2005

9 de Janeiro – Mahmoud Abbas é eleito Presidente da Autoridade Nacional Palestina, com cerca de 61% dos votos, em eleições bastante participadas, a despeito de dificuldades criadas pelos ocupantes israelitas e do boicote de grupos islâmicos.

8 de Fevereiro – Cimeira de Sharm-el-Sheik, com a presença do rei da Jordânia e do presidente do Egipto e a participação de dirigentes Palestinos e Israelitas. Ambos os lados concordam em pôr termo à violência. Israel deverá libertar 900 prisioneiros palestinos e iniciar a retirada gradual dos territórios palestinos. A Intifada deverá terminar. Um ataque suicida, atribuído à Jihad Islâmica, em Telavive (25 de Fevereiro), compromete este novo esforço de Paz.

20 de Fevereiro – Israel aprova o plano de retirada que decide a evacuação unilateral de 21 colonatos em Gaza e 4 na Faixa de Gaza, até ao Verão.

1 de Março – Conferência organizada pela Grã-Bretanha, em Londres, aprova auxílio financeiro ao governo Palestino e apoio à organização da segurança Palestina.

Meados de Março – Grupos militantes palestinos, reunidos no Cairo, acordam uma “tahidiyeh” – uma pausa nas hostilidades. O Hamas e a Jihad Islâmica iniciam uma aproximação à OLP e o Hamas anuncia a intenção de concorrer às eleições de Maio.

Abril e Maio – Ariel Sharon e Mahmud Abbas são recebidos, em momentos diferentes, pelo Presidente dos EUA. George W. Bush promete ajuda directa os Palestinos no valor de 50 milhões de dólares e afirma que a base para qualquer acordo são as fronteiras do armistício de 1949.

21 de Junho – Cimeira entre Sharon e Abbas, com poucos resultados visíveis. Israel mostra-se intransigente no que respeita a garantia de segurança por parte da Autoridade Palestina.

Princípio de Julho – Abbas convida o Hamas e Jihad Islâmica a juntarem-se a um governo de unidade.

13 de Julho – Israel veda o acesso a Gaza a cidadãos israelitas não-residentes, para impedir uma manifestação de colonos de protesto contra a retirada.

13 de Julho – Ataque suicida da Jihad Islâmica, em Netanya, desencadeia uma onda de violência que culmina, dois dias depois, em violentos confrontos entre as forças da ANP, que tentam restabelecer a ordem, e elementos do Hamas.

24 de Agosto – Israel completa a evacuação dos colonatos de Gaza e de quatro colonatos da Margem Ocidental, iniciada a 15.

11 de Setembro – Os últimos soldados israelitas deixam Gaza. No dia seguinte, os colonatos são oficialmente entregues aos Palestinos.

2006

4 de Janeiro – Ariel Sharon sofre um acidente vascular que o deixa incapacitado. Ehud Olmert assume a chefia de Israel e do novo partido Kadima, que Sharon tinha fundado.

26 de Janeiro – O Hamas ganha as eleições para a Assembleia Legislativa Palestina, conquistando 74 dos 133 lugares. Mahmud Abbas mantém a Presidência. Os dirigentes americanos e europeus fazem saber que não negociarão com o Hamas e não darão auxílio à Palestina enquanto o Hamas não concordar em desarmar e reconhecer Israel.

28 de Março – Nas eleições em Israel, o partido Kadima conquista uma maioria absoluta, com 29 lugares. O Likud obtém apenas 12 lugares.

29 de Março – O governo do Hamas toma posse. A Fatah recusa integrar a coligação enquanto o Hamas não reconhecer a OLP como representante do povo Palestino e não se comprometer a honrar os compromissos assumidos pela ANP e pela OLP, incluindo os Acordos de Oslo, que reconhecem a existência de Israel e legitimam a Autoridade Nacional Palestina.

Abril – A União Europeia suspende toda a ajuda não-humanitária à Palestina.

Junho – Uma explosão na praia de Gaza mata 8 palestinos. O Hamas responsabiliza Israel e põe fim à trégua que durava há 16 meses. Num ataque a uma carrinha em Gaza Israel mata 11 palestinos, dos quais 9 são civis.

5 de Julho – Primeiro lançamento de um rocket Qassam de alcance melhorado atinge a cidade costeira israelita de Ashkelon. Não houve feridos.

26 de Julho – Israel lança uma contra-ofensiva sobre Gaza como retaliação pelo lançamento de rockets. Mata 23 palestinos e fere 76.

26 de Setembro – Um estudo das Nações Unidas declara que a situação em Gaza é “intolerável”, com 75% da população a depender de ajuda alimentar e 80% da população a viver abaixo do limiar da pobreza. A economia palestina dependia em grande medida da ajuda do Ocidente, congelada depois da vitória do Hamas. A situação pode também ser atribuída ao bloqueio israelita por alegadas razões de segurança.

11 a 14 de Setembro – Israel lança um ataque de três dias a Gaza a pretexto de parar o lançamento de rockets e resgatar um soldado raptado. 21 palestinos são mortos.

8 de Novembro – Israel bombardeia Beit Hanoun matando 19 palestinos civis, dos quais 4 são mulheres e 7 são crianças. O primeiro-ministro de Israel pede desculpa pelo incidente que atribui a “erro técnico” do exército.

2007

19 de Janeiro – Israel transfere 100 milhões de dólares de recitas de impostos para o Presidente da Autoridade palestina, Mahmoud Abbas, como parte de um plano para o projectar ao mesmo tempo que impede que o Hamas tenha acesso ao dinheiro.

Junho - O Hamas assume o controlo de Gaza depois de derrotar a Fatah.

27 de Novembro – Conferência de Annapolis, promovida pelos Estados Unidos, com a presença de George W. Bush, Ehud Olmert e Mahmoud Abbas. Pela primeira vez numa conferência de paz para o Médio Oriente a solução dos dois estados foi mutuamente considerada como a saída para o conflito israelo-palestino.

2008

Fevereiro - Israel encerra os acessos a Gaza em retaliação pelos ataques com rockets. O Hamas lança os primeiros ataques suicidas em 18 meses. A operação “Inverno Quente”, lançada por Israel, faz 112 mortos palestinos e 3 israelitas.

14 de Maio - Tony Blair anuncia um novo plano para a Paz e pelos direitos dos palestinos, fortemente inspirado nas ideias do plano do Vale da Paz.

27 de Dezembro – Israel desencadeia um ataque brutal contra Gaza, provocando uma catástrofe humanitária de larga escala. Centenas de civis, homens, mulheres e crianças, impossibilitados de fugir, são mortos.

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