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Ataque de Israel contra a Síria é acto de guerra intolerável

1. Os ataques militares de Israel contra a Síria conheceram no domingo, dia 6 de Maio, um salto qualitativo de consequências imprevisíveis. O bombardeamento israelita de instalações militares em Damasco, que segundo algumas fontes terá envolvido a utilização de armas com urânio empobrecido, é um intolerável acto de guerra e uma violação descarada da soberania de um Estado que, desde há décadas, tem parte do seu território – os Montes Golã – ilegalmente ocupada por Israel. Israel revela-se, uma vez mais, uma perigosa fonte de guerra e de agressão contra todos os países do Médio Oriente.

2. O MPPM exprime a sua condenação frontal da escalada militar israelita, que não tem qualquer possível justificação. É imperativo que o Governo Português condene, frontalmente e em todas as sedes, esta grosseira violação da legalidade internacional. Não é aceitável a impunidade de que Israel continua a gozar por parte dos EUA e de muitas potências europeias. É urgente pôr fim a toda e qualquer ingerência externa no conflito sírio, ingerências que apenas agravam o já de si terrível drama do povo sírio.

3. O MPPM alerta todos os portugueses para a gravidade do que se está a passar no Médio Oriente. A promoção deliberada do terrorismo fundamentalista e dos ódios sectários está ao serviço de apetites hegemónicos e de dominação sobre os enormes recursos energéticos da região. A impunidade belicista de Israel ameaça incendiar toda a região e desencadear conflitos que podem, rapidamente, ultrapassar as fronteiras do Médio Oriente. O que está em causa não é apenas a paz regional.

4. O ataque contra a Síria coincide com uma série de acções repressivas e provocatórias de Israel contra palestinos: a detenção de dezenas de pessoas na Margem Ocidental, entre os quais o Grande Mufti de Jerusalém, uma provocação de colonos israelitas na mesquita de Al Aqsa, novas incursões de Israel na Faixa de Gaza, novas demolições de casas palestinas (em Jericó). Está também em marcha um plano para destruir dezenas de aldeias de beduínos no deserto do Negev, que a ser concretizada levará à expulsão de dezenas de milhar de palestinos dos seus lares em Israel. A agressividade de Israel no plano internacional é o outro lado da moeda da sua permanente política de opressão e negação dos direitos nacionais do povo palestino.

5. O MPPM apela uma vez mais ao reforço, no nosso país, da solidariedade com todos os povos do Médio Oriente que são vítimas da guerra, da agressão, de planos de desestabilização e subversão, alimentados a partir do exterior, e que visam reconduzir os povos da região à submissão, condição necessária para a expropriação e controlo dos seus recursos naturais.

Lisboa, 9 de Maio de 2013

A Direcção Nacional do MPPM

 
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