Home Guerras e Agressões Trigésimo aniversário do massacre de Sabra e Shatila
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30º Aniversário dos massacres de Sabra e Shatila

Há trinta anos, as Forças Armadas de Israel invadiram o Líbano e ocuparam a capital Beirute. Os ocupantes lançaram milícias libanesas contra os campos de refugiados palestinos e, em Sabra e Shatila, muitas centenas - possivelmente milhares - de palestinos, em grande parte mulheres e crianças, foram massacrados de forma selvagem. Em 16 de Dezembro desse mesmo ano de 1982, a Assembleia Geral da ONU classificou os massacres (sem votos contrários) como um ato de genocídio. Todos os responsáveis pelo massacre permanecem impunes, incluindo Ariel Sharon, então Ministro da Defesa de Israel e supremo comandante militar da invasão do Líbano, e que viria mais tarde a tornar-se Primeiro-Ministro de Israel.

O massacre de Sabra e Shatila é um momento particularmente hediondo numa longa série de crimes que tem marcado a história do Estado de Israel, desde a sua criação até aos nossos dias. Ainda no início deste mês de setembro de 2012, Israel bombardeou repetidamente a Faixa de Gaza, provocando mortos e feridos entre a população civil. De acordo com o mais recente Relatório Anual (2011) do Centro Palestino para os Direitos Humanos (PCHR), desde o início da segunda Intifada, em setembro de 2000, até ao final de 2011, as forças armadas israelitas mataram 6.721 pessoas nos territórios ocupados, das quais 1.258 (24,3%) menores. O número de feridos ascendeu a 19.728, dos quais 6.073 (30,8%) menores.

No trigésimo aniversário do bárbaro massacre de Sabra e Shatila, o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM):

  • Condena os permanentes crimes da ocupação israelita, bem como o silêncio que os rodeia, em particular o silêncio do governo português
  • Apela ao reforço da solidariedade dos portugueses para com a causa da libertação do povo palestino e exige que sejam cumpridas as muitas promessas e resoluções da ONU que nunca, ao longo de décadas, passaram do papel, e que exigem a retirada de Israel dos territórios ocupados em 1967 e a constituição do Estado da Palestina com Jerusalém Leste como capital, e uma solução justa para a situação dos refugiados palestinos
  • Alerta para que as continuadas agressões de Israel para com os países vizinhos são testemunho eloquente de que não devem ser subestimadas as permanentes ameaças dum ataque de Israel contra o Irão que, a consumar-se, constituiria uma tragédia de enormes proporções para a região e para o mundo.

Lisboa, 16 de setembro de 2012

A Direção Nacional do MPPM

 
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